SNEL11 — FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO SUNO ENERGIAS LIMPAS
Cotação, indicadores e dados históricos de SNEL11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 8,36
- P/VP
- 1,05
- Dividend Yield (12m)
- 14,40%
Setor
Outros
Desempenho recente
No período de 6m, SNEL11 apresentou variação de -4,68% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, SNEL11 oscilou entre R$ 8,09 a R$ 8,94. Média de R$ 8,51 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 14,40%.
P/VP
P/VP: 1.05.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 7,99. Patrimônio líquido: R$ 883,6M. Valor de mercado: R$ 925,1M. Cotas emitidas: 110.660.070. Número de cotistas: 99.294. Taxa de administração: 0,11%. Idade do fundo: 3,6 anos. Administrador: QI CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 43.741.171/0001-84. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
Imóveis e Ocupação
Total de ativos do fundo: 47. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de SNEL11 é de 14,40%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,10 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Outros: P/VP de SNEL11 em 1.05 ante mediana do setor de 0.82. Dividend yield de 14,40% ante mediana do setor de 13,16%.
O SNEL11 — Fundo de Investimento Imobiliário Suno Energias Limpas — é um FII listado na B3 com portfólio voltado a projetos de geração de energia renovável, como solar e eólica. Com patrimônio líquido superior a R$ 889 milhões e mais de 94.000 cotistas, o fundo oferece ao investidor pessoa física acesso a um segmento de infraestrutura com contratos de longo prazo. A gestão é conduzida pela Suno Asset Management, com estrutura de custos competitiva e distribuição mensal de rendimentos. O perfil do fundo combina exposição à transição energética com características de renda passiva típicas dos FIIs, em um formato regulado pela CVM e negociável no mercado secundário da B3.
Sobre FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO SUNO ENERGIAS LIMPAS
O SNEL11, cujo nome completo é Fundo de Investimento Imobiliário Suno Energias Limpas, é um fundo de investimento imobiliário brasileiro com foco em ativos ligados à geração e distribuição de energias renováveis, um segmento relativamente recente e diferenciado dentro do universo dos FIIs listados na B3. Criado pela Suno Asset Management, gestora com histórico consolidado na análise e montagem de portfólios de fundos imobiliários, o SNEL11 pertence ao segmento denominado informalmente como 'outros' na taxonomia da B3, pois combina características de fundo de renda com exposição a projetos de infraestrutura de energia limpa — um perfil distinto dos FIIs tradicionais de lajes corporativas, shoppings ou galpões logísticos.
Em termos estruturais, o SNEL11 se enquadra como fundo de investimento imobiliário do tipo 'tijolo', na medida em que seus ativos subjacentes são empreendimentos físicos ou participações em projetos reais de geração de energia — como usinas solares, eólicas ou estruturas de arrendamento vinculadas à produção de energia limpa. Essa característica o diferencia dos fundos de papel (que investem em CRIs e LCIs) e dos fundos de desenvolvimento (que financiam projetos na fase de construção), conferindo ao cotista exposição direta aos fluxos de caixa gerados pelos contratos de arrendamento, cessão de uso ou participação nos projetos do portfólio.
O fundo foi constituído sob a forma de condomínio fechado, sem prazo determinado de duração, o que significa que as cotas não são resgatáveis a qualquer momento pelo cotista — a saída se dá exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3. Com aproximadamente 3,5 anos de histórico desde sua constituição, o SNEL11 ainda pode ser considerado um fundo jovem dentro do segmento, em fase de maturação do portfólio e de consolidação da base de cotistas, que em 2026 já ultrapassou 94.000 investidores cadastrados, com expressiva maioria de pessoas físicas — refletindo o apetite do investidor de varejo por alternativas de renda com viés sustentável.
O patrimônio líquido do fundo é expressivo para um FII do segmento, superando R$ 889 milhões, o que lhe confere escala para diversificar o portfólio e acessar projetos de maior porte. As cotas são negociadas sob o código SNEL11 no segmento de fundos imobiliários da B3, com liquidez classificada como baixa em comparação aos grandes FIIs de tijolo tradicionais, o que é característica comum de fundos especializados e de nicho. O investidor que considera o SNEL11 deve avaliar esse aspecto com atenção, pois a saída da posição pode demandar mais tempo ou maior desconto que em FIIs com volume médio diário elevado.
A proposta central do SNEL11 é oferecer ao investidor pessoa física acesso a um portfólio de ativos ligados à transição energética, com geração de renda por meio de distribuições periódicas lastreadas nos contratos firmados com os tomadores de energia ou nos arrendamentos dos projetos. A tese de investimento se apoia na demanda crescente por energia renovável no Brasil, na previsibilidade dos contratos de longo prazo típicos do setor elétrico e na perspectiva de apreciação do portfólio conforme os projetos atingem maturidade operacional.
A gestão ativa do fundo, a cargo da Suno Asset, implica que as decisões de alocação, desinvestimento e eventual reciclagem de capital são tomadas pela equipe de gestão, dentro dos limites estabelecidos no regulamento aprovado pela CVM. O cotista não interfere diretamente nas escolhas do portfólio, mas possui direito a voto nas assembleias gerais, onde são deliberadas matérias relevantes como aprovação de emissões de novas cotas, alterações regulamentares e demonstrações financeiras.
Contexto de negocio e setor
O mercado de fundos imobiliários com foco em energias renováveis é um segmento emergente no Brasil, impulsionado pela expansão acelerada da capacidade instalada de geração solar e eólica no país. O Brasil ocupa posição de destaque global na matriz energética renovável, com mais de 80% da eletricidade gerada a partir de fontes limpas — hidroelétricas, eólicas, solares e biomassa — o que cria um ambiente natural para a proliferação de projetos do tipo explorado pelo SNEL11.
O modelo de negócios predominante nos FIIs de energia envolve a aquisição ou participação em usinas já operacionais ou em fase avançada de construção, com contratos de compra de energia (PPAs — Power Purchase Agreements) firmados com distribuidoras ou grandes consumidores livres. Esses contratos costumam ter vigência de 15 a 25 anos, proporcionando visibilidade de receita de longo prazo — característica que, em tese, reduz a volatilidade dos rendimentos distribuídos ao cotista em comparação com FIIs expostos a vacância física de imóveis comerciais.
No contexto macroeconômico brasileiro, o investimento em energias limpas ganhou tração adicional com a regulamentação do mercado de créditos de carbono, a expansão do mercado livre de energia (que permite ao consumidor contratar diretamente com o gerador) e os incentivos fiscais associados a projetos de geração distribuída. O SNEL11, posicionado nesse ecossistema, pode se beneficiar de contratos no mercado livre, onde os preços são negociados entre as partes e podem, dependendo do contexto, superar as tarifas reguladas do mercado cativo.
A estrutura de receita de um FII de energia difere substancialmente da de um FII de imóveis comerciais. Enquanto um fundo de lajes corporativas obtém receita via aluguéis vinculados a IGP-M ou IPCA, um fundo como o SNEL11 pode ter parte da receita indexada ao preço de energia no mercado de curto prazo (PLD — Preço de Liquidação de Diferenças) ou a índices específicos de reajuste de PPAs, além de potencial exposição a receitas de geração distribuída e injeção na rede. Essa diferença na composição de receitas implica que o cotista deve entender o perfil de contratos do portfólio para avaliar o grau de previsibilidade dos rendimentos.
A administração fiduciária do SNEL11 é responsável pela custódia dos ativos, pela manutenção do registro na CVM e pela convocação e condução das assembleias gerais ordinárias (AGOs) e extraordinárias (AGEs). O gestor, a Suno Asset Management, é quem de fato toma as decisões de investimento e desinvestimento, dentro do mandato definido no regulamento. Essa separação entre administração fiduciária e gestão é padrão nos FIIs brasileiros e garante uma camada adicional de controle e transparência para o cotista.
O setor de energias renováveis no Brasil apresenta dinâmicas próprias de risco que o investidor deve considerar. Entre os riscos setoriais estão: variação hidrológica (que afeta o preço de energia no mercado spot), mudanças regulatórias na ANEEL e MME, risco de contraparte nos contratos de PPA (default do comprador de energia), risco de geração abaixo do previsto (por condições climáticas adversas) e risco de concentração geográfica dos projetos. Além disso, como todo FII, o SNEL11 está sujeito ao risco de mercado das cotas na B3, que pode não refletir imediatamente o valor patrimonial dos ativos subjacentes.
A base de mais de 94.000 cotistas, com presença predominante de pessoas físicas, é indicativo de que o fundo integra o portfólio de investidores de varejo que buscam renda passiva aliada a uma narrativa de investimento sustentável — o que pode trazer benefícios de liquidez em momentos de euforia e riscos de saques concentrados em momentos de stress. A diversidade da base é, em geral, positiva para a estabilidade do preço das cotas no mercado secundário.
Como ler os indicadores deste ativo
Para analisar um Fundo de Investimento Imobiliário como o SNEL11, o investidor precisa dominar um conjunto de indicadores que revelam tanto a eficiência operacional do fundo quanto o preço que está pagando pelo portfólio. Diferentemente de ações de empresas, os FIIs possuem métricas próprias que refletem sua natureza híbrida entre renda fixa e variável, e o entendimento correto desses números é o que separa uma decisão bem fundamentada de uma movida apenas por expectativa de rendimento.
O Dividend Yield (DY) é o indicador mais acompanhado pelos cotistas de FIIs, pois mede a relação entre os rendimentos distribuídos pelo fundo e o preço das cotas no mercado. É expresso em percentual e pode ser calculado de forma mensal ou anualizada. O DY é um termômetro da capacidade do fundo de gerar e distribuir renda — mas é fundamental entender que um DY elevado nem sempre é positivo: pode indicar que as cotas estão sendo negociadas com grande desconto, ou que o fundo distribuiu rendimentos não recorrentes (como ganho de capital em comercializacao de ativo). Para o SNEL11, a análise do DY deve considerar se os rendimentos são lastreados em contratos firmes de energia ou em eventos pontuais.
O Preço sobre Valor Patrimonial por Cota (P/VP) é o segundo indicador estrutural mais importante. Ele compara o preço de mercado da cota com seu valor patrimonial contábil — ou seja, o quanto o mercado está disposto a pagar em relação ao que os ativos do fundo valem no balanço. Um P/VP acima de 1 significa que o mercado precifica os ativos acima do valor contábil, o que pode indicar expectativa de valorização futura ou simplesmente prêmio de qualidade. Um P/VP abaixo de 1 sugere desconto sobre o patrimônio, o que pode ser oportunidade ou sinal de deterioração. Para um FII de energias renováveis, o P/VP deve ser interpretado com cautela porque a avaliação dos projetos de energia pode não refletir com precisão as perspectivas dos contratos futuros.
O Valor Patrimonial por Ação (VPA), também chamado de Valor Patrimonial por Cota (VP/cota), é o resultado da divisão do patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Essa métrica representa o valor contábil de cada cota, e é a base para o cálculo do P/VP. Para o cotista, o VPA serve como âncora patrimonial — ele representa o quanto cada cota 'vale' segundo o balanço do fundo, antes de qualquer prêmio ou desconto de mercado.
A Vacância Física indica o percentual de área ou capacidade dos ativos do fundo que não está gerando receita no período. Em FIIs tradicionais, mede metros quadrados desocupados. Em FIIs de energia, pode traduzir-se em capacidade de geração contratada versus não contratada, ou projetos ainda sem PPA firmado. Uma vacância elevada compromete diretamente os rendimentos distribuídos, pois significa que parte dos ativos não está contribuindo para o caixa. Para o SNEL11, o monitoramento da vacância é especialmente relevante em função do perfil dos projetos do portfólio.
O Último Rendimento por Cota é o valor em reais distribuído pelo fundo aos cotistas na distribuição mais recente. Por determinação legal, os FIIs são obrigados a distribuir ao menos 95% do resultado semestral auferido em caixa, mas na prática a grande maioria dos fundos opta por distribuições mensais para atrair o perfil de cotista que busca renda recorrente. Esse indicador é relevante para quem utiliza o fundo como fonte de renda passiva, mas deve sempre ser contextualizado em relação à sustentabilidade dos rendimentos ao longo do tempo.
A Taxa de Administração é o percentual cobrado anualmente sobre o patrimônio líquido do fundo para remunerar o administrador fiduciário e, quando aplicável, o gestor. Para FIIs que cobram taxas separadas de administração e gestão, o cotista deve somar ambas para ter o custo total do fundo. Taxas menores preservam uma fração maior dos rendimentos para o cotista, mas taxas reduzidas em excesso podem indicar que a gestão ativa é limitada. O custo total impacta diretamente o rendimento líquido distribuído.
Pontos de atencao
O SNEL11 opera no segmento de energias renováveis, com portfólio estruturado em projetos de geração limpa. O risco de concentração setorial é real: alterações regulatórias na ANEEL, MME ou nas regras do mercado livre de energia podem afetar a rentabilidade dos contratos de longo prazo que sustentam os rendimentos distribuídos ao cotista.
A vacância física não é informada nos dados estruturados disponíveis na B3 para o SNEL11, o que é comum em FIIs de energia onde o conceito difere do modelo tradicional. O cotista deve buscar essa informação nos relatórios gerenciais mensais divulgados pelo administrador na CVM (www.cvm.gov.br) para ter visibilidade real da ocupação do portfólio.
O fundo apresenta alavancagem de aproximadamente 3,4%, com passivo total de R$ 30,3 milhões sobre ativo de R$ 920,3 milhões. Esse patamar é considerado conservador, mas o cotista deve acompanhar a evolução do endividamento em emissões futuras, especialmente se o fundo utilizar CRIs ou debêntures para financiar novas aquisições.
Com liquidez classificada como baixa na B3, as cotas do SNEL11 podem apresentar spreads relevantes entre negociacao, tornando a saída de posições maiores potencialmente custosa em termos de preço. Investidores com horizonte de curto prazo devem avaliar esse risco com atenção antes de aportar recursos no fundo.
O SNEL11 tem aproximadamente 3,5 anos de existência, tornando-o um fundo jovem dentro do segmento de FIIs. Históricos de rendimento de curto prazo devem ser interpretados com cautela, pois a maturação do portfólio pode levar à variação dos rendimentos à medida que novos projetos entram em operação ou contratos são renegociados.
A base de 94.207 cotistas, composta em 99,9% por pessoas físicas, significa que o comportamento do preço das cotas pode ser mais sensível a movimentos de sentimento de mercado e às oscilações da taxa Selic — pois o investidor de varejo tende a comparar o DY do fundo com a rentabilidade de alternativas em renda fixa de baixo risco.
Os rendimentos distribuídos por FIIs como o SNEL11 a pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda sobre dividendos do fundo, desde que o cotista seja PF, o fundo tenha mais de 50 cotistas e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa — conforme a legislação vigente aplicável a FIIs. Ganhos de capital na comercializacao das cotas são tributados a 20% para PF.
O P/VP acima de 1 (em torno de 1,05) indica que o mercado precifica as cotas do SNEL11 com prêmio sobre o valor contábil. Isso pode refletir expectativa positiva em relação ao portfólio, mas também representa um risco de compressão caso o mercado revise para baixo as perspectivas de rendimento ou o patrimônio do fundo seja reavaliado negativamente.
O risco de contraparte nos contratos de PPA é uma característica específica de FIIs de energia que o cotista deve conhecer. Se o comprador de energia (distribuidora ou consumidor livre) inadimplir ou renegociar o contrato, o impacto pode ser direto nos rendimentos distribuídos. A qualidade creditícia dos tomadores de energia do portfólio do SNEL11 deve ser verificada nos relatórios gerenciais.
A gestão ativa do SNEL11 é realizada pela Suno Asset Management, que toma decisões de alocação e desinvestimento dentro do mandato regulamentar. O desempenho do fundo está intrinsecamente ligado à competência da equipe de gestão em identificar, adquirir e monitorar projetos de energia com contratos atrativos. Mudanças na equipe de gestão podem afetar a estratégia e os resultados futuros.
O setor de energias renováveis é sensível a variações climáticas que afetam a geração de energia — menor insolação afeta usinas solares, variação de ventos afeta eólicas. Essas variações podem impactar a receita dos projetos mesmo quando os contratos estão integralmente firmados, caso a geração efetiva fique abaixo das metas previstas nos PPAs.
O fundo foi constituído como condomínio fechado sem prazo determinado de duração. Isso significa que não há data de liquidação prevista — o cotista deve planejar a saída exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3, ao preço que o mercado oferecer no momento, sem direito a resgate pelo valor patrimonial.
Governanca e estrutura societaria
O SNEL11 — Fundo de Investimento Imobiliário Suno Energias Limpas — é estruturado na forma de condomínio fechado, sem prazo determinado de duração, e está registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nos termos da Resolução CVM 175/2022, que substituiu a antiga ICVM 472/2008 e passou a ser o marco regulatório principal dos FIIs no Brasil. A estrutura de governança do fundo é bipartida entre o administrador fiduciário e o gestor.
O administrador fiduciário é a instituição responsável pela custódia dos ativos do fundo, pela representação legal perante a CVM, pelo envio de informações periódicas ao regulador, pela convocação e condução das assembleias gerais e pela distribuição dos rendimentos aos cotistas. O administrador responde fiduciariamente pelos ativos do fundo e tem obrigações específicas de diligência e lealdade perante os cotistas, conforme exigido pela CVM.
O gestor — a Suno Asset Management — é a entidade que efetivamente toma as decisões de investimento, definindo quais projetos de energia serão adquiridos, em que condições e quando serão eventualmente desinvestidos. O gestor deve atuar dentro dos limites estabelecidos no regulamento do fundo, aprovado pelos cotistas ou pela CVM, e está sujeito à fiscalização do administrador e da CVM.
A taxa de administração do SNEL11 é de 0,11% ao ano sobre o patrimônio líquido, acrescida de taxa de custódia de 0,01% ao ano, totalizando 0,12% a.a. Esse custo é deduzido do patrimônio do fundo antes da apuração dos rendimentos a distribuir, impactando diretamente o DY entregue ao cotista.
As deliberações dos cotistas são tomadas em assembleias gerais, convocadas pelo administrador com antecedência mínima prevista no regulamento. A maioria das matérias relevantes — como emissão de novas cotas, alteração do regulamento, substituição do administrador ou do gestor, aprovação das demonstrações financeiras e liquidação do fundo — exige quórum específico, que pode variar de maioria simples dos presentes até aprovação de maioria qualificada dos cotistas totais, dependendo da matéria. O cotista que não comparecer às assembleias pode perder o poder de voto sobre decisões que afetam diretamente seu investimento.
A distribuição dos rendimentos obedece ao princípio estabelecido na legislação aplicável aos FIIs: ao menos 95% do resultado semestral auferido em caixa deve ser distribuído aos cotistas. Na prática, o SNEL11 adota a política de distribuição mensal, que é a preferência dominante entre os FIIs listados na B3 e é valorizada pelo perfil de investidor pessoa física que utiliza o fundo como fonte de renda passiva. Os rendimentos distribuídos a pessoas físicas são isentos de IR, desde que atendidas as condições legais (cotista PF, mais de 50 cotistas, cotas negociadas exclusivamente em bolsa).
O cotista do SNEL11 possui direitos garantidos pelo regulamento e pela legislação CVM: direito a rendimentos proporcionais às cotas detidas, direito de voto nas assembleias, acesso às informações periódicas enviadas à CVM (relatório gerencial mensal, demonstrações financeiras semestrais e anuais, fatos relevantes e comunicados ao mercado), e direito a participar de emissões de novas cotas com direito de preferência (conforme regras do regulamento).
O fundo pode realizar novas emissões de cotas para captar recursos e expandir o portfólio. Essas emissões estão sujeitas à aprovação assemblear e à registro na CVM, e podem diluir a participação dos cotistas que não subscreverem as novas cotas. O histórico de emissões do SNEL11 ao longo de seus aproximadamente 3,5 anos de existência reflete a estratégia de crescimento do portfólio — informação disponível nos documentos oficiais do fundo na CVM.
Panorama competitivo
O segmento de FIIs com foco em energias renováveis é relativamente recente no mercado brasileiro, com poucos veículos listados na B3 com mandato explícito de investimento em projetos de geração limpa. O SNEL11 compete, de forma indireta, com outros FIIs de infraestrutura, FIIs de desenvolvimento e fundos de papel com exposição ao setor elétrico, além de outros instrumentos de capital como as debentures incentivadas de infraestrutura (isentas de IR para pessoas físicas) e os FI-Infra.
Entre os principais concorrentes diretos no segmento de fundos imobiliários com exposição a energia e infraestrutura listados na B3 destacam-se: o URPR11 (Urca Prime Renda), que embora com foco em recebíveis, possui exposição ao setor de energia; o BZLI11 e outros FII-Infra estruturados sob a lei de debêntures de infraestrutura; e fundos de papel como BTCI11 e HABT11, que competem pela mesma base de cotistas pessoas físicas em busca de DY elevado. A concorrência mais relevante para o SNEL11, contudo, vem dos FI-Infra (fundos de investimento em infraestrutura) estruturados sob a Lei 12.431/2011, que também são isentos de IR para PF e possuem mandato explícito para projetos de energia renovável.
No mercado de projetos de geração de energia renovável em si, os concorrentes do SNEL11 pela aquisição de ativos incluem os grandes fundos de private equity e infraestrutura que operam no Brasil — como os veículos geridos por Votorantim, Equinix, Brookfield, EQT e outros gestores institucionais que disputam PPAs de longo prazo com projetos de qualidade. A diferença é que esses veículos não são acessíveis ao investidor de varejo via B3, o que representa um ponto de diferenciação relevante do SNEL11.
A Suno Asset Management, gestora do SNEL11, compete com outras gestoras especializadas em FIIs pelo mesmo universo de ativos: Kinea, Hedge Investments, RBR Asset, TRX e BTG Pactual Asset Management são exemplos de gestoras com forte presença em FIIs de tijolos que têm expandido sua atuação para segmentos alternativos, incluindo energia. O diferencial competitivo da Suno reside no histórico de pesquisa em investimentos individuais e na comunidade de cotistas construída ao longo dos anos.
Do ponto de vista do investidor pessoa física, o SNEL11 compete diretamente com o Tesouro Direto (especialmente Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic), com CDBs de bancos de médio porte, LCIs e LCAs isentos de IR, e com outros FIIs de rendimento elevado que compõem os portfólios de renda passiva. Quando a taxa Selic está em patamares elevados, a competição com a renda fixa se intensifica, pressionando os preços das cotas dos FIIs para baixo à medida que os cotistas migram para ativos com menor risco percebido e rendimento comparável.
O contexto da transição energética global coloca o SNEL11 em posição diferenciada no universo de fundos imobiliários tradicionais, atraindo cotistas com perfil ESG (Environmental, Social and Governance) que buscam alinhar seus investimentos a critérios de sustentabilidade. Essa demanda por ativos sustentáveis tem crescido no Brasil, com iniciativas da B3 como o segmento de títulos verdes e a criação de índices ESG, criando uma base potencial de investidores que vai além do perfil tradicional de cotista de FII.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) Anualizado.** O Dividend Yield anualizado do SNEL11 mede o retorno em rendimentos distribuídos em relação ao preço de mercado das cotas. Para FIIs de energia, o DY é influenciado pela estabilidade dos contratos de geração e pela capacidade do gestor de manter o portfólio com ocupação elevada. Um DY elevado pode ser sustentável se lastreado em contratos firmes de longo prazo, ou pode ser transitório em caso de rendimentos não recorrentes. O cotista deve sempre verificar a composição dos rendimentos — se são receitas operacionais recorrentes ou eventos pontuais como ganhos de capital na comercializacao de ativos. Fórmula: DY (%) = (Rendimento Total 12 Meses / Preço da Cota) × 100 Cálculo: Rendimento médio mensal de R$ 0,0936/cota × 12 meses = R$ 1,1232/cota acumulado em 12 meses. Preço da cota em 12/06/2026: R$ 8,45. DY = (1,1232 / 8,45) × 100 = 13,29% ao ano. O sistema utiliza a metodologia de rendimento real acumulado, que resultou em DY de 14,16% considerando os pagamentos efetivos do período de 12 meses. (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial por Cota).** O P/VP de 1,05 indica que as cotas do SNEL11 são negociadas com prêmio leve de cerca de 5% sobre o valor patrimonial contábil. Para um FII de energias limpas, essa leve sobrevalorização pode refletir a expectativa do mercado em relação ao crescimento do portfólio e ao potencial dos contratos de energia em vigor. O investidor deve ponderar se esse prêmio é justificado pela qualidade dos ativos e pela perspectiva de rendimentos futuros, ou se representa um risco de corrida caso o sentimento de mercado se altere. Fórmula: P/VP = Preço de Mercado da Cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado em 12/06/2026: R$ 8,45. VPA calculado: R$ 8,04 (patrimônio líquido de R$ 889.954.690,47 ÷ 110.660.070 cotas). P/VP = 8,45 / 8,04 = 1,051 ≈ 1,05. O fundo negocia com prêmio de aproximadamente 5,1% sobre o valor patrimonial contábil. (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 8,04 representa o valor contábil de cada cota do SNEL11, calculado pela divisão do patrimônio líquido pelo total de cotas emitidas. Esse indicador serve como âncora para avaliar se o preço de mercado está com prêmio ou desconto em relação ao valor dos ativos. Para FIIs de energia, é importante considerar que os ativos podem ser avaliados com base em laudos de avaliação periódicos, de modo que o VPA reflete a fotografia patrimonial no momento do balanço, podendo divergir do valor econômico projetado com base nos fluxos futuros dos contratos. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido Total / Número de Cotas Emitidas Cálculo: Patrimônio líquido do SNEL11: R$ 889.954.690,47. Número de cotas emitidas: 110.660.070. VPA = 889.954.690,47 ÷ 110.660.070 = R$ 8,04 por cota. O valor ativo total declarado é de R$ 920.252.245,67, com passivo total de R$ 30.297.555,20, resultando no patrimônio líquido de R$ 889.954.690,47. (dados de 12/06/2026)
**Vacância Física.** A vacância física em FIIs de energia indica o percentual de capacidade produtiva do portfólio que não está gerando receita contratada no período — seja por projetos ainda sem PPA firmado, por interrupções operacionais ou por capacidade excedente não alocada. Para o SNEL11, a análise dessa métrica requer a leitura dos relatórios gerenciais mensais divulgados na CVM, pois a vacância em fundos de energia apresenta dinâmica diferente da dos FIIs tradicionais de imóveis físicos. A geração de energia também pode variar por sazonalidade climática, afetando receitas mesmo com contratos firmados. Fórmula: Vacância Física (%) = (Área ou Capacidade Sem Receita / Área ou Capacidade Total) × 100 Cálculo: Os dados disponíveis para o SNEL11 em 12/06/2026 não apresentam vacância física informada pelo fundo em seu último relatório estruturado. O campo vacancia_fisica consta como não informado (null) na base de dados da B3 para este ticker. Isso é típico de FIIs com portfólio de energia, onde o conceito de vacância difere dos FIIs imobiliários tradicionais e pode ser divulgado como percentual de capacidade sem PPA ou capacidade não despachada. Recomenda-se consultar o relatório gerencial do fundo para obter essa informação de forma qualificada. (dados de 12/06/2026)
**Último Rendimento por Cota.** O último rendimento de R$ 0,10 por cota representa a distribuição mais recente realizada pelo SNEL11 aos seus cotistas. Esse valor, quando anualizado (× 12), resulta em R$ 1,20 por cota, que sobre o preço de mercado aproximado indica yield dentro da faixa histórica do fundo. Para FIIs de energia, os rendimentos tendem a ser mais estáveis que em FIIs de imóveis expostos a vacância física tradicional, desde que os contratos de geração estejam ativos e os recebíveis fluindo. Rendimentos eventuais de ganho de capital com desinvestimentos são distribuídos separadamente. Fórmula: Rendimento/Cota = Total Distribuído no Período / Número de Cotas Emitidas Cálculo: Último rendimento declarado do SNEL11: R$ 0,10 por cota. Com 110.660.070 cotas emitidas, o total distribuído nessa competência foi de R$ 0,10 × 110.660.070 = R$ 11.066.007,00. O rendimento médio dos últimos 12 meses foi de R$ 0,0936/cota/mês. Sobre o preço de R$ 8,45, o último rendimento representa um yield mensal de 0,10 / 8,45 = 1,18%. (dados de 12/06/2026)
**Taxa de Administração Total.** A taxa de administração total do SNEL11, somando administração (0,11% a.a.) e custódia (0,01% a.a.), totaliza 0,12% ao ano sobre o patrimônio líquido. Esse nível de custo é considerado competitivo dentro do universo de FIIs listados na B3, especialmente para um fundo de segmento especializado como energias renováveis. Taxas menores preservam mais rendimento para o cotista, mas é importante verificar se a estrutura de taxa remunera adequadamente a gestão ativa — que, em FIIs de energia, envolve análise de contratos de longo prazo e monitoramento operacional dos projetos. Fórmula: Custo Total (%) = Taxa de Administração + Taxa de Custódia (sobre patrimônio líquido ao ano) Cálculo: Taxa de administração do SNEL11: 0,11% ao ano. Taxa de custódia: 0,01% ao ano. Custo total: 0,11% + 0,01% = 0,12% ao ano sobre o patrimônio líquido. Sobre o patrimônio líquido de R$ 889.954.690,47, o custo anual estimado é de 0,12% × R$ 889.954.690,47 = R$ 1.067.945,83/ano ou aproximadamente R$ 88.995,57/mês. (dados de 12/06/2026)
**Patrimônio Líquido e Número de Cotistas.** O patrimônio líquido de aproximadamente R$ 890 milhões posiciona o SNEL11 como um fundo de porte médio-alto no segmento de FIIs de energias renováveis, com escala suficiente para diversificar o portfólio entre diferentes projetos e regiões. A base de 94.207 cotistas, quase integralmente composta por pessoas físicas, reflete o apelo do fundo junto ao investidor de varejo que combina busca por renda passiva com interesse em investimentos alinhados à transição energética. O baixo grau de alavancagem (3,4%) indica uma estrutura de capital conservadora, com passivo representando parcela pequena do ativo total. Fórmula: Patrimônio Líquido = Ativo Total - Passivo Total; Cotistas PF = Total de cotistas pessoas físicas cadastrados Cálculo: Ativo total do SNEL11: R$ 920.252.245,67. Passivo total: R$ 30.297.555,20. Patrimônio líquido: R$ 920.252.245,67 - R$ 30.297.555,20 = R$ 889.954.690,47. Número total de cotistas: 94.207, sendo 94.113 pessoas físicas (99,9% do total). Alavancagem: passivo / ativo = 30.297.555,20 / 920.252.245,67 = 3,29% ≈ 3,4%. (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de SNEL11? A cotação mais recente de SNEL11 é de R$ 8,36.
Qual o dividend yield do SNEL11? O dividend yield anualizado de SNEL11 é de 14,40%.
Qual o P/VP de SNEL11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de SNEL11 é 1.05.
SNEL11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de SNEL11 foi de R$ 0,10 por cota.
O que é o SNEL11 e qual é sua proposta de investimento? O SNEL11 é o Fundo de Investimento Imobiliário Suno Energias Limpas, um FII listado na B3 com foco em projetos de geração e distribuição de energias renováveis — como solar e eólica. Sua proposta é oferecer ao investidor pessoa física acesso a portfólio de ativos de energia limpa com geração de renda periódica por meio de rendimentos lastreados em contratos de fornecimento de energia de longo prazo. O fundo é gerido pela Suno Asset Management e tem patrimônio líquido superior a R$ 889 milhões.
Como funciona a distribuição de rendimentos do SNEL11? O SNEL11 distribui rendimentos mensalmente aos seus cotistas, calculados com base nos resultados gerados pelo portfólio de projetos de energia. Por determinação legal, os FIIs devem distribuir ao menos 95% do resultado semestral auferido em caixa. O valor por cota pode variar mês a mês dependendo da receita efetiva dos projetos e de eventuais despesas do fundo. Os rendimentos são creditados diretamente na conta do cotista na corretora, proporcional ao número de cotas detidas na data de corte.
Há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos recebidos? Os rendimentos distribuídos pelo SNEL11 a cotistas pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridas três condições simultâneas: o cotista seja pessoa física, o fundo possua mais de 50 cotistas e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. Ganhos de capital obtidos na comercializacao das cotas no mercado secundário são tributados à alíquota de 20% para pessoas físicas. As regras de tributação podem ser alteradas por lei, sendo recomendada a consulta a um contador ou assessor tributário para análise individualizada.
Qual é o risco de liquidez das cotas do SNEL11? O SNEL11 é classificado com liquidez baixa na B3, o que significa que o volume médio diário de negociação das cotas é reduzido em comparação com os maiores FIIs do mercado. Na prática, isso pode dificultar a compra ou comercializacao de grandes lotes sem impactar o preço das cotas. Investidores com horizontes de curto prazo ou que possam precisar dos recursos rapidamente devem considerar esse risco antes de investir. A liquidez pode variar com o tempo conforme a base de cotistas e o interesse de mercado pelo fundo se expandam.
O que é P/VP e o que ele indica sobre o SNEL11? O P/VP é a relação entre o preço de mercado da cota e seu valor patrimonial contábil. Um P/VP acima de 1 indica que o mercado paga prêmio sobre o valor contábil dos ativos; abaixo de 1, indica desconto. Para o SNEL11, o P/VP histórico próximo de 1,05 sugere que as cotas negociam com leve prêmio, o que pode refletir a expectativa do mercado em relação ao crescimento do portfólio de energia. Esse prêmio pode se comprimir caso as perspectivas de rendimento se deteriorem ou o ambiente de taxa de juros torne a renda fixa mais atrativa.
Quem é o gestor do SNEL11 e qual é seu papel? O gestor do SNEL11 é a Suno Asset Management, responsável pelas decisões de investimento e desinvestimento do portfólio — ou seja, quais projetos de energia são adquiridos, monitorados e eventualmente vendidos. O gestor atua dentro dos limites estabelecidos no regulamento do fundo e está sujeito à fiscalização do administrador fiduciário e da CVM. A separação entre administrador (custódia, representação legal, assembleias) e gestor (estratégia de investimento) é padrão nos FIIs brasileiros e garante uma camada adicional de controle.
Como o SNEL11 se diferencia dos FIIs tradicionais de imóveis? Enquanto FIIs tradicionais investem em lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos ou hospitais — ativos imobiliários físicos com renda de aluguel —, o SNEL11 tem mandato para projetos de geração de energia limpa. A receita não vem de aluguéis tradicionais, mas de contratos de compra de energia (PPAs), arrendamentos de projetos ou participações nos fluxos de caixa de usinas. Isso confere um perfil de risco e retorno distinto, com correlação diferente com o ciclo imobiliário tradicional, mas com sensibilidade a variáveis do setor elétrico como preço de energia e disponibilidade climática.
O que são PPAs e qual é sua importância para o SNEL11? PPAs (Power Purchase Agreements, ou Contratos de Compra de Energia) são acordos de longo prazo — tipicamente de 15 a 25 anos — firmados entre o gerador de energia (projeto no portfólio do fundo) e um comprador (distribuidora ou consumidor livre). Esses contratos definem o preço e o volume de energia a ser fornecida, criando previsibilidade de receita para o fundo. Para o SNEL11, a qualidade, o prazo e a diversificação dos PPAs do portfólio são determinantes para a estabilidade dos rendimentos distribuídos. Contratos com inadimplência ou rescisão impactam diretamente o caixa do fundo.
Posso resgatar minhas cotas do SNEL11 a qualquer momento? Não. O SNEL11 é constituído na forma de condomínio fechado, o que significa que não existe a opção de resgate de cotas diretamente com o fundo. A saída do investimento se dá exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3, ao preço vigente no momento da comercializacao. Não há garantia de que o preço de comercializacao será igual ou superior ao preço pago, e a liquidez reduzida do SNEL11 pode exigir tempo ou preço mais baixo para efetivar a saída.
Como acompanhar as informações e comunicados do SNEL11? Os documentos oficiais do SNEL11 — relatórios gerenciais mensais, demonstrações financeiras, fatos relevantes, atas de assembleias e comunicados ao mercado — são enviados obrigatoriamente à CVM e ficam disponíveis no portal da autarquia (www.cvm.gov.br) e no sistema de informações da B3. O investidor deve acompanhar esses documentos periodicamente para monitorar a evolução do portfólio, os resultados operacionais e eventuais mudanças na estratégia ou na gestão do fundo.
Quais são os principais riscos específicos de um FII de energias renováveis? Os principais riscos incluem: risco regulatório (alterações nas regras da ANEEL, MME ou no mercado livre de energia), risco de contraparte nos PPAs (inadimplência do comprador de energia), risco de geração abaixo do previsto por fatores climáticos (menor insolação, vento insuficiente), risco de concentração geográfica dos projetos, risco de mercado das cotas na B3 e risco de execução na aquisição e operação dos projetos. Todos esses fatores devem ser avaliados em conjunto com as características específicas do portfólio do SNEL11, conforme descritas nos relatórios gerenciais.
O SNEL11 pode emitir novas cotas? Sim. Como FII listado na B3, o SNEL11 pode realizar novas emissões de cotas para captar recursos e expandir o portfólio, mediante aprovação assemblear e registro na CVM. Novas emissões podem diluir a participação proporcional dos cotistas que não subscrevam as novas cotas. O regulamento pode prever direito de preferência aos cotistas existentes. O histórico de emissões do fundo está disponível nos documentos arquivados na CVM e pode ser utilizado para avaliar a estratégia de crescimento do portfólio ao longo do tempo.
Como a taxa Selic afeta o SNEL11? A taxa Selic influencia o SNEL11 de duas formas principais. Primeiro, impacta o custo de oportunidade: quando a Selic sobe, instrumentos de renda fixa sem risco ficam mais atrativos, pressionando os preços das cotas de FIIs para baixo. Segundo, pode afetar o custo de eventuais captações via dívida pelo fundo para aquisição de novos projetos. Em ambientes de Selic elevada, o DY exigido pelos cotistas tende a ser maior, o que implica cotas mais baratas em relação ao patrimônio. A sensibilidade do SNEL11 a esse fator deve ser acompanhada no contexto do ciclo de política monetária.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
