ITRI11 — ITAÚ TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
Cotação, indicadores e dados históricos de ITRI11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 79,94
- P/VP
- 0,85
- Dividend Yield (12m)
- 13,16%
Setor
Outros
Desempenho recente
No período de 6m, ITRI11 apresentou variação de -4,64% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, ITRI11 oscilou entre R$ 74,61 a R$ 91,00. Média de R$ 81,64 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 13,16%.
P/VP
P/VP: 0.85.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 93,71. Patrimônio líquido: R$ 585,7M. Valor de mercado: R$ 499,6M. Cotas emitidas: 6.250.000. Número de cotistas: 18.032. Taxa de administração: 1,03%. Idade do fundo: 2,4 anos. Administrador: INTRAG DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 52.270.671/0001-76. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
Imóveis e Ocupação
Total de ativos do fundo: 49. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de ITRI11 é de 13,16%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,85 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Outros: P/VP de ITRI11 em 0.85 ante mediana do setor de 0.82. Dividend yield de 13,16% ante mediana do setor de 13,16%.
O ITRI11 é um Fundo de Investimento Imobiliário de gestão ativa com mandato 'total return', vinculado ao conglomerado Itaú Unibanco e listado na B3. Com patrimônio líquido de cerca de R$ 595 milhões, o fundo combina exposição a ativos imobiliários físicos e instrumentos de crédito imobiliário, como CRIs, buscando equilibrar distribuição de renda com valorização patrimonial. A base de cotistas conta com mais de 17 mil investidores, e os rendimentos distribuídos são isentos de IR para pessoas físicas dentro das condições estabelecidas pela Lei 11.033/2004. O fundo opera com alavancagem muito baixa e taxa de administração de 1,10% ao ano, sendo regulado pela CVM conforme a Resolução 175/2022.
Sobre ITAÚ TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
O ITAÚ TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (ITRI11) é um fundo de investimento imobiliário de gestão ativa constituído sob a forma de condomínio fechado, registrado e regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conforme a Resolução CVM 175/2022 e a Instrução CVM 472/2008. Suas cotas são listadas no segmento de Fundos Imobiliários da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, sob o código ITRI11.
O fundo foi estruturado com mandato denominado 'total return', abordagem que combina a busca por geração de renda recorrente — proveniente de rendimentos de ativos imobiliários e instrumentos de renda fixa vinculados ao setor — com a potencial valorização do patrimônio líquido ao longo do tempo. Essa estratégia diferencia o ITRI11 de fundos puramente voltados à distribuição de rendimentos ou à valorização de ativos.
Com um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 595,7 milhões e 6.250.000 cotas emitidas, o ITRI11 posiciona-se como um fundo de médio porte dentro do universo de FIIs brasileiros. A base de cotistas é composta por cerca de 17.802 investidores, o que reflete um perfil de distribuição ainda em fase de consolidação, dado que o fundo conta com menos de três anos de existência, tendo sido lançado por volta de 2023 ou 2024.
A gestão do fundo é realizada por entidade vinculada ao conglomerado Itaú Unibanco, um dos maiores grupos financeiros privados do Brasil e da América Latina, com atuação em mais de 18 países e décadas de experiência em gestão de ativos. Essa origem confere ao ITRI11 acesso a estruturas de análise, compliance e distribuição que são atributos relevantes para um fundo ainda jovem no mercado.
No tocante à carteira, o fundo adota estratégia multissetorial e multi-instrumento, podendo alocar recursos tanto em ativos imobiliários físicos (lajes corporativas, galpões logísticos, ativos de varejo) quanto em ativos de renda fixa com lastro imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Esse perfil de alocação flexível é comum a fundos classificados como 'fundos de fundos' ou 'fundos híbridos', permitindo ao gestor ajustar o portfólio conforme as condições de mercado.
As cotas do ITRI11 contam com liquidez classificada como baixa pelo sistema da OrganizeSee, o que reflete volume médio de negociações relativamente reduzido em comparação a FIIs mais consolidados no IFIX. Esse dado é relevante para investidores que consideram a facilidade de entrada e saída como critério de seleção.
Os rendimentos distribuídos pelo ITRI11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas cotistas que detenham menos de 10% das cotas e cujas cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado, desde que o fundo possua ao menos 50 cotistas — condição atualmente satisfeita com 17.802 cotistas cadastrados. Essa isenção está prevista no artigo 3º da Lei 11.033/2004 e no artigo 2º da Lei 9.779/1999, sendo um dos principais atrativos tributários da estrutura de FII em comparação a outros veículos de investimento imobiliário.
O ITRI11 pertence ao segmento regulado pela CVM, com obrigações de divulgação de informes mensais, relatórios trimestrais e demonstrações financeiras anuais auditadas. As informações sobre a carteira, a composição dos ativos e os resultados distribuídos são de acesso público, disponíveis no sistema de divulgação da CVM e no site da administradora.
Contexto de negocio e setor
O mercado brasileiro de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) passou por transformação significativa ao longo das últimas duas décadas. De nicho voltado a grandes investidores institucionais no início dos anos 2000, o segmento democratizou-se com a regulamentação da CVM e a isenção tributária para pessoas físicas estabelecida pela Lei 11.033/2004, tornando-se um dos produtos mais populares entre investidores de varejo na Bolsa brasileira.
No ambiente macroeconômico brasileiro, a taxa básica de juros (Selic) exerce papel estruturante sobre os FIIs. Quando a Selic se encontra em patamares elevados, como observado entre 2021 e o momento atual, os fundos imobiliários enfrentam dupla pressão: (1) competição com títulos de renda fixa que oferecem rentabilidade real positiva com menor risco percebido; (2) pressão sobre os valuations dos ativos imobiliários subjacentes, dado que o desconto das receitas futuras é realizado a taxas mais altas. Por outro lado, a capitalização da dívida imobiliária por índices como IPCA e IGP-M protege parcialmente a receita de fundos com contratos indexados à inflação.
O ITRI11, com sua abordagem 'total return', insere-se nesse contexto buscando capturar diferentes momentos do ciclo imobiliário. Em ambiente de Selic elevada, a parcela alocada em CRIs e outros instrumentos de renda fixa imobiliária tende a se beneficiar de spreads maiores, enquanto a parcela em ativos físicos é avaliada com desconto — como evidencia o P/VP abaixo de 1,0. Em cenários de queda de juros, o movimento tende a se inverter, com valorização do portfólio físico e compressão dos spreads de crédito.
O setor imobiliário brasileiro apresenta dinâmicas heterogêneas por subsegmento. O mercado de galpões logísticos expandiu-se expressivamente com a aceleração do e-commerce, especialmente após 2020, com taxas de vacância chegando a mínimas históricas em 2022 e 2023. O mercado de lajes corporativas passou por ajuste mais longo em função do trabalho remoto e híbrido, com recuperação gradual observada desde 2023 nas principais capitais. O segmento residencial e de shopping centers possui dinâmicas próprias, influenciadas por fatores como renda disponível das famílias, crédito imobiliário e fluxo de consumidores.
A estrutura regulatória dos FIIs no Brasil é considerada madura para os padrões da América Latina. A Resolução CVM 175/2022 — que substituiu e consolidou diversas instruções anteriores — estabelece regras claras sobre políticas de investimento, conflito de interesses, divulgação de informações e governança. Essa moldura regulatória é fator de atração para capital estrangeiro interessado em exposição ao setor imobiliário brasileiro por meio de veículos líquidos e transparentes.
Entre os principais benchmarks do setor, o IFIX (Índice de Fundos de Investimento Imobiliário) é o índice de referência utilizado pelo mercado para avaliar o desempenho dos FIIs listados em bolsa. Gestores de fundos como o ITRI11 são frequentemente avaliados em relação ao IFIX, ao CDI e aos principais peers de mandato similar.
A consolidação do mercado de FIIs brasileiro também trouxe maior profissionalização das gestoras. Grandes bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual e XP Investimentos passaram a competir diretamente com gestoras independentes especializadas como CSHG, Kinea, RBR Asset e Valora Investimentos. Essa concorrência elevou o padrão de gestão e pressionou as taxas de administração médias do setor para baixo ao longo dos anos, beneficiando cotistas.
A operação de um fundo com mandato 'total return' exige capacidade analítica ampla, cobrindo tanto crédito imobiliário (análise de CRIs por devedor, garantias, DSCR e LTV) quanto ativos físicos (avaliação de imóveis, análise de contratos de locação, gestão de vacância). Essa amplitude é simultaneamente um diferencial competitivo — para gestoras com escala para montar equipes multidisciplinares — e um fator de risco operacional para fundos menores ou com equipes enxutas.
Como ler os indicadores deste ativo
entender os indicadores de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) exige familiaridade com a lógica específica desse tipo de veículo, que difere tanto das ações ordinárias quanto dos títulos de renda fixa. Os principais indicadores utilizados na análise de FIIs combinam métricas de valuation, geração de caixa, estrutura patrimonial e qualidade dos ativos subjacentes.
O Dividend Yield (DY) é a métrica mais popularmente acompanhada pelos cotistas de FIIs. Ele expressa a proporção dos rendimentos distribuídos em relação ao preço da cota, normalmente calculado em base anual. Para FIIs, essa métrica é especialmente relevante porque os fundos são obrigados por lei a distribuir ao menos 95% do resultado caixa apurado em cada semestre — o que tende a tornar as distribuições mais previsíveis do que os dividendos de empresas listadas. Entretanto, o DY não deve ser analisado isoladamente: um DY elevado pode refletir tanto eficiência operacional quanto uma situação atípica — como comercializacao de ativos, amortização ou distribuição de reservas.
O Preço sobre Valor Patrimonial por Cota (P/VP) é o principal indicador de valuation dos FIIs. Ele compara o preço de mercado de cada cota com o valor contábil do patrimônio que ela representa. Um P/VP abaixo de 1,0 indica que o mercado está precificando o fundo com desconto em relação ao patrimônio líquido declarado, enquanto um P/VP acima de 1,0 sugere que o mercado atribui prêmio — frequentemente associado à qualidade da gestão, histórico de resultados ou ativos de difícil replicação. O P/VP abaixo de 1,0 não é, por si só, indicador de oportunidade nem de deterioração: é preciso investigar as razões do desconto, que podem incluir percepção de risco de crédito, baixa liquidez ou contexto macroeconômico adverso.
O Valor Patrimonial por Cota (VPA) informa quanto cada cota representa do patrimônio líquido total do fundo, calculado pela divisão do patrimônio líquido pelo número de cotas emitidas. O VPA é reavaliado periodicamente com base em laudos de avaliação dos ativos imobiliários e marcação a mercado dos instrumentos financeiros. Variações no VPA indicam mudanças no valor dos ativos da carteira, que podem ser positivas (valorização dos imóveis, ganhos de capital em CRIs) ou negativas (depreciação, inadimplência, amortizações).
A vacância física indica o percentual da área locável total do fundo que está desocupada em determinada data. Para FIIs com ativos físicos (lajes, galpões, shoppings), essa é uma das métricas mais críticas, pois afeta diretamente a receita de locação. Vacâncias elevadas comprimem a geração de caixa disponível para distribuição e podem indicar problemas nos contratos, localização ou posicionamento de mercado dos imóveis. FIIs de papel (CRIs) geralmente não reportam vacância física, pois sua receita deriva de juros sobre instrumentos de crédito.
O último rendimento por cota é o valor em reais distribuído pelo fundo na última data de pagamento declarada. Esse número serve de referência para calcular o DY mensal corrente, mas não deve ser extrapolado linearmente sem análise do contexto: rendimentos pontuais (comercializacao de ativo, amortização de CRI) podem elevar artificialmente o valor de um mês específico, assim como eventos não recorrentes podem reduzir a distribuição temporariamente.
A taxa de administração representa a remuneração anual cobrada pela administradora e gestora sobre o patrimônio líquido do fundo, expressa em percentual. Essa taxa é deduzida antes da apuração do resultado disponível para distribuição, impactando diretamente o rendimento líquido do cotista. Taxas mais elevadas exigem performance superior da gestão para justificá-las; taxas menores ampliam a parcela do resultado que chega ao cotista. A análise da taxa de administração deve ser feita em conjunto com a avaliação da qualidade da gestão e do histórico de resultados do fundo.
Além desses indicadores centrais, métricas como o patrimônio líquido total e a composição da carteira (proporção alocada em ativos físicos versus instrumentos financeiros) oferecem visão complementar sobre a estrutura e o tamanho do fundo. O magic number — indicador proprietário da OrganizeSee — sintetiza múltiplas dimensões do fundo em uma pontuação única, permitindo comparações rápidas dentro do universo de FIIs.
Pontos de atencao
O ITRI11 é um fundo relativamente jovem, com aproximadamente 2,3 anos de existência desde seu lançamento. Fundos em estágio inicial de maturidade podem apresentar volatilidade maior nos rendimentos enquanto a carteira é montada e as estratégias de alocação são calibradas. Acompanhar o histórico de distribuições e a evolução do portfólio é fundamental nesse contexto.
A liquidez das cotas do ITRI11 no mercado secundário é classificada como baixa, com volume médio de negociação reduzido. Investidores que precisam de facilidade para vender suas cotas a qualquer momento devem considerar esse fator, pois spreads de bid-ask mais amplos e menor volume podem dificultar a execução de ordens grandes sem impacto significativo no preço.
O fundo conta com 17.802 cotistas cadastrados, número que satisfaz o requisito legal mínimo de 50 cotistas para a isenção de IR sobre rendimentos para pessoas físicas (Lei 11.033/2004). A manutenção dessa base acima do limite legal é um dado positivo, mas deve ser monitorada em processos de resgates ou saídas relevantes.
O ITRI11 negocia com P/VP de 0,87 (dados de 12/06/2026), indicando que o mercado precifica as cotas com desconto de cerca de 13% em relação ao valor patrimonial. Descontos persistentes podem refletir percepção de risco de crédito da carteira, baixa liquidez ou ceticismo sobre a qualidade dos laudos de avaliação dos ativos. A análise do motivo do desconto é tão importante quanto o número em si.
A alavancagem financeira do ITRI11 é de aproximadamente 1,01% sobre o ativo total, nível muito conservador. Embora a baixa alavancagem reduza o risco de insolvência, em cenários de valorização dos ativos, fundos mais alavancados podem apresentar retorno sobre o patrimônio mais elevado. O perfil conservador do ITRI11 reflete uma opção de gestão, não uma limitação estrutural.
O mandato 'total return' permite ao gestor alocar em diferentes classes de ativos imobiliários — CRIs, LCIs, FIIs de terceiros e imóveis físicos — sem concentração obrigatória em um único segmento. Essa flexibilidade é uma vantagem em ciclos de transição, mas também implica que o cotista deve entender a política de investimentos declarada no regulamento para entender os riscos efetivos da carteira.
A taxa de administração de 1,10% a.a. mais 0,08% de custódia, totalizando 1,18% a.a., representa um custo de carregamento que deve ser avaliado em relação ao histórico de resultados da gestão. Em fundos de gestão ativa, a taxa se justifica quando a gestora demonstra capacidade consistente de seleção de ativos acima do benchmark — avaliação que requer acompanhamento do histórico de resultados ao longo do tempo.
FIIs que investem em CRIs estão sujeitos ao risco de crédito dos devedores dos papéis, que pode incluir incorporadoras, construtoras ou empresas do setor imobiliário. A análise da qualidade dos CRIs da carteira — incluindo rating, garantias, relação LTV (loan-to-value) e perfil dos devedores — é um componente crítico da diligência para esse tipo de fundo.
Os rendimentos distribuídos pelo ITRI11 são isentos de IR para pessoas físicas cotistas nas condições previstas pela Lei 11.033/2004, desde que mantidas as condições de elegibilidade (mínimo de 50 cotistas e cotas negociadas em bolsa). Eventuais ganhos de capital na comercializacao de cotas em bolsa são tributados à alíquota de 20%, conforme a legislação vigente para FIIs.
A assembleia geral de cotistas é o principal órgão deliberativo do fundo, com poderes para aprovar alterações no regulamento, substituição do administrador ou gestor, emissão de novas cotas e destinação de resultados. A participação ativa nas assembleias é um direito e um instrumento de governança relevante para cotistas que desejam influenciar as decisões estratégicas do ITRI11.
O total investido declarado no balanço do fundo é de R$ 557.994.649,45, em um ativo total de R$ 601.677.351,05. A diferença entre esses valores reflete recursos em disponibilidades, caixa ou instrumentos de liquidez imediata, que servem como reserva para distribuição de rendimentos e oportunidades de novos investimentos. Uma proporção elevada em caixa pode indicar dificuldade em alocar capital ou, alternativamente, estratégia deliberada de aguardar melhores oportunidades.
O valor de mercado total do ITRI11 é de aproximadamente R$ 518,6 milhões, contra um patrimônio líquido de R$ 595,7 milhões. Esse desconto de mercado de cerca de R$ 77 milhões em termos absolutos representa uma das informações mais relevantes para análise comparativa: significa que o mercado precifica o conjunto dos ativos do fundo abaixo do valor contábil declarado, o que pode ser explicado por fatores como ambiente de juros, liquidez e percepção de risco do portfólio.
Governanca e estrutura societaria
O ITAÚ TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (ITRI11) é estruturado sob o modelo regulatório estabelecido pela Resolução CVM 175/2022, que consolidou as regras anteriores para fundos de investimento no Brasil e introduziu maior granularidade na diferenciação entre fundos destinados a investidores em geral e fundos para investidores qualificados ou profissionais.
Na arquitetura de governança dos FIIs brasileiros, dois atores têm papéis distintos e complementares: o administrador fiduciário e o gestor. O administrador fiduciário é responsável pela constituição e funcionamento legal do fundo, pela guarda dos ativos, pela prestação de contas aos cotistas e pela comunicação com a CVM. É o administrador que representa o fundo perante terceiros e que responde pela conformidade regulatória. O gestor, por sua vez, é o responsável pelas decisões de investimento — seleção, compra, comercializacao e monitoramento dos ativos que compõem o portfólio. No ITRI11, a entidade gestora é vinculada ao conglomerado Itaú Unibanco, que possui extensa infraestrutura de análise e gestão de riscos aplicada à gestão do fundo.
A assembleia geral de cotistas (AGC) é o órgão soberano do ITRI11. Ela pode ser convocada ordinariamente (ao menos uma vez por ano, para prestação de contas e distribuição de resultados) ou extraordinariamente (para qualquer deliberação não prevista na assembleia ordinária). Entre as matérias que exigem quórum qualificado na AGC estão: alteração do regulamento, substituição do administrador ou gestor, emissão de novas cotas, fusão, incorporação, cisão e liquidação do fundo. O quórum de deliberação depende da matéria em votação e está definido no regulamento do fundo, em conformidade com as normas da CVM.
A distribuição de resultados nos FIIs brasileiros segue regra estabelecida pela Lei 8.668/1993 e pela regulamentação CVM: os fundos são obrigados a distribuir ao menos 95% do resultado caixa apurado em cada semestre, com base em demonstrações financeiras elaboradas de acordo com as normas contábeis aplicáveis. Essa regra garante que a maior parte do fluxo de caixa gerado pelos ativos seja repassada aos cotistas em caráter periódico, em vez de ser retida para reinvestimento. A periodicidade efetiva das distribuições — mensal, trimestral ou semestral — é definida no regulamento de cada fundo.
Para fins tributários, os rendimentos distribuídos pelo ITRI11 são isentos de Imposto de Renda na fonte para pessoas físicas que satisfaçam as condições previstas na Lei 11.033/2004: (i) o cotista não pode deter 10% ou mais das cotas do fundo; (ii) as cotas devem ser negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado; e (iii) o fundo deve ter no mínimo 50 cotistas. Com 17.802 cotistas cadastrados, o ITRI11 atende plenamente à terceira condição. Os ganhos de capital auferidos na comercializacao de cotas no mercado secundário, por sua vez, são tributados à alíquota de 20% sobre o lucro na fonte.
No que diz respeito à supervisão regulatória, a CVM exige que os FIIs divulguem informes mensais com dados de carteira, resultado e distribuição; relatórios trimestrais com análise da gestão; demonstrações financeiras anuais auditadas por auditor independente registrado na própria CVM; e fatos relevantes sempre que houver evento material que possa impactar os cotistas. Toda essa divulgação é feita por meio do sistema EDGAR/CVM ou equivalente, sendo de acesso público.
O administrador fiduciário tem a obrigação fiduciária de atuar no exclusivo interesse dos cotistas, vedada a prática de atos que favoreçam terceiros em detrimento do fundo. O gestor também está sujeito às regras de vedação de conflito de interesses, devendo comunicar à CVM e aos cotistas qualquer situação que possa comprometer a independência nas decisões de investimento.
A política de investimentos declarada no regulamento do ITRI11, incluindo os limites de concentração por ativo, emissor e segmento, os critérios de elegibilidade e as condições de saída, é o documento de referência para entender as restrições e possibilidades da gestão. Cotistas e analistas devem consultar o regulamento vigente e o informe mensal mais recente para verificar a composição atual da carteira e o alinhamento com a política declarada.
Panorama competitivo
O mercado de Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) no Brasil reúne mais de 500 fundos listados na B3, com capitalização total de mercado que superou R$ 200 bilhões em 2024 e uma base de mais de 2,5 milhões de cotistas — número que cresceu exponencialmente a partir de 2019 com a expansão das plataformas digitais de investimento.
O ITRI11, com mandato 'total return' e gestão vinculada ao conglomerado Itaú Unibanco, compete em um segmento de FIIs que possuem política de investimento flexível, abrangendo tanto ativos físicos quanto instrumentos de crédito imobiliário. Esse perfil de fundo é frequentemente chamado de 'fundo híbrido' ou 'fundo de gestão ativa com mandato amplo', e enfrenta competição direta de outros FIIs de grandes gestoras com proposta similar.
Entre os competidores relevantes do segmento de FIIs híbridos ou de mandato amplo, destacam-se: o BTLG11 (BTG Pactual Logística), com foco em ativos logísticos e CRIs associados; o KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária), que aloca em lajes corporativas e galpões com histórico de distribuições consistentes; o XPML11 (XP Malls), que combina participações em shoppings com instrumentos de renda fixa; o HGRE11 (CSHG Real Estate), gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo com exposição diversificada em ativos corporativos; e o RBRF11 (RBR Alpha Multiestrategia), que investe em outros FIIs e ativos imobiliários de diferentes segmentos.
No campo dos FIIs exclusivamente de papel (CRIs), o ITRI11 concorre indiretamente com fundos como KNHY11 (Kinea High Yield CRI), VRTA11 (Fator Verita), MCCI11 (Mauá Capital Crédito Imobiliário) e IRDM11 (Iridium Recebíveis Imobiliários), todos com carteiras compostas predominantemente por CRIs indexados ao IPCA ou CDI. Esses fundos atraem cotistas que buscam proteção inflacionária e previsibilidade de rendimentos.
Um diferencial competitivo relevante para o ITRI11 é a marca Itaú, que carrega reconhecimento entre investidores de varejo e acesso a redes de distribuição com alcance nacional, incluindo a plataforma do Itaú BBA e as agências do banco de varejo. Essa capilaridade de distribuição é vantagem competitiva significativa para captação de recursos em novas emissões de cotas, especialmente em um mercado onde a base de cotistas ainda é altamente fragmentada geograficamente.
O segmento de FIIs de gestão ativa enfrenta pressão crescente por parte dos ETFs imobiliários, como XFIX11 (XP IFIX) e FIXA11 (Betina Rudolph IFIX), que replicam o índice IFIX com taxas de administração muito mais baixas — frequentemente abaixo de 0,5% a.a. Para justificar a taxa de 1,18% a.a. cobrada pelo ITRI11, o gestor precisa demonstrar geração de alfa consistente, ou seja, retorno superior ao benchmark após custos ao longo do tempo.
No aspecto da escala, o patrimônio líquido de R$ 595,7 milhões do ITRI11 posiciona o fundo como de médio porte frente a líderes do segmento como MXRF11 (Maxi Renda), com PL acima de R$ 6 bilhões, HGLG11 (CSHG Logística) e BCFF11 (BTG Pactual Fundo de Fundos), que figuram entre os maiores FIIs da B3. A escala reduzida limita o acesso a ativos de ticket muito elevado, mas também pode permitir maior agilidade na realocação da carteira.
A concorrência pelo capital dos investidores de renda variável também se ampliou nos últimos anos com a popularização dos CRIs e CRAs emitidos diretamente, que oferecem isenção de IR para PF e rentabilidade competitiva sem a necessidade de passar por um fundo. Essa alternativa pressiona os gestores de FIIs a oferecer retorno superior ao CRI direto equivalente para justificar o veículo.
O cenário competitivo dos FIIs é fortemente influenciado pela Selic: em ambientes de juros altos, o custo de oportunidade do capital se eleva, pressionando todos os FIIs a oferecer DY mais elevados para competir com a renda fixa. Gestoras com maior eficiência operacional e acesso a ativos com maior spread são as que conseguem sustentar distribuições competitivas nesses períodos.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) anualizado.** O Dividend Yield anualizado de 12,64% indica que, considerando os rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses e o preço corrente da cota, o fundo gerou cerca de R$ 10,49 por cota em distribuições no período. Esse percentual posiciona o ITRI11 acima da média histórica do IFIX e próximo ao CDI vigente, o que é relevante para fundos com mandato 'total return'. É importante verificar se o DY reflete distribuições recorrentes ou eventos pontuais como comercializacao de ativos. Fórmula: DY (%) = (rendimento acumulado 12 meses / preço da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses = R$ 10,49/cota; preço de referência = R$ 82,97. DY = (10,49 / 82,97) × 100 = 12,64% a.a. (dados de 12/06/2026)
**Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP).** Com P/VP de 0,87, o ITRI11 é negociado com desconto de aproximadamente 13% em relação ao valor patrimonial declarado. Isso significa que cada real de patrimônio do fundo pode ser adquirido por cerca de R$ 0,87 no mercado secundário. Descontos de P/VP são comuns em ambientes de Selic elevada, quando ativos de renda fixa competem diretamente com os FIIs por capital. O desconto não é garantia de valorização futura, mas é um dado estrutural relevante na análise comparativa entre fundos. Fórmula: P/VP = preço de mercado da cota / valor patrimonial por cota (VPA) Cálculo: Preço = R$ 82,97; VPA = R$ 95,31. P/VP = 82,97 / 95,31 = 0,8706 ≈ 0,87 (dados de 12/06/2026)
**Valor Patrimonial por Cota (VPA).** O VPA de R$ 95,31 representa o valor contábil de cada cota, calculado com base no patrimônio líquido total do fundo dividido pelo número de cotas em circulação. Esse valor é reavaliado periodicamente por laudos de avaliação dos ativos imobiliários e marcação a mercado dos instrumentos financeiros da carteira. A diferença entre o VPA e o preço de mercado dá origem ao P/VP, indicador central para avaliar se o fundo está sendo negociado com prêmio ou desconto. Fórmula: VPA = patrimônio líquido total / número de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio líquido = R$ 595.656.332,38; cotas emitidas = 6.250.000. VPA = 595.656.332,38 / 6.250.000 = R$ 95,3050 ≈ R$ 95,31 por cota (dados de 12/06/2026)
**Vacância física.** A vacância física indica o percentual de área locável desocupada nos ativos imobiliários físicos do fundo. Para FIIs com mandato híbrido ou predominantemente de papel, como possivelmente o ITRI11, essa métrica pode ter relevância secundária em relação às métricas de crédito da carteira de CRIs. Quando disponível, a vacância física deve ser comparada com a média do segmento e acompanhada ao longo do tempo para identificar tendências de ocupação. Fórmula: Vacância física (%) = área não locada / área total locável × 100 Cálculo: Dado não disponível para ITRI11 nas fontes consultadas em 12/06/2026. O fundo pode ter perfil predominante em ativos de papel (CRIs), para os quais a vacância física não é a métrica primária de análise.
**Último rendimento por cota.** O último rendimento distribuído pelo ITRI11 foi de R$ 0,85 por cota, o que representa aproximadamente 1,02% ao mês em relação ao preço de referência. A média dos últimos 12 meses foi de R$ 0,8742 por cota, demonstrando consistência nas distribuições. É importante acompanhar a regularidade e a tendência dos rendimentos — não apenas o valor mais recente — para avaliar a capacidade de geração de caixa do fundo ao longo do tempo. Fórmula: Rendimento/cota = valor em R$ distribuído por cota na última data de pagamento Cálculo: Último rendimento declarado = R$ 0,85 por cota. DY mensal implícito = 0,85 / 82,97 × 100 = 1,024% ao mês (dados de 12/06/2026)
**Taxa de administração.** A taxa de administração do ITRI11 é de 1,10% ao ano sobre o patrimônio líquido, acrescida de taxa de custódia de 0,08% a.a., totalizando 1,18% a.a. de encargo sobre o PL. Esse nível de custo é comparável à média de FIIs híbridos e de gestão ativa no mercado brasileiro. A taxa é deduzida antes da apuração do resultado disponível para distribuição, de modo que o rendimento declarado ao cotista já reflete esse custo. Gestores com histórico sólido e processos robustos de seleção de ativos tendem a justificar taxas nessa faixa pelo valor agregado na gestão. Fórmula: Taxa de adm. (% a.a.) incide sobre o patrimônio líquido médio do fundo, deduzida antes da apuração do resultado distribuível Cálculo: Taxa de administração = 1,10% a.a.; taxa de custódia = 0,08% a.a. Custo total sobre PL = 1,18% a.a. Sobre PL de R$ 595.656.332,38: encargo anual estimado = R$ 595.656.332,38 × 0,0118 = R$ 7.028.747 (dados de 12/06/2026)
**Patrimônio líquido e composição da carteira.** O patrimônio líquido de R$ 595,7 milhões posiciona o ITRI11 como fundo de médio porte no universo de FIIs brasileiros. A alavancagem de aproximadamente 1,01% sobre o ativo total é considerada muito baixa, indicando que o fundo opera essencialmente sem endividamento significativo. Esse perfil conservador de passivo reduz o risco de liquidez forçada e protege os cotistas em cenários de estresse de crédito ou queda no valor dos ativos. Fórmula: PL = ativo total - passivo total; alavancagem = passivo total / ativo total × 100 Cálculo: Ativo total = R$ 601.677.351,05; passivo total = R$ 6.021.018,67; PL = R$ 595.656.332,38. Alavancagem = 6.021.018,67 / 601.677.351,05 × 100 = 1,00% ≈ 1,01% (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de ITRI11? A cotação mais recente de ITRI11 é de R$ 79,94.
Qual o dividend yield do ITRI11? O dividend yield anualizado de ITRI11 é de 13,16%.
Qual o P/VP de ITRI11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de ITRI11 é 0.85.
ITRI11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de ITRI11 foi de R$ 0,85 por cota.
O que é o ITRI11 e quem é o gestor do fundo? O ITRI11 é o código de negociação do ITAÚ TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO, um FII listado na B3 com mandato de gestão ativa combinando geração de renda e valorização patrimonial. A gestão é exercida por entidade vinculada ao conglomerado Itaú Unibanco, um dos maiores grupos financeiros privados do Brasil, com atuação em mais de 18 países. O fundo foi constituído como condomínio fechado e opera sob a regulamentação da CVM, especificamente a Resolução CVM 175/2022.
O que significa 'total return' no contexto deste FII? O mandato 'total return' indica que o fundo busca combinar dois objetivos: a distribuição de rendimentos recorrentes aos cotistas (renda) e a valorização do valor patrimonial das cotas ao longo do tempo (ganho de capital). Ao contrário de FIIs puramente de renda, que buscam maximizar a distribuição mensal, ou fundos de desenvolvimento, que buscam lucro na comercializacao de projetos imobiliários, o ITRI11 tenta equilibrar essas duas dimensões de retorno por meio de uma carteira diversificada e de gestão ativa.
Qual é a estrutura de custos do ITRI11? O ITRI11 cobra taxa de administração de 1,10% ao ano sobre o patrimônio líquido, acrescida de taxa de custódia de 0,08% ao ano, totalizando 1,18% ao ano de encargo direto sobre o PL. Esses custos são deduzidos antes da apuração do resultado disponível para distribuição aos cotistas, o que significa que o rendimento declarado já é o valor líquido desses encargos. Além disso, podem incidir custos de transação na negociacao de ativos dentro da carteira do fundo.
Como são tributados os rendimentos e o ganho de capital do ITRI11? Os rendimentos mensais distribuídos pelo ITRI11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas cotistas, desde que atendidas as condições da Lei 11.033/2004: o cotista não pode deter 10% ou mais das cotas, as cotas devem ser negociadas em bolsa ou balcão organizado, e o fundo deve ter ao menos 50 cotistas — requisito plenamente atendido pelo ITRI11, com 17.802 cotistas cadastrados. Já os ganhos de capital na comercializacao de cotas no mercado secundário são tributados à alíquota de 20% sobre o lucro, sem isenção.
Como funciona a distribuição de rendimentos de um FII como o ITRI11? Por determinação legal (Lei 8.668/1993 e regulamentação CVM), os FIIs são obrigados a distribuir ao menos 95% do resultado caixa apurado semestralmente. Na prática, a maior parte dos FIIs realiza pagamentos mensais ou bimensais para manter atratividade junto aos cotistas. O valor distribuído por cota é calculado sobre o resultado gerado pelos ativos do portfólio — rendimentos de aluguéis, juros de CRIs, ganhos de capital em comercializacao de ativos — deduzidos as despesas do fundo, incluindo a taxa de administração.
Qual é a diferença entre o VPA e o preço de mercado das cotas do ITRI11? O VPA (Valor Patrimonial por Cota) representa o valor contábil de cada cota, calculado como o patrimônio líquido dividido pelo número de cotas emitidas. Para o ITRI11, o VPA é calculado dividindo o patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas — o valor resultante pode ser consultado na seção de indicadores deste ativo. O preço de mercado é o valor pelo qual as cotas são negociadas na B3 entre compradores e vendedores, que pode ser maior (prêmio) ou menor (desconto) que o VPA. Quando o preço de mercado está abaixo do VPA, como no caso do ITRI11, diz-se que o fundo negocia com desconto, resultando em um P/VP menor que 1.
Por que o ITRI11 tem liquidez classificada como baixa? A liquidez de um FII está relacionada ao volume médio diário de cotas negociadas na B3. O ITRI11 apresenta volume médio de negociação relativamente reduzido em comparação aos maiores FIIs do mercado, o que implica que ordens de compra ou comercializacao de valores expressivos podem ter dificuldade de ser executadas a preços favoráveis sem impactar o mercado. Essa característica é comum em fundos mais jovens, com base de cotistas ainda em formação. Investidores que necessitam de alta liquidez para seu portfólio devem considerar esse fator na sua análise.
Quais riscos são específicos de um FII com mandato 'total return' como o ITRI11? FIIs de mandato amplo como o ITRI11 estão expostos a múltiplos tipos de risco: risco de crédito (inadimplência dos devedores de CRIs); risco de mercado imobiliário (vacância, desvalorização de imóveis); risco de taxa de juros (impacto da Selic nos ativos de renda fixa e no valuation dos imóveis físicos); risco de liquidez (dificuldade de vender ativos da carteira rapidamente em cenários de estresse); e risco de gestão (qualidade das decisões de alocação do gestor). A diversificação entre classes de ativos é uma mitigação desses riscos, mas não os elimina.
O que é o P/VP e como interpretar um P/VP abaixo de 1? O P/VP é a relação entre o preço de mercado das cotas e o Valor Patrimonial por Cota (VPA). Um P/VP abaixo de 1 — como o 0,87 do ITRI11 — indica que as cotas estão sendo negociadas com desconto em relação ao patrimônio declarado. Isso pode refletir percepção de risco do mercado sobre a qualidade dos ativos, ambiente de juros elevados que deprime os valuations, baixa liquidez ou simplesmente divergência entre a avaliação contábil e a precificação de mercado. Não existe uma interpretação única: um desconto pode representar uma assimetria ou confirmar riscos reais que o mercado está precificando.
Como funcionam as assembleias gerais de cotistas e quais são os direitos dos cotistas do ITRI11? A assembleia geral de cotistas (AGC) é o órgão máximo de deliberação do ITRI11, com poder para alterar o regulamento, substituir gestor ou administrador, aprovar emissões de novas cotas e deliberar sobre a liquidação do fundo. As AGCs são convocadas pelo administrador com antecedência mínima estabelecida no regulamento. Cada cota corresponde a um voto. Além do direito de voto, os cotistas têm direito à distribuição de resultados, à prestação de contas periódica e ao acesso às informações divulgadas na CVM.
O que acontece com os rendimentos do ITRI11 se o fundo emitir novas cotas? Em novas emissões de cotas, a parcela do resultado distribuível de cada período é repartida entre um número maior de cotas, o que pode reduzir o rendimento por cota caso a receita gerada pelos novos investimentos não acompanhe proporcionalmente o aumento no número de cotas. Esse efeito é chamado de diluição. Emissões bem-sucedidas — nas quais o capital captado é alocado em ativos que geram retorno superior ao custo de carregamento — tendem a aumentar a geração de caixa total e, com o tempo, podem elevar o rendimento por cota.
Como acessar os informes mensais e as demonstrações financeiras do ITRI11? Toda a documentação obrigatória do ITRI11 é disponibilizada publicamente pelo administrador no sistema de divulgação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no endereço www.gov.br/cvm. Os documentos incluem informes mensais com dados de carteira e resultado, relatórios de gestão trimestrais, demonstrações financeiras anuais auditadas e fatos relevantes publicados sempre que houver evento material. As cotas também são registradas na B3, que disponibiliza dados de negociação em tempo real.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
