URHF11 — URCA HEDGE FUND MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁ
Cotação, indicadores e dados históricos de URHF11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 58,67
- P/VP
- 0,60
- Dividend Yield (12m)
- 21,41%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, URHF11 apresentou variação de -16,57% em 119 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, URHF11 oscilou entre R$ 57,00 a R$ 90,25. Média de R$ 72,64 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 21,41%. DY atípico (≥15%) — exige análise individual do fundo; pode refletir rendimento extraordinário ou cota defasada.
P/VP
P/VP: 0.60.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 97,89. Patrimônio líquido: R$ 10,8M. Valor de mercado: R$ 6,5M. Cotas emitidas: 110.417. Número de cotistas: 303. Taxa de administração: 0,36%. Idade do fundo: 2,5 anos. Administrador: .BANCO DAYCOVAL S/A. Tipo de gestão: Definida. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 52.649.350/0001-87. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de URHF11 é de 21,41%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,00 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de URHF11 em 0.60 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 21,41% ante mediana do setor de 13,44%.
O URHF11 é um fundo de investimento imobiliário classificado no segmento de Títulos e Valores Mobiliários (TVM), com mandato multiestratégia que permite alocação em CRIs, LCIs e cotas de outros FIIs. Com aproximadamente 2,4 anos de operação e patrimônio líquido de cerca de R$ 10,79 milhões, o fundo é de pequeno porte, com liquidez reduzida e base de 302 cotistas. Suas cotas são negociadas com desconto significativo em relação ao valor patrimonial, refletindo a dinâmica típica de fundos menores no mercado secundário. A estrutura de custos inclui taxa de administração e de custódia de 0,36% ao ano cada, totalizando 0,72% a.a. sobre o PL. Rendimentos distribuídos mensalmente são isentos de IR para cotistas pessoas físicas, desde que mantidos os critérios legais de enquadramento. O fundo é regulado pela CVM e enquadrado na Resolução CVM 175/2022.
Sobre URCA HEDGE FUND MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁ
O URCA Hedge Fund Multiestratégia Imobiliária (URHF11) é um fundo de investimento imobiliário classificado no segmento de Títulos e Valores Mobiliários (TVM), estruturado para operar com diversificação de estratégias dentro do universo imobiliário brasileiro. Diferentemente dos FIIs de tijolo — que investem diretamente em imóveis físicos como shoppings, lajes corporativas ou galpões logísticos —, o URHF11 é um fundo de papel que aloca seus recursos predominantemente em ativos financeiros lastreados em imóveis: Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), cotas de outros FIIs e demais instrumentos do mercado de capitais com exposição ao setor imobiliário. Essa estrutura multiestratégia confere ao fundo a flexibilidade de transitar entre diferentes classes de ativos e perfis de risco dentro de um mesmo mandato, buscando capturar oportunidades ao longo de distintos ciclos econômicos.
O fundo foi constituído há aproximadamente 2,4 anos e é administrado sob a égide da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), especialmente a Resolução CVM 175/2022, que estabelece as normas gerais para funcionamento dos fundos de investimento no Brasil, incluindo os FIIs. O registro como fundo de investimento imobiliário confere ao URHF11 um regime tributário específico, pelo qual os rendimentos distribuídos são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas, desde que o fundo tenha ao menos 50 cotistas e suas cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado organizado. Atualmente, o URHF11 possui 302 cotistas registrados, atendendo a esse critério formal de elegibilidade.
A base acionária do URHF11 é formada por 110.417 cotas emitidas, com público-alvo declarado de investidores em geral, sem restrição a investidores qualificados ou profissionais. Essa característica o coloca como um veículo acessível a uma ampla gama de participantes do mercado de capitais brasileiro, desde pessoa física com perfil moderado até institucionais que buscam exposição diversificada ao crédito imobiliário. O volume de negociação na B3, contudo, é classificado como baixo, o que implica spreads bid-ask mais amplos e maior dificuldade de execução de ordens de grande porte sem impacto no preço — aspecto relevante para quem avalia liquidez antes de alocar.
Um dos traços distintivos do URHF11 é a combinação entre um patrimônio líquido de cerca de R$ 10,79 milhões e um valor de mercado consideravelmente inferior, em torno de R$ 6,63 milhões. Essa diferença expressa o desconto com que as cotas são negociadas em relação ao valor patrimonial, fenômeno comum em FIIs de menor porte ou com baixa visibilidade no mercado, mas que também pode refletir percepções de risco, liquidez ou estratégia do mercado sobre a carteira do fundo. Fundos menores, como o URHF11, frequentemente apresentam dinâmicas de preço influenciadas por movimentações individuais de cotistas, dado o volume reduzido de negociações diárias.
No contexto do mercado de FIIs brasileiro — que conta com mais de 400 fundos listados na B3 e movimenta bilhões de reais mensalmente —, o URHF11 se posiciona como um fundo de nicho, com mandato amplo (multiestratégia) e base de cotistas ainda em formação. O setor de TVM em FIIs ganhou protagonismo nos últimos anos à medida que a taxa Selic permaneceu em patamares elevados, elevando a atratividade de CRIs e outros instrumentos de renda fixa imobiliária. Fundo cujos ativos se beneficiam indiretamente do ciclo de crédito imobiliário tendem a apresentar rendimentos mais previsíveis no curto prazo, embora sujeitos ao risco de crédito dos emissores dos papéis em carteira e ao risco de pré-pagamento ou inadimplência nas operações estruturadas.
Contexto de negocio e setor
O URCA Hedge Fund Multiestratégia Imobiliária opera em um ecossistema regulatório e de mercado bastante específico. Como fundo de papel do tipo multiestratégia, sua carteira pode incluir diferentes classes de ativos imobiliários financeiros, navegando entre operações de crédito estruturado (CRIs), títulos emitidos por instituições financeiras com lastro imobiliário (LCIs), e participações em outros FIIs — tanto de tijolo quanto de papel —, conferindo ao gestor liberdade tática para reposicionar o portfólio conforme as condições macroeconômicas e de crédito.
O mercado de CRIs no Brasil evoluiu significativamente após a Lei 9.514/1997, que instituiu o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e criou a figura do CRI como instrumento de securitização de recebíveis imobiliários. Desde então, companhias securitizadoras como a Habitasec, a True Securitizadora e outras têm estruturado operações que financiam incorporadoras, loteadoras, shoppings e construtoras via mercado de capitais, e esses papéis frequentemente compõem as carteiras de FIIs de papel como o URHF11. A taxa de administração consolidada do fundo (administração + custódia) soma 0,72% ao ano sobre o patrimônio líquido, dividida igualmente entre administrador fiduciário e custodiante, cada um respondendo por 0,36% a.a.
A distribuição de rendimentos em FIIs segue regra legal específica: fundos constituídos na forma de condomínio fechado são obrigados a distribuir ao menos 95% do resultado caixa auferido semestralmente, conforme o artigo 10, parágrafo único, da Lei 8.668/1993 e as determinações da CVM. Na prática, a maioria dos FIIs de papel distribui mensalmente, já que os CRIs e LCIs em carteira geram fluxo de caixa regular via pagamento de juros. O URHF11 segue esse padrão, com distribuições mensais que compõem o rendimento por cota percebido pelos cotistas.
Do ponto de vista regulatório, o fundo é regido pela Resolução CVM 175/2022, que unificou e modernizou o arcabouço normativo dos fundos de investimento brasileiros, substituindo a antiga Instrução CVM 472/2008 que regulamentava especificamente os FIIs. A CVM 175 introduziu maior flexibilidade na estruturação de fundos, exigências de governança mais robustas e maior transparência na divulgação de documentos aos cotistas. O regulamento do URHF11 deve contemplar as disposições dessa resolução, incluindo a definição das políticas de investimento, limites de concentração por emissor e por classe de ativo, e os critérios para deliberação em assembleia.
O ambiente macroeconômico tem papel determinante no desempenho de FIIs de papel como o URHF11. Em cenários de taxa Selic elevada — como o que o Brasil experimenta desde 2021 —, os CRIs indexados ao CDI ou à taxa DI tendem a oferecer rendimentos nominais mais elevados, favorecendo os fundos expostos a esses instrumentos. Por outro lado, CRIs indexados ao IPCA sofrem compressão de spread quando a inflação recua de forma abrupta, exigindo gestão ativa da duration e dos indexadores da carteira. A estratégia multiestratégia do URHF11 visa justamente mitigar essa concentração de risco em um único tipo de indexador ou perfil de ativo.
A base de 302 cotistas, embora pequena em comparação com FIIs grandes (que chegam a centenas de milhares de cotistas), é suficiente para manter o enquadramento legal que garante a isenção de IR nos rendimentos para pessoas físicas. Fundos abaixo de 50 cotistas perdem esse benefício, o que representa uma barreira regulatória relevante para FIIs muito pequenos. O URHF11 está bem acima desse limite mínimo, mas ainda muito distante da escala que gera liquidez secundária robusta no mercado.
Outro aspecto relevante do contexto de negócios é o desconto patrimonial: com um valor patrimonial por cota (VPA) de R$ 97,72 e cotas negociadas a preços consideravelmente inferiores, o fundo apresenta P/VP de 0,61, indicando que o mercado precifica as cotas com desconto de cerca de 39% em relação ao patrimônio líquido. Descontos dessa magnitude em FIIs de papel costumam refletir preocupações com qualidade da carteira, liquidez do fundo ou perspectivas de resgate, mas podem também representar assimetrias de informação ou simplesmente a dinâmica de um fundo de pequeno porte com base de cotistas restrita. Esse contexto exige análise criteriosa do regulamento, dos relatórios gerenciais e do lastro dos ativos em carteira antes de qualquer avaliação.
Como ler os indicadores deste ativo
Interpretar os indicadores de um FII de papel como o URHF11 exige entender que eles refletem realidades distintas das de uma ação ou de um FII de tijolo. Cada métrica carrega um significado específico no contexto de fundos que investem em títulos imobiliários, e lê-las corretamente é essencial para avaliar o risco-retorno da posição.
O Dividend Yield (DY) é a relação entre os rendimentos distribuídos em determinado período e o preço da cota no mercado secundário. Em FIIs, o DY é calculado tipicamente sobre os últimos 12 meses de distribuições e expresso em termos anualizados. Um DY elevado pode indicar uma carteira com ativos de alto rendimento, mas também pode sinalizar que a cota está depreciada no mercado — o que aumenta matematicamente o yield sem que os rendimentos em si sejam excepcionais. Por isso, o DY deve ser lido em conjunto com o P/VP e com a consistência histórica das distribuições, não de forma isolada.
O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) indica quanto o mercado paga em relação ao que o fundo efetivamente possui em seu patrimônio. Um P/VP abaixo de 1 significa que as cotas são negociadas com desconto em relação ao valor contábil dos ativos, o que pode representar uma oportunidade — se os ativos forem de qualidade e o desconto injustificado — ou um sinal de alerta sobre a percepção do mercado quanto à carteira ou à gestão. Em FIIs de papel, o VPA é recalculado mensalmente conforme a marcação a mercado dos títulos, o que torna esse indicador mais dinâmico do que em fundos de tijolo, onde os imóveis passam por avaliações periódicas.
O Valor Patrimonial por Ação (VPA), no contexto de FIIs denominado Valor Patrimonial por Cota, é obtido dividindo o patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas. Esse número representa o 'valor justo contábil' de cada cota com base nos ativos do fundo. É uma referência importante para comparar com o preço de mercado e estimar o desconto ou prêmio implícito na negociação.
A vacância física, embora mais relevante em FIIs de tijolo, pode aparecer em fundos multiestratégia que tenham alguma exposição indireta a imóveis físicos via CRIs lastreados em receitas locatícias. Para o URHF11, como fundo predominantemente de papel, esse indicador tem aplicabilidade limitada ou nula, e sua ausência nos dados divulgados reflete exatamente essa característica estrutural.
O último rendimento por cota é o valor efetivamente distribuído na distribuição mais recente. Em FIIs de papel, esse número tende a ser mais estável do que em FIIs de tijolo, pois os juros dos CRIs e LCIs são contratualmente definidos. A leitura do rendimento deve sempre considerar se houve eventos não recorrentes — como desinvestimentos, amortizações antecipadas ou distribuições de resultado acumulado — que podem inflar temporariamente o valor distribuído.
A taxa de administração é o custo anual cobrado pelo administrador fiduciário para gerir os aspectos operacionais, regulatórios e de prestação de contas do fundo. Deve ser somada à taxa de custódia e, quando existir, à taxa de performance, para se obter o custo total de carregamento da posição. Taxas mais baixas preservam mais rendimento para os cotistas, mas não devem ser o único critério de avaliação — a qualidade da gestão e da carteira tem impacto muito mais significativo no retorno de longo prazo.
Pontos de atencao
Liquidez baixa na B3: o URHF11 registra volume de negociação classificado como baixo, com apenas 302 cotistas. Isso implica spreads bid-ask mais amplos e dificuldade de execução de ordens maiores sem impacto significativo no preço. Investidores que precisam de saída rápida devem considerar esse risco antes de alocar.
Desconto patrimonial expressivo: as cotas são negociadas com desconto de aproximadamente 39% em relação ao Valor Patrimonial por Cota (VPA de R$ 97,72 contra preço de mercado recente de R$ 60,00). Descontos dessa magnitude em FIIs de papel merecem investigação detalhada da carteira e dos fatores que sustentam o desconto.
Fundo jovem com histórico limitado: com aproximadamente 2,4 anos de existência, o URHF11 possui histórico operacional reduzido para avaliação de resiliência em diferentes ciclos econômicos. A falta de dados sobre comportamento da carteira em períodos de estresse de crédito é um fator de risco adicional a considerar.
Estrutura multiestratégia amplia discricionariedade do gestor: o mandato multiestratégia confere grande liberdade na alocação dos recursos, o que pode ser positivo em mãos experientes, mas também aumenta a dependência da qualidade e consistência das decisões do gestor ao longo do tempo. O regulamento deve ser lido atentamente para entender os limites do mandato.
Base de cotistas concentrada: com apenas 302 cotistas, qualquer movimentação de comercializacao relevante por um único cotista pode pressionar o preço das cotas no mercado secundário. Fundos com base de cotistas pequena são mais vulneráveis a efeitos de 'cotista dominante', que pode influenciar deliberações em assembleia.
Risco de crédito nos ativos de carteira: como fundo de papel, o URHF11 está exposto ao risco de inadimplência dos emissores dos CRIs e demais instrumentos em carteira. Diferentemente de um FII de tijolo, que tem um imóvel físico como garantia real, a qualidade do crédito dos devedores nos CRIs é o principal fator de risco patrimonial do fundo.
Variação no rendimento mensal: o último rendimento distribuído (R$ 0,95/cota) ficou abaixo da média mensal dos últimos 12 meses (R$ 1,10/cota), sugerindo variabilidade no fluxo de caixa da carteira. Em FIIs de papel, essa oscilação pode decorrer de diferenças nos prazos de recebimento de juros dos CRIs, amortizações e reinvestimentos.
Alavancagem baixa mas presente: o fundo apresenta alavancagem de 1,1% sobre o patrimônio líquido, o que é modesto, mas indica que há algum nível de passivo financeiro. Cotistas devem verificar periodicamente se essa alavancagem está dentro dos limites regulamentares e qual é sua natureza (operacional ou financeira).
Custo total de 0,72% a.a. sobre o PL: embora competitivo para fundos de menor porte, o custo anual de administração mais custódia precisa ser monitorado em relação ao crescimento do patrimônio. Para um PL de R$ 10,79 milhões, o impacto percentual é equivalente, mas em valor absoluto representa cerca de R$ 77,7 mil ao ano em encargos que reduzem o resultado disponível para distribuição.
Caixa elevado em proporção ao ativo: o total investido em ativos de carteira (R$ 8,38 milhões) representa aproximadamente 77% do ativo total (R$ 10,91 milhões), sugerindo posição de caixa relativamente elevada de cerca de 23%. Essa proporção pode indicar processo de alocação em curso, posicionamento defensivo ou dificuldade em encontrar ativos com risco-retorno adequado ao mandato.
Isenção de IR condicionada ao enquadramento: a isenção de Imposto de Renda sobre rendimentos para pessoas físicas depende do fundo manter ao menos 50 cotistas e ter cotas negociadas exclusivamente em bolsa. Com 302 cotistas, o URHF11 atende esse critério, mas eventos como resgate significativo ou cancelamento de cotas poderiam, em tese, comprometer o enquadramento no futuro.
Ausência de dados de vacância e imóveis físicos: por ser um fundo de papel, métricas como vacância física, área total e número de imóveis não se aplicam ao URHF11. Investidores habituados a FIIs de tijolo precisam adaptar sua leitura de indicadores para as métricas relevantes nesse tipo de fundo: qualidade do crédito, duration da carteira e indexadores dos papéis.
Governanca e estrutura societaria
O URHF11 é estruturado como condomínio fechado, o que significa que não há resgate de cotas a pedido do cotista durante a vigência do fundo — a saída se dá exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3. Essa estrutura é a modalidade padrão para FIIs no Brasil e garante que o gestor não precise liquidar ativos de carteira para atender resgates, preservando a integridade do portfólio a longo prazo.
A administração fiduciária do fundo é responsável pela guarda dos ativos, pela prestação de contas regulatória, pela convocação e condução de assembleias de cotistas e pelo cumprimento das obrigações perante a CVM. O administrador fiduciário é distinto do gestor de investimentos: enquanto o primeiro cuida dos aspectos operacionais e regulatórios, o segundo toma as decisões de alocação da carteira dentro dos limites definidos no regulamento. O URHF11 cobra 0,36% ao ano sobre o patrimônio líquido a título de taxa de administração (administrador fiduciário) e igual percentual de 0,36% a.a. como taxa de custódia, totalizando 0,72% a.a. de encargos regulares.
A Resolução CVM 175/2022 estabelece o arcabouço regulatório aplicável ao fundo, substituindo a antiga Instrução CVM 472/2008. Sob essa norma, o fundo deve divulgar relatórios gerenciais periódicos, demonstrações financeiras auditadas anualmente, fatos relevantes sempre que houver informações materiais a comunicar ao mercado, e realizar ao menos uma assembleia geral ordinária por ano para aprovação das demonstrações financeiras e eleição do conselho fiscal, quando houver.
As assembleias de cotistas do URHF11 são o principal mecanismo de governança participativa. Deliberações ordinárias geralmente requerem quórum de instalação de cotistas representando ao menos 25% das cotas emitidas em primeira convocação e qualquer número em segunda convocação, com aprovação por maioria das cotas presentes. Matérias especiais — como alteração do regulamento, fusão, incorporação ou liquidação do fundo — exigem quóruns qualificados, tipicamente maioria absoluta ou dois terços das cotas emitidas, dependendo do objeto da deliberação, conforme previsto no regulamento do fundo e nas disposições da CVM 175.
Os direitos dos cotistas incluem: receber rendimentos proporcionalmente ao número de cotas detidas; participar das assembleias e votar nas deliberações; ter acesso às informações periódicas e aos relatórios de gestão; e receber, ao final do fundo, a parte que lhes cabe no patrimônio remanescente após liquidação. Como cotistas de condomínio fechado, não têm direito de resgate, mas podem alienar suas cotas a terceiros na B3 a qualquer tempo durante o horário de negociação.
A distribuição obrigatória de ao menos 95% do resultado caixa semestral é determinada pelo artigo 10, parágrafo único, da Lei 8.668/1993. Na prática do URHF11 e da maioria dos FIIs de papel, as distribuições ocorrem mensalmente, pois os instrumentos de crédito (CRIs, LCIs) geram fluxo de caixa regular via pagamento de juros mensais ou semestrais. O valor a distribuir é calculado com base no resultado caixa efetivo — receitas recebidas menos despesas pagas no período —, não sobre o lucro contábil, o que pode gerar diferença entre o resultado apresentado nas demonstrações financeiras e o valor efetivamente distribuído.
Historicamente, o URHF11 conta com base de 302 cotistas e patrimônio líquido de aproximadamente R$ 10,79 milhões, indicando que ainda não realizou emissões de grande porte desde sua constituição há cerca de 2,4 anos. Eventuais novas emissões de cotas (ofertas públicas de distribuição, registradas na CVM) precisariam ser deliberadas em assembleia e conduzidas conforme as regras da Resolução CVM 160/2022, que regula as ofertas públicas de valores mobiliários no Brasil. Novas emissões aumentam o patrimônio do fundo e diluem proporcionalmente a participação dos cotistas existentes, embora possam também melhorar a liquidez das cotas no mercado secundário.
Panorama competitivo
O mercado de FIIs de papel (TVM) no Brasil é um dos segmentos mais populares e competitivos do universo de fundos imobiliários listados na B3. O segmento reúne desde gigantes com patrimônio acima de R$ 5 bilhões, como o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) e o BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11), até fundos de médio porte como o RBR Rendimento High Grade (RBRR11), o Tordesilhas EI FII (TORD11) e o Cartesia FII (CACR11), passando por fundos boutique de menor porte — categoria na qual o URHF11 se enquadra.
O KNCR11, da gestora Kinea (braço de investimentos alternativos do Itaú Unibanco), é um dos maiores FIIs de CRI do Brasil, com patrimônio líquido que supera R$ 8 bilhões e mais de 200 mil cotistas. Sua escala garante acesso privilegiado a operações de CRI de alta qualidade e liquidez elevadíssima na B3, com volume diário de negociações que pode superar R$ 20 milhões. O URHF11, com PL de R$ 10,79 milhões e 302 cotistas, opera em escala radicalmente diferente, o que impacta tanto o acesso a operações de crédito quanto a liquidez das cotas no mercado secundário.
O BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11) é outro player de referência, com gestão ativa em CRIs de alto padrão e equipe de crédito estruturado consolidada. Fundos da BTG Asset Management, XP Asset Management (XPCI11), Integral Brei (BREI11) e Valora Investimentos (VGIP11, VGHF11) dominam as listas dos maiores FIIs de papel por patrimônio e liquidez, com equipes especializadas, histórico longo de performance e acesso a distribuição via plataformas de investimento de grande alcance.
No nicho de fundos multiestratégia — que combinam CRIs, LCIs e participações em outros FIIs —, concorrentes mais próximos do URHF11 em termos de mandato incluem o Versalhes Recebíveis Imobiliários (VSLH11), o Maua Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e outros fundos boutique que buscam retorno diferenciado por meio de alocação tática em múltiplas classes de ativos imobiliários. Esses fundos se diferenciam pela capacidade do gestor de identificar CRIs com spread superior ao mercado e de navegar entre indexadores (CDI vs IPCA) conforme o ambiente macroeconômico.
A principal vantagem competitiva de fundos boutique como o URHF11 é a agilidade: com patrimônio reduzido, o gestor pode alocar em operações de CRI de menor porte que grandes fundos ignoram por restrições de escala mínima. Essas operações podem oferecer spreads mais atrativos justamente porque a demanda institucional por elas é menor. Por outro lado, a desvantagem é clara: menor poder de negociação com emissores e securitizadoras, menor visibilidade para atrair cotistas via plataformas de distribuição e menor liquidez secundária para os cotistas.
O cenário competitivo para FIIs de papel em 2025 e 2026 é marcado pela Selic em patamar elevado (acima de 13% ao ano), o que torna a renda fixa tradicional uma alternativa atrativa ao investidor de varejo. Fundos de CRI indexados ao CDI competem diretamente com LCIs bancárias, CDBs e títulos do Tesouro, e a diferenciação via spread de crédito e gestão ativa torna-se ainda mais relevante nesse ambiente. Fundos que conseguem oferecer DY consistentemente acima do CDI + spread razoável tendem a captar cotistas mesmo em cenário de juro elevado, enquanto fundos com carteira de menor qualidade ou gestão menos ativa enfrentam maior pressão de resgates e descontos no mercado secundário.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) anual.** O Dividend Yield de 22,00% ao ano indica que, ao longo dos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 13,20 por cota em rendimentos. Esse percentual é calculado sobre o preço de mercado da cota, não sobre o valor patrimonial, o que significa que parte do DY elevado decorre do desconto com que as cotas são negociadas. Cotistas que adquiriram cotas a preços superiores terão DY efetivo menor do que esse percentual. O indicador deve ser analisado em conjunto com a consistência das distribuições e com o P/VP para evitar interpretações equivocadas. Fórmula: DY = (Total distribuído nos últimos 12 meses / Preço de mercado da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses: R$ 13,2003/cota. Preço de mercado da cota: R$ 60,00. DY = (13,2003 / 60,00) × 100 = 22,00% a.a. (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** Um P/VP de 0,61 significa que as cotas do URHF11 são negociadas com desconto de aproximadamente 39% em relação ao valor patrimonial líquido do fundo. Em FIIs de papel, descontos elevados como esse podem refletir baixa liquidez, incerteza sobre a qualidade dos ativos em carteira ou simplesmente a dinâmica de um fundo pequeno com volume restrito de negociações. Fundos com P/VP abaixo de 0,70 merecem análise aprofundada do regulamento, da composição da carteira e dos relatórios gerenciais para diferenciar oportunidade de risco estrutural. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado: R$ 60,00. VPA: R$ 97,72. P/VP = 60,00 / 97,72 = 0,614 ≈ 0,61 (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 97,72 representa o valor contábil de cada cota com base no patrimônio líquido atual do fundo. Em FIIs de papel, esse valor é recalculado mensalmente a partir da marcação a mercado dos títulos em carteira (CRIs, LCIs e demais ativos). O VPA serve como referência para avaliar o desconto ou prêmio implícito no preço de mercado: quando o preço de negociação está abaixo do VPA, o fundo é negociado com desconto; acima, com prêmio. No caso do URHF11, há desconto significativo em relação ao valor patrimonial. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido / Número de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido: R$ 10.789.724,35. Cotas emitidas: 110.417. VPA = 10.789.724,35 / 110.417 = R$ 97,72/cota (dados de 12/06/2026)
**Vacância Física.** A vacância física mede o percentual da área disponível para locação que está desocupada em dado momento. Por ser um fundo de papel com mandato multiestratégia em títulos imobiliários (CRIs, LCIs e cotas de outros FIIs), o URHF11 não possui imóveis físicos diretamente e, portanto, não divulga vacância física. O risco análogo nesse tipo de fundo é o risco de crédito dos emissores dos papéis em carteira — ou seja, a capacidade dos devedores dos CRIs de honrar seus compromissos — e não a ocupação de m² de área construída. Fórmula: Vacância física = Área desocupada / Área total disponível para locação × 100 Cálculo: O URHF11 é um FII de papel (TVM), sem imóveis físicos diretamente em carteira. Vacância física não aplicável — dado não divulgado (dados de 12/06/2026)
**Último rendimento por cota.** O último rendimento distribuído foi de R$ 0,95 por cota, valor abaixo da média mensal dos últimos 12 meses (R$ 1,10/cota), sugerindo variação na geração de caixa do portfólio. Em FIIs de papel, o rendimento mensal pode oscilar conforme o fluxo de caixa dos CRIs (que pode incluir amortizações e atualização por índices como CDI ou IPCA), distribuições de outros FIIs em carteira e eventuais ganhos de capital com comercializacao de ativos. A leitura do rendimento isolado de um único mês pode ser enganosa; o histórico de 12 meses oferece perspectiva mais robusta. Fórmula: Valor bruto distribuído por cota na distribuição mais recente Cálculo: Último rendimento/cota: R$ 0,95. Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 1,10/cota (rendimento acumulado 12m R$ 13,20 / 12 meses = R$ 1,10/mês). Última distribuição representou 86,4% da média histórica de 12 meses (dados de 12/06/2026)
**Taxa de administração.** A taxa de administração de 0,36% ao ano, somada à taxa de custódia de igual valor, totaliza 0,72% ao ano de custo operacional sobre o patrimônio líquido. Sobre o patrimônio atual de aproximadamente R$ 10,79 milhões, isso representa cerca de R$ 77,7 mil ao ano em encargos operacionais. Taxas abaixo de 1,0% a.a. são consideradas competitivas no universo de FIIs de papel de menor porte. É importante verificar no regulamento se há taxa de performance sobre retorno acima de benchmark, pois esse componente não aparece nas informações divulgadas e pode alterar o custo efetivo da gestão em cenários favoráveis. Fórmula: Taxa anual (%) cobrada sobre o patrimônio líquido médio do fundo ao longo do ano Cálculo: Taxa de administração: 0,36% a.a. sobre PL. Taxa de custódia: 0,36% a.a. sobre PL. Custo total: 0,72% a.a. Aplicado sobre PL de R$ 10.789.724,35: custo anual estimado = R$ 10.789.724,35 × 0,0072 = R$ 77.686,02/ano ≈ R$ 6.473,84/mês (dados de 12/06/2026)
**Patrimônio Líquido e carteira.** O patrimônio líquido de R$ 10,79 milhões reflete o tamanho modesto do fundo, o que impacta diretamente sua liquidez secundária na B3. Do ativo total de R$ 10,91 milhões, R$ 8,38 milhões estão alocados em ativos da carteira (CRIs, LCIs e demais instrumentos do mandato), com caixa residual estimado em torno de R$ 2,4 milhões — proporção elevada para um fundo de papel, que pode indicar posicionamento defensivo ou processo de reinvestimento. O nível de alavancagem de 1,1% sobre o PL é baixo, indicando que o fundo não recorre de forma significativa a empréstimos para financiar sua carteira. Fórmula: PL = Ativo Total – Passivo Total; Carteira total investida = total_investido conforme relatório Cálculo: Ativo total: R$ 10.908.906,39. Passivo total: R$ 119.182,04. PL = 10.908.906,39 – 119.182,04 = R$ 10.789.724,35. Total investido em ativos de carteira: R$ 8.375.054,60. Caixa implícito: R$ 10.908.906,39 – R$ 8.375.054,60 – R$ 119.182,04 = R$ 2.414.669,75 (estimativa). Alavancagem: 1,1% do PL (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de URHF11? A cotação mais recente de URHF11 é de R$ 58,67.
Qual o dividend yield do URHF11? O dividend yield anualizado de URHF11 é de 21,41%.
Qual o P/VP de URHF11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de URHF11 é 0.60.
URHF11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de URHF11 foi de R$ 1,00 por cota.
O que é um FII de papel como o URHF11 e como ele difere de um FII de tijolo? Um FII de papel investe em títulos financeiros lastreados em imóveis, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), em vez de possuir imóveis físicos diretamente. O URHF11 é um FII de papel com mandato multiestratégia, o que significa que pode alocar em diferentes classes de ativos imobiliários financeiros. FIIs de tijolo possuem imóveis como shopping centers, galpões ou lajes corporativas e geram receita via aluguel; FIIs de papel geram receita via juros dos instrumentos de crédito em carteira.
Quem pode investir no URHF11? O URHF11 tem público-alvo declarado de investidores em geral, sem restrição a investidores qualificados ou profissionais. Portanto, qualquer pessoa física ou jurídica com conta em corretora habilitada a operar na B3 pode adquirir cotas do fundo no mercado secundário. O fundo não possui, em seu perfil declarado, restrições de acesso baseadas em patrimônio ou grau de sofisticação do investidor.
Os rendimentos do URHF11 são isentos de Imposto de Renda para pessoa física? Sim, os rendimentos distribuídos pelo URHF11 são isentos de IR para cotistas pessoas físicas, desde que o fundo mantenha ao menos 50 cotistas e tenha suas cotas negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado organizado. O URHF11 atualmente possui 302 cotistas, atendendo ao critério mínimo. Essa isenção está prevista na Lei 11.033/2004 e é uma das principais vantagens tributárias dos FIIs. Ganhos de capital na comercializacao de cotas, contudo, são tributados à alíquota de 20% para pessoas físicas.
O que significa o P/VP de 0,61 do URHF11? O P/VP de 0,61 indica que as cotas do URHF11 são negociadas no mercado secundário com desconto de aproximadamente 39% em relação ao Valor Patrimonial por Cota (VPA). Em termos práticos, com VPA de R$ 97,72 e cotas negociadas a R$ 60,00, cada cota é adquirida por R$ 0,61 para cada R$ 1,00 de patrimônio líquido que representa. Esse desconto pode refletir baixa liquidez, percepção de risco da carteira ou simplesmente a dinâmica de um fundo pequeno. Descontos elevados merecem análise criteriosa antes de serem interpretados como oportunidade.
Com que frequência o URHF11 distribui rendimentos? Como a maioria dos FIIs de papel, o URHF11 distribui rendimentos mensalmente. A obrigatoriedade legal é de distribuir ao menos 95% do resultado caixa semestral, mas o fluxo regular de juros proveniente dos CRIs e demais títulos em carteira permite que as distribuições ocorram todo mês. O valor distribuído por cota pode variar mês a mês conforme o desempenho da carteira, o recebimento de amortizações e as despesas operacionais do período.
Como posso comprar e vender cotas do URHF11? As cotas do URHF11 são negociadas na B3 (Bolsa de Valores do Brasil) sob o ticker URHF11, assim como ações. Para adquirir ou vender cotas, basta ter conta em uma corretora habilitada e enviar uma ordem de compra ou comercializacao durante o horário de negociação da B3. É importante atentar para o volume reduzido de negociações do fundo — classificado como baixo —, o que pode dificultar a execução de ordens de maior volume sem impacto no preço.
O que é o 'magic number' de 64 meses do URHF11? O 'magic number' ou número mágico é uma métrica que estima quantos meses de rendimentos seriam necessários para recuperar o valor investido na cota com base nas distribuições históricas. É calculado dividindo o valor de negociação da cota pelo rendimento médio mensal distribuído no período de referência. Serve como indicador de comparação entre fundos, mas não deve ser interpretado como prazo garantido de retorno — a rentabilidade futura depende do desempenho da carteira. É uma métrica de referência, não uma projeção.
Quais são os riscos específicos de um FII multiestratégia como o URHF11? Os principais riscos incluem: (1) risco de crédito — inadimplência dos emissores dos CRIs em carteira; (2) risco de liquidez — dificuldade de negociar as cotas no mercado secundário dado o volume baixo; (3) risco de gestão — dependência da qualidade das decisões de alocação do gestor em um mandato amplo; (4) risco de concentração — carteira pequena pode ter concentração elevada por emissor; e (5) risco de mercado — variações nas taxas de juros afetam o valor de mercado dos títulos em carteira.
Como funciona a governança do URHF11 e como cotistas participam das decisões? A governança é exercida por meio de assembleias de cotistas, convocadas pelo administrador fiduciário. Cada cota confere direito a um voto. A assembleia geral ordinária ocorre anualmente para aprovação das demonstrações financeiras. Assembleias extraordinárias são convocadas quando necessário para deliberar sobre alterações relevantes, como mudanças no regulamento, novas emissões de cotas ou substituição do administrador. A Resolução CVM 175/2022 estabelece as regras de quórum e aprovação.
O DY elevado do URHF11 é sustentável? A sustentabilidade do DY depende da qualidade e da composição da carteira de crédito do fundo — informações que constam nos relatórios gerenciais mensais e nas demonstrações financeiras anuais. DY elevados em FIIs de papel podem ser sustentados por CRIs com spreads atrativos, mas também podem decorrer do desconto patrimonial das cotas (P/VP baixo), que eleva o DY calculado sobre o preço de mercado sem que os rendimentos em si sejam excepcionais. A análise dos documentos do fundo é imprescindível para essa avaliação.
O que significa o fundo ter alavancagem de 1,1%? Alavancagem de 1,1% sobre o patrimônio líquido significa que o passivo financeiro do fundo equivale a aproximadamente 1,1% do seu PL — um nível baixo que indica que o fundo não utiliza empréstimos de forma relevante para ampliar sua carteira. O passivo total apurado é de aproximadamente R$ 119 mil frente a um PL de R$ 10,79 milhões. Alavancagem baixa reduz o risco de liquidez forçada em cenários de estresse, pois o fundo não depende de refinanciamento de dívidas para manter sua carteira.
Como a variação da taxa Selic afeta o URHF11? Por ser um FII de papel com ativos provavelmente indexados ao CDI (que acompanha a Selic) e/ou ao IPCA, o desempenho do URHF11 é diretamente influenciado pelo ciclo de juros. Em ciclos de alta da Selic, CRIs indexados ao CDI geram rendimentos nominais maiores, favorecendo os cotistas. Em ciclos de queda, o rendimento nominal tende a reduzir. CRIs indexados ao IPCA são mais sensíveis à inflação do que à Selic, gerando outra dinâmica. A composição exata dos indexadores da carteira deve ser consultada nos relatórios gerenciais do fundo.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
