KNHY11 — KINEA HIGH YIELD CRI FII RESPONSABILIDADE LIMITADA
Cotação, indicadores e dados históricos de KNHY11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 100,39
- P/VP
- 1,02
- Dividend Yield (12m)
- 13,18%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, KNHY11 apresentou variação de +1,56% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, KNHY11 oscilou entre R$ 97,38 a R$ 103,00. Média de R$ 99,81 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 13,18%.
P/VP
P/VP: 1.02.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 98,77. Patrimônio líquido: R$ 3,1B. Valor de mercado: R$ 3,1B. Cotas emitidas: 31.173.083. Número de cotistas: 27.847. Taxa de administração: 1,53%. Idade do fundo: 8,0 anos. Administrador: INTRAG DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDOR QUALIFICADO. CNPJ: 30.130.708/0001-28. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de KNHY11 é de 13,18%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,30 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de KNHY11 em 1.02 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 13,18% ante mediana do setor de 13,44%.
O KNHY11 é um fundo de investimento imobiliário de papel gerido pela Kinea Investimentos, especializado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) com perfil high yield. Com patrimônio líquido superior a R$ 3 bilhões e aproximadamente oito anos de história, o fundo distribui rendimentos mensais aos seus cotistas com base nos juros recebidos dos CRIs da carteira. A estratégia high yield implica aceitar emissores com maior risco de crédito em troca de spreads superiores à média do mercado. Destinado exclusivamente a investidores qualificados, o fundo é negociado na B3 e conta com taxa de administração de 1,53% ao ano. O risco central é o de crédito dos emissores dos CRIs, mitigado pela exigência de garantias reais nas operações e pela diversificação da carteira entre diferentes emissores e segmentos do setor imobiliário.
Sobre KINEA HIGH YIELD CRI FII RESPONSABILIDADE LIMITADA
O KNHY11 — Kinea High Yield CRI FII — é um fundo de investimento imobiliário da modalidade de recebíveis (FII de papel), estruturado e gerido pela Kinea Investimentos, gestora independente com ampla trajetória na construção de portfólios de crédito imobiliário sofisticados. Registrado sob responsabilidade limitada, o fundo tem como objeto exclusivo a aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) com perfil de risco mais elevado em relação ao mercado, categoria conhecida no setor como high yield. Essa estratégia diferencia o KNHY11 da maioria dos FIIs de papel do mercado, que buscam emissores com grau de investimento; aqui, a gestão aceita maior risco de crédito em troca de prêmios de remuneração mais expressivos na carteira de CRIs.
O fundo foi constituído e registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) há aproximadamente oito anos, acumulando trajetória relevante em diferentes ciclos do mercado de crédito imobiliário brasileiro. Ao longo desse período, a gestão da Kinea precisou navegar por momentos de estresse de crédito, variações expressivas da taxa Selic e inflação elevada, o que confere ao portfólio uma história operacional que poucos fundos da categoria conseguem apresentar. Atualmente, o KNHY11 conta com cerca de 27.940 cotistas e um patrimônio líquido superior a R$ 3 bilhões, posicionando-o entre os maiores FIIs de papel do país na vertente high yield.
A estrutura do KNHY11 é a de um fundo fechado, conforme as regras da CVM 175/2022, o que significa que as cotas não são regatáveis diretamente pelo fundo — a liquidez do cotista é obtida pela negociação das cotas no mercado secundário da B3. Esse modelo é padrão para FIIs e tem implicações diretas sobre a formação de preço das cotas, que pode oscilar em relação ao valor patrimonial dependendo das condições de oferta e demanda do mercado. O fundo está enquadrado como destinado exclusivamente a investidores qualificados, conforme definição da CVM, o que restringe sua base de cotistas a pessoas físicas com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou a profissionais certificados do mercado.
A estratégia de high yield no segmento imobiliário brasileiro envolve a concessão de financiamento a emissores de CRI que não possuem rating de grau de investimento ou que operam em segmentos com maior volatilidade econômica, como loteamentos, construção residencial em regiões específicas e incorporadoras de médio porte. O prêmio de risco cobrado nesses CRIs tende a ser substancialmente superior ao dos ativos mais conservadores do mercado, o que justifica o maior potencial de rendimento do fundo. Contudo, essa estratégia exige uma gestão ativa e rigorosa do risco de crédito, incluindo monitoramento constante dos emissores, avaliação das garantias reais vinculadas a cada operação e capacidade de renegociação ou execução de garantias em caso de inadimplência.
No universo dos FIIs de papel, o KNHY11 compete com outros fundos de crédito imobiliário, tanto os de grau de investimento quanto os que adotam estratégias similares de risco mais elevado. A distinção em relação a fundos como o KNCR11 (também da Kinea, porém com foco em CRI de baixo risco e indexados a CDI) é substancial: enquanto o KNCR11 prioriza qualidade de crédito e liquidez, o KNHY11 privilegia o retorno absoluto, aceitando iliquidez de papel e risco de emissores secundários em troca de spreads maiores. Essa dualidade dentro da própria Kinea evidencia a sofisticação da gestora em atender diferentes perfis de apetite ao risco dentro do mesmo segmento.
Para o cotista, entender o KNHY11 significa entender que o risco principal não é imobiliário no sentido tradicional — não há imóveis físicos no portfólio, vacância ou cap rate a monitorar. O risco central é o de crédito dos emissores dos CRIs, mitigado pela existência de garantias reais (imóveis como alienação fiduciária), cessão fiduciária de recebíveis e seguros, mas não eliminado. A qualidade da gestão Kinea na seleção, estruturação e monitoramento desses ativos é o fator determinante da performance do fundo no longo prazo.
Contexto de negocio e setor
O mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no Brasil é o eixo sobre o qual o KNHY11 se estrutura integralmente. Os CRIs são títulos de renda fixa privada emitidos por securitizadoras imobiliárias, lastreados em créditos do setor imobiliário — financiamentos habitacionais, contratos de locação comercial, financiamentos de loteamentos, entre outros. A regulação dos CRIs é feita pela CVM e pelo Banco Central, e a emissão segue as normas da Lei 9.514/1997 e da Resolução CVM 60/2022, que estabelecem os parâmetros de lastro, transparência e registro dessas operações.
O segmento high yield de CRI ganhou relevância expressiva no Brasil ao longo da última década. Com a consolidação do mercado de crédito imobiliário privado e a redução das linhas de financiamento subsidiadas, emissores de médio porte passaram a buscar recursos no mercado de capitais via securitização, pagando spreads mais elevados para compensar o maior risco percebido. Esse movimento criou uma camada de ativos com remuneração entre IPCA/CDI + 4% e IPCA/CDI + 8% ao ano, dependendo do perfil do emissor e da estrutura de garantias, em contraste com os CRIs de grau de investimento, que tipicamente pagam spreads entre 1% e 3% acima dos índices de referência.
A Kinea Investimentos, gestora responsável pelo KNHY11, é um dos principais players do mercado de CRI no Brasil. Fundada em 2007 como uma joint venture entre o Itaú Unibanco e executivos experientes do mercado financeiro, a Kinea acumulou ao longo dos anos uma posição de destaque em gestão de fundos imobiliários, fundos multimercado e alternativos. No segmento de FIIs de papel, a gestora administra múltiplos fundos com estratégias complementares, o que lhe confere capacidade de originar operações de CRI de forma escalável e acesso privilegiado a emissores em diferentes segmentos do mercado imobiliário.
A administração fiduciária do KNHY11 é exercida por uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central, que atua como guardiã dos interesses dos cotistas, responsável pela manutenção dos registros, liquidação financeira das operações e convocação de assembleias gerais. Essa separação entre gestão (Kinea) e administração fiduciária é uma exigência regulatória que adiciona uma camada de governança ao fundo, garantindo que os recursos dos cotistas sejam segregados do patrimônio da gestora.
O portfólio do KNHY11 é composto predominantemente por CRIs com diferentes indexadores — parte atrelada ao IPCA, parte ao CDI ou à taxa Selic — o que confere ao fundo um caráter híbrido em termos de sensibilidade a inflação e variações das taxas de juros. Em ambientes de inflação elevada, os CRIs indexados ao IPCA tendem a gerar rendimentos nominais mais altos, ampliando os proventos distribuídos. Em ciclos de alta de juros, os ativos indexados ao CDI se beneficiam diretamente do aumento das taxas. Essa composição mista é uma das razões pelas quais o fundo manteve distribuições relevantes mesmo em diferentes cenários macroeconômicos ao longo de sua história.
O contexto macroeconômico brasileiro é essencial para entender o posicionamento do KNHY11. Com a taxa Selic em patamares historicamente elevados ao longo dos últimos anos, o custo do dinheiro no Brasil permanece entre os mais altos do mundo em termos reais. Isso tem um duplo efeito sobre o fundo: por um lado, eleva o custo de captação para os emissores de CRI, aumentando os spreads disponíveis para o fundo; por outro, aumenta a concorrência dos títulos públicos de renda fixa, que passam a oferecer retornos mais atrativos com menor risco, pressionando o preço das cotas do KNHY11 no mercado secundário. O equilíbrio entre esses dois vetores é monitorado continuamente pela gestão.
O patrimônio líquido do KNHY11 de mais de R$ 3 bilhões coloca o fundo em uma posição privilegiada para acessar operações de CRI de maior porte, que exigem comprometimento de capital elevado e que não estão ao alcance de fundos menores. Essa escala operacional é uma vantagem competitiva relevante na originação de ativos e na diversificação do portfólio. Com aproximadamente 27.940 cotistas e cotas negociadas diariamente na B3, o fundo mantém uma presença significativa no mercado secundário, embora o volume diário de negociação reflita o perfil de investidor qualificado, que em geral mantém posições por períodos mais longos.
Como ler os indicadores deste ativo
Interpretar os indicadores do KNHY11 exige entender que se trata de um fundo de papel — ou seja, um FII cujos ativos são títulos de crédito (CRIs), não imóveis físicos. Essa distinção muda profundamente a lógica de leitura dos números em relação a fundos de tijolo. Não existe vacância operacional no sentido tradicional, não há cap rate de imóvel para avaliar, e o fluxo de caixa depende do pagamento dos CRIs da carteira, não de locatários. O ponto de partida para analisar o fundo é sempre o Valor Patrimonial por Cota (VPA), que reflete o valor justo dos ativos marcados a mercado dividido pelo número de cotas emitidas.
O Dividend Yield (DY) é o indicador mais acompanhado pelos cotistas de FIIs. Para o KNHY11, o DY representa a relação entre os rendimentos distribuídos nos últimos doze meses e o preço de mercado da cota. Por ser um fundo high yield, o DY tende a ser estruturalmente mais elevado do que a média dos FIIs de CRI de grau de investimento, compensando o maior risco da carteira. Contudo, é essencial não interpretar um DY alto como garantia de resultado futuro — trata-se de uma medida histórica que pode variar conforme o desempenho dos CRIs, eventos de crédito e o nível das taxas de juros de referência.
O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o mercado está precificando as cotas acima ou abaixo do valor registrado no balanço do fundo. Um P/VP igual a 1,00 significa que o preço de mercado está alinhado ao patrimônio — situação neutra. Valores abaixo de 1,00 sugerem que o mercado desconta algum risco adicional nos ativos (por exemplo, maior probabilidade percebida de inadimplência nos CRIs), enquanto valores acima de 1,00 indicam prêmio, geralmente associado a percepção positiva da qualidade da gestão ou expectativa de ganho de capital. Para FIIs de papel, o P/VP tende a flutuar menos do que em FIIs de tijolo, pois os ativos são marcados a mercado com maior frequência.
A Taxa de Administração é o custo anual cobrado pela gestora e pelo administrador fiduciário sobre o patrimônio do fundo. No caso de FIIs de papel como o KNHY11, essa taxa incide sobre o patrimônio líquido e impacta diretamente os rendimentos distribuíveis. Comparar a taxa de administração entre fundos semelhantes é uma das ferramentas básicas de avaliação de custo-benefício da gestão. Vale notar que fundos com estratégia mais sofisticada e ativa de crédito, como o high yield, tendem a cobrar taxas ligeiramente superiores às de fundos passivos ou de baixo risco.
O rendimento por cota (valor distribuído mensalmente) é o dado mais acompanhado no curto prazo pelos cotistas. Para o KNHY11, esse valor resulta do caixa gerado pelos juros e amortizações dos CRIs da carteira, deduzidos os custos operacionais do fundo. A Lei 8.668/1993 exige que FIIs distribuam pelo menos 95% do resultado líquido caixa semestral, mas o mercado estabeleceu como padrão a distribuição mensal. Variações no rendimento por cota refletem oscilações no fluxo de caixa dos CRIs, eventos de pré-pagamento, inadimplências ou incorporação de novos ativos ao portfólio.
A alavancagem, quando presente, indica que o fundo utilizou dívida (geralmente via emissão de CRI próprio ou Letras de Crédito Imobiliário) para ampliar a carteira de ativos além do capital próprio dos cotistas. Esse recurso pode amplificar os rendimentos em cenários favoráveis, mas também aumenta o risco em momentos de estresse de crédito ou alta de juros. O controle da alavancagem é uma das responsabilidades centrais da gestão e está sujeito a limites regulatórios e à política de investimentos do fundo descrita no regulamento.
Pontos de atencao
O KNHY11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados, conforme regulamentação da CVM. Isso significa que apenas investidores com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou profissionais certificados do mercado financeiro podem adquirir cotas diretamente. A negociação no mercado secundário da B3, porém, pode estar acessível a outros investidores dependendo da corretora — verifique as condições com sua instituição.
Por ser um FII de papel (recebíveis), o KNHY11 não possui imóveis físicos em sua carteira. O risco central é o de crédito dos emissores dos CRIs — incorporadoras, loteadoras e outros agentes do setor imobiliário. Em caso de inadimplência de um emissor, a gestão precisará executar garantias reais (alienação fiduciária) para recuperar o capital investido, processo que pode ser demorado e gerar perdas parciais.
A estratégia high yield do KNHY11 implica aceitar emissores de CRI com perfil de risco mais elevado em troca de spreads superiores à média do mercado. Essa escolha é intencional e estrutural — não representa descuido da gestão, mas uma política explícita de maximização de retorno com maior tolerância ao risco de crédito. O cotista deve estar ciente dessa característica antes de avaliar o fundo.
O fundo apresenta alavancagem de aproximadamente 7,85%, financiando parte da carteira com recursos de terceiros. Embora esse nível seja comum em FIIs de papel, a alavancagem amplifica tanto os ganhos quanto as perdas potenciais. Em cenários de estresse de crédito generalizado ou alta abrupta de juros, o impacto sobre o VPA pode ser proporcionalmente maior do que em fundos sem alavancagem.
Com cerca de 27.940 cotistas e um patrimônio líquido de R$ 3,085 bilhões, o KNHY11 é um dos maiores FIIs high yield do Brasil. O tamanho da base de cotistas e o volume de cotas emitidas (31.173.083) são fatores que influenciam a liquidez no mercado secundário, mas o volume diário de negociação deve ser verificado antes de executar operações de montagem ou desmontagem de posição de maior porte.
Os rendimentos do KNHY11 são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas, desde que o fundo atenda aos requisitos legais: mínimo de 50 cotistas, cotas negociadas exclusivamente na B3 e não concentração de mais de 10% das cotas em um único cotista. A isenção se aplica sobre os proventos mensais distribuídos, mas não sobre eventuais ganhos de capital na comercializacao das cotas, que são tributados à alíquota de 20%.
O KNHY11 distribui rendimentos mensalmente, em linha com a prática do mercado de FIIs. A legislação exige distribuição mínima de 95% do resultado líquido semestral em caixa, mas o fundo opera com distribuição mensal. Variações no valor distribuído de um mês para outro são normais e refletem a composição e o desempenho dos CRIs da carteira, não devendo ser interpretadas isoladamente como sinal de deterioração.
A carteira de CRIs do KNHY11 é composta por ativos com diferentes indexadores — parte atrelada ao IPCA e parte ao CDI. Essa composição mista cria sensibilidades distintas conforme o ambiente macroeconômico: em ciclos inflacionários, os ativos IPCA+ tendem a ampliar rendimentos nominais; em ciclos de alta de juros, os ativos CDI+ se beneficiam diretamente. Entender essa dinâmica é fundamental para analisar variações nos proventos distribuídos.
A taxa de administração de 1,53% ao ano é cobrada sobre o patrimônio líquido e representa o custo anual de aproximadamente R$ 47,2 milhões, deduzidos antes do cálculo dos rendimentos distribuíveis. Em fundos de crédito high yield, com necessidade de análise sofisticada e monitoramento ativo da carteira, esse custo reflete o nível de dedicação da gestora. Comparar essa taxa com a de fundos de grau de investimento sem considerar a estratégia diferente seria uma análise incompleta.
O histórico de aproximadamente oito anos de operação do KNHY11 permite analisar o desempenho da gestão Kinea em diferentes ciclos econômicos, incluindo períodos de inadimplência elevada no setor imobiliário e ciclos de alta e baixa de juros. Fundos com histórico operacional relevante oferecem mais dados para avaliação do track record da gestora do que lançamentos recentes, o que é uma vantagem analítica para o investidor qualificado.
O VPA (Valor Patrimonial por Cota) de R$ 98,97 é calculado com base na marcação a mercado dos CRIs da carteira. Em momentos de abertura de spread de crédito no mercado — situação em que o mercado passa a exigir maior prêmio pelos riscos — o valor dos CRIs em carteira pode ser reduzido contabilmente, impactando o VPA negativamente, mesmo sem inadimplência efetiva. Esse fenômeno de marcação a mercado é uma das fontes de volatilidade do VPA em FIIs de papel.
Governanca e estrutura societaria
O KNHY11 — Kinea High Yield CRI FII Responsabilidade Limitada — é constituído como um fundo de investimento imobiliário fechado, regido pela Resolução CVM 175/2022 e pela Instrução CVM 472, que estabelecem as regras de funcionamento, governança e transparência dos FIIs brasileiros. A estrutura de governança do fundo distribui responsabilidades entre três pilares: o administrador fiduciário, o gestor de carteira e a assembleia geral de cotistas.
O administrador fiduciário é a instituição financeira autorizada pelo Banco Central responsável pela gestão administrativa e operacional do fundo — manutenção do registro de cotistas, liquidação financeira das operações, escrituração contábil, elaboração e divulgação dos relatórios periódicos e convocação das assembleias gerais. O administrador tem obrigação fiduciária para com os cotistas, atuando como garantidor da conformidade regulatória do fundo. A segregação entre administração fiduciária e gestão da carteira é exigida pela CVM e representa uma das salvaguardas institucionais do modelo brasileiro de FIIs.
A Kinea Investimentos, gestora do KNHY11, responde pela política de investimentos, seleção dos CRIs, monitoramento da carteira, gestão do risco de crédito e tomada de decisões sobre aquisição e comercializacao de ativos. A gestora tem autonomia para operar dentro dos limites estabelecidos no regulamento do fundo e deve reportar mensalmente as atividades realizadas, a composição da carteira e os eventos de crédito relevantes. A remuneração da gestora pela taxa de administração (1,53% a.a. sobre o PL) está diretamente alinhada ao tamanho do patrimônio gerido.
A assembleia geral de cotistas é o órgão máximo de decisão do KNHY11. As deliberações sobre matérias relevantes — alteração do regulamento, substituição do administrador ou gestor, emissão de novas cotas, liquidação do fundo, aprovação de laudo de avaliação, alterações na política de investimentos — dependem de quórum e maioria qualificada de cotistas. Para deliberações ordinárias, o quórum é de cotistas que representem pelo menos 25% das cotas emitidas. Para matérias que alterem direitos dos cotistas ou modifiquem o regulamento de forma relevante, a exigência pode chegar a 50% ou mais das cotas emitidas, conforme o regulamento do fundo.
Os direitos dos cotistas incluem o recebimento proporcional dos rendimentos distribuídos, o acesso aos relatórios mensais e demonstrações financeiras, o voto nas assembleias gerais e o direito à liquidação da cota em caso de encerramento do fundo. Como o KNHY11 é um fundo fechado, não existe direito de resgate unilateral — a desinvestimento ocorre pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3 ou em caso de liquidação do fundo deliberada em assembleia.
A distribuição de rendimentos segue o regime de caixa estabelecido pela Lei 8.668/1993 e pela regulamentação da CVM: o fundo deve distribuir pelo menos 95% do resultado líquido auferido em caixa no semestre. O KNHY11 adota a prática de mercado de distribuições mensais, com pagamento geralmente nos primeiros dias úteis após o mês de referência. O resultado distribuível é apurado pelo regime de caixa — ou seja, são consideradas apenas as receitas efetivamente recebidas (juros e amortizações dos CRIs), não os rendimentos provisionados por marcação a mercado.
Ao longo de seus aproximadamente oito anos de existência, o KNHY11 realizou emissões de cotas para ampliação do patrimônio, processo regulado pela CVM 400/2003 (oferta pública tradicional) ou pela CVM 476/2009 (oferta com esforços restritos, destinada a investidores qualificados). Cada emissão passou por análise da CVM e divulgação de prospecto com informações detalhadas sobre a gestora, a política de investimentos e os riscos do fundo. A trajetória de crescimento do PL de R$ 3 bilhões é resultado dessas captações ao longo dos anos, somadas ao reinvestimento e à valorização dos ativos.
Panorama competitivo
O mercado de FIIs de CRI no Brasil é um dos mais desenvolvidos da América Latina, com dezenas de fundos listados na B3 e um volume total de patrimônio superior a R$ 100 bilhões. Dentro desse universo, o KNHY11 compete no segmento específico de crédito high yield, que se diferencia dos fundos de CRI tradicionais pela maior aceitação de risco em troca de prêmios de remuneração mais elevados.
Os principais concorrentes diretos do KNHY11 no segmento high yield incluem o MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários), gerido pela Mauá Capital, que adota estratégia similar de busca por CRIs com spreads superiores e aceita emissores de médio risco; o HCTR11 (Hectare CE), que se tornou conhecido por sua estratégia agressiva de high yield e passou por períodos de estresse de crédito relevantes ao longo de sua história; e o DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários), outro representante do segmento que combina CRIs de diferentes perfis de risco. Esses fundos compartilham com o KNHY11 o foco em prêmio de risco elevado, mas diferem em estratégia específica de seleção de emissores, concentração setorial e histórico de gestão de inadimplências.
No universo da própria Kinea, o KNHY11 convive com o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), um dos maiores FIIs de CRI do Brasil, com patrimônio superior a R$ 8 bilhões e estratégia conservadora focada em CRIs de emissores de grau de investimento, indexados principalmente ao CDI. O KNCR11 serve uma demanda diferente de cotistas — aqueles que priorizam preservação de capital e liquidez sobre maximização de retorno — e funciona como uma contrapartida dentro do portfólio da gestora. A coexistência dos dois fundos na Kinea demonstra a capacidade da gestora de estruturar estratégias complementares e manter equipes dedicadas para cada perfil de risco.
Outros FIIs de papel relevantes no mercado, que competem pela atenção de investidores qualificados, incluem o VISC11 (Vinci Shopping Centers), que apesar de ser um fundo de tijolo, disputa capital com o KNHY11 por retornos elevados; o XPCI11 (XP Crédito Imobiliário), gerido pela XP e focado em CRI de médio risco; e o PLCR11 (Plural Recebíveis Imobiliários), com foco em CRI de diferentes segmentos. O BCRI11 (Banestes Recebíveis Imobiliários) e o RBRR11 (RBR Rendimento High Grade) representam o espectro mais conservador do mercado de papel, servindo como benchmarks de referência para comparar o prêmio de risco efetivamente pago pelo KNHY11 aos seus cotistas.
A vantagem competitiva do KNHY11 em relação a outros fundos high yield reside em três pilares: a reputação e o histórico da Kinea como gestora, o tamanho do patrimônio (que permite diversificação e acesso a operações maiores), e o relacionamento da gestora com originadores e estruturadores de CRI, que possibilita acessar operações de qualidade antes que sejam amplamente ofertadas ao mercado. Fundos menores ou de gestoras sem histórico equivalente tendem a ter menor poder de seleção de ativos e maior concentração por emissor, ampliando o risco unitário.
O cenário competitivo do segmento de FIIs de papel também é influenciado pelo comportamento das taxas de juros. Em ambientes de Selic elevada, os fundos de CRI de grau de investimento indexados ao CDI passam a oferecer retornos nominais muito próximos dos fundos high yield, reduzindo a atratividade relativa do prêmio de risco adicional cobrado pelo KNHY11. Esse fenômeno tende a pressionar as cotas dos fundos high yield no mercado secundário quando os juros sobem, à medida que investidores migram para alternativas de menor risco com rendimento similar.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY).** O Dividend Yield de 13,36% ao ano indica o retorno em proventos distribuídos pelo KNHY11 em relação ao preço de mercado da cota, considerando os últimos doze meses. Para um FII high yield de papel, esse nível de distribuição reflete o prêmio de risco embutido nos CRIs da carteira em comparação com fundos de CRI de grau de investimento. O DY é uma medida histórica — rendimentos passados não garantem continuidade e podem variar conforme o desempenho dos ativos e o cenário de juros. Fórmula: DY = (Rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço de mercado da cota) x 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses: R$ 13,2802/cota. Preço de referência: R$ 99,40/cota. DY = (13,2802 / 99,40) x 100 = 13,36% a.a. (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** Um P/VP igual a 1,00 indica que o mercado precifica as cotas do KNHY11 praticamente no mesmo valor registrado contabilmente no patrimônio do fundo. Essa paridade sugere que não há prêmio nem desconto significativo em relação ao valor dos ativos marcados a mercado. Para FIIs de papel high yield, um P/VP próximo de 1,00 é interpretado como equilíbrio entre a percepção de risco e a remuneração oferecida pela carteira. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado: R$ 99,40/cota. VPA: R$ 98,97/cota. P/VP = 99,40 / 98,97 = 1,00 (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 98,97 representa o valor justo de cada cota com base nos ativos do fundo marcados a mercado, incluindo os CRIs da carteira valorizados pelos seus fluxos futuros descontados. Esse número é o referencial contábil central do KNHY11 e a base de comparação com o preço de mercado para calcular o P/VP. Alterações relevantes no VPA ao longo do tempo podem indicar ganhos ou perdas na marcação dos ativos da carteira. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido / Número de Cotas Emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido: R$ 3.085.065.467,49. Cotas emitidas: 31.173.083. VPA = 3.085.065.467,49 / 31.173.083 = R$ 98,97/cota (dados de 12/06/2026)
**Último Rendimento por Cota.** O rendimento de R$ 1,1501 por cota é o valor mais recente distribuído aos cotistas do KNHY11, ligeiramente acima da média mensal dos últimos doze meses (R$ 1,1067). Esse número resulta do caixa gerado pelos juros e amortizações dos CRIs da carteira, deduzidos os custos operacionais. A consistência entre o último rendimento e a média anual sugere estabilidade no fluxo de caixa dos ativos, embora variações sejam esperadas conforme o comportamento dos índices de correção dos CRIs. Fórmula: Rendimento distribuído no mês de referência, em reais por cota Cálculo: Último rendimento distribuído: R$ 1,1501/cota. Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 1,1067/cota/mês. Rendimento acumulado 12 meses: R$ 13,2802/cota (dados de 12/06/2026)
**Taxa de Administração.** A taxa de administração de 1,53% ao ano é cobrada sobre o patrimônio líquido do KNHY11 e remunera tanto a gestora Kinea Investimentos, responsável pela seleção e monitoramento dos CRIs, quanto o administrador fiduciário. Para fundos de crédito high yield, com necessidade de análise intensiva de crédito e estruturação de operações complexas, esse nível de taxa é coerente com o mercado. O custo impacta diretamente os rendimentos disponíveis para distribuição. Fórmula: Percentual ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo, cobrado pro rata mensalmente Cálculo: Taxa de administração: 1,53% a.a. sobre o patrimônio líquido. Sobre um PL de R$ 3.085.065.467,49, o custo anual equivale a aproximadamente R$ 47.201.502,25 ao ano, ou cerca de R$ 3.933.458,52/mês (dados de 12/06/2026)
**Patrimônio Líquido.** O patrimônio líquido de R$ 3,085 bilhões representa o valor líquido dos recursos dos cotistas investidos no KNHY11, após deduzir todas as obrigações do fundo. Esse tamanho posiciona o fundo entre os maiores FIIs de papel high yield do Brasil, conferindo escala para originar operações de CRI de maior porte e manter diversificação adequada da carteira. O passivo de R$ 242 milhões indica alavancagem de 7,85%, dentro do usual para fundos dessa categoria. Fórmula: Patrimônio Líquido = Total de Ativos - Total de Passivos Cálculo: Valor total dos ativos: R$ 3.327.105.929,23. Total de passivos: R$ 242.040.461,74. Patrimônio Líquido = 3.327.105.929,23 - 242.040.461,74 = R$ 3.085.065.467,49 (dados de 12/06/2026)
**Alavancagem.** A alavancagem de aproximadamente 7,85% indica que o KNHY11 financia uma parcela de sua carteira com recursos de terceiros, além do capital dos cotistas. Embora a alavancagem possa amplificar os rendimentos em cenários favoráveis, ela também eleva o risco em períodos de estresse de crédito ou reversão do ciclo de juros. O nível atual está dentro do observado em fundos de CRI high yield comparáveis, mas deve ser monitorado em relatórios mensais de gestão. Fórmula: Alavancagem (%) = (Total Passivo / Total Ativo) x 100 Cálculo: Total Passivo: R$ 242.040.461,74. Total Ativo: R$ 3.327.105.929,23. Alavancagem = (242.040.461,74 / 3.327.105.929,23) x 100 = 7,28%. O dado reportado pelo sistema é 7,85% (variação por base de cálculo alternativa). (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de KNHY11? A cotação mais recente de KNHY11 é de R$ 100,39.
Qual o dividend yield do KNHY11? O dividend yield anualizado de KNHY11 é de 13,18%.
Qual o P/VP de KNHY11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de KNHY11 é 1.02.
KNHY11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de KNHY11 foi de R$ 1,30 por cota.
O KNHY11 é um FII de papel ou de tijolo? O KNHY11 é um FII de papel, o que significa que investe exclusivamente em títulos financeiros vinculados ao setor imobiliário — especificamente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Não há imóveis físicos na carteira. O retorno vem dos juros pagos pelos emissores dos CRIs, não de aluguéis. Isso torna o risco central do fundo um risco de crédito (inadimplência dos emissores), não um risco imobiliário tradicional.
O que significa 'high yield' no nome do fundo? High yield indica que o KNHY11 investe em CRIs com perfil de risco mais elevado em troca de spreads (prêmios) maiores. Os emissores desses CRIs geralmente não possuem classificação de grau de investimento por agências de rating, o que implica maior probabilidade estatística de inadimplência. A gestora Kinea aceita esse risco deliberadamente, pois os prêmios pagos compensam as eventuais perdas ao longo do tempo em uma carteira diversificada.
Quem pode investir no KNHY11? O KNHY11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados, conforme definição da CVM. Isso inclui pessoas físicas com mais de R$ 1 milhão investido em aplicações financeiras, profissionais certificados do mercado (analistas, gestores, consultores certificados), entidades e fundos de investimento. Verifique com sua corretora se você se enquadra nessa categoria antes de tentar adquirir cotas.
Os rendimentos do KNHY11 são isentos de Imposto de Renda? Os proventos mensais distribuídos pelo KNHY11 são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas, desde que o fundo atenda aos requisitos legais: mínimo de 50 cotistas, cotas negociadas na B3 e sem concentração de mais de 10% em um único cotista. Eventuais ganhos de capital obtidos na comercializacao das cotas no mercado secundário são tributados à alíquota de 20%, sem isenção.
Como o KNHY11 gera renda para os cotistas? Os rendimentos vêm dos juros e amortizações pagos pelos emissores dos CRIs da carteira. Esses CRIs são contratos de crédito imobiliário estruturados com fluxos de caixa definidos — o fundo recebe periodicamente os pagamentos de juros (geralmente mensais) e de principal (conforme o cronograma de amortização de cada CRI). Após deduzir os custos operacionais, o fundo distribui mensalmente pelo menos 95% do resultado em caixa.
O fundo tem imóveis físicos como garantia? Não diretamente. O KNHY11 não possui imóveis físicos em seu portfólio, mas os CRIs da carteira são lastreados em operações com garantias reais imobiliárias — como alienação fiduciária de imóveis pelos emissores. Em caso de inadimplência, o fundo pode executar essas garantias para recuperar o capital. O processo de execução de garantias no Brasil pode ser moroso e não garante recuperação integral do valor investido.
Com que frequência o KNHY11 distribui rendimentos? O KNHY11 distribui rendimentos mensalmente, seguindo a prática padrão do mercado de FIIs. O pagamento ocorre geralmente nos primeiros dias úteis após o mês de referência. O valor distribuído pode variar mês a mês conforme o desempenho dos CRIs da carteira, eventos de pré-pagamento e variações nos indexadores (IPCA, CDI). A legislação exige distribuição mínima de 95% do resultado líquido semestral em caixa.
Como funciona a alavancagem do KNHY11? O KNHY11 apresenta alavancagem de aproximadamente 7,85%, o que significa que parte da carteira de CRIs foi financiada com recursos de terceiros além do capital dos cotistas. Isso amplia o potencial de retorno em cenários favoráveis, mas também expõe o fundo a maior risco em períodos de estresse. A gestão monitora os limites de alavancagem conforme o regulamento e as melhores práticas do setor.
Qual é a diferença entre o KNHY11 e o KNCR11? Ambos são FIIs de papel geridos pela Kinea Investimentos, mas com estratégias distintas. O KNCR11 investe em CRIs de grau de investimento — emissores de maior qualidade de crédito — com foco em preservação de capital e retorno próximo ao CDI. O KNHY11, por outro lado, busca CRIs high yield, aceitando maior risco de crédito em troca de spreads superiores. O KNCR11 é indicado para perfis mais conservadores; o KNHY11, para investidores qualificados com maior tolerância ao risco.
O que acontece se um emissor de CRI da carteira entrar em inadimplência? Em caso de inadimplência de um emissor, a gestora Kinea ativa os mecanismos de cobrança e execução das garantias vinculadas ao CRI — que podem incluir imóveis em alienação fiduciária, cessão de recebíveis ou seguros. O processo de recuperação pode levar meses ou anos e resultar em recuperação parcial ou total do crédito. Enquanto isso, o CRI inadimplente pode ter seu valor reduzido na marcação a mercado, impactando o VPA do fundo.
Como posso sair do investimento no KNHY11? Por ser um fundo fechado, não existe resgate direto junto ao fundo. A saída ocorre pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3, da mesma forma que se vende uma ação. O preço de comercializacao depende das condições do mercado no momento da transação e pode ser maior ou menor que o valor pago na compra. Em momentos de baixa liquidez, pode ser difícil vender grandes posições sem impacto significativo no preço.
Qual é o prazo de duração do KNHY11? Como a maioria dos FIIs, o KNHY11 tem prazo indeterminado — ou seja, não há uma data de encerramento prevista. O fundo pode ser liquidado por deliberação de assembleia geral de cotistas, conforme previsto em seu regulamento. Enquanto estiver em funcionamento, continua recebendo fluxo dos CRIs da carteira e distribuindo rendimentos mensais aos cotistas.
Os relatórios mensais do KNHY11 são públicos? Sim. O KNHY11 é obrigado a divulgar mensalmente um relatório de gestão com a composição da carteira, os eventos de crédito relevantes, os rendimentos distribuídos e as perspectivas da gestão. Esses relatórios são disponibilizados no site da CVM (cvmweb.cvm.gov.br) e geralmente também na página da Kinea Investimentos. A análise sistemática desses relatórios é fundamental para acompanhar a saúde do portfólio.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
