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KNCR11 — KINEA RENDIMENTOS IMOBILIARIOS FII RESPONSABILIDADE LIMITADA

Cotação, indicadores e dados históricos de KNCR11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 108,50
P/VP
1,06
Dividend Yield (12m)
13,28%

Setor

Títulos e Valores Mobiliários

Desempenho recente

No período de 6m, KNCR11 apresentou variação de +2,04% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, KNCR11 oscilou entre R$ 101,79 a R$ 109,19. Média de R$ 105,56 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 13,28%.

P/VP

P/VP: 1.06.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 102,38. Patrimônio líquido: R$ 11,0B. Valor de mercado: R$ 11,6B. Cotas emitidas: 107.089.622. Número de cotistas: 558.989. Taxa de administração: 0,98%. Idade do fundo: 13,8 anos. Administrador: INTRAG DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 16.706.958/0001-32. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de KNCR11 é de 13,28%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,10 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de KNCR11 em 1.06 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 13,28% ante mediana do setor de 13,44%.

O KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários) é um dos maiores fundos de investimento imobiliário de papel da B3, gerido pela Kinea Investimentos e administrado pela Intrag DTVM. Com mais de 13 anos de histórico, o fundo mantém estratégia conservadora centrada na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) diversificados por emissor, indexador e setor, distribuindo rendimentos mensalmente aos cotistas. Com patrimônio líquido superior a R$ 10,9 bilhões e mais de 549 mil cotistas registrados, o KNCR11 é referência de qualidade e escala no segmento de crédito imobiliário listado no Brasil.

Sobre KINEA RENDIMENTOS IMOBILIARIOS FII RESPONSABILIDADE LIMITADA

O KNCR11, denominado Kinea Rendimentos Imobiliários FII, é um fundo de investimento imobiliário do segmento de "papel", constituído sob a forma de condomínio fechado e com cotas negociadas na B3 (Bolsa de Valores do Brasil). Lançado em 2012 pela Kinea Investimentos — gestora independente com forte vínculo institucional ao grupo Itaú Unibanco —, o fundo nasceu em um período de amadurecimento do mercado de FIIs no Brasil, aproveitando a expansão do crédito imobiliário e o crescente interesse do investidor pessoa física por alternativas de renda periódica com benefícios fiscais.

O modelo de negócios do KNCR11 é centrado na aquisição e gestão ativa de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), instrumentos de dívida privada lastreados em recebíveis do setor imobiliário. Os CRIs proporcionam ao fundo receitas recorrentes na forma de pagamento de juros e amortizações de principal, geradas por devedores finais como incorporadoras, loteadoras e empresas de base imobiliária. Além dos CRIs, o regulamento permite alocações em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), cotas de outros fundos imobiliários e instrumentos de caixa de alta liquidez, sempre com objetivo de otimizar o retorno ajustado ao risco e manter reservas para honrar distribuições e eventuais resgates de emissões primárias.

O portfólio histórico do KNCR11 é caracterizado por elevada diversificação em termos de emissores, indexadores (com presença tanto de CRIs atrelados ao CDI quanto ao IPCA), prazos e garantias. Essa diversificação é deliberada: reduz a exposição a eventos de crédito idiossincrático e confere resiliência ao fundo em diferentes cenários macroeconômicos. A gestão ativa implica monitoramento contínuo dos emissores e das garantias, com capacidade de renegociação e execução de colaterais em situações de deterioração do crédito.

Na cadeia produtiva do mercado imobiliário, o KNCR11 ocupa posição de intermediário financeiro qualificado: conecta originadores de crédito (incorporadoras, securitizadoras) a investidores finais que acessam o fundo via cotas em bolsa. Ao adquirir CRIs no mercado primário e secundário, o fundo atua como financiador indireto de projetos residenciais, comerciais e logísticos distribuídos em diversas regiões do Brasil, capturando spreads de crédito que remuneram o risco assumido pelos cotistas.

A estrutura societária é típica dos fundos imobiliários listados: não existe acionista controlador e o free float é elevado, com cotas pulverizadas entre investidores individuais e institucionais — o total de cotistas superou 549 mil em 2026. A Kinea Investimentos exerce a função de gestora, responsável pela política de investimentos, seleção e monitoramento dos ativos e gestão de riscos. A Intrag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), integrante do grupo Itaú, atua como administradora fiduciária, respondendo perante a CVM pelo cumprimento do regulamento e pela transparência das informações divulgadas ao mercado.

O KNCR11 integra o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, e é acompanhado como referência do segmento de papel por analistas e gestores de fundos de fundos. Com mais de 107 milhões de cotas emitidas e patrimônio líquido superior a R$ 10,9 bilhões apurado em junho de 2026, o fundo figura entre os maiores veículos de crédito imobiliário listados do país, dispondo de escala para acessar operações estruturadas de grande porte e diversificar geograficamente a carteira.

A estratégia corporativa de longo prazo do KNCR11 combina crescimento via emissões públicas periódicas — que ampliam a capacidade de investimento e diluem custos fixos — com seleção criteriosa de ativos em função de critérios de risco/retorno. As emissões são planejadas para coincidir com janelas de oportunidade de originação, evitando alocar recursos em situações de compressão excessiva de spread. Esse ritmo de crescimento prudente diferencia o fundo de veículos que priorizam volume de captação em detrimento da qualidade do portfólio.

O principal diferencial competitivo do KNCR11 reside na combinação entre escala, liquidez em bolsa, histórico de gestão disciplinada e acesso privilegiado a operações de crédito estruturado via relacionamento da Kinea com originadores relevantes do mercado imobiliário. A trajetória de mais de 13 anos de operação — atravessando diferentes ciclos de juros e de crédito — consolidou a reputação do fundo como referência de qualidade e consistência no segmento de FIIs de papel.

Contexto de negocio e setor

O segmento de FIIs de papel representa uma das vertentes mais sofisticadas do mercado de fundos imobiliários brasileiro, tendo crescido aceleradamente desde o início da década de 2010. Esses fundos atuam predominantemente na aquisição de títulos de crédito imobiliário — especialmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) — diferenciando-se dos FIIs de tijolo, que adquirem diretamente imóveis físicos para renda de locação. O segmento de papel beneficia-se de fluxos de caixa previsíveis, derivados dos pagamentos contratuais dos devedores dos CRIs, e de isenção de imposto de renda sobre rendimentos distribuídos a pessoas físicas titulares de cotas em fundos listados, conforme a legislação tributária vigente, ressalvadas as alterações introduzidas pela Lei 15.270/2025, que estabeleceu retenção sobre dividendos de ações acima de determinados limites mensais — a tributação dos rendimentos de FIIs para pessoas físicas segue regras específicas, distintas das aplicáveis a dividendos de ações, e deve ser verificada junto à legislação atualizada.

A cadeia produtiva inicia-se com a originação do crédito por empresas do setor imobiliário — incorporadoras, loteadoras, administradoras de shoppings, operadores logísticos —, que estruturam recebíveis (contratos de negociacao, aluguéis, contratos de longo prazo) e os submetem a securitizadoras imobiliárias. As securitizadoras emitem os CRIs lastreados nesses recebíveis, que são adquiridos pelos FIIs de papel no mercado primário ou negociados no mercado secundário. O investidor final acessa o segmento via cotas dos fundos em bolsa, beneficiando-se da gestão profissional e da diversificação propiciada pelo portfólio coletivo.

O marco regulatório central é a Resolução CVM 175/2022, que atualizou e consolidou as regras para fundos de investimento no Brasil, estabelecendo requisitos de transparência, limites de concentração por emissor e indexador, obrigações de divulgação periódica de informações e critérios de governança. Antes disso, a Instrução CVM 472/2008 regulava especificamente os FIIs. A legislação exige que os fundos mantenham ao menos 67% do patrimônio em ativos imobiliários qualificados, com possibilidade de diversificação em instrumentos de caixa e outros valores mobiliários. A CVM também regula as ofertas públicas de cotas (regidas pelas Instruções CVM 400 e 476, e suas atualizações), estabelecendo critérios para captações destinadas a investidores qualificados ou ao público em geral.

As tendências estruturais que moldam o setor incluem a digitalização dos processos de análise de crédito e originação, com uso de big data e modelos preditivos para avaliação de risco; o avanço de critérios ESG (ambiental, social e governança) na seleção de projetos financiados, com preferência crescente por empreendimentos certificados (LEED, AQUA-HQE); e a busca por maior padronização e transparência nas estruturas de securitização. O mercado de CRIs também é impactado pela dinâmica de oferta e demanda de crédito imobiliário: ciclos de expansão da construção civil ampliam a oferta de recebíveis disponíveis, enquanto crises no setor reduzem o pipeline e podem elevar a inadimplência.

O ambiente macroeconômico é determinante para o desempenho dos FIIs de papel. A taxa SELIC impacta diretamente os CRIs indexados ao CDI — quando a SELIC sobe, os rendimentos desses CRIs aumentam, mas o valor de mercado das cotas pode ser pressionado se o spread exigido pelos investidores se elevar. Já os CRIs indexados ao IPCA se beneficiam de períodos de inflação mais alta, protegendo o poder de compra dos rendimentos. O câmbio tem efeito indireto, ao influenciar o custo de insumos da construção civil e a demanda por imóveis comerciais de alta padrão. Fatores como desemprego, crescimento do PIB e disponibilidade de crédito bancário para o setor imobiliário também afetam o volume e a qualidade dos recebíveis disponíveis para securitização.

As barreiras de entrada no segmento são moderadas: a estruturação de um FII de papel exige expertise em análise de crédito imobiliário, relacionamento com originadores, estrutura de compliance regulatório e capacidade de captação junto a investidores. O acesso a operações de grande porte — que oferecem melhores spreads e garantias — tende a ser reservado a gestoras com escala e reputação consolidadas, criando uma vantagem estrutural para fundos como o KNCR11. Por outro lado, a competição acirrada no segmento médio de CRIs pode pressionar spreads e exigir maior sofisticação na análise de risco.

O ciclo de capital dos FIIs de papel é intensivo em captação via ofertas públicas de cotas: os recursos captados são alocados progressivamente em CRIs, gerando fluxos de caixa que remuneram os cotistas mensalmente. O ritmo de reciclagem do portfólio — à medida que CRIs amortizam ou são pré-pagos — é relevante, pois requer constante origação de novos ativos para manter a geração de renda. Fundos com portfólios de duration mais curta enfrentam maior pressão de reinvestimento, mas também se beneficiam de maior flexibilidade para adaptar a carteira a mudanças no ambiente de juros.

No panorama competitivo, o KNCR11 compete com outros grandes FIIs de papel como CPTS11 (Capitania Securities), IRDM11 (Iridium Recebíveis), HABT11 (Habitat II), KNIP11 (Kinea Índices de Preços) e DEVA11 (Devant Recebíveis), cada qual com perfis distintos de indexadores, riscos e estratégias de originação. A tendência de consolidação do setor — com fundos menores sendo incorporados por veículos de maior escala — favorece os grandes players e pode ampliar a participação de mercado de fundos como o KNCR11 nos próximos ciclos de captação.

Como ler os indicadores deste ativo

Analisar um FII de papel como o KNCR11 exige entender indicadores que refletem tanto a qualidade da carteira de crédito imobiliário quanto a eficiência da gestão e a precificação das cotas em bolsa. O ponto de partida é o Dividend Yield (DY), que expressa a relação entre os rendimentos distribuídos em determinado período e o valor da cota negociada em bolsa. Para FIIs de papel, o DY é fortemente influenciado pela taxa de juros de referência (CDI ou IPCA) dos CRIs em carteira: em ambientes de juros elevados, CRIs indexados ao CDI tendem a gerar rendimentos maiores, elevando o DY; em ciclos de queda de juros, o movimento é inverso. Por isso, a consistência do DY ao longo do tempo é mais relevante do que seu valor pontual, pois oscilações abruptas podem sinalizar inadimplência, pré-pagamentos antecipados de CRIs ou mudanças na política de distribuição.

O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) compara o valor de mercado da cota com seu valor patrimonial (VPA), calculado dividindo-se o patrimônio líquido pelo número de cotas emitidas. Um P/VP superior a 1 indica que o mercado atribui prêmio ao fundo em relação ao valor contábil dos ativos — o que pode refletir expectativa de crescimento, qualidade percebida da gestão ou escassez de alternativas equivalentes. Um P/VP inferior a 1 (desconto) pode indicar percepção de risco elevado, baixa liquidez ou deterioração da qualidade dos ativos. Para FIIs de papel, o P/VP é interpretado em conjunto com o nível de juros: em ambientes de juros altos, é comum que cotas negociem próximas ao valor patrimonial, pois a atratividade relativa do fundo frente à renda fixa é menor.

O VPA (Valor Patrimonial por Cota) é calculado dividindo-se o patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas. Representa o valor contábil de cada cota com base nos ativos líquidos do fundo e serve como referência para avaliar se o preço de mercado está com prêmio ou desconto. O VPA é publicado mensalmente pelo administrador, podendo oscilar conforme a marcação a mercado dos CRIs em carteira, entradas de novas captações e amortizações recebidas.

Para FIIs de papel, a Vacância Financeira e a Vacância Física — indicadores centrais em FIIs de tijolo — têm aplicabilidade reduzida ou nula, pois o portfólio é composto por títulos de crédito, não por imóveis físicos locados. O indicador equivalente em relevância é a Taxa de Inadimplência da carteira de CRIs, que mede o percentual de recebíveis em atraso ou em recuperação judicial. Uma inadimplência baixa e estável sinaliza qualidade das garantias e eficiência da gestão de risco, enquanto elevações inesperadas exigem investigação sobre a concentração de emissores e a solidez dos colaterais.

O Último Rendimento por Cota é o valor bruto distribuído no mais recente período de apuração. Em FIIs como o KNCR11, com distribuição mensal, esse valor reflete o fluxo de caixa recebido dos CRIs e a política de retenção da gestão. Pré-pagamentos antecipados de CRIs podem gerar rendimentos extraordinários pontuais, distorcendo a análise se comparados ao rendimento médio histórico. Por isso, a avaliação do rendimento médio dos últimos 12 meses é mais representativa da capacidade geradora de caixa do fundo.

A Taxa de Administração é o percentual cobrado anualmente sobre o patrimônio líquido como remuneração do administrador fiduciário e da gestora. Fundos de maior porte tendem a diluir o custo percentual da taxa, mas é importante verificar se há taxa de performance (cobrada sobre o excesso de retorno em relação a um benchmark) e taxa de custódia, que também oneram o cotista. A leitura isolada da taxa de administração sem considerar a qualidade da gestão e o retorno líquido pode ser enganosa: fundos com taxa mais baixa mas gestão inferior podem entregar menor retorno ajustado ao risco.

A leitura integrada desses indicadores — DY histórico, P/VP, VPA, inadimplência, rendimento médio 12 meses e taxas — é o caminho correto para avaliar se o KNCR11 está bem precificado e gerido. A comparação com fundos similares (CPTS11, IRDM11, KNIP11) deve considerar o perfil de indexadores (CDI versus IPCA), a duration média da carteira, a concentração de emissores e a política de alavancagem, pois diferenças nesses parâmetros justificam divergências relevantes nos indicadores entre fundos aparentemente similares.

Pontos de atencao

O KNCR11 está exposto ao risco de crédito dos emissores de CRI: deterioração financeira de incorporadoras ou loteadoras da carteira pode resultar em atraso ou inadimplência de pagamentos, impactando os rendimentos distribuídos e, potencialmente, o VPA do fundo. A diversificação de emissores é o principal mecanismo de mitigação, mas não elimina o risco em cenários de estresse sistêmico do setor imobiliário.

A concentração histórica em CRIs indexados ao CDI torna o KNCR11 sensível a mudanças na taxa SELIC: reduções significativas da taxa básica comprimem os rendimentos da parcela CDI-linked, podendo impactar o DY e a atratividade relativa do fundo frente a outros instrumentos de renda fixa. O investidor deve monitorar o mix de indexadores da carteira nos relatórios gerenciais mensais publicados pelo administrador.

Mudanças regulatórias da CVM — especialmente na Resolução CVM 175/2022, que rege os fundos de investimento, ou em normas específicas para FIIs — podem alterar limites de concentração por emissor, regras de distribuição mínima de resultados, requisitos de transparência ou a estrutura de governança. Alterações tributárias também podem impactar a atratividade dos rendimentos para diferentes perfis de investidor.

O risco de pré-pagamento antecipado de CRIs é relevante em ciclos de queda de juros: emissores tendem a refinanciar suas dívidas em condições mais favoráveis, devolvendo capital ao fundo antes do vencimento original. Isso exige reinvestimento constante dos recursos em novos CRIs, podendo reduzir temporariamente a geração de caixa e elevar o custo de oportunidade em ambientes de compressão de spread.

A liquidez das cotas do KNCR11 em bolsa, embora elevada para o segmento de FIIs, pode ser afetada por períodos de aversão ao risco, saídas de investidores institucionais ou aumentos da volatilidade nos mercados financeiros. Em momentos de estresse, o spread entre oferta e demanda pode se ampliar e o volume negociado cair, dificultando a saída de posições relevantes sem impacto no preço.

A gestora Kinea Investimentos, pertencente ao grupo Itaú Unibanco, pode apresentar potenciais conflitos de interesse em operações que envolvam partes relacionadas ao conglomerado financeiro. O investidor deve acompanhar os relatórios de fatos relevantes e atas de assembleia para verificar se operações com partes relacionadas seguem os procedimentos de independência exigidos pela CVM e pelo próprio regulamento do fundo.

Emissões sucessivas de novas cotas são parte da estratégia de crescimento do fundo, mas podem ser dilutivas se realizadas a preços abaixo do VPA ou em momentos de má precificação do mercado. O cotista deve analisar os prospectos das ofertas públicas para avaliar o impacto potencial sobre o valor patrimonial e a relação P/VP antes e depois de cada emissão.

O portfólio de CRIs do KNCR11 tem duration variável — a maturidade média dos títulos influencia a sensibilidade do fundo a variações nas taxas de juros de mercado. CRIs de prazo mais longo indexados ao IPCA podem apresentar marcação a mercado negativa em cenários de abertura de spreads de crédito ou aumento de inflação implícita, afetando o VPA mesmo que não haja inadimplência.

Fatores macroeconômicos amplos — crescimento do PIB, taxa de desemprego, nível de endividamento das famílias e do setor corporativo — influenciam a capacidade de pagamento dos devedores dos CRIs. Recessões econômicas tendem a elevar a inadimplência no setor imobiliário, ainda que com defasagem em relação ao ciclo econômico geral, dado que muitos contratos de CRI têm garantias reais robustas.

A integração de critérios ESG (ambiental, social e governança) na seleção de CRIs é uma prática crescente no setor, mas ainda carece de padronização. Investidores com mandatos ESG devem verificar nos relatórios gerenciais quais projetos financiados pela carteira do KNCR11 possuem certificações ambientais reconhecidas (como LEED ou AQUA-HQE) e qual a política formal da Kinea para projetos com passivos socioambientais.

O KNCR11 não possui exposição direta a ativos denominados em moeda estrangeira, mas pode ser indiretamente afetado por variações cambiais que impactem o custo de insumos da construção civil, a demanda por imóveis comerciais de alto padrão com contratos em dólar ou o apetite de investidores internacionais por ativos brasileiros via fundos offshore.

A sazonalidade nos rendimentos pode ocorrer em razão do calendário de amortizações e de juros dos CRIs da carteira: determinados meses podem concentrar recebimentos maiores, gerando rendimentos distribuídos acima da média, seguidos por períodos de rendimentos menores. O cotista deve avaliar a tendência de distribuição nos relatórios históricos, evitando tomar decisões com base em apenas um ou dois meses de resultado.

Governanca e estrutura societaria

O KNCR11 é constituído sob a forma de condomínio fechado, modalidade estabelecida para fundos imobiliários pela regulação da CVM, o que significa que as cotas não são resgatáveis a pedido do cotista — a liquidez ocorre exclusivamente via negociação em bolsa. Essa estrutura garante estabilidade no capital do fundo e permite à gestora executar estratégias de longo prazo sem pressão de resgates, mas implica que o investidor está sujeito à precificação de mercado para sair da posição.

A administração fiduciária é exercida pela Intrag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (Intrag DTVM), pertencente ao conglomerado Itaú Unibanco. O administrador fiduciário responde perante a CVM e os cotistas pela regularidade da constituição e do funcionamento do fundo, cumprimento do regulamento, contratação de prestadores de serviços, guarda de ativos e divulgação de informações. A separação entre as funções de gestora (Kinea) e administradora (Intrag) cria um mecanismo de checks and balances relevante para a governança do fundo.

A gestora Kinea Investimentos, fundada em 2007 e controlada pelo grupo Itaú Unibanco, é responsável pela política de investimentos, seleção e monitoramento dos CRIs, gestão de riscos de crédito e de mercado, e execução da estratégia de crescimento via novas emissões. A Kinea conta com comitês internos de investimento e de risco, compostos por profissionais especializados em crédito imobiliário, gestão de portfólio e análise macroeconômica. As decisões de investimento seguem processo estruturado de due diligence, com avaliação do lastro dos recebíveis, histórico do emissor, garantias reais e adequação ao perfil de risco do fundo.

As assembleias de cotistas são o principal fórum de deliberação sobre temas estratégicos do KNCR11. Convocadas pelo administrador ou por cotistas que representem ao menos 5% das cotas emitidas, as assembleias deliberam sobre alterações no regulamento, mudança de gestora ou administradora, aprovação de demonstrações financeiras, novas emissões de cotas com ou sem direito de preferência, fusão, incorporação, cisão ou liquidação do fundo, e contratação de partes relacionadas. O quórum de instalação e deliberação varia conforme a matéria — para alteração do regulamento em geral, exige-se maioria das cotas presentes; para determinadas matérias sensíveis, a CVM pode exigir aprovação qualificada.

A política de distribuição do KNCR11 segue a exigência legal de distribuição mínima de 95% do resultado auferido em regime de caixa, apurado semestralmente, conforme a legislação dos FIIs (Lei 8.668/1993 e suas atualizações). Na prática, o fundo distribui rendimentos mensalmente, o que proporciona previsibilidade ao fluxo de caixa dos cotistas. O resultado distribuível corresponde ao saldo positivo entre as receitas recebidas (juros e amortizações de CRIs, rendimentos de LCIs e aplicações de caixa) e as despesas do fundo (taxas de administração e gestão, custódia, auditoria, CVM, B3 e demais encargos previstos no regulamento).

A remuneração da gestão é composta pela taxa de gestão, calculada e cobrada mensalmente sobre o patrimônio líquido, sem componente de taxa de performance atrelada ao resultado do fundo — o que alinha os incentivos da gestora à preservação e crescimento do patrimônio, sem criar estímulos para assumir riscos excessivos em busca de superar benchmarks de curto prazo. A taxa de administração fiduciária e de custódia são cobradas separadamente, conforme o regulamento vigente.

Os direitos dos cotistas incluem receber rendimentos na proporção das cotas detidas, participar e votar nas assembleias, acessar os documentos do fundo (regulamento, prospectos, informes mensais, relatórios gerenciais e demonstrações financeiras) e ser informado tempestivamente sobre fatos relevantes via sistema da CVM. O tratamento tributário dos rendimentos para pessoas físicas está sujeito à legislação em vigor, que deve ser verificada junto à CVM ou a um assessor tributário, dado que alterações legislativas podem modificar as condições ao longo do tempo.

O KNCR11 está sujeito à Resolução CVM 175/2022, que consolidou as normas sobre fundos de investimento no Brasil. A CVM exige divulgação de informes mensais, relatórios gerenciais, demonstrações financeiras anuais auditadas e fatos relevantes em prazos determinados, garantindo transparência e acesso equitativo às informações. O fundo não registra histórico de penalidades ou advertências relevantes por parte da CVM, sendo reconhecido pela aderência às boas práticas regulatórias do mercado de FIIs.

Panorama competitivo

O mercado de FIIs de papel no Brasil é composto por dezenas de fundos listados na B3, mas a competição relevante se concentra em um grupo de grandes veículos com patrimônio bilionário, ampla base de cotistas e liquidez diária expressiva. Entre os principais concorrentes diretos do KNCR11, destacam-se o CPTS11 (Capitania Securities II), o IRDM11 (Iridium Recebíveis Imobiliários), o KNIP11 (Kinea Índices de Preços Imobiliários), o HABT11 (Habitat II) e o DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários), cada qual com perfis distintos de indexadores, estratégias de crédito e políticas de risco.

O CPTS11, gerido pela Capitania, distingue-se por maior exposição a CRIs indexados ao IPCA e por estratégia de maior diversificação em segmentos menos convencionais do mercado imobiliário. O IRDM11, da Iridium, posiciona-se como gestor ativo com foco em operações de crédito estruturado de maior complexidade, incluindo CRIs de natureza high yield com spreads superiores e, consequentemente, maior risco. O KNIP11, também gerido pela Kinea, é voltado especificamente para CRIs indexados ao IPCA, complementando a família Kinea de FIIs de papel e diferenciando-se do KNCR11 pelo perfil de indexadores e pelo público-alvo.

O HABT11, da Habitat Capital Partners, é conhecido pela exposição a CRIs de emissores de menor porte, com spreads mais elevados e maior risco de concentração. O DEVA11, da Devant Asset Management, opera no segmento de maior risco relativo dentro do universo de FIIs de papel, com portfólio que combina CRIs corporativos e recebíveis de incorporadoras em diferentes estágios de desenvolvimento, buscando retornos superiores à custa de maior volatilidade.

O KNCR11 diferencia-se dos pares pelo perfil estruturalmente conservador: a seleção de CRIs prioriza emissores com histórico comprovado de pagamento, garantias reais robustas — alienação fiduciária de imóveis, cessão de recebíveis, FIDCs subordinados — e diversificação elevada entre setores e regiões geográficas. Essa abordagem resulta em menor volatilidade dos rendimentos e menor probabilidade de eventos de crédito relevantes, em troca de spreads ligeiramente inferiores aos de fundos com perfil mais agressivo.

As vantagens competitivas sustentáveis do KNCR11 derivam de quatro pilares: (1) escala — com patrimônio superior a R$ 10,9 bilhões, o fundo absorve emissões primárias de CRI de grande porte inacessíveis a fundos menores; (2) relacionamento — a Kinea mantém relacionamento de longo prazo com as principais originadoras e securitizadoras, como Banco BTG Pactual, XP Securitizadora e outras grandes estruturadoras do mercado; (3) expertise técnica — a equipe de crédito da Kinea tem histórico de análise em múltiplos ciclos econômicos, incluindo crises setoriais relevantes do mercado imobiliário brasileiro; e (4) liquidez em bolsa — o volume diário de negócios facilita entrada e saída de posições, atraindo tanto investidores individuais quanto fundos de fundos e investidores institucionais.

As ameaças competitivas incluem: a entrada de novas gestoras com acesso a originação diferenciada via tecnologia fintech; a compressão de spreads no segmento de CRIs de alta qualidade por excesso de demanda; e a oferta de produtos alternativos como debêntures incentivadas, LCIs de emissão bancária e CRIs distribuídos diretamente a investidores qualificados. Adicionalmente, fundos de crédito privado (FIDCs) com foco em recebíveis imobiliários competem pelo mesmo conjunto de ativos.

A tendência de consolidação no setor favorece os grandes players: fundos menores têm sido incorporados por veículos de maior escala em busca de ganhos de eficiência e liquidez. No horizonte de longo prazo, a digitalização dos processos de securitização e o avanço de plataformas de originação de crédito imobiliário via inteligência artificial e análise de dados podem reduzir barreiras de entrada para novos competidores, exigindo que gestoras consolidadas invistam continuamente em tecnologia e em eficiência para manter a relevância no mercado de FIIs de papel.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) 12 meses.** O DY de 12 meses do KNCR11 reflete a combinação de CRIs indexados ao CDI e ao IPCA em carteira, sendo sensível ao ciclo de juros. Em ambientes de taxa SELIC elevada, a parcela CDI-linked tende a elevar o DY, enquanto quedas de juros comprimem os rendimentos futuros. A análise do DY deve considerar o histórico de consistência das distribuições e eventuais rendimentos extraordinários provenientes de pré-pagamentos de CRIs, que podem distorcer o indicador pontualmente. O DY médio mensal dos últimos 12 meses foi de aproximadamente 1,14% por cota, refletindo a capacidade geradora de caixa recorrente do portfólio. Fórmula: DY (%) = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Valor da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses: R$ 14,5132 por cota. Valor de referência da cota utilizado: R$ 106,17. DY = (14,5132 / 106,17) × 100 = 13,67%. (dados de 10/06/2026)

**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 1,04 indica que o KNCR11 era negociado com prêmio de aproximadamente 4% sobre o valor patrimonial dos ativos em junho de 2026. Para FIIs de papel, um P/VP ligeiramente acima de 1 é consistente com fundos de alta qualidade percebida, boa liquidez e gestora reconhecida. O investidor que compra com prêmio assume que o fluxo de caixa futuro justifica pagar acima do valor contábil. Prêmios persistentemente elevados podem indicar excesso de otimismo; descontos recorrentes, percepção de deterioração do portfólio ou iliquidez. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado da cota: R$ 106,17. VPA: R$ 102,38. P/VP = 106,17 / 102,38 = 1,037 ≈ 1,04. (dados de 10/06/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA é o valor contábil de cada cota e serve como âncora para a avaliação do P/VP. No caso do KNCR11, com patrimônio líquido superior a R$ 10,9 bilhões, o VPA reflete a marcação a mercado dos CRIs em carteira e eventuais provisões para créditos duvidosos. O VPA pode oscilar mensalmente conforme o gestor atualiza a precificação dos ativos: em ciclos de abertura de spreads de crédito, o VPA tende a cair; em compressões de spread, a subir. Emissões de novas cotas a preço próximo ao VPA são neutras para o valor do ativo; emissões abaixo do VPA são dilutivas. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido Total / Número de Cotas Emitidas Cálculo: Patrimônio líquido: R$ 10.964.349.587,96. Número de cotas emitidas: 107.089.622. VPA = 10.964.349.587,96 / 107.089.622 = R$ 102,38 por cota. (dados de 10/06/2026)

**Vacância Física (não aplicável — FII de papel).** Diferentemente dos FIIs de tijolo — que locam imóveis físicos e têm vacância como KPI central —, o KNCR11 não possui área locável nem imóveis para locar. Seu risco operacional equivalente é a inadimplência dos devedores dos CRIs. O KNCR11 historicamente apresenta baixa inadimplência, decorrente da seleção criteriosa de emissores e da robustez das garantias exigidas (alienação fiduciária, cessão de recebíveis, garantias reais). A análise deve focar no rating médio da carteira e na diversificação de emissores, que limita o impacto de eventos idiossincráticos. Fórmula: Vacância Física (%) = Área vaga / Área total × 100 (aplicável apenas a FIIs de tijolo) Cálculo: KNCR11 é um FII de papel (portfólio de CRIs e LCIs), sem imóveis físicos. Vacância física: não aplicável (N/A). O indicador equivalente para FIIs de papel é a taxa de inadimplência da carteira de CRIs, que mede o percentual de recebíveis em atraso ou em recuperação judicial. (dados de 10/06/2026)

**Último Rendimento por Cota.** O rendimento de R$ 1,1005 por cota representa o último provento declarado pelo KNCR11. Fundos de papel com distribuição mensal podem apresentar variação no rendimento conforme o calendário de recebimentos dos CRIs, pré-pagamentos antecipados e o resultado da gestão de caixa. O rendimento médio de R$ 1,2094 nos últimos 12 meses indica a capacidade geradora recorrente do fundo — a diferença entre a média e o último valor declarado reflete a variação natural dos fluxos de caixa da carteira. Rendimentos pontuais acima da média devem ser verificados quanto à natureza (recorrente versus extraordinário). Fórmula: Rendimento por cota = Receita líquida distribuível do período / Número de cotas Cálculo: Último rendimento declarado: R$ 1,1005 por cota. Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 1,2094 por cota/mês. Rendimento acumulado 12 meses: R$ 14,5132 por cota. (dados de 10/06/2026)

**Taxa de Administração.** A taxa de administração de 0,99% ao ano é cobrada sobre o patrimônio líquido e remunera o conjunto de serviços de gestão e administração fiduciária. Adicionada a taxa de custódia de 0,06% a.a., o custo total é de 1,05% ao ano. Para um fundo com patrimônio da magnitude do KNCR11, a taxa percentual é competitiva em relação a pares do segmento, dado que a escala permite absorver custos fixos operacionais com menor impacto relativo. O investidor deve verificar se há cobrança adicional de taxa de performance sobre excesso de retorno em relação ao CDI ou outro benchmark, que pode ser relevante em anos de resultado acima da média. Fórmula: Taxa efetiva anual (%) = Taxa de gestão (%) + Taxa de custódia (%) sobre o patrimônio líquido Cálculo: Taxa de administração (gestão + administração fiduciária): 0,99% a.a. Taxa de custódia: 0,06% a.a. Taxa total sobre o PL: 0,99% + 0,06% = 1,05% a.a. Sobre um patrimônio líquido de R$ 10.964.349.587,96, o custo anual estimado é de aproximadamente R$ 115,1 milhões. (dados de 10/06/2026)

**Patrimônio Líquido e Base de Cotistas.** Com patrimônio líquido superior a R$ 10,9 bilhões e mais de 549 mil cotistas, o KNCR11 está entre os maiores FIIs de papel da B3 em ambas as dimensões. O PL elevado confere ao fundo capacidade de originar e absorver operações de CRI de grande porte, que costumam ter melhores spreads e garantias. A ampla base de cotistas contribui para a liquidez das cotas em bolsa e para o price discovery eficiente. O nível de alavancagem de 1,19% do ativo é conservador, indicando que o fundo opera essencialmente com recursos próprios (cotas), sem uso significativo de dívida para amplificar retornos. Fórmula: PL = Ativo Total – Passivo Total. Cotistas = total de titulares de cotas registrados Cálculo: Valor do ativo: R$ 11.094.628.084,36. Passivo total: R$ 130.278.496,40. Patrimônio líquido = 11.094.628.084,36 – 130.278.496,40 = R$ 10.964.349.587,96. Alavancagem: 1,19% (passivo/ativo). Total de cotistas: 549.972. (dados de 10/06/2026)

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de KNCR11? A cotação mais recente de KNCR11 é de R$ 108,50.

Qual o dividend yield do KNCR11? O dividend yield anualizado de KNCR11 é de 13,28%.

Qual o P/VP de KNCR11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de KNCR11 é 1.06.

KNCR11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de KNCR11 foi de R$ 1,10 por cota.

O que é o KNCR11 e qual é seu modelo de negócios? O KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários) é um FII de papel listado na B3, gerido pela Kinea Investimentos e administrado pela Intrag DTVM. Seu modelo de negócios consiste em adquirir e gerir ativamente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) — títulos de dívida lastreados em recebíveis do setor imobiliário — gerando receitas recorrentes de juros e amortizações que são distribuídas mensalmente aos cotistas. O fundo diversifica emissores, indexadores (CDI e IPCA), prazos e garantias para mitigar riscos de crédito e de concentração, buscando equilíbrio entre regularidade dos rendimentos e segurança patrimonial.

Quem são a gestora e a administradora do KNCR11? A gestora do KNCR11 é a Kinea Investimentos, gestora independente fundada em 2007 e controlada pelo grupo Itaú Unibanco, responsável pela política de investimentos, seleção dos CRIs e gestão de risco. A administradora fiduciária é a Intrag DTVM, também integrante do grupo Itaú, responsável pelo cumprimento das normas da CVM, guarda de ativos e divulgação de informações aos cotistas e ao regulador. Essa separação de funções é obrigatória para FIIs e cria um mecanismo de governança adicional.

Como funcionam as distribuições de rendimentos do KNCR11? O KNCR11 distribui rendimentos mensalmente aos cotistas. A legislação dos FIIs (Lei 8.668/1993) exige distribuição mínima de 95% do resultado auferido em regime de caixa, apurado semestralmente. O resultado distribuível corresponde à diferença entre as receitas recebidas (juros e amortizações dos CRIs, rendimentos de LCIs e aplicações de caixa) e as despesas do fundo. O valor por cota varia mensalmente conforme o fluxo de recebimentos da carteira e eventuais pré-pagamentos de CRIs. As datas e os valores são informados via comunicado ao mercado antes de cada pagamento.

Quais são os principais riscos do KNCR11? Os principais riscos incluem: (1) risco de crédito — inadimplência dos emissores de CRI; (2) risco de taxa de juros — variações na SELIC afetam rendimentos da parcela CDI-linked e o valor de mercado das cotas; (3) risco de reinvestimento — pré-pagamentos antecipados de CRIs exigem realocação de capital em novos ativos, podendo reduzir temporariamente o rendimento; (4) risco de liquidez em bolsa — o volume negociado pode diminuir em períodos de estresse; (5) risco regulatório — mudanças nas normas da CVM ou na legislação tributária podem afetar a estrutura e a atratividade do fundo.

O que é um CRI e por que é o ativo principal do KNCR11? O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa emitido por securitizadoras, lastreado em créditos imobiliários como contratos de negociacao de imóveis, contratos de aluguel de longo prazo ou financiamentos do setor. Para FIIs como o KNCR11, os CRIs são o ativo central porque combinam fluxo de caixa previsível (juros contratuais + amortizações), garantias reais (imóveis, recebíveis), diversificação entre setores e emissores, e isenção de IR para a pessoa física cotista do fundo. O portfólio de CRIs é a principal fonte de geração de caixa e de rendimentos distribuídos.

O que é o índice P/VP e como interpretar o do KNCR11? O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) compara o preço de mercado da cota com o Valor Patrimonial por Cota (VPA), que representa o valor contábil dos ativos do fundo dividido pelo número de cotas. Um P/VP acima de 1 indica prêmio — o mercado paga mais do que o valor contábil dos ativos, refletindo expectativas positivas sobre a gestão e os fluxos futuros. Um P/VP abaixo de 1 indica desconto, que pode sinalizar percepção de risco ou oportunidade de entrada. A análise do P/VP deve ser feita em conjunto com a qualidade do portfólio e o ambiente de juros, não de forma isolada.

KNCR11 tem exposição a imóveis físicos? Não. O KNCR11 é um FII de papel, cujo portfólio é composto por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e instrumentos de caixa — não por imóveis físicos. Isso significa que o fundo não possui receita de locação nem está sujeito a vacância física, problemas de manutenção ou depreciação de imóveis. O risco operacional central é o de crédito dos emissores dos CRIs, não a dinâmica de ocupação de ativos reais. Fundos de tijolo, como FIIs de shoppings ou logísticos, têm perfil de risco distinto.

O KNCR11 integra o IFIX? Sim. O KNCR11 integra o IFIX, o principal índice de fundos imobiliários da B3, que reúne os FIIs mais líquidos e relevantes do mercado. A inclusão no IFIX reforça a visibilidade do fundo, atrai investidores que replicam ou acompanham o índice e contribui para maior liquidez das cotas em bolsa. O peso do KNCR11 no IFIX varia conforme a metodologia de recálculo periódico do índice, levando em conta liquidez, patrimônio e free float. O fundo não integra índices de ações como Ibovespa ou IBrX, que são restritos a companhias abertas.

Como é a governança do KNCR11 em relação a conflitos de interesse? O regulamento do KNCR11 e as normas da CVM estabelecem procedimentos para identificação e gestão de conflitos de interesse, especialmente em operações com partes relacionadas ao grupo Itaú Unibanco (controlador da Kinea e da Intrag). Essas operações devem ser realizadas em condições de mercado e comunicadas aos cotistas via fato relevante. A assembleia de cotistas tem poder de aprovar ou rejeitar operações que configurem conflito relevante. O investidor deve acompanhar os comunicados periódicos para verificar o cumprimento dessas obrigações.

Quais documentos acompanhar para monitorar o KNCR11? Os principais documentos para monitoramento do KNCR11 são: (1) Informe Mensal — divulgado pelo administrador com dados de patrimônio, cotas e posições; (2) Relatório Gerencial — publicado pela gestora Kinea com análise da carteira de CRIs, rentabilidade e perspectivas; (3) Fatos Relevantes — comunicações sobre eventos materiais (novas emissões, inadimplência, mudanças regulatórias); (4) Demonstrações Financeiras Anuais — com balanço patrimonial auditado; (5) Atas de Assembleia — com decisões sobre regulamento e estratégia. Todos estão disponíveis no sistema da CVM (www.cvm.gov.br) e no site da B3.

O KNCR11 pode emitir novas cotas? Sim. O KNCR11 realiza periodicamente ofertas públicas de cotas — tanto para investidores em geral quanto restritas a investidores qualificados — para ampliar o patrimônio e a capacidade de investimento em novos CRIs. As emissões podem ser realizadas com ou sem direito de preferência aos cotistas existentes. Emissões com preço acima do VPA preservam ou ampliam o valor patrimonial por cota; emissões abaixo do VPA são dilutivas. O cotista deve analisar o prospecto de cada oferta para avaliar o impacto sobre seu investimento antes de decidir se subscreve novas cotas ou não.

Como o KNCR11 lida com inadimplência em sua carteira de CRIs? A gestão de inadimplência envolve monitoramento contínuo dos fluxos de pagamento e da saúde financeira dos emissores. Em caso de atraso, a Kinea aciona os mecanismos de cobrança previstos em contrato — notificação ao emissor, acionamento de garantidores, execução de alienação fiduciária ou cessão de recebíveis dados como garantia. O fundo pode constituir provisões para créditos duvidosos, o que impacta o resultado distribuível enquanto o processo de recuperação está em andamento. A diversificação de emissores limita o impacto de eventos isolados de inadimplência sobre o rendimento agregado do fundo.

Qual a diferença entre KNCR11 e KNIP11? Ambos são FIIs de papel geridos pela Kinea Investimentos, mas com perfis distintos. O KNCR11 (Kinea Rendimentos) mantém histórico de portfólio misto — com CRIs indexados ao CDI e ao IPCA — com foco em preservação de capital e rendimento consistente. O KNIP11 (Kinea Índices de Preços) é voltado especificamente para CRIs indexados ao IPCA, buscando proteção inflacionária e retorno real positivo. Investidores que desejam maior exposição ao IPCA tendem a preferir o KNIP11; aqueles que buscam rendimentos mais estáveis no curto prazo com referência ao CDI costumam avaliar o KNCR11.

Como o cenário macroeconômico impacta o KNCR11? A taxa SELIC afeta diretamente os CRIs indexados ao CDI: elevações aumentam os rendimentos correntes, mas podem pressionar o valor de mercado das cotas se o prêmio de risco exigido pelo investidor se ampliar. A inflação (IPCA) impacta os CRIs a ela indexados — alta de IPCA eleva rendimentos, mas pode sinalizar deterioração do ambiente macroeconômico que afeta a capacidade de pagamento dos devedores. O crescimento do PIB e o nível de desemprego influenciam a inadimplência do setor imobiliário. Mudanças na política fiscal e monetária alteram o custo de captação das empresas emissoras de CRI, com reflexo direto na qualidade do portfólio.

O KNCR11 adota critérios ESG na seleção de ativos? A Kinea Investimentos declara incorporar critérios de análise socioambiental na avaliação de projetos financiados pelos CRIs, priorizando empreendimentos com certificações como LEED ou AQUA-HQE e políticas de compliance dos emissores. O investidor interessado em aspectos ESG deve consultar os relatórios gerenciais da Kinea e verificar se há política formal de ESG publicada, quais indicadores são monitorados e em que proporção do portfólio os critérios são aplicados, pois a padronização ainda é heterogênea no segmento de FIIs de papel.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.