HGRE11 — PÁTRIA ESCRITÓRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
Cotação, indicadores e dados históricos de HGRE11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 123,60
- P/VP
- 0,84
- Dividend Yield (12m)
- 10,17%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, HGRE11 apresentou variação de -0,31% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, HGRE11 oscilou entre R$ 106,71 a R$ 132,00. Média de R$ 121,88 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 10,17%.
P/VP
P/VP: 0.84.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 147,39. Patrimônio líquido: R$ 1,7B. Valor de mercado: R$ 1,5B. Cotas emitidas: 11.817.767. Número de cotistas: 144.569. Taxa de administração: 0,84%. Idade do fundo: 18,3 anos. Administrador: BANCO GENIAL S.A.. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 09.072.017/0001-29. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
Imóveis e Ocupação
Número de imóveis: 12. Área total: 144.305 m². Vacância física: 5,9%. Inadimplência: 0,0%. Total de ativos do fundo: 76. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de HGRE11 é de 10,17%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,85 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de HGRE11 em 0.84 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 10,17% ante mediana do setor de 13,44%.
O HGRE11 (Patria Escritórios FII) é um dos fundos imobiliários de lajes corporativas mais tradicionais do Brasil, com mais de 18 anos de operação desde 2008. Com portfólio de 12 imóveis e mais de 144 mil metros quadrados concentrados nas principais praças de negócios de São Paulo e Rio de Janeiro, o fundo une escala patrimonial, diversificação geográfica e histórico comprovado de gestão ativa. A estratégia combina aquisição de ativos prime, manutenção de contratos de locação com empresas de grande porte e reciclagem periódica do portfólio para renovar a qualidade dos imóveis. Atualmente gerido pela Patria Investments, o HGRE11 integra o IFIX e é referência no segmento de lajes para investidores que buscam exposição qualificada ao mercado imobiliário corporativo.
Sobre PÁTRIA ESCRITÓRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
O HGRE11, denominado oficialmente Patria Escritórios Fundo de Investimento Imobiliário, é um dos fundos imobiliários de lajes corporativas mais tradicionais do mercado brasileiro. Constituído em 2008, o fundo foi originalmente estruturado sob a gestão do Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), instituição que ao longo de mais de uma década construiu um dos portfólios de escritórios premium mais diversificados do país. Em 2022, a Patria Investments adquiriu a operação de gestão de ativos do Credit Suisse no Brasil, passando a administrar o fundo sob a marca Patria, que manteve os critérios de seleção, a governança e a filosofia de gestão ativa que tornaram o HGRE11 referência no segmento. Com mais de 18 anos de trajetória, o fundo acumula um histórico que atravessa ciclos de recessão, pandemia, alta de juros e retomada econômica, oferecendo ao mercado um laboratório real de como fundos de escritórios prime resistem a diferentes contextos.
O portfólio do HGRE11 é composto por 12 imóveis com área total de aproximadamente 144.305 metros quadrados, distribuídos nas principais regiões de negócios de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os subsets de mercado em que o fundo atua, destacam-se endereços nos eixos Faria Lima, Paulista, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Barra da Tijuca, praças que historicamente concentram a demanda corporativa de alto padrão. A seleção criteriosa de localização tem sido um dos diferenciais competitivos do HGRE11: imóveis em polos consolidados tendem a apresentar menor vacância estrutural e maior capacidade de reajuste de aluguéis, o que contribui para a estabilidade dos rendimentos distribuídos aos cotistas.
O modelo de negócios do fundo é centrado em três pilares: aquisição de ativos premium, gestão ativa dos contratos de locação e reciclagem estratégica do portfólio. Na prática, o fundo identifica edifícios com potencial de valorização, negocia contratos de locação com empresas de grande porte — frequentemente multinacionais, escritórios de advocacia, consultorias e empresas do setor financeiro —, realiza manutenção preventiva e eventual retrofit para manter os imóveis competitivos, e periodicamente aliena ativos maduros para reinvestir em propriedades com melhor perspectiva de geração de renda. Essa capacidade de reciclagem é uma marca registrada do HGRE11: ao longo dos anos, o fundo concluiu diversas transações de negociacao de imóveis que contribuíram tanto para ganhos de capital quanto para a renovação do portfólio.
Do ponto de vista estrutural, o HGRE11 opera como uma comunhão de recursos sem personalidade jurídica própria, administrada por instituição financeira autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As cotas são negociadas na B3 sob o ticker HGRE11, com liquidez diária, o que permite ao investidor entrar e sair do fundo sem depender de janelas de resgate. O patrimônio líquido do fundo supera R$ 1,74 bilhão, com mais de 11,8 milhões de cotas emitidas, características que conferem escala relevante para o setor. O fundo integra o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, e historicamente figura entre os ativos mais negociados do segmento de lajes.
A principal fonte de receita é o aluguel recebido dos locatários, complementada por receitas acessórias como multas rescisórias por rescisão antecipada de contratos, receitas de estacionamento e eventuais ganhos de capital em comercializacao de imóveis. A diversificação da base de locatários por setor de atividade e por prazo contratual é um elemento central da estratégia de preservação de renda: ao evitar concentração excessiva em poucos clientes ou em um único segmento econômico, o fundo dilui o impacto de eventuais vacâncias pontuais.
No contexto do segmento de lajes corporativas, o HGRE11 é frequentemente referenciado como benchmark de resiliência operacional. Ao longo dos ciclos de mercado desde 2008 — incluindo a crise financeira global, a recessão brasileira de 2015-2016, a pandemia de COVID-19 e os ciclos de alta da Selic —, o fundo demonstrou capacidade de preservar distribuição de rendimentos e adaptar-se às transformações na demanda por escritórios. A transição para o modelo de trabalho híbrido, acelerada pela pandemia, impôs desafios ao setor, mas também criou oportunidades para fundos com portfólios flexíveis e localizações privilegiadas, onde a demanda por lajes de qualidade se manteve robusta.
A gestão Patria opera com foco em análise fundamentalista dos ativos, monitoramento contínuo da dinâmica de mercado e relacionamento próximo com locatários, aspectos que sustentam a reputação do fundo como veículo de exposição qualificada ao setor imobiliário corporativo brasileiro. O HGRE11 é considerado um ativo estrutural para investidores que buscam renda recorrente com lastro imobiliário de alto padrão.
Contexto de negocio e setor
O setor de fundos imobiliários de lajes corporativas (FII - Lajes) no Brasil evoluiu de forma significativa desde sua regulamentação formal, tornando-se um dos segmentos mais relevantes do mercado de capitais nacional. Trata-se de um espaço que combina características do mercado imobiliário — ciclos longos, ativos tangíveis, contratos de médio a longo prazo — com a liquidez e a transparência de instrumentos listados em bolsa. O segmento cresceu impulsionado pela profissionalização da gestão, pelo aumento da participação de investidores institucionais e pela maior educação financeira da pessoa física, que passou a enxergar os FIIs como alternativa à renda fixa ou ao imóvel físico.
A cadeia produtiva do segmento envolve incorporadoras e construtoras responsáveis pelo desenvolvimento dos edifícios, empresas de facilities e manutenção predial, gestoras especializadas em imóveis comerciais e, na ponta, os locatários corporativos — empresas de diferentes portes e setores que demandam espaços funcionais e bem localizados. O HGRE11 atua no elo central dessa cadeia, como proprietário e gestor ativo de ativos prontos, sem exposição ao risco de incorporação ou construção. Essa posição downstream reduz a volatilidade dos resultados e permite foco na otimização da receita de aluguéis e na qualidade do relacionamento com locatários.
A demanda por lajes corporativas de alto padrão está fundamentalmente atrelada ao dinamismo da atividade econômica, à taxa de geração de emprego formal no setor de serviços e ao apetite das empresas por expansão física. São Paulo concentra a maior parte da demanda nacional, sendo o principal polo financeiro, jurídico e corporativo do Brasil. Rio de Janeiro mantém relevância sobretudo nos segmentos de energia, commodities e serviços ao governo. O mercado carioca apresenta dinâmica distinta, com ciclos de vacância mais pronunciados em função da concentração setorial, o que exige atenção diferenciada na gestão do portfólio.
A taxa Selic é a variável macroeconômica de maior impacto sobre os FIIs de lajes. Em períodos de juros elevados, o custo de oportunidade para o investidor aumenta, comprimindo os prêmios de risco dos fundos imobiliários e pressionando as cotações. Por outro lado, ciclos de queda de juros tendem a favorecer a reprecificação dos FIIs, ampliando o interesse de novos investidores. Os contratos de locação, por sua vez, têm reajustes atrelados ao IPCA ou ao IGP-M: em ambientes inflacionários, o poder de repasse dos gestores cresce, protegendo o valor real dos rendimentos; em ambientes deflacionários ou de inflação controlada, o repasse é limitado. Essa dinâmica exige monitoramento contínuo das cláusulas contratuais e da janela de revisão dos aluguéis.
No cenário microeconômico do setor, a taxa de vacância física do mercado de escritórios nas principais praças de São Paulo é um termômetro essencial. Após os picos observados durante a pandemia e o subsequente processo de absorção de espaços, o mercado avançou em direção à estabilização, com diferenciais importantes por localização: eixos como Faria Lima e Vila Olímpia tendem a apresentar vacâncias menores e aluguéis mais resilientes do que regiões como Centro e Paulista, que enfrentam maior concorrência de estoques mais antigos. O HGRE11, com presença nas praças mais líquidas, beneficia-se desse diferencial de qualidade.
As tendências estruturais que moldam o setor incluem a crescente exigência por padrões ESG nos edifícios — certificações como LEED, AQUA e EDGE tornaram-se diferenciais competitivos para atrair locatários de grande porte, especialmente multinacionais com metas de sustentabilidade corporativa. O modelo de trabalho híbrido, que alterou as métricas de uso de espaço por empresa, acelerou a busca por eficiência de planta e infraestrutura tecnológica avançada. Edifícios com alta conectividade, sistemas de climatização eficientes e flexibilidade de layout passaram a ser mais demandados, o que beneficia fundos com portfólios modernos ou com capacidade de retrofit.
A regulação do setor é definida principalmente pela CVM, com base na Lei 8.668/1993 e nas instruções normativas subsequentes, incluindo a Resolução CVM 175/2022, que modernizou as regras para FIIs, ampliando a transparência e os direitos dos cotistas. O arcabouço regulatório exige divulgação periódica de relatórios gerenciais, informes trimestrais e comunicados relevantes, além de regras claras para assembleias de cotistas, votação e aprovação de operações relevantes. Esse ambiente regulatório robusto contribui para a credibilidade do mercado de FIIs junto a investidores nacionais e estrangeiros.
No plano competitivo, o HGRE11 disputa ativos e locatários com fundos como BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund), JSRE11 (JS Real Estate), PVBI11 (VBI Prime Properties), GTWR11 (Gaivota — Grupo BR), RBRP11 (RBR Properties) e HGPO11 (Patria Edifícios Corporativos), entre outros. Cada fundo tem características distintas de portfólio, estratégia de gestão e perfil de risco. O diferencial do HGRE11 reside na combinação de diversificação geográfica, escala patrimonial, histórico de mais de 18 anos e capacidade comprovada de reciclagem de ativos — atributos que constroem uma reputação de consistência ao longo dos ciclos do mercado imobiliário corporativo brasileiro.
Como ler os indicadores deste ativo
A análise de um fundo imobiliário de lajes corporativas como o HGRE11 exige domínio de um conjunto de indicadores que vão além dos utilizados em ações comuns. Enquanto empresas são avaliadas por lucro líquido, EBITDA e retorno sobre patrimônio, os FIIs têm métricas próprias que refletem a natureza do negócio: propriedades físicas gerando receita de aluguel, cotas negociadas em bolsa e distribuição obrigatória de resultado.
O Dividend Yield (DY) é o indicador de renda mais observado pelo investidor de FII. Ele expressa a relação percentual entre os rendimentos distribuídos em determinado período e o preço da cota. Para o HGRE11, o DY considera os rendimentos mensais por cota acumulados em doze meses, divididos pelo preço de mercado vigente. Um DY elevado pode ser atraente, mas deve ser contextualizado: um DY anormalmente alto pode refletir distribuição de ganho de capital pontual (comercializacao de imóvel), que não se repete, ou compressão de preço por algum evento adverso. O investidor deve checar se o DY é sustentado por receitas recorrentes de aluguel ou se há componente extraordinário.
O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) é o equivalente imobiliário do P/Book das ações e indica se a cota é negociada com desconto ou prêmio em relação ao valor do patrimônio líquido por cota (VPA). Um P/VP abaixo de 1,0 significa que o mercado negocia a cota por menos do que o valor contábil dos ativos do fundo — condição que pode indicar subprecificação ou refletir ceticismo do mercado quanto à qualidade ou liquidez dos imóveis. Fundos de lajes corporativas historicamente oscilam entre desconto e prêmio ao VPA conforme o ciclo de juros e a percepção de qualidade do portfólio.
O Valor Patrimonial por Ação (VPA) é calculado dividindo-se o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Ele representa o valor contábil de cada cota, lastreado nos ativos do fundo avaliados conforme laudos periódicos. O VPA é um piso de referência para o preço de mercado: em condições normais, fundos com ativos de alta qualidade tendem a ser negociados próximos ou acima do VPA. Flutuações no VPA refletem mudanças na avaliação dos imóveis, resultado de novas aquisições, alienações ou revisão de laudos.
A Vacância Física mede a proporção dos metros quadrados desocupados em relação à área total do portfólio. No segmento de lajes corporativas, a vacância é o principal indicador operacional: cada metro quadrado vago representa receita de aluguel não auferida. Taxas de vacância abaixo da média de mercado — frequentemente situadas entre 20% e 25% para o mercado de São Paulo como um todo — indicam portfólio competitivo e gestão eficiente. Vacâncias em queda sinalizam absorção de espaços e tendência de melhora nos rendimentos; vacâncias em alta podem pressionar as distribuições futuras.
O Último Rendimento por Cota é o valor em reais distribuído na última competência. Para fundos de lajes como o HGRE11, a distribuição é realizada mensalmente com base no resultado de caixa do período, que inclui receitas de aluguel, receitas acessórias e eventualmente ganhos de capital. O valor por cota depende da base de cotas emitidas e da geração de caixa do portfólio. Comparar o último rendimento com a série histórica de 12 meses permite avaliar a tendência — se está crescendo, estável ou em declínio — e identificar se há componentes extraordinários ou oneratórios impactando o resultado.
A Taxa de Administração é o percentual cobrado anualmente sobre o patrimônio líquido do fundo pela administradora (instituição financeira) e pela gestora. Inclui também a taxa de custódia cobrada pelo custodiante. Esse custo é suportado pelo fundo — e, portanto, pelos cotistas —, reduzindo o resultado distribuível. Taxas menores implicam mais resultado sendo repassado ao cotista; taxas mais elevadas devem ser justificadas pela qualidade da gestão e pelo histórico de retorno. No caso do HGRE11, a estrutura de custos inclui taxa de administração e taxa de custódia, cujos valores são divulgados no regulamento e nos informes periódicos.
O Patrimônio Líquido Total e o Número de Cotas Emitidas são indicadores de escala. Um fundo maior tende a ter mais poder de barganha na negociação de contratos de locação, maior capacidade de diversificação e custos fixos diluídos entre mais cotistas. O patrimônio líquido do HGRE11, que supera R$ 1,7 bilhão, posiciona o fundo entre os maiores do segmento de lajes corporativas, com mais de 11,8 milhões de cotas em circulação — base expressiva que sustenta liquidez no mercado secundário.
A leitura conjunta desses indicadores é mais informativa do que qualquer métrica isolada. Por exemplo, um DY elevado combinado com P/VP abaixo de 1,0 pode indicar cota subavaliada, mas também pode sinalizar deterioração do portfólio. Da mesma forma, vacância baixa com taxa de administração razoável e rendimento médio consistente ao longo de 12 meses sugere portfólio operacionalmente saudável. A comparação com pares como BRCR11, PVBI11, JSRE11 e HGPO11 deve considerar o contexto de cada portfólio, o momento do ciclo de mercado e as premissas dos laudos de avaliação patrimonial.
Pontos de atencao
O setor de lajes corporativas é ciclico e sensível ao PIB: períodos de desaceleração econômica reduzem a demanda por escritórios, elevam a vacância e pressionam os rendimentos do HGRE11. O histórico do fundo desde 2008 inclui navegação por múltiplos ciclos — recessão de 2015-2016, pandemia e ciclos de alta da Selic — o que oferece base empírica para avaliar a resiliência do portfólio diante de cenários adversos.
A taxa Selic impacta diretamente o custo de oportunidade dos investidores: em ambientes de juros elevados, fundos imobiliários competem com a renda fixa que oferece retornos atrativos com risco menor. Isso tende a comprimir cotações de FIIs como o HGRE11, mesmo que a geração operacional de caixa se mantenha estável. O investidor deve considerar o ciclo de juros ao avaliar momento de entrada e saída.
A concentração geográfica do portfólio em São Paulo e Rio de Janeiro expõe o HGRE11 a riscos regionais: mudanças de zoneamento urbano, obras de infraestrutura, degradação de determinadas regiões ou deslocamento de polos corporativos podem afetar a atratividade e o valor de ativos específicos. A diversificação entre múltiplos eixos (Faria Lima, Paulista, Itaim Bibi, Barra da Tijuca) mitiga — mas não elimina — esse risco.
O modelo de trabalho híbrido consolidado pós-pandemia alterou permanentemente as métricas de uso de escritórios por funcionário. Empresas passaram a otimizar suas plantas, devolvendo andares ou renegociando contratos para áreas menores. Isso criou pressão de vacância em alguns segmentos e exigiu que gestores como a Patria adaptassem estratégias de locação para capturar essa demanda transformada.
Os contratos de locação do HGRE11 são tipicamente reajustados por IPCA ou IGP-M. Em ambientes de inflação controlada ou deflação de índices como o IGP-M (que pode ser negativo), a capacidade de repasse de custos é limitada, pressionando o crescimento real dos rendimentos. Por outro lado, ambientes inflacionários favorecem o repasse e a preservação do poder de compra dos aluguéis.
A concentração de vencimentos contratuais em períodos específicos pode criar risco de vacância simultânea. Quando múltiplos contratos vencem no mesmo semestre, o fundo pode enfrentar necessidade de renegociar com vários locatários ao mesmo tempo em condições de mercado que podem não ser favoráveis, ampliando temporariamente a vacância e reduzindo os rendimentos distribuídos.
O risco de inadimplência dos locatários, embora historicamente baixo no portfólio do HGRE11 (0% registrado na última leitura), pode crescer em cenários de crise setorial. Locatários dos segmentos financeiro, jurídico e de consultoria — presentes em portfólios de lajes prime — tendem a ter maior resiliência, mas setores mais vulneráveis ao ciclo econômico podem apresentar inadimplência ou rescisão antecipada.
A alavancagem financeira do HGRE11 é baixa (3,34% de passivos sobre patrimônio líquido), o que reduz o risco em cenários de alta de juros. Contudo, eventuais emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou outras formas de captação para financiar aquisições podem elevar esse nível. O investidor deve monitorar a política de capital e as operações de dívida divulgadas nos relatórios gerenciais.
A exigência regulatória de certificações ESG — como LEED, AQUA e EDGE — por locatários de grande porte está crescendo. Edifícios mais antigos do portfólio podem demandar investimentos de retrofit para manter certificações ou obter novas, o que representa CAPEX adicional. Fundos que antecipam essas adaptações tendem a preservar melhor a competitividade dos ativos a longo prazo.
A gestão da Patria, que assumiu o HGRE11 após a aquisição das operações de gestão de ativos do Credit Suisse no Brasil em 2022, traz nova identidade institucional ao fundo. Transições de gestora representam período de adaptação e podem afetar decisões de portfólio, relacionamento com locatários e comunicação com cotistas — aspectos que merecem acompanhamento nos relatórios periódicos do fundo.
A liquidez do HGRE11 no mercado secundário da B3 é classificada como baixa, o que pode dificultar a saída de posições maiores sem impacto no preço. Investidores institucionais com carteiras de maior volume devem considerar esse fator ao dimensionar a posição e planejar eventuais desinvestimentos em horizontes mais longos.
O segmento de escritórios compartilhados e coworkings — operados por empresas como WeWork, Regus/IWG e startups nacionais — representa uma alternativa ao escritório tradicional, especialmente para empresas de menor porte. Embora o HGRE11 foque em grandes locatários corporativos, a expansão do segmento flexível pode influenciar a dinâmica de vacância e os valores de aluguel pedidos para lajes de menor metragem.
Governanca e estrutura societaria
O HGRE11 opera sob estrutura de governança típica dos fundos imobiliários regulados pela CVM, com base legal na Lei 8.668/1993 e nas regras da Resolução CVM 175/2022, que modernizou o arcabouço regulatório para FIIs e ampliou os direitos dos cotistas. O fundo é uma comunhão de recursos sem personalidade jurídica própria, o que significa que os ativos imobiliários e financeiros pertencem ao conjunto de cotistas, sendo administrados por instituição financeira especializada — a administradora fiduciária.
A administradora fiduciária do HGRE11 é responsável pela supervisão regulatória, pela prestação de contas à CVM, pela convocação de assembleias e pelo cumprimento das obrigações legais do fundo. A gestora — atualmente a Patria Investments, que sucedeu o Credit Suisse Hedging-Griffo após a aquisição das operações de gestão de ativos do Credit Suisse no Brasil em 2022 — é responsável pelas decisões de investimento: seleção, aquisição, alienação e gestão ativa dos ativos imobiliários do portfólio. A distinção entre administrador fiduciário e gestor é relevante para o cotista: o administrador cuida da estrutura e da compliance regulatória, enquanto o gestor toma as decisões de negócio que impactam diretamente o retorno do fundo.
As deliberações sobre temas relevantes — como aprovação de aquisições e alienações de imóveis acima de determinados limites, alterações no regulamento, emissões de novas cotas e operações com partes relacionadas — são submetidas à Assembleia Geral de Cotistas (AGC), instância máxima de deliberação do fundo. Cada cota confere direito a um voto nas assembleias. Os quóruns para aprovação variam conforme a matéria: alterações no regulamento exigem aprovação de cotistas representando maioria das cotas emitidas em primeira convocação; matérias ordinárias podem ser aprovadas com quóruns menores. A CVM regulamenta o processo de convocação, votação e registro das deliberações, garantindo transparência e rastreabilidade.
A taxa de administração do HGRE11 é de 0,81% ao ano sobre o patrimônio líquido, acrescida de taxa de custódia de 0,01% ao ano, totalizando 0,82% ao ano. Esses encargos são pagos mensalmente com recursos do próprio fundo, antes da apuração do resultado distribuível, reduzindo proporcionalmente os rendimentos repassados aos cotistas. O regulamento do fundo prevê as condições para revisão dessas taxas, que podem ser alteradas com aprovação em assembleia.
A política de distribuição de rendimentos segue o disposto na legislação aplicável aos FIIs: o fundo deve distribuir, no mínimo, 95% dos lucros auferidos, apurados segundo o regime de caixa, em bases semestrais. Na prática, o HGRE11 realiza distribuições mensais, o que é valorizado pelos investidores em busca de renda recorrente. Os rendimentos distribuídos mensalmente por FIIs a pessoas físicas cotistas são isentos de Imposto de Renda, desde que o fundo tenha no mínimo 50 cotistas, as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado organizado e o beneficiário não detenha individualmente mais de 10% das cotas emitidas. Ganhos de capital na comercializacao de cotas no mercado secundário estão sujeitos à alíquota de 20% de IR para pessoa física. A Lei 15.270/2025 introduziu retenção de 10% sobre dividendos de ações acima de R$ 50 mil mensais para pessoas físicas, mas tal regra não se aplica aos rendimentos mensais de FIIs, que mantêm tratamento fiscal específico definido na legislação de fundos imobiliários.
Os mecanismos de proteção ao cotista minoritário incluem: direito de voto proporcional às cotas em assembleias, acesso a informações via sistema da CVM (EDGAR FII), relatórios gerenciais mensais e trimestrais publicados obrigatoriamente, obrigação de divulgação de fatos relevantes quando ocorrem eventos materiais, e possibilidade de questionamento da administração em assembleias. O regulamento prevê regras específicas para operações com partes relacionadas, exigindo divulgação prévia e, em alguns casos, aprovação em assembleia, mitigando conflitos de interesse.
O HGRE11 realizou ao longo de sua história diversas emissões de novas cotas para financiar aquisições de imóveis, com ofertas registradas na CVM e subscrição preferencial assegurada aos cotistas existentes (direito de preferência). Esse mecanismo permite que o fundo cresça sem diluir desproporcionalmente a posição dos investidores atuais, alinhando os interesses da gestora com os dos cotistas no crescimento sustentável do patrimônio.
Panorama competitivo
O segmento de fundos imobiliários de lajes corporativas no Brasil é disputado por um grupo seleto de gestoras com portfólios de escala, cada uma com estratégias, perfis de ativos e históricos distintos. O HGRE11 compete diretamente com fundos como BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund), JSRE11 (JS Real Estate Multigestão), PVBI11 (VBI Prime Properties), GTWR11 (Gaivota Green Towers), RBRP11 (RBR Properties) e HGPO11 (Patria Edifícios Corporativos), entre outros players relevantes do segmento.
O BRCR11, gerido pelo BTG Pactual, é um dos fundos de lajes com maior patrimônio do Brasil, com portfólio concentrado em edifícios icônicos nos eixos Faria Lima e Paulista. Sua estratégia privilegia ativos de altíssimo padrão construtivo, com contratos de longo prazo e locatários blue chip. A concentração em poucos ativos de grande porte cria eficiência operacional mas também eleva o risco de impacto significativo quando há saída de um único locatário relevante. O BRCR11 é historicamente referenciado como benchmark de qualidade de portfólio no segmento.
O JSRE11, gerido pela JS Investments, adota estratégia híbrida, combinando lajes corporativas com exposição a CRIs e outros ativos imobiliários, o que confere perfil de risco diferenciado. Essa diversificação pode suavizar a volatilidade dos rendimentos em ciclos de maior vacância no mercado de escritórios, mas também reduz a pureza da exposição ao segmento para investidores que buscam alocação específica em lajes. O fundo tem histórico de atuação ativa em operações de estruturação financeira imobiliária.
O PVBI11, da VBI Real Estate, é um fundo de lajes mais recente, com portfólio focado em ativos Triple-A localizados predominantemente no eixo Faria Lima — área que concentra as sedes das principais gestoras, bancos de investimento e empresas de tecnologia. A estratégia do PVBI11 aposta em imóveis de padrão máximo para capturar aluguéis premium, com locatários exigentes em termos de qualidade e eficiência. O fundo é conhecido por baixa vacância e locatários de perfil institucional.
O GTWR11 (Gaivota — Grupo BR Properties/Green Towers) e o RBRP11 (RBR Properties) completam o grupo dos principais competidores, cada um com portfólios de características distintas em termos de localização, tamanho dos imóveis e perfil de locatários. O RBRP11, em particular, é conhecido por estratégia de reposicionamento de ativos — adquirir imóveis com potencial de melhoria, realizar retrofit e relocar para locatários de maior qualidade, capturando valorização no processo.
O HGPO11, também gerido pela Patria, representa um aspecto relevante da competição: sendo um fundo da mesma gestora, existe potencial de compartilhamento de deal flow, expertise e relacionamento com locatários, mas também possibilidade de conflito de interesse na alocação de oportunidades entre os dois fundos. O regulamento e as políticas da Patria estabelecem critérios para gerir esses conflitos, mas o cotista do HGRE11 deve estar ciente dessa dinâmica.
O HGRE11 diferencia-se no panorama competitivo por três atributos principais. Primeiro, a escala: com patrimônio líquido superior a R$ 1,74 bilhão e 12 imóveis totalizando 144.305 m², o fundo tem capacidade de diversificação que fundos menores não conseguem replicar. Segundo, o histórico: com mais de 18 anos de operação desde 2008, o HGRE11 atravessou múltiplos ciclos de mercado, o que oferece ao investidor um track record real — não apenas projeções — de como o portfólio se comporta em diferentes cenários. Terceiro, a capacidade de reciclagem de portfólio: a gestão ativa que inclui aquisições e alienações estratégicas permite ao fundo se adaptar às mudanças na dinâmica do mercado de escritórios, renovando o portfólio sem depender de emissões de cotas.
Tendências de consolidação são observadas no setor, com fusões e incorporações entre fundos de menor porte buscando ganhar escala. Fundos grandes como o HGRE11 são potencialmente consolidadores nesse movimento, com capacidade de absorver portfólios complementares. A digitalização da gestão predial, o uso de tecnologias de Building Information Modeling (BIM) para manutenção preventiva e a adoção de sistemas de monitoramento de consumo energético em tempo real são tendências tecnológicas que os principais gestores estão incorporando para reduzir custos operacionais e atender às exigências ESG dos locatários.
A ameaça dos espaços de coworking e escritórios flexíveis — operados por empresas como WeWork, IWG/Regus e players nacionais — representa uma pressão competitiva relevante para o segmento de lajes convencionais, especialmente para empresas de menor porte e startups. Contudo, o HGRE11 tem seu portfólio orientado a grandes corporações que demandam andares inteiros ou conjuntos significativos, segmento onde os coworkings competem de forma menos direta. A adaptação de alguns imóveis para incorporar espaços flexíveis dentro de edifícios convencionais é uma tendência que permite aos FIIs capturar essa demanda sem abrir mão do modelo tradicional.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY 12m).** O DY do HGRE11 reflete a relação entre os rendimentos acumulados nos últimos 12 meses e o preço de mercado da cota. Com rendimento médio mensal de R$ 0,906 por cota, o fundo entregou retorno anualizado na casa de 9% sobre o preço de mercado no período avaliado. O DY do HGRE11 é composto predominantemente por receitas recorrentes de aluguel, o que favorece a previsibilidade. Variações no DY ocorrem quando há alteração nos rendimentos mensais (por vacância ou renegociação de contratos) ou quando o preço da cota sobe ou cai — ambos os movimentos devem ser monitorados para distinguir melhora operacional de mero ajuste de precificação. Fórmula: DY = (soma dos rendimentos por cota nos últimos 12 meses / preço da cota) × 100 Cálculo: Rendimento médio mensal dos últimos 12 meses: R$ 0,906/cota × 12 = R$ 10,872/cota acumulado no período. Preço de referência: R$ 120,45. DY = 10,872 / 120,45 = 0,0903 = 9,03% a.a. (dados de 10/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,82 indica que o HGRE11 é negociado com desconto de aproximadamente 18% em relação ao valor contábil dos seus ativos. Isso significa que, pelo preço de mercado, o cotista adquire R$ 1,00 de patrimônio imobiliário pagando R$ 0,82. Descontos ao VPA são comuns em períodos de juros elevados, quando o custo de oportunidade eleva a exigência de retorno e comprime as cotações. O desconto também pode refletir ceticismo quanto à qualidade dos laudos de avaliação ou à capacidade de o fundo realizar seus ativos pelo valor contábil. Fundos de lajes negociados com desconto persistente ao VPA merecem análise detalhada do portfólio e do histórico de transações. Fórmula: P/VP = preço de mercado da cota / VPA (valor patrimonial por cota) Cálculo: Preço de mercado: R$ 120,45. VPA: R$ 147,56. P/VP = 120,45 / 147,56 = 0,816 ≈ 0,82 (dados de 10/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA representa o valor contábil de cada cota, calculado a partir do patrimônio líquido auditado do fundo dividido pelo total de cotas emitidas. Para o HGRE11, com patrimônio líquido superior a R$ 1,74 bilhão e base de 11,8 milhões de cotas, o VPA de R$ 147,56 funciona como uma referência estrutural de valor. Ele é atualizado periodicamente conforme laudos de avaliação dos imóveis e reflete o valor de reposição do portfólio. O VPA é particularmente relevante para avaliar o desconto ou prêmio ao qual o fundo é negociado em bolsa, contextualizando se o mercado precifica o portfólio acima ou abaixo do seu valor laudo. Fórmula: VPA = patrimônio líquido total / número de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio líquido: R$ 1.743.790.177,66. Cotas emitidas: 11.817.767. VPA = 1.743.790.177,66 / 11.817.767 = R$ 147,56 por cota (dados de 10/06/2026)
**Vacância Física.** A vacância física de 5,93% indica que aproximadamente 8.557 metros quadrados do portfólio do HGRE11 estavam desocupados na data de referência, sobre uma área total de 144.305 m² distribuídos em 12 imóveis. Para o segmento de lajes corporativas de São Paulo, onde a vacância média do mercado costuma oscilar entre 20% e 25% dependendo do eixo geográfico, uma vacância abaixo de 6% é expressivamente baixa e indica alta demanda pelos ativos do fundo. A inadimplência de 0% registrada no mesmo período reforça a qualidade da base de locatários. O monitoramento da vacância trimestral é fundamental para antecipar tendências de rendimento. Fórmula: Vacância física (%) = (área total vaga em m² / área total do portfólio em m²) × 100 Cálculo: Área vaga estimada: 5,93% × 144.304,6 m² = 8.557 m² desocupados. Área total: 144.304,6 m² em 12 imóveis. Vacância física = 8.557 / 144.304,6 = 5,93% (dados de 10/06/2026, fonte: CVM inf_trimestral_fii_imovel)
**Último Rendimento por Cota.** O HGRE11 distribuiu R$ 0,8526 por cota no último pagamento registrado, valor que representa o resultado líquido de caixa apurado no período de competência. A média dos rendimentos nos 12 meses anteriores foi de R$ 0,906 por cota, indicando relativa estabilidade na geração de caixa. Variações pontuais no rendimento mensal são esperadas e podem refletir ajustes de contrato, receitas extraordinárias de multas rescisórias ou sazonalidade na arrecadação. O investidor deve acompanhar a série mensal e não apenas o valor mais recente, identificando se a tendência é de crescimento, estabilidade ou compressão dos rendimentos ao longo do tempo. Fórmula: Rendimento/cota = resultado líquido distribuível do período / número de cotas emitidas Cálculo: Último rendimento divulgado: R$ 0,8526 por cota (não defasado). Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 0,906 por cota/mês. Rendimento acumulado 12 meses: R$ 10,8725 por cota (dados de 10/06/2026)
**Taxa de Administração e Custódia.** O HGRE11 cobra taxa de administração de 0,81% ao ano sobre o patrimônio líquido, acrescida de taxa de custódia de 0,01% ao ano, totalizando 0,82% ao ano em encargos de gestão e custódia. Sobre um patrimônio de R$ 1,74 bilhão, esses percentuais representam aproximadamente R$ 14,3 milhões ao ano deduzidos da receita do fundo antes da distribuição. Taxas de administração na faixa de 0,7% a 1,0% ao ano são consideradas competitivas para fundos de lajes de grande porte, onde a gestão ativa de portfólio diversificado justifica custo mais elevado do que fundos passivos ou monoativos. A taxa deve ser avaliada em relação à qualidade da gestão e ao histórico de geração de valor. Fórmula: Custo total (% a.a.) = taxa de administração (% a.a.) + taxa de custódia (% a.a.), aplicadas sobre o patrimônio líquido Cálculo: Taxa de administração: 0,81% a.a. Taxa de custódia: 0,01% a.a. Custo total: 0,82% a.a. sobre PL de R$ 1.743.790.177,66 = R$ 14.299.079,46 ao ano, ou R$ 1.191.589,95/mês em custos de gestão e custódia (dados de 10/06/2026)
**Patrimônio Líquido e Número de Cotas.** Com patrimônio líquido superior a R$ 1,74 bilhão e mais de 11,8 milhões de cotas emitidas, o HGRE11 figura entre os maiores fundos de lajes corporativas do Brasil em escala patrimonial. O nível de alavancagem de 3,34% — calculado pela relação entre passivos totais e patrimônio líquido — é baixo para o segmento imobiliário, indicando que o fundo opera predominantemente com recursos próprios dos cotistas, sem exposição relevante a dívida. A escala do fundo contribui para diluir custos fixos, aumentar o poder de barganha com locatários e fornecedores e sustentar liquidez diária expressiva no mercado secundário da B3. Fórmula: PL = total de ativos do fundo - total de passivos; Cotas = número de cotas emitidas e registradas na B3 Cálculo: Valor total dos ativos: R$ 1.802.044.150,53. Total de passivos: R$ 58.253.972,87. Patrimônio líquido = 1.802.044.150,53 - 58.253.972,87 = R$ 1.743.790.177,66. Cotas emitidas: 11.817.767. Alavancagem: 58.253.972,87 / 1.743.790.177,66 = 3,34% (dados de 10/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de HGRE11? A cotação mais recente de HGRE11 é de R$ 123,60.
Qual o dividend yield do HGRE11? O dividend yield anualizado de HGRE11 é de 10,17%.
Qual o P/VP de HGRE11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de HGRE11 é 0.84.
HGRE11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de HGRE11 foi de R$ 0,85 por cota.
O que é o HGRE11 e quem o administra atualmente? O HGRE11, denominado Patria Escritórios Fundo de Investimento Imobiliário, é um fundo de investimento imobiliário listado na B3 que investe em lajes corporativas de alto padrão em São Paulo e Rio de Janeiro. Constituído em 2008 sob gestão do Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), o fundo passou a ser gerido pela Patria Investments após a aquisição das operações de gestão de ativos do Credit Suisse no Brasil em 2022. A Patria manteve a estratégia de gestão ativa, seleção criteriosa de ativos prime e diversificação de locatários que caracterizaram o fundo ao longo de mais de 18 anos de trajetória.
Quais imóveis compõem o portfólio do HGRE11? O portfólio do HGRE11 é formado por 12 imóveis com área total de aproximadamente 144.305 metros quadrados, distribuídos nas principais praças corporativas de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os eixos de atuação estão regiões consolidadas como Faria Lima, Paulista, Itaim Bibi e Barra da Tijuca, polos que concentram a demanda corporativa de maior qualidade. A estratégia do fundo prioriza edifícios de alto padrão construtivo com potencial de atrair locatários de grande porte de setores financeiro, jurídico, de consultoria e tecnologia.
Como funciona a distribuição de rendimentos do HGRE11? O HGRE11 distribui mensalmente aos cotistas pelo menos 95% do resultado líquido apurado segundo o regime de caixa, conforme determina a legislação de fundos imobiliários. As distribuições mensais são calculadas com base nas receitas de aluguel recebidas, descontados os custos operacionais — inclusive a taxa de administração de 0,81% ao ano e custódia de 0,01% ao ano. Os rendimentos mensais distribuídos por FIIs a pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda, desde que atendidas as condições legais (fundo com mais de 50 cotistas, cotas negociadas exclusivamente em bolsa e cotista sem participação superior a 10% das cotas emitidas).
Quais são os principais riscos do HGRE11? Os principais riscos incluem a sensibilidade do setor de escritórios ao ciclo econômico brasileiro: recessão reduz a demanda por lajes e eleva a vacância. A taxa Selic impacta o custo de oportunidade dos investidores, afetando o preço da cota. A concentração geográfica em São Paulo e Rio de Janeiro expõe o fundo a riscos regionais. A transição para o trabalho híbrido pode alterar a demanda por espaço corporativo. Além disso, o risco de renovação contratual em períodos com múltiplos vencimentos simultâneos e eventuais pressões de retrofit ESG são fatores a monitorar no longo prazo.
O que significa o P/VP abaixo de 1,0 no HGRE11? O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica a relação entre o preço de mercado da cota e o valor contábil do patrimônio por cota (VPA). Quando o P/VP está abaixo de 1,0, significa que a cota é negociada com desconto em relação ao valor laudo dos ativos do fundo. Esse desconto pode refletir o cenário de juros elevados — que comprime múltiplos de FIIs — ou ceticismo quanto à qualidade dos laudos de avaliação. Não indica automaticamente oportunidade ou risco: deve ser avaliado no contexto do ciclo de juros, da qualidade dos ativos e da capacidade do fundo de realizar seu patrimônio pelo valor contábil.
Como o HGRE11 controla a vacância do portfólio? A gestão do HGRE11 adota estratégia proativa de relacionamento com locatários, iniciando negociações de renovação antecipadamente ao vencimento dos contratos. A diversificação por setor de atividade e por prazo contratual (WAULT) dilui o risco de vacância simultânea. Em caso de saída de locatário, o fundo utiliza sua reputação de portfólio premium e localização privilegiada para atrair novos inquilinos. O retrofit de espaços vagos e a atualização tecnológica dos imóveis são ferramentas adicionais para reduzir o tempo de recolocação e manter a atratividade dos andares disponíveis.
Quais são os índices de referência dos contratos de locação do HGRE11? Os contratos de locação do portfólio do HGRE11 são tipicamente reajustados por índices inflacionários, predominantemente o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). O IPCA é considerado mais estável e previsível; o IGP-M pode apresentar maior volatilidade e já registrou períodos negativos, o que limita o reajuste dos aluguéis. A composição dos índices nos contratos e as datas de revisão são informadas nos relatórios gerenciais mensais e influenciam diretamente a capacidade do fundo de preservar o valor real das receitas de locação.
O HGRE11 faz parte do IFIX? Sim, o HGRE11 integra o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, que reúne os FIIs de maior liquidez e patrimônio negociados no mercado. A inclusão no IFIX aumenta a visibilidade do fundo entre investidores institucionais e de varejo, favorece a demanda pelas cotas e contribui para a liquidez no mercado secundário. Fundos que compõem o IFIX tendem a ser monitorados por gestoras de patrimônio e fundos de fundos imobiliários (FOFs), o que sustenta volume de negociação mesmo em períodos de menor volatilidade.
Como a taxa Selic afeta o HGRE11? A taxa Selic influencia o HGRE11 por dois canais principais. No canal de precificação, juros elevados aumentam o custo de oportunidade dos investidores, tornando a renda fixa mais competitiva e comprimindo as cotações dos FIIs. No canal operacional, juros altos encarecem o crédito imobiliário e reduzem a atividade econômica, o que pode elevar a vacância e pressionar os aluguéis. Por outro lado, ciclos de queda da Selic historicamente impulsionam a valorização das cotas e a demanda por ativos reais de renda, como os FIIs, tornando o contexto macroeconômico um dos principais determinantes do desempenho de médio prazo do fundo.
Quais são as principais diferenças entre o HGRE11 e concorrentes como BRCR11 e PVBI11? O HGRE11 se diferencia pelo histórico de mais de 18 anos, patrimônio acima de R$ 1,7 bilhão, portfólio de 12 imóveis com 144.305 m² e estratégia de reciclagem de ativos. O BRCR11 (BTG Pactual) tende a concentrar em edifícios icônicos de altíssimo padrão com portfólio mais concentrado. O PVBI11 (VBI) foca em imóveis Triple-A no eixo Faria Lima com estratégia de alta seletividade. Cada fundo tem composição de portfólio, grau de diversificação, taxa de administração e histórico distintos, o que torna a comparação direta útil mas incompleta sem análise detalhada dos laudos de avaliação e dos contratos vigentes.
O que é o VPA do HGRE11 e como é calculado? O VPA (Valor Patrimonial por Cota) é calculado dividindo-se o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Ele representa o valor contábil de cada cota, lastreado nos imóveis e demais ativos avaliados por laudos periódicos. O patrimônio líquido é obtido subtraindo-se os passivos totais (como provisões e eventuais dívidas) do valor total dos ativos. O VPA é atualizado conforme novas avaliações e é divulgado nos informes mensais. Quando o preço de mercado da cota está abaixo do VPA, diz-se que o fundo negocia com desconto; acima do VPA, com prêmio.
O HGRE11 pode emitir novas cotas? Sim, o HGRE11 pode realizar emissões de novas cotas para captar recursos destinados à aquisição de novos imóveis ou ao pagamento de passivos. As emissões são registradas na CVM, com cotistas existentes tendo direito de preferência na subscrição proporcional à sua participação, evitando diluição involuntária. Cada emissão deve ser aprovada ou comunicada conforme as regras do regulamento e da CVM. O histórico de emissões do fundo está disponível nos informes anuais e nos comunicados publicados no sistema da B3 e da CVM, e é relevante para entender como o patrimônio do fundo evoluiu ao longo dos anos.
Quais critérios ESG o HGRE11 considera na gestão do portfólio? A gestão Patria incorpora critérios ESG tanto na seleção de novos ativos quanto na manutenção do portfólio existente. Na dimensão ambiental, o fundo acompanha o desempenho energético dos imóveis, busca certificações como LEED e AQUA para os ativos do portfólio e planeja projetos de retrofit orientados a eficiência energética. Na dimensão de governança, a estrutura de FII já impõe obrigações de transparência, auditoria e prestação de contas à CVM. A demanda por imóveis com padrões ESG elevados vem crescendo entre locatários corporativos com compromissos climáticos, tornando esses critérios cada vez mais relevantes para a competitividade dos ativos.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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