RECR11 — FII REC RECEBIVEIS IMOBILIARIOS
Cotação, indicadores e dados históricos de RECR11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 80,30
- P/VP
- 0,91
- Dividend Yield (12m)
- 13,30%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, RECR11 apresentou variação de -1,95% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, RECR11 oscilou entre R$ 75,82 a R$ 84,30. Média de R$ 80,77 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 13,30%.
P/VP
P/VP: 0.91.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 88,42. Patrimônio líquido: R$ 2,3B. Valor de mercado: R$ 2,1B. Cotas emitidas: 26.441.650. Número de cotistas: 173.918. Taxa de administração: 0,18%. Idade do fundo: 8,8 anos. Administrador: BRL TRUST DTVM S.A.. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 28.152.272/0001-26. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de RECR11 é de 13,30%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,12 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de RECR11 em 0.91 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 13,30% ante mediana do setor de 13,44%.
O RECR11 (REC Recebíveis Imobiliários FII) é um fundo imobiliário de papel constituído em 2018 e listado na B3, com foco na gestão ativa de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Gerido pela REC Gestão de Recursos, o fundo se destaca pela capacidade de originação própria de operações, com patrimônio líquido superior a R$ 2,35 bilhões distribuído entre mais de 26 milhões de cotas. Com carteira diversificada em CRIs indexados ao IPCA, IGP-M e CDI, o RECR11 distribui rendimentos mensalmente e integra o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3.
Sobre FII REC RECEBIVEIS IMOBILIARIOS
O RECR11, formalmente denominado REC Recebíveis Imobiliários Fundo de Investimento Imobiliário, é um dos principais representantes do segmento de fundos imobiliários de papel no Brasil, com foco predominante na aquisição e gestão ativa de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Constituído em 2018, o fundo completou mais de oito anos de trajetória operacional até 2026, consolidando-se como referência dentro do universo dos FIIs de papel listados na B3. Sua gestão é exercida pela REC Gestão de Recursos, gestora independente especializada em crédito estruturado e imobiliário, reconhecida pela capacidade de originação própria de operações — diferencial competitivo que posiciona o RECR11 de forma distinta frente a fundos que dependem exclusivamente de mercado secundário.
O modelo de negócios do RECR11 é centrado na originação, aquisição, gestão ativa e eventual alienação de CRIs, instrumentos de dívida lastreados em recebíveis do setor imobiliário. A principal fonte de receita do fundo advém dos pagamentos de juros e amortizações dos CRIs em carteira, além de eventuais ganhos de capital na negociação desses títulos. Complementarmente, o fundo pode alocar recursos em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários e ativos de liquidez, sempre respeitando os limites regulatórios estabelecidos na política de investimentos aprovada em assembleia de cotistas conforme a Resolução CVM 175. A atuação do RECR11 ocorre majoritariamente no downstream da cadeia de crédito imobiliário — como investidor institucional que adquire recebíveis estruturados —, mas também no midstream, ao originar operações junto a incorporadoras, loteadoras e empresas do setor imobiliário nacional.
O patrimônio líquido do RECR11 superava R$ 2,35 bilhões em junho de 2026, distribuído entre 26.441.650 cotas, o que representa escala relevante dentro do segmento de FIIs de papel. O valor patrimonial por cota (VPA) situava-se em R$ 88,90 (dados de junho/2026), e a base de cotistas ultrapassava 173.738 investidores cadastrados, evidenciando ampla pulverização. Essa pulverização de cotistas e o free float elevado contribuem para a liquidez das cotas no mercado secundário da B3, onde o fundo é negociado desde sua listagem. O RECR11 integra o IFIX — índice de referência dos fundos imobiliários brasileiros —, o que reforça sua relevância institucional e atrai o interesse de grandes alocadores de capital.
No contexto do setor de FII — Papel, o RECR11 ocupa posição de destaque em termos de patrimônio líquido e liquidez, figurando entre os maiores fundos do segmento ao lado de pares como CPTS11 (Capitania Securities II), KNCR11 (Kinea Rendimentos) e IRDM11 (Iridium Recebíveis). O market share do fundo é expressivo, especialmente no segmento de crédito que combina estratégias high grade e high yield, sendo reconhecido pela robustez da originação própria e pela capacidade de estruturar operações customizadas para diferentes perfis de tomadores. A carteira é composta por CRIs com lastros diversificados — residencial, comercial e loteamentos — distribuídos por múltiplas regiões do país, o que reduz a concentração de risco e amplia o universo de oportunidades.
A estratégia corporativa do RECR11 é pautada na busca por retornos ajustados ao risco superiores à média do setor, por meio da diversificação de lastros, originação ativa e gestão dinâmica dos ativos. A carteira é composta predominantemente por CRIs indexados ao IPCA, ao IGP-M e ao CDI, o que permite capturar diferentes ciclos econômicos e proporciona proteção relativa contra oscilações inflacionárias e de taxa de juros. O fundo também busca equilibrar vencimentos de curto, médio e longo prazo, reduzindo gargalos de liquidez e volatilidade dos fluxos de caixa.
Entre os diferenciais competitivos do RECR11 frente a pares do setor, destacam-se a capacidade de originação própria — permitindo negociar spreads, garantias e condições exclusivas —, a flexibilidade para estruturar operações tailor made e a diversificação geográfica e setorial dos lastros dos CRIs. Enquanto fundos como KNCR11 tendem a concentrar portfólios em operações high grade de grandes emissores, o RECR11 busca equilibrar risco e retorno ao incluir operações de médio e alto rendimento, sem abrir mão de garantias robustas e mecanismos de mitigação de inadimplência. A trajetória do fundo é marcada por emissões sucessivas de cotas para captação de recursos, aquisições de volumes relevantes de CRIs e reestruturações de portfólio em resposta a mudanças no cenário macroeconômico — incluindo os ciclos de alta e queda da taxa SELIC e as variações do IPCA registradas ao longo dos anos de operação. Esses movimentos evidenciam a capacidade de adaptação da gestão e o compromisso com o alinhamento de interesses entre gestora e cotistas.
Contexto de negocio e setor
O setor de FII — Papel no Brasil representa uma das vertentes de maior crescimento dentro do universo de fundos imobiliários, respondendo por parcela significativa do patrimônio líquido total da indústria, estimado em mais de R$ 300 bilhões em meados de 2026. Este segmento é composto majoritariamente por fundos que investem em títulos de crédito imobiliário — Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH) —, funcionando como importantes canais de financiamento indireto ao setor imobiliário nacional. A maturidade do setor avançou substancialmente na última década, impulsionada pelo desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, pelo aumento da sofisticação dos investidores de varejo após 2016 e pela maior demanda por alternativas de geração de renda com eficiência fiscal para pessoas físicas.
A cadeia produtiva dos FIIs de papel inicia-se com a originação dos recebíveis imobiliários por incorporadoras, loteadoras, construtoras e empresas do setor real estate, que estruturam CRIs a partir de fluxos futuros de recebíveis — comercializacao de imóveis, aluguéis comerciais ou financiamentos habitacionais. Esses títulos são então adquiridos por fundos como o RECR11, que atuam como investidores institucionais e canal de financiamento do setor. O investidor cotista — pessoa física ou jurídica — acessa a exposição ao crédito imobiliário de forma indireta, sem a necessidade de aquisição direta de imóveis físicos, beneficiando-se da diversificação e da liquidez do mercado secundário da B3.
O marco regulatório dos FIIs de papel é definido principalmente pela Resolução CVM 175, que substituiu e atualizou a Instrução CVM 472, estabelecendo regras para constituição, funcionamento e divulgação de informações dos fundos de investimento imobiliário. A regulação impõe limites de concentração por emissor e por ativo, requisitos de transparência e obrigações de prestação de contas, além de determinar a necessidade de auditoria independente e a publicação de fatos relevantes na plataforma da CVM. A Anbima exerce papel relevante na autorregulação e na padronização de práticas de mercado, contribuindo para a elevação do padrão de governança do setor. Barreiras de entrada incluem a necessidade de escala para diluição de custos operacionais, acesso qualificado a operações de originação de CRIs e capacidade de gestão ativa de risco de crédito, o que restringe a competição relevante a gestoras especializadas e fundos de maior porte — como RECR11, CPTS11, KNCR11, IRDM11 e DEVA11.
Entre as tendências estruturais de longo prazo, destaca-se a crescente digitalização dos processos de originação, análise e gestão de recebíveis imobiliários, impulsionada por fintechs de crédito e plataformas especializadas. O fortalecimento de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) na seleção de operações também emerge como tendência, com investidores institucionais e estrangeiros exigindo maior transparência sobre o impacto socioambiental dos projetos financiados. A preocupação com sustentabilidade e impacto social levou parte dos gestores a incorporar critérios ESG na análise de crédito e na seleção de projetos financiados, abrindo caminho para a emissão de CRIs verdes e sociais — segmento ainda incipiente, mas com potencial de crescimento relevante no Brasil.
O ciclo de capital dos FIIs de papel é caracterizado por intensidade de investimento moderada — concentrada na aquisição de ativos financeiros —, com custos operacionais relativamente baixos em comparação a fundos de tijolo. O retorno aos cotistas depende dos fluxos de amortizações e pagamentos de juros dos CRIs, que variam conforme a estrutura de indexação (IPCA, IGP-M, CDI, prefixado) e o prazo de cada operação. Exposições macroeconômicas são relevantes: a variação da taxa SELIC e do CDI impacta diretamente o custo de oportunidade dos investidores e o carrego dos CRIs pós-fixados; a inflação pelo IPCA e pelo IGP-M afeta o rendimento real dos títulos indexados; e o ciclo imobiliário — marcado pela taxa de lançamentos, distratos e inadimplência do crédito habitacional — influencia a qualidade dos ativos subjacentes aos CRIs.
O cenário competitivo é composto por fundos de grande porte e elevada liquidez, como CPTS11 (Capitania Securities II), KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), IRDM11 (Iridium Recebíveis), DEVA11 (Devant Recebíveis) e HABT11 (Habitat II), que disputam tanto a originação de operações qualificadas quanto a captação de recursos via emissões públicas. O RECR11 se posiciona de forma diferenciada por sua capacidade de originação própria e flexibilidade para atuar em operações de diferentes perfis de risco-retorno, enquanto pares como KNCR11 tendem a concentrar portfólios em operações de maior grau de investimento. A inovação tecnológica em plataformas de análise de crédito, automação de processos e monitoramento de garantias tem potencial para reduzir custos e ampliar o universo de oportunidades, exigindo atualização constante das gestoras para manter competitividade em um setor em rápida transformação.
Como ler os indicadores deste ativo
Avaliar um fundo imobiliário de papel como o RECR11 exige domínio de um conjunto específico de indicadores que refletem a qualidade da carteira de recebíveis, a eficiência da gestão e a resiliência frente a ciclos econômicos distintos. Entre os indicadores mais acompanhados, o Dividend Yield (DY) mede o retorno distribuído ao cotista em relação ao valor de mercado da cota, geralmente calculado com base nos rendimentos dos últimos doze meses divididos pelo preço de negociação. Embora seja amplamente utilizado como referência de comparação, o DY deve ser interpretado em conjunto com a sustentabilidade dos rendimentos — distribuições elevadas podem refletir amortizações pontuais, ganhos de capital não recorrentes ou carrego de operações de curto prazo, e não necessariamente uma geração de caixa estrutural.
O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) é outro indicador central, que compara o valor de mercado da cota ao seu valor patrimonial — calculado pela divisão do patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. P/VP abaixo de 1,0 indica que o fundo é negociado com desconto em relação ao valor dos ativos em carteira; acima de 1,0, indica prêmio. Para FIIs de papel, o P/VP é especialmente relevante porque os ativos (CRIs e demais títulos) são marcados a mercado periodicamente, o que significa que oscilações de taxa de juros podem impactar tanto o P/VP quanto o Valor Patrimonial por Ação (VPA). O VPA (também chamado de cota patrimonial) expressa o valor contábil de cada cota e serve como âncora para avaliar se o mercado está precificando o fundo com desconto ou prêmio em relação ao seu patrimônio.
A taxa de administração representa o custo cobrado pelo administrador fiduciário e pelo gestor para gerir o fundo, geralmente expressa em percentual ao ano sobre o patrimônio líquido. Em FIIs de papel, onde os ativos são financeiros e a gestão é mais intensa do que em fundos de tijolo tradicionais, a taxa de administração é fator relevante na equação de retorno ao cotista — custos mais altos corroem diretamente a distribuição. Alguns fundos também cobram taxa de performance atrelada a benchmarks específicos, como o CDI ou o IPCA + spread, o que alinha parcialmente os incentivos da gestora ao desempenho entregue.
O Índice de Inadimplência da carteira de CRIs sinaliza o percentual de operações com atraso relevante ou default confirmado. Em fundos de papel, baixa inadimplência é sinal de boa originação e de gestão criteriosa do risco de crédito, enquanto aumentos nesse índice podem indicar deterioração do perfil dos devedores ou exposição excessiva a segmentos de maior risco. A Duration média da carteira mede a sensibilidade dos fluxos de caixa presentes a movimentos das taxas de juros: duration elevada implica maior volatilidade do valor patrimonial em ambientes de alta de juros, enquanto duration mais curta reduz essa exposição. O índice de indexação — proporção da carteira atrelada a IPCA, IGP-M, CDI ou taxa prefixada — revela o perfil de proteção inflacionária do fundo e sua capacidade de gerar retorno em diferentes cenários macroeconômicos.
A Diversificação da carteira, medida pela quantidade de emissores distintos, segmentos imobiliários e regiões geográficas representados nos CRIs, é fundamental para mitigar riscos de concentração. Fundos excessivamente concentrados em poucos emissores ou em segmentos específicos ficam mais vulneráveis a eventos adversos pontuais. A leitura conjunta de todos esses indicadores — DY, P/VP, VPA, taxa de administração, inadimplência, duration, indexação e diversificação —, aliada ao acompanhamento dos fatos relevantes divulgados na CVM e à análise do cenário macroeconômico brasileiro, permite uma avaliação mais completa e precisa do potencial e dos riscos estruturais do fundo.
Pontos de atencao
O RECR11 é um FII de papel com exposição predominante a CRIs — títulos de crédito imobiliário que carregam risco de inadimplência dos devedores. Em ciclos de desaceleração econômica ou aumento do desemprego, tomadores de crédito (incorporadoras, loteadoras) podem enfrentar dificuldades de pagamento, impactando a regularidade dos fluxos de juros e amortizações distribuídos aos cotistas.
A taxa SELIC e o CDI influenciam diretamente o carrego dos CRIs pós-fixados em carteira e o custo de oportunidade dos investidores. Elevações acentuadas da taxa básica aumentam a atratividade de ativos de renda fixa tradicionais e podem pressionar o valor de mercado das cotas do RECR11 no curto prazo, ainda que beneficiem o rendimento dos títulos pós-fixados da carteira.
A exposição a CRIs indexados ao IPCA e ao IGP-M torna o desempenho do fundo sensível à trajetória da inflação brasileira. Aceleração inflacionária beneficia o carrego desses títulos, mas pode elevar a inadimplência entre devedores com dívidas indexadas a índices de preços; desaceleração ou deflação reduz os rendimentos distribuídos sem eliminar os custos fixos do fundo.
Mudanças regulatórias promovidas pela CVM — como alterações na Resolução CVM 175 sobre concentração de ativos, limites de alavancagem ou requisitos de transparência — podem impactar a estratégia de alocação do RECR11 e exigir ajustes de portfólio que afetem temporariamente a distribuição de rendimentos ou gerem custos de reestruturação.
A concentração de receitas em determinados emissores ou segmentos imobiliários — como loteamentos, residencial de alta renda ou galpões logísticos — aumenta a vulnerabilidade do fundo a eventos adversos específicos, como insolvência de incorporadoras relevantes ou crises em mercados regionais. O acompanhamento dos relatórios gerenciais mensais da REC Gestão de Recursos é fundamental para monitorar a evolução da diversificação da carteira.
A alavancagem do fundo, que atingia 5,74% (razão passivo/PL em junho de 2026) ou 5,43% (razão passivo/ativo total), é moderada frente ao setor, mas eventuais ampliações desse nível via novas emissões ou estruturas de financiamento mais complexas podem elevar o risco financeiro e amplificar perdas em cenários adversos de crédito ou de mercado.
A governança do RECR11 depende da atuação diligente da REC Gestão de Recursos e do administrador fiduciário. Conflitos de interesse entre a gestora e cotistas, falhas de supervisão ou mudanças na equipe de gestão são riscos operacionais que podem afetar a qualidade das decisões de originação, a transparência das informações divulgadas e a proteção dos investidores minoritários.
O volume médio de negociação das cotas do RECR11 na B3 pode variar significativamente conforme o apetite de risco do mercado, ciclos macroeconômicos e movimentos de fundos institucionais. Em momentos de baixa liquidez, o spread entre preço de negociacao pode se ampliar, dificultando a entrada ou saída de posições no mercado secundário sem impacto relevante no preço.
A adoção de critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) na seleção de CRIs ainda está em fase de desenvolvimento no setor de FIIs de papel. Eventuais exposições a projetos com passivos ambientais, trabalhistas ou de governança podem gerar riscos reputacionais e financeiros para o fundo — risco que tende a crescer com o aumento de exigências de investidores institucionais e reguladores sobre transparência ESG.
Resultados do RECR11 podem apresentar assimetria temporal em função de amortizações concentradas em determinados meses ou semestres do ano, afetando a previsibilidade dos rendimentos mensais. Cotistas que acompanham apenas o rendimento pontual podem confundir eventos não recorrentes com a distribuição estrutural do fundo.
O fundo pode realizar novas emissões de cotas para captação de recursos e crescimento do portfólio, o que pode gerar diluição temporária para cotistas existentes caso o capital captado não seja alocado com a mesma eficiência da carteira original. O monitoramento de emissões e do prazo de alocação dos recursos é relevante para avaliar o impacto no VPA e no rendimento por cota.
Eventos extraordinários divulgados via fatos relevantes na CVM — como reestruturações de CRIs inadimplentes, provisões para perdas de crédito, troca de gestora ou mudanças relevantes no regulamento — podem impactar a percepção de risco e o valor de mercado das cotas no curto e médio prazo, exigindo acompanhamento constante da comunicação oficial do fundo.
Governanca e estrutura societaria
O RECR11 adota a estrutura típica de fundos imobiliários listados na B3, caracterizada pelo controle pulverizado entre seus 173.738 cotistas cadastrados (dados de junho/2026) e pela ausência de acionista controlador. A segregação de funções entre gestão e administração fiduciária é pilar central do modelo de governança: a gestão ativa dos ativos é exercida pela REC Gestão de Recursos, gestora independente especializada em crédito estruturado, enquanto a administração fiduciária fica a cargo de instituição financeira devidamente autorizada e registrada perante a CVM, responsável pela custódia, registro e cumprimento das obrigações regulatórias do fundo.
A estrutura regulatória do RECR11 obedece à Resolução CVM 175, que substituiu a Instrução CVM 472 e consolidou as normas para constituição, funcionamento, divulgação e governança dos fundos de investimento imobiliário no Brasil. Essa resolução estabelece limites de concentração por emissor e por tipo de ativo, requisitos mínimos de transparência na divulgação de informações periódicas, regras para realização de assembleias de cotistas e mecanismos de proteção ao investidor. A CVM e a B3 exercem supervisão sobre o cumprimento dessas normas, com o fundo obrigado a publicar fatos relevantes, demonstrações financeiras auditadas e relatórios gerenciais mensais.
As assembleias gerais de cotistas são o principal fórum deliberativo do RECR11. Cada cota corresponde a um voto, e deliberações sobre temas estratégicos — como emissão de novas cotas, mudanças no regulamento, alteração da política de investimentos ou substituição da gestora — exigem quóruns qualificados conforme o regulamento e a Resolução CVM 175. O convite para assembleias deve ser divulgado com antecedência mínima regulamentada, garantindo ampla participação dos cotistas. A ausência de controlador garante que nenhum investidor individual ou grupo coordenado domine o processo decisório, embora grandes institucionais com posições relevantes possam exercer influência proporcional ao número de cotas detidas.
A política de distribuição de rendimentos do RECR11 segue a legislação vigente para FIIs: a norma determina a distribuição mínima de 95% do resultado auferido, apurado com base no regime de caixa, em bases semestrais. Na prática consolidada do mercado — e conforme o regulamento do fundo —, as distribuições ocorrem mensalmente, proporcionando fluxo regular de renda aos cotistas. O montante distribuído por cota varia conforme o resultado apurado em cada período, podendo oscilar em função de amortizações extraordinárias, provisões para perdas de crédito ou variações no carrego dos CRIs da carteira. É importante destacar que a legislação determina a distribuição do resultado de caixa, não de resultados contábeis — o que confere maior estabilidade às distribuições nos fundos com boa qualidade de ativos.
A remuneração da REC Gestão de Recursos inclui taxa de administração de 0,18% ao ano sobre o patrimônio líquido, que abrange as funções de gestão e administração do fundo. Pode haver adicionalmente taxa de performance vinculada ao desempenho da carteira frente a benchmarks definidos no regulamento, mecanismo que alinha parcialmente os incentivos da gestora ao retorno entregue ao cotista. Eventuais taxas extraordinárias e encargos operacionais — como custos de auditoria, taxas da B3 e da CVM, honorários jurídicos — são arcados pelo próprio fundo, impactando o resultado disponível para distribuição.
O histórico de eventos corporativos do RECR11 registrado na CVM inclui sucessivas emissões públicas de cotas para captação de recursos e crescimento do portfólio, aquisições e alienações relevantes de CRIs, e reestruturações de operações em resposta a mudanças no cenário macroeconômico brasileiro. Esses eventos são comunicados de forma transparente via sistema de fatos relevantes da CVM e por meio dos relatórios gerenciais mensais publicados pela gestora, permitindo o acompanhamento detalhado da evolução da carteira e da estratégia de alocação. Os direitos dos cotistas incluem acesso irrestrito às demonstrações financeiras auditadas, participação em assembleias, preferência em novas emissões de cotas e o recebimento regular dos rendimentos distribuídos conforme a política do fundo.
Panorama competitivo
O panorama competitivo do segmento de FII — Papel no Brasil é dominado por fundos de grande porte e elevada liquidez que disputam tanto a originação de operações qualificadas quanto o interesse dos investidores no mercado secundário da B3. Os principais competidores diretos do RECR11 incluem CPTS11 (Capitania Securities II FII), com gestão da Capitania Investimentos e histórico consolidado em CRIs high grade; KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), braço de crédito imobiliário da Kinea Investimentos (ligada ao Itaú BBA), com foco em operações de elevado grau de investimento e carteira predominantemente pós-fixada ao CDI; IRDM11 (Iridium Recebíveis CRI), gerido pela Iridium Gestão, com estratégia de maior diversificação entre high grade e high yield; DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários), com perfil de maior tolerância ao risco de crédito e portfólio com proporção relevante de operações high yield; e HABT11 (Habitat II), focado em operações de crédito habitacional e de média renda.
O RECR11 se diferencia no cenário competitivo por três atributos estruturais: originação própria de CRIs, escala patrimonial e flexibilidade de estratégia. A capacidade de originar operações diretamente junto a incorporadoras, loteadoras e empresas do setor — sem depender exclusivamente do mercado secundário — permite ao fundo negociar spreads customizados, garantias mais robustas e condições contratuais exclusivas. Esse diferencial de originação é um moat relevante, pois reduz a dependência de intermediários e amplia o universo de oportunidades acessíveis, especialmente em segmentos menos concorridos por grandes bancos e securitizadoras tradicionais.
Em termos de perfil de risco-retorno, o RECR11 posiciona-se como alternativa intermediária entre os fundos mais conservadores — como KNCR11, com carteira concentrada em operações de alta qualidade de crédito e menor spread — e os mais agressivos — como DEVA11, com maior exposição a operações high yield e, consequentemente, DY historicamente mais elevado, mas com maior risco de inadimplência. Essa posição no espectro de risco permite ao RECR11 capturar um segmento amplo de investidores que buscam equilíbrio entre segurança e rentabilidade.
As barreiras de entrada no segmento de FIIs de papel são relevantes e protegem os players estabelecidos: exigem capital mínimo para escala operacional, relacionamentos de longo prazo com originadores qualificados de CRIs, expertise técnica em análise de crédito imobiliário e estruturação de operações, além de track record que inspire confiança de investidores institucionais e individuais. Gestoras iniciantes enfrentam dificuldades para competir em igualdade de condições com players que já consolidaram carteiras bilionárias, redes de originação e equipes especializadas — como a REC Gestão de Recursos no caso do RECR11.
O poder de barganha dos fornecedores — incorporadoras e loteadoras que demandam financiamento via CRI — é mitigado pela existência de múltiplos fundos e instituições financeiras disputando as melhores operações. Por outro lado, em momentos de restrição de crédito bancário, a demanda por fundos de papel como mecanismo alternativo de financiamento imobiliário tende a aumentar, ampliando o fluxo de operações disponíveis. O poder de barganha dos cotistas é elevado, dada a ampla oferta de FIIs listados e a facilidade de migração entre fundos no mercado secundário. Tendências de consolidação do setor — via fusões de carteiras, incorporação de gestoras ou emissões conjuntas — podem beneficiar fundos com maior escala e capacidade de originação, potencialmente ampliando o diferencial competitivo do RECR11 frente a competidores de menor porte.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) anualizado.** O DY anualizado do RECR11 mede o percentual de retorno em rendimentos que o cotista recebeu nos últimos doze meses em relação ao preço de negociação da cota. É o indicador mais consultado por investidores de renda, mas deve ser analisado junto à sustentabilidade dos fluxos — amortizações pontuais e ganhos de capital não recorrentes podem inflar o DY temporariamente sem refletir geração de caixa estrutural. A comparação com pares do setor e com o CDI corrente permite calibrar se o prêmio de risco é adequado ao perfil de crédito da carteira. Fórmula: DY (%) = (soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / preço de mercado da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado nos 12 meses: R$ 10,6151/cota. Preço de mercado utilizado: R$ 79,78/cota (dados de 10/06/2026). DY = (10,6151 / 79,78) × 100 = 13,31% ao ano (dados de 10/06/2026).
**Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP).** O P/VP de 0,90 indica que as cotas do RECR11 eram negociadas com desconto de aproximadamente 10% em relação ao valor patrimonial registrado. Para FIIs de papel, esse desconto pode refletir percepção de risco de crédito da carteira, expectativa de deterioração dos ativos em cenário de alta de juros ou simplesmente aversão momentânea de mercado. P/VP abaixo de 1,0 não significa necessariamente barganha — é preciso avaliar a qualidade dos CRIs que compõem o patrimônio e a consistência do VPA ao longo do tempo. Fórmula: P/VP = preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Ação (VPA) Cálculo: Preço de mercado: R$ 79,78/cota. VPA: R$ 88,90/cota (patrimônio líquido de R$ 2.350.762.745,76 ÷ 26.441.650 cotas emitidas). P/VP = 79,78 / 88,90 = 0,897 ≈ 0,90 (dados de 10/06/2026).
**Valor Patrimonial por Ação (VPA).** O VPA do RECR11 representa o valor contábil de cada cota, calculado pela divisão do patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas. Com patrimônio líquido de R$ 2,35 bilhões e 26,4 milhões de cotas, o VPA atingia R$ 88,90 em junho de 2026, sinalizando que cada cota possui lastro patrimonial superior ao preço de mercado praticado naquele período. O acompanhamento do VPA ao longo do tempo permite identificar se a gestão está preservando ou erodindo o valor patrimonial do fundo via amortizações, ganhos ou perdas de capital e custos operacionais. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido total / número de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido: R$ 2.350.762.745,76. Cotas emitidas: 26.441.650. VPA = 2.350.762.745,76 / 26.441.650 = R$ 88,90/cota (dados de 10/06/2026).
**Último Rendimento por Cota (distribuição mensal).** O último rendimento declarado pelo RECR11 foi de R$ 1,0525 por cota, correspondendo a um DY mensal de 1,32% sobre o preço de mercado vigente em junho de 2026. Os rendimentos de FIIs são pagos mensalmente e variam conforme o fluxo de amortizações e juros recebidos dos CRIs em carteira, além de eventuais ganhos ou perdas de capital. A regularidade e a tendência histórica dos rendimentos são mais relevantes do que um único mês isolado — oscilações pontuais podem decorrer de amortizações extraordinárias ou de carências contratuais em CRIs recém-adquiridos. Fórmula: Rendimento por cota = caixa distribuível apurado no período / número de cotas emitidas Cálculo: Último rendimento declarado: R$ 1,0525 por cota. Com 26.441.650 cotas emitidas, o montante total distribuído na competência foi de aproximadamente R$ 27,83 milhões. DY mensal implícito: 1,0525 / 79,78 = 1,32% ao mês (dados de 10/06/2026).
**Taxa de Administração (% ao ano sobre PL).** A taxa de administração do RECR11 corresponde a 0,18% ao ano sobre o patrimônio líquido, nível competitivo dentro do segmento de FIIs de papel de grande porte. Sobre o patrimônio de R$ 2,35 bilhões, o custo anual estimado é de aproximadamente R$ 4,2 milhões — impacto diluído entre os 26,4 milhões de cotas emitidas. Taxas mais baixas beneficiam diretamente o cotista, pois reduzem o atrito sobre o rendimento distribuído. É importante verificar se há taxa de performance adicional ao rendimento base, pois esse encargo pode variar conforme o desempenho da carteira frente a benchmarks contratuais. Fórmula: Taxa de administração (%) ao ano = encargo anual total de gestão e administração / patrimônio líquido médio do período Cálculo: Taxa de administração informada: 0,18% ao ano sobre o patrimônio líquido. Sobre o PL de R$ 2.350.762.745,76, o custo anual estimado é de R$ 4.231.372,54 (0,18% × R$ 2.350.762.745,76), ou R$ 352.614,38 por mês (dados de 10/06/2026).
**Patrimônio Líquido (PL).** Com patrimônio líquido de R$ 2,35 bilhões em junho de 2026, o RECR11 figura entre os maiores FIIs de papel da B3. O PL elevado permite diluir custos operacionais, aumenta o poder de barganha na originação de CRIs e contribui para maior liquidez das cotas no mercado secundário. A alavancagem do fundo era de 5,74% (razão passivo/PL) ou 5,43% (razão passivo/ativo total), nível moderado que indica uso criterioso de estruturas de financiamento. Fundos de papel com PL elevado tendem a ter maior capacidade de diversificação e acesso a operações estruturadas de maior porte. Fórmula: PL = Ativos totais − Passivos totais Cálculo: Ativo total: R$ 2.485.684.050,68. Passivo total: R$ 134.921.304,92. PL = 2.485.684.050,68 − 134.921.304,92 = R$ 2.350.762.745,76. Alavancagem: passivo / PL = 134.921.304,92 / 2.350.762.745,76 = 5,74% (dados de 10/06/2026). Passivo / ativo total = 134.921.304,92 / 2.485.684.050,68 = 5,43%.
**Vacância Física da carteira.** Para FIIs de papel como o RECR11, o conceito de vacância física — amplamente utilizado em fundos de tijolo para medir imóveis desocupados — não se aplica diretamente, pois o portfólio é composto por títulos de crédito (CRIs, LCIs, LHs) e não por imóveis físicos. O indicador equivalente é o índice de inadimplência dos recebíveis em carteira, que mede a proporção de operações com atraso no pagamento de juros ou amortizações. Baixa inadimplência sinaliza qualidade da originação e eficiência na gestão do risco de crédito; aumento persistente pode indicar deterioração do perfil dos devedores ou exposição excessiva a segmentos mais arriscados. Fórmula: Vacância física (%) = área ou ativos inadimplentes ou sem recebimento / total de ativos da carteira × 100 Cálculo: O RECR11 é um FII de papel (CRIs/LCIs/LHs), não um fundo de tijolo com imóveis físicos. O indicador de vacância física não se aplica diretamente ao modelo de negócios do fundo — o equivalente funcional é o índice de inadimplência dos CRIs em carteira, que mede a proporção de operações com atraso relevante ou default. Dados de inadimplência da carteira não disponíveis no snapshot de 10/06/2026; devem ser consultados no relatório gerencial mensal divulgado pela REC Gestão de Recursos.
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de RECR11? A cotação mais recente de RECR11 é de R$ 80,30.
Qual o dividend yield do RECR11? O dividend yield anualizado de RECR11 é de 13,30%.
Qual o P/VP de RECR11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de RECR11 é 0.91.
RECR11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de RECR11 foi de R$ 1,12 por cota.
O que é o RECR11 e qual é o seu modelo de negócios? O RECR11 (REC Recebíveis Imobiliários FII) é um fundo imobiliário de papel listado na B3, constituído em 2018 e gerido pela REC Gestão de Recursos. Seu modelo é centrado na originação própria, aquisição e gestão ativa de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), com receita proveniente de juros e amortizações dos CRIs em carteira. Complementarmente, pode investir em LCIs, LHs e cotas de outros FIIs. O diferencial central é a originação própria de operações — estruturando CRIs diretamente com incorporadoras e loteadoras —, o que permite negociar melhores condições e acessar oportunidades fora do mercado secundário.
Quem administra e gere o RECR11? O RECR11 não possui controlador definido — suas mais de 173 mil cotas (dados de junho/2026) são pulverizadas entre investidores de varejo e institucionais. A gestão ativa dos ativos é exercida pela REC Gestão de Recursos, gestora independente especializada em crédito imobiliário estruturado. A administração fiduciária — responsável pela custódia, controle e cumprimento regulatório — fica a cargo de instituição financeira autorizada pela CVM, assegurando segregação de funções e mitigação de conflitos de interesse entre gestão e administração.
Como o RECR11 distribui rendimentos aos cotistas? O RECR11 distribui rendimentos mensalmente, conforme prática consolidada no mercado de FIIs. A legislação brasileira exige a distribuição mínima de 95% do resultado auferido com base no regime de caixa, apurado semestralmente. Na prática, os cotistas recebem pagamentos todo mês, cujo valor por cota varia conforme o fluxo de juros e amortizações recebidos dos CRIs em carteira, além de eventuais ganhos de capital. O último rendimento declarado foi de R$ 1,0525 por cota (dados de 10/06/2026). Os pagamentos são creditados diretamente na conta cadastrada na corretora do cotista.
Quais são os principais riscos de investir no RECR11? Os riscos centrais incluem: (1) risco de crédito — inadimplência dos devedores dos CRIs pode reduzir os rendimentos distribuídos; (2) risco de taxa de juros — variações da SELIC e do CDI afetam tanto o carrego dos CRIs quanto o valor patrimonial do fundo; (3) risco de concentração — exposição a determinados emissores ou regiões; (4) risco regulatório — mudanças nas normas da CVM podem impactar a estratégia de alocação; (5) risco de liquidez — o volume de negociação das cotas na B3 pode variar significativamente. O acompanhamento dos relatórios gerenciais mensais da REC Gestão de Recursos é fundamental para monitorar a evolução desses riscos.
Como analisar os indicadores do RECR11? A análise do RECR11 deve considerar o conjunto de indicadores estruturais: o Dividend Yield (DY) histórico, avaliado com a sustentabilidade dos fluxos de caixa; o P/VP, comparando o preço de mercado ao Valor Patrimonial por Ação (VPA); o índice de inadimplência dos CRIs em carteira; a duration média e o perfil de indexação (IPCA, IGP-M, CDI); e a diversificação de emissores e setores. A taxa de administração de 0,18% ao ano é competitiva para o porte do fundo. A comparação com pares como KNCR11, CPTS11 e IRDM11 ajuda a contextualizar o perfil de risco-retorno do RECR11 no setor.
Qual é a posição do RECR11 no mercado de FIIs de papel? O RECR11 figura entre os maiores FIIs de papel da B3, com patrimônio líquido superior a R$ 2,35 bilhões e mais de 26,4 milhões de cotas emitidas (dados de junho/2026). Integra o IFIX — principal índice de fundos imobiliários —, o que reforça sua relevância institucional. Compete diretamente com CPTS11, KNCR11, IRDM11, DEVA11 e HABT11, posicionando-se como alternativa intermediária entre fundos mais conservadores e mais agressivos em termos de perfil de crédito. A base de mais de 173 mil cotistas evidencia a ampla pulverização e o interesse dos investidores pelo fundo.
O RECR11 faz parte de quais índices da B3? O RECR11 integra o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários da B3), principal referência de desempenho do segmento de FIIs no Brasil, que reúne os fundos de maior liquidez e relevância do mercado. A presença no IFIX contribui para visibilidade institucional do fundo, atrai alocadores de capital e tende a manter fluxo de negociação mais regular no mercado secundário. Como FII de papel, não faz parte de índices de ações como Ibovespa ou IBrX, mas pode ser incluído em carteiras de índices setoriais de renda fixa e crédito imobiliário.
Como o cenário macroeconômico afeta o RECR11? O RECR11 é sensível a múltiplas variáveis macroeconômicas: (1) taxa SELIC e CDI — afetam o carrego dos CRIs pós-fixados e o custo de oportunidade dos investidores; (2) IPCA e IGP-M — impactam o rendimento dos CRIs indexados a inflação, podendo beneficiar ou prejudicar dependendo do ciclo; (3) ciclo imobiliário — influencia a qualidade dos recebíveis subjacentes e a originação de novas operações; (4) política monetária do Fed (EUA) — pode afetar o apetite de investidores estrangeiros por ativos de mercados emergentes, incluindo FIIs brasileiros. O monitoramento desses fatores é essencial para interpretar as variações de rendimento e de P/VP do fundo.
Como funciona a originação própria de CRIs no RECR11? Na originação própria, a REC Gestão de Recursos identifica diretamente demandas de crédito de incorporadoras, loteadoras e empresas do setor imobiliário, estruturando operações de securitização sob medida. O processo inclui análise de crédito, due diligence das garantias (alienação fiduciária, cessão fiduciária, hipoteca), modelagem financeira e negociação de spreads e prazos. Essa abordagem permite ao RECR11 acessar operações fora do radar do mercado secundário, negociar melhores condições e construir relacionamentos de longo prazo com tomadores qualificados, conferindo ao fundo vantagem competitiva em relação a pares que operam exclusivamente via mercado secundário.
O RECR11 é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas? Os rendimentos distribuídos pelo RECR11 a cotistas pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda, desde que o cotista detenha menos de 10% das cotas emitidas, o fundo possua ao menos 50 cotistas e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. Eventuais ganhos de capital na comercializacao das cotas no mercado secundário são tributados à alíquota de 20%. Vale destacar que desde a Lei 15.270/2025, dividendos de ações de empresas pagos a pessoas físicas passaram a ter retenção sobre montantes acima de R$ 50 mil mensais — regra aplicável a ações, não diretamente a rendimentos de FIIs, cuja tributação permanece regida por legislação específica. Consulte sempre um especialista tributário para orientação personalizada.
Qual é a política de alavancagem do RECR11? A estrutura de capital do RECR11 é predominantemente formada por recursos dos cotistas, com alavancagem moderada: em junho de 2026, o passivo total de R$ 134,9 milhões representava 5,74% do patrimônio líquido (R$ 2,35 bilhões) ou 5,43% do ativo total (R$ 2,49 bilhões). O fundo não recorre a dívida corporativa para financiar aquisições de forma sistemática, mas pode estruturar CRIs com mecanismos de crédito mais complexos. Qualquer ampliação relevante da alavancagem requer aprovação em assembleia de cotistas e comunicação via fato relevante na CVM, garantindo transparência e controle dos investidores sobre o nível de risco financeiro do fundo.
Como avaliar a liquidez das cotas do RECR11 na B3? A liquidez das cotas deve ser avaliada pelo volume médio diário de negociação na B3, pelo spread médio entre as melhores ofertas de negociacao (book de ordens), e pela frequência de pregões com negociação relevante. O RECR11 apresentava volume médio por pregão de algumas milhares de negócios no período de junho de 2026, com free float expressivo dado o perfil pulverizado da base de cotistas. Para cotistas com posições grandes, é recomendável verificar a profundidade do book antes de executar ordens de grande volume, para minimizar impacto de mercado. Dados detalhados de liquidez estão disponíveis nos relatórios da B3 e nas plataformas de informações de FIIs.
O que são CRIs e por que o RECR11 os utiliza como ativo principal? Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos de crédito privados lastreados em fluxos de recebíveis do setor imobiliário — comercializacao de imóveis, aluguéis comerciais ou contratos de financiamento habitacional. São emitidos por securitizadoras e negociados no mercado de capitais, funcionando como mecanismo de financiamento indireto ao setor imobiliário. O RECR11 os utiliza como ativo principal porque oferecem rendimentos indexados a índices de inflação ou ao CDI, com fluxos periódicos de juros e amortizações, e porque permitem diversificação geográfica e setorial sem a necessidade de gestão de imóveis físicos — o que reduz custos operacionais e simplifica a estrutura do fundo.
Como acompanhar as informações e relatórios do RECR11? As principais fontes de informação do RECR11 são: (1) sistema de fatos relevantes da CVM (cvm.gov.br), onde são publicados comunicados obrigatórios sobre eventos relevantes; (2) relatórios gerenciais mensais divulgados pela REC Gestão de Recursos, com detalhamento da carteira, desempenho e perspectivas; (3) demonstrações financeiras semestrais auditadas, disponíveis na CVM e no site da gestora; (4) atas de assembleias de cotistas, onde constam deliberações e votações; e (5) plataformas especializadas em FIIs, que consolidam dados de rendimentos, P/VP, VPA e indicadores históricos para análise comparativa. O acompanhamento regular dessas fontes é fundamental para decisões bem embasadas.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
Ativos do mesmo setor
Outros ativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários, para comparação:
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
