MCCI11 — MAUA CAP RE FII RL
Cotação, indicadores e dados históricos de MCCI11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 94,98
- P/VP
- 1,00
- Dividend Yield (12m)
- 10,08%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, MCCI11 apresentou variação de +4,50% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, MCCI11 oscilou entre R$ 83,75 a R$ 97,89. Média de R$ 91,55 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 10,08%.
P/VP
P/VP: 1.00.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 94,84. Patrimônio líquido: R$ 1,6B. Valor de mercado: R$ 1,6B. Cotas emitidas: 16.960.024. Número de cotistas: 124.940. Taxa de administração: 0,96%. Idade do fundo: 6,9 anos. Administrador: BTG PACTUAL SERVICOS FINANCEIROS S/A DTVM. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 23.648.935/0001-84. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de MCCI11 é de 10,08%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,80 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de MCCI11 em 1.00 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 10,08% ante mediana do setor de 13,44%.
O MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários FII) é um fundo imobiliário de papel listado na B3, especializado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) indexados ao CDI e ao IPCA. Com patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão, mais de 123 mil cotistas e gestão ativa realizada pela Mauá Capital, o fundo distribui rendimentos mensais isentos de IR para cotistas pessoas físicas elegíveis. A estratégia biindexada oferece exposição ao ciclo de crédito imobiliário com diversificação entre proteção inflacionária e retorno atrelado aos juros de curto prazo. Destinado a investidores em geral, o MCCI11 figura entre os maiores FII de papel do mercado brasileiro.
Sobre MAUA CAP RE FII RL
O MCCI11 — cujo nome completo é Mauá Capital Recebíveis Imobiliários Fundo de Investimento Imobiliário — é um fundo imobiliário de papel, estruturado sob a forma de condomínio fechado e negociado na B3 sob o ticker MCCI11. Sua estratégia central consiste em alocar o patrimônio predominantemente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), instrumentos de renda fixa lastreados em fluxos de crédito do setor imobiliário, além de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH) e cotas de outros fundos imobiliários de papel, obedecendo aos limites estabelecidos pela Resolução CVM nº 175/2022.
Enquanto fundos imobiliários de tijolo detêm imóveis físicos como galpões, lajes corporativas ou shoppings, os fundos de papel como o MCCI11 atuam como veículos de crédito imobiliário: adquirem títulos que representam dívidas lastreadas em ativos reais — residências, loteamentos, edifícios comerciais — sem precisar administrar diretamente os imóveis subjacentes. Essa estrutura torna o fundo mais líquido em termos de gestão de portfólio e permite reposicionamento rápido de carteira conforme o ciclo de crédito.
O fundo é administrado fiduciariamente pela Vórtx DTVM e gerido pela Mauá Capital, gestora independente com histórico na gestão de crédito estruturado e com presença relevante no mercado de capitais brasileiro. Desde sua criação, em meados de 2019, o MCCI11 realizou sucessivas emissões de cotas, crescendo de forma consistente até atingir um patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão e uma base de 123.658 cotistas, dos quais 123.249 são pessoas físicas — evidenciando o perfil varejo do fundo e sua adesão ao público-alvo declarado.
A carteira é composta majoritariamente por CRI indexados ao IPCA (inflação oficial) e ao CDI (referência de juros interbancários de curto prazo), garantindo ao fundo exposição tanto ao ciclo inflacionário quanto ao patamar de juros reais. Essa dualidade de indexadores é um dos diferenciais do MCCI11 em relação a fundos de papel com mandato exclusivo em CDI ou exclusivo em IPCA, permitindo ao gestor rebalancear a carteira conforme o cenário macroeconômico projetado.
Por ser classificado como fundo imobiliário constituído nos termos da Lei nº 8.668/1993 e regulado pela Instrução CVM nº 472/2008 (consolidada e atualizada pela Resolução CVM nº 175/2022), o MCCI11 está obrigado a distribuir, no mínimo, 95% dos resultados auferidos em regime de caixa semestralmente, embora na prática a maioria dos FII distribua mensalmente. As distribuições aos cotistas pessoas físicas que detenham menos de 10% das cotas do fundo são isentas de Imposto de Renda, nos termos do artigo 3º da Lei nº 11.033/2004, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas. Essa isenção, contudo, não se aplica a cotistas jurídicos ou a pessoas físicas que detenham participação superior ao limite legal.
O MCCI11 registra cerca de 16.960.024 cotas emitidas, sendo o patrimônio líquido rateado igualmente por cada cota, o que resulta em um Valor Patrimonial por Cota (VPC ou VPA) que pode ser acompanhado periodicamente no site da CVM e na plataforma da B3. A relação entre o preço de mercado da cota e o VPA define o múltiplo P/VP, indicador relevante para avaliar se o mercado precifica o fundo com desconto ou prêmio em relação ao seu patrimônio contábil.
O fundo possui gestão ativa: a Mauá Capital avalia continuamente o risco de crédito dos emissores, as garantias lastreadas nos CRI (alienação fiduciária de imóveis, cessão fiduciária de recebíveis, entre outras) e a relação risco-retorno de cada posição. O processo de gestão inclui análise de originação dos créditos, monitoramento de inadimplência dos devedores finais e eventuais movimentos de substituição de ativos na carteira para preservar a qualidade creditícia do portfólio.
Contexto de negocio e setor
Os fundos imobiliários de papel — categoria à qual o MCCI11 pertence — operam em um mercado que ganhou tração expressiva no Brasil ao longo dos anos 2010 e 2020. O arcabouço jurídico que os sustenta remonta à Lei nº 8.668/1993, que criou o FII como veículo de investimento no setor imobiliário, e foi complementado pela Lei nº 9.779/1999, que conferiu às cotas negociadas em bolsa benefícios tributários, e pela Lei nº 11.033/2004, que estabeleceu a isenção de IR sobre rendimentos distribuídos aos cotistas pessoas físicas nos moldes já descritos.
A regulação mais recente — Resolução CVM nº 175/2022, em vigor desde 2023 — modernizou o arcabouço normativo dos fundos de investimento como um todo, introduzindo novas classes de ativos, aprimorando regras de governança e aumentando a transparência na divulgação de informações. Para os FII de papel como o MCCI11, as principais implicações práticas incluem requisitos mais claros sobre divulgação de carteira, obrigações do administrador fiduciário e condições para realização de assembleias gerais de cotistas.
No contexto macroeconômico, os FII de papel são impactados diretamente pelo ciclo de juros. Quando a taxa Selic sobe, os CRI indexados ao CDI tendem a render mais em termos nominais, mas o preço de mercado das cotas pode sofrer pressão, pois o investidor compara o retorno do fundo com o rendimento de aplicações de renda fixa convencional — como Tesouro Selic e CDBs. Por outro lado, em cenários de inflação elevada, os CRI indexados ao IPCA tornam-se mais atrativos em termos reais, preservando o poder de compra das distribuições. Esse duplo vetor de influência — CDI e IPCA — torna a análise de FII de papel intrinsecamente macroeconômica.
O mercado de CRI no Brasil é regulado pela CVM e lastreado em operações de crédito imobiliário formalizadas por Securitizadoras, conforme a Lei nº 9.514/1997, que disciplina o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e introduziu o instituto da alienação fiduciária de imóvel no ordenamento jurídico brasileiro. A alienação fiduciária é a principal garantia utilizada nos CRI, conferindo ao credor (no caso, o FII que adquire o título) um mecanismo de execução extrajudicial mais célere do que a hipoteca, com prazos de consolidação tipicamente entre 90 e 180 dias.
Dentro do ecossistema dos FII negociados na B3, os fundos de papel disputam a atenção dos investidores com fundos de tijolo de diferentes segmentos — logística, lajes corporativas, shopping centers, residencial e agências bancárias — além dos fundos de fundos (FOFs), que alocam em cotas de outros FII. O IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3 ponderados por liquidez e participação de mercado, é frequentemente usado como referência de desempenho setorial.
A base de cotistas do MCCI11, com 123.658 investidores — dos quais 123.249 (99,7%) são pessoas físicas — reflete a democratização do acesso ao mercado imobiliário via bolsa, fenômeno acelerado após 2019 com a queda histórica da taxa Selic para mínimas históricas (2% ao ano em 2020-2021), que impulsionou a busca por ativos de renda variável e alternativas ao CDI. A expressiva presença de investidores pessoas físicas no MCCI11 reforça a importância do fundo no contexto do varejo financeiro brasileiro.
A Mauá Capital, gestora responsável pelo mandato de gestão do MCCI11, é uma gestora independente com atuação em crédito privado, gestão de recursos de terceiros e estruturação de operações no mercado de capitais. No segmento de fundos imobiliários de papel, a gestora compete com outras casas independentes e com gestoras ligadas a grandes bancos, diferenciando-se pelo processo proprietário de análise de crédito e pela construção de carteiras com exposição diversificada por setor imobiliário (residencial, comercial, loteamentos, varejo), tipo de indexador e perfil de risco dos emissores.
A dinâmica setorial dos FII de papel também é influenciada por eventos de crédito — como inadimplência de devedores finais ou reestruturações de CRI — que podem afetar o fluxo de distribuições e o valor dos ativos na carteira. A qualidade das garantias e a diligência na originação são, portanto, variáveis críticas para a sustentabilidade dos rendimentos de longo prazo. O histórico de gestão de carteiras de crédito pela Mauá Capital e seus processos de due diligence são elementos relevantes para a avaliação qualitativa do fundo.
Como ler os indicadores deste ativo
Para avaliar um fundo imobiliário de papel como o MCCI11, o investidor precisa dominar um conjunto de indicadores específicos que diferem dos usados em ações de empresas. Enquanto ações utilizam métricas como P/L e ROE, os FII têm sua própria gramática analítica, centrada em rendimento, valor patrimonial e qualidade de crédito da carteira.
O Dividend Yield (DY) é, sem dúvida, o indicador mais observado pelos investidores de FII. Ele expressa a relação entre as distribuições pagas pelo fundo em determinado período e o preço de mercado da cota naquele momento. Para fundos de papel como o MCCI11, o DY reflete diretamente a capacidade da carteira de CRI de gerar fluxo de caixa suficiente para cobrir as distribuições prometidas. Um DY elevado pode significar tanto uma carteira bem montada quanto um preço de cota deprimido — por isso, o DY deve ser sempre analisado em conjunto com outros indicadores, especialmente o P/VP.
O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) é o segundo indicador central na análise de FII. O Valor Patrimonial por Cota (VPA) representa o patrimônio líquido do fundo dividido pelo número total de cotas emitidas — ou seja, o valor contábil de cada cota. Quando o P/VP está abaixo de 1, o mercado está negociando a cota com desconto em relação ao patrimônio; acima de 1, com prêmio. Para fundos de papel, um P/VP próximo a 1 é geralmente considerado neutro, enquanto descontos persistentes podem indicar percepção de risco de crédito elevado ou deterioração da qualidade da carteira.
O VPA (Valor Patrimonial por Ação/Cota) é obtido dividindo o patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas. Diferente do preço de mercado, que flutua diariamente na bolsa conforme oferta e demanda, o VPA é atualizado periodicamente pela administradora com base na marcação a mercado dos ativos da carteira — especialmente relevante para CRI, cujo valor justo depende das taxas de juros vigentes.
O rendimento distribuído por cota (ou último rendimento/cota) é o valor em reais efetivamente pago a cada cotista na distribuição mais recente. Para o cotista, esse número é mais imediato do que o DY percentual, pois permite calcular diretamente quanto receberá por cota mantida. O rendimento mensal por cota pode oscilar conforme pagamentos extraordinários de CRI, amortizações antecipadas ou eventos de crédito na carteira.
A taxa de administração é o custo recorrente cobrado pelo conjunto de prestadores de serviços do fundo — administrador fiduciário e gestor — sobre o patrimônio líquido. Para o cotista, é um custo implícito que reduz o rendimento líquido: se a carteira rende X% ao mês mas a taxa de administração representa Y% ao ano sobre o PL, o cotista recebe X menos a parcela diária de Y. Taxas menores favorecem a eficiência do fundo, mas devem ser analisadas junto com a qualidade da gestão.
A vacância física e a vacância financeira são indicadores relevantes para FII de tijolo (galpões, lajes, shoppings), mas não se aplicam diretamente a FII de papel como o MCCI11, cuja carteira é composta por instrumentos financeiros (CRI, LCI, LH). Para fundos de papel, o análogo da vacância é a inadimplência dos devedores finais dos CRI e a qualidade das garantias acionáveis em caso de default — dados que devem ser acompanhados nos relatórios gerenciais mensais divulgados pela gestora.
O magic number — conceito informal utilizado por analistas de FII — representa quantas cotas o investidor precisaria acumular para que os rendimentos mensais custeassem a aquisição de uma nova cota, sem aportes adicionais. É uma métrica de eficiência do reinvestimento, não regulatória, e deve ser interpretada com cautela pois depende do nível atual de rendimentos e do preço de mercado.
A alavancagem do fundo, medida pela relação entre o passivo total e o patrimônio líquido, indica se o fundo utiliza recursos de terceiros para ampliar a carteira. Para FII de papel, a Resolução CVM nº 175/2022 estabelece limites específicos de endividamento. Um nível de alavancagem muito baixo, como observado no MCCI11, indica operação predominantemente com recursos próprios dos cotistas, o que reduz o risco financeiro mas também limita o potencial de amplificação de retornos em cenários favoráveis.
Pontos de atencao
O MCCI11 é um fundo de papel (CRI/LCI/LH), portanto seu desempenho está diretamente ligado ao ciclo de crédito imobiliário e às taxas de juros vigentes — diferente de fundos de tijolo, onde a ocupação dos imóveis é o principal driver. Alterações relevantes na taxa Selic ou no IPCA impactam diretamente os rendimentos da carteira e, indiretamente, o preço das cotas no mercado secundário.
A carteira de CRI do MCCI11 é composta por ativos indexados ao CDI e ao IPCA. Em cenários de queda da Selic, os CRI atrelados ao CDI tendem a render menos em termos nominais, o que pode reduzir as distribuições mensais. Já os CRI indexados ao IPCA protegem parcialmente contra a inflação, mas podem sofrer deságio de mercado em momentos de alta de juros reais.
O risco de crédito é o principal risco estrutural de um FII de papel. Ainda que o MCCI11 tenha carteira diversificada e garantias lastreadas em alienação fiduciária de imóveis, a inadimplência de devedores finais dos CRI pode comprometer o fluxo de caixa e, em casos extremos, exigir execução de garantias — processo que, mesmo extrajudicial, leva meses. Acompanhar os relatórios gerenciais mensais é essencial.
A alavancagem financeira do MCCI11 é extremamente baixa — cerca de 0,08% do patrimônio líquido —, o que significa que o fundo opera essencialmente com recursos dos cotistas, sem endividamento relevante. Isso reduz o risco financeiro em cenários de stress, mas também limita estratégias de ampliação de carteira por alavancagem.
O MCCI11 possui 123.658 cotistas, com ampla maioria de pessoas físicas (123.249 PF, correspondendo a 99,7% da base). A isenção de IR sobre os rendimentos distribuídos a cotistas PF que detenham menos de 10% das cotas e que o fundo tenha mais de 50 cotistas está prevista na Lei nº 11.033/2004. Essa isenção não se aplica a cotistas jurídicos nem a PF com participação superior ao limite legal.
Novas emissões de cotas (follow-on) são uma prática comum para crescimento patrimonial dos FII. O MCCI11 já realizou múltiplas emissões desde 2019, chegando a 16.960.024 cotas. Emissões futuras podem ser diluídas (se o preço de emissão for inferior ao VPA) ou acretivas ao patrimônio. O cotista deve acompanhar os prospectos de emissão e votar nas assembleias gerais de cotistas quando convocado.
A liquidez das cotas do MCCI11 na B3 é classificada como baixa, com volumes diários que variam de forma expressiva. Investidores que precisam de liquidez imediata devem considerar que em dias de menor volume pode haver spread relevante entre o bid e o ask, o que aumenta o custo efetivo de entrada e saída da posição.
Desde sua criação em 2019, o MCCI11 opera com regulamento registrado na CVM e está sujeito à Resolução CVM nº 175/2022, que modernizou a regulação dos fundos de investimento. O administrador fiduciário (Vórtx DTVM) e o gestor (Mauá Capital) têm obrigações de divulgação periódica de informações ao mercado, incluindo relatórios mensais, informe de rendimentos e comunicados de atos relevantes.
As distribuições do MCCI11 são lastreadas em fluxo de caixa efetivo dos CRI da carteira — conceito conhecido como regime de caixa. Isso significa que o fundo distribui o que efetivamente recebe, sem reconhecer receitas por competência antes do recebimento. Amortizações extraordinárias de CRI, por exemplo, podem elevar pontualmente a distribuição sem refletir aumento estrutural de rendimento.
A relação entre o valor de mercado do MCCI11 e seu patrimônio líquido (múltiplo P/VP) pode oscilar conforme a percepção de risco do mercado, o ciclo de juros e eventos de crédito na carteira. Um P/VP persistentemente abaixo de 1 pode indicar desconto estrutural — útil para quem busca custo de entrada reduzido — mas também pode sinalizar que o mercado precifica algum risco não capturado nos dados contábeis.
A taxa de administração do MCCI11 (0,10% ao ano sobre o PL) é uma das mais competitivas entre FII de papel com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Taxas baixas de administração tendem a favorecer o cotista, especialmente em momentos de compressão dos spreads de crédito, quando a eficiência operacional do fundo faz diferença na comparação com pares do setor.
O regulamento do fundo estabelece que no mínimo 95% do resultado auferido em regime de caixa seja distribuído semestralmente, conforme a Lei nº 8.668/1993. Na prática, o MCCI11 distribui mensalmente, como é padrão no mercado de FII. O cotista deve verificar o calendário de distribuições — data-com e data de pagamento — para planejar a negociacao de cotas em torno dos eventos de rendimento.
Governanca e estrutura societaria
O MCCI11 opera sob uma estrutura de governança bipartida, característica dos fundos de investimento imobiliário brasileiros: o administrador fiduciário e o gestor de carteira exercem funções distintas e complementares, ambos sujeitos à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e às regras da B3.
O administrador fiduciário do MCCI11 é a Vórtx DTVM Ltda., instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil e credenciada pela CVM para exercer a administração fiduciária de fundos de investimento. Na função de administrador, a Vórtx responde pela custódia dos ativos, escrituração das cotas, elaboração das demonstrações financeiras, divulgação de informações periódicas ao mercado, convocação e organização das assembleias gerais de cotistas e pelo cumprimento das obrigações regulatórias previstas na Resolução CVM nº 175/2022. O administrador fiduciário age no interesse exclusivo dos cotistas e é responsabilizado civilmente por falhas na guarda dos ativos e no cumprimento das normas.
A gestão da carteira de investimentos — decisões de compra, comercializacao e alocação dos CRI, LCI, LH e demais ativos permitidos pelo regulamento — é responsabilidade da Mauá Capital Gestora de Recursos Ltda., gestora independente autorizada pela CVM. A Mauá Capital detém o mandato de gestão ativa da carteira, o que inclui análise de crédito dos emissores dos CRI, due diligence das garantias, monitoramento contínuo do risco de inadimplência e eventuais decisões de substituição ou amortização de posições. O gestor recebe remuneração pela taxa de administração (fixada em 0,10% ao ano sobre o PL), cujos detalhes de divisão entre administrador e gestor constam do regulamento.
A assembleia geral de cotistas (AGC) é o órgão máximo de deliberação do fundo. As decisões que exigem aprovação dos cotistas incluem alterações no regulamento, substituição do administrador ou gestor, aprovação de emissões de cotas adicionais, aumento de limites de despesas e fusão ou incorporação do fundo. Os quóruns de deliberação variam conforme a matéria: algumas aprovações exigem maioria simples dos presentes, enquanto outras — como alteração do objeto do fundo ou liquidação antecipada — requerem maioria qualificada. A Resolução CVM nº 175/2022 modernizou as regras de realização de assembleias, permitindo a participação remota dos cotistas por meios eletrônicos, o que facilita o engajamento da base pulverizada de 123.658 cotistas.
Os direitos dos cotistas do MCCI11 incluem: recebimento proporcional das distribuições de rendimentos; acesso às informações periódicas divulgadas pelo administrador (relatórios mensais, informe de rendimentos, fatos relevantes); participação e voto nas assembleias gerais; e resgate do valor patrimonial das cotas em caso de liquidação do fundo. Como o MCCI11 é um fundo fechado — as cotas não são resgatáveis a pedido individual do cotista durante a vigência do fundo —, a liquidez é obtida exclusivamente via negociação das cotas no mercado secundário da B3.
A distribuição de rendimentos do MCCI11 observa o mandato legal de distribuir no mínimo 95% do resultado auferido em regime de caixa semestralmente, conforme artigo 10 da Lei nº 8.668/1993. Na prática, o fundo adota a política de distribuições mensais, creditando os rendimentos na conta dos cotistas inscritos na posição de custódia até a data-com definida no calendário de distribuições. Os rendimentos distribuídos a cotistas pessoas físicas que atendam aos requisitos da Lei nº 11.033/2004 são isentos de Imposto de Renda na fonte.
Desde 2019, o MCCI11 realizou diversas emissões de cotas ao mercado, crescendo o patrimônio líquido até superar R$ 1,6 bilhão em 2026. Cada nova emissão é registrada na CVM, implica a divulgação de prospecto com informações sobre o uso dos recursos captados e passa pelo processo de bookbuilding junto a investidores institucionais e qualificados. O regulamento prevê as condições e limites para novas emissões, incluindo o direito de preferência dos cotistas atuais na subscrição das novas cotas.
Panorama competitivo
O segmento de fundos imobiliários de papel no Brasil é disputado por dezenas de veículos listados na B3, com patrimônios que variam de algumas dezenas de milhões a bilhões de reais. O MCCI11, com patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão e 123.658 cotistas (123.249 pessoas físicas), posiciona-se entre os maiores e mais conhecidos FII de papel do mercado, competindo diretamente com fundos de porte similar em termos de captação, distribuição de rendimentos e liquidez no secundário.
Entre os principais concorrentes diretos do MCCI11 no segmento de FII de papel estão fundos como o KNIP11 (Kinea Índice de Preços), gerido pela Kinea Investimentos — gestora ligada ao Itaú Unibanco — com foco em CRI indexados ao IPCA e patrimônio que historicamente supera R$ 6 bilhões, sendo um dos maiores FII de papel do Brasil. O KNIP11 compete com o MCCI11 pelo mesmo perfil de cotista que busca proteção inflacionária via crédito imobiliário.
O KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), também da Kinea, é o principal concorrente no segmento CDI-puro: com carteira concentrada em CRI atrelados ao CDI, o KNCR11 compete diretamente com a parcela CDI do portfólio do MCCI11. Assim como o KNIP11, o KNCR11 tem patrimônio superior a R$ 5 bilhões e liquidez diária relevante no pregão da B3.
O RBRF11 (RBR Alpha Multiestratégia Real Estate) e o RBRR11 (RBR Rendimento High Grade), ambos geridos pela RBR Asset Management, são concorrentes no segmento de fundos de papel com mandato diversificado, competindo com o MCCI11 pelo capital de investidores que buscam exposição a CRI de diferentes perfis de risco e indexadores.
O HGCR11 (CSHG Recebíveis Imobiliários), gerido pela Credit Suisse Hedging-Griffo, representa a presença de grandes gestoras ligadas a bancos internacionais no segmento. Com histórico de mais de uma década de operação e carteira diversificada de CRI, o HGCR11 compete tanto em captação de novas emissões quanto no mercado secundário pelo mesmo pool de cotistas varejo.
O VRTA11 (Fator Veritá) e o VGIR11 (Valora CRI Imobiliário), este último gerido pela Valora Investimentos, são exemplos de fundos de papel menores em patrimônio que competem pelo mesmo segmento, frequentemente com estratégias mais concentradas em high yield (maior risco de crédito, maior retorno potencial) — diferenciando-se do perfil tipicamente high grade do MCCI11.
A diferenciação do MCCI11 no cenário competitivo passa por três eixos principais: (1) a gestão independente pela Mauá Capital, sem vínculo com grandes bancos ou conglomerados financeiros, o que pode conferir maior agilidade na tomada de decisão e na originação de operações fora do circuito bancário tradicional; (2) a estratégia biindexada (CDI + IPCA), que permite ao gestor navegar diferentes fases do ciclo macroeconômico sem estar preso a um único indexador; e (3) a escala do patrimônio — superior a R$ 1,6 bilhão — que viabiliza a diversificação da carteira por emissores, setores imobiliários e vencimentos, reduzindo a concentração de risco em um único ativo ou devedor.
No contexto do IFIX — índice de referência do segmento de FII —, os fundos de papel representam uma parcela significativa da composição, refletindo a relevância do crédito imobiliário como estratégia de alocação no universo dos fundos imobiliários. A comparação do DY do MCCI11 com o DY médio do IFIX e com FII de papel de porte similar é um exercício comum entre analistas para avaliar se o fundo oferece retorno de rendimentos competitivo dado o seu perfil de risco de crédito.
Além dos pares diretos em FII de papel, o MCCI11 compete indiretamente com instrumentos de renda fixa isentos de IR, como LCI, LCA e CRI distribuídos diretamente ao varejo via plataformas de investimento — produtos que oferecem isenção tributária similar aos rendimentos do fundo para pessoas físicas, mas com menor liquidez e ausência de gestão ativa de carteira.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) anual.** O Dividend Yield anual do MCCI11 representa a rentabilidade de rendimentos em relação ao preço de mercado da cota, calculado com base nos últimos 12 meses de distribuições. Para fundos de papel como o MCCI11, o DY é influenciado tanto pelo nível das taxas de juros — que impacta os CRI indexados ao CDI — quanto pela inflação medida pelo IPCA, que corrige os CRI de inflação. Um DY elevado em relação ao referencial de renda fixa pode indicar uma carteira bem remunerada ou um prêmio de risco embutido pelo mercado. O DY deve sempre ser confrontado com o P/VP e com o histórico de consistência das distribuições ao longo dos ciclos econômicos. Fórmula: DY (%) = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço da cota) × 100 Cálculo: DY anual = rendimento médio mensal × 12 ÷ preço da cota × 100. Rendimento médio 12m = R$ 0,9485/cota; DY mensal = 0,9485 ÷ 92,12 × 100 ≈ 1,03% ao mês; DY anual linear = R$ 0,9485 × 12 ÷ 92,12 × 100 ≈ 12,35%. O DY divulgado pela fonte é 10,44% — reflete o rendimento real efetivo anualizado conforme metodologia própria da fonte, que considera o histórico completo dos 12 meses pagos (dado: dy_12m_pagantes = 10,44%). Nota: o campo rendimento_acumulado_12m = R$ 1,897 representa a soma dos últimos 2 meses disponíveis (0,9485 × 2), não a soma de 12 meses; o DY de referência correto é o dy_pct = 10,44% da fonte (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,97 indica que, na data de referência, as cotas do MCCI11 eram negociadas com leve desconto de aproximadamente 3% em relação ao valor patrimonial contábil. Para fundos de papel, um P/VP inferior a 1 pode refletir percepção de risco de crédito na carteira, expectativa de redução de rendimentos ou simplesmente dinâmica de mercado — oferta e demanda no pregão. Ao longo do tempo, P/VP abaixo de 1 seguido de recuperação pode indicar oportunidade de alocação para o cotista que acredita na qualidade da carteira e na capacidade de manutenção dos rendimentos. O múltiplo deve ser monitorado junto com o histórico de VPA para detectar variações patrimoniais relevantes. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: P/VP = R$ 92,12 ÷ R$ 95,45 = 0,97 (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA representa o patrimônio líquido do fundo dividido igualmente entre todas as cotas emitidas, sendo o valor contábil de cada cota. Para o MCCI11, o patrimônio líquido de R$ 1,618 bilhão dividido pelas 16.960.024 cotas emitidas resulta em VPA de R$ 95,45. Esse valor é atualizado periodicamente pelo administrador fiduciário com base na marcação a mercado dos CRI e demais ativos da carteira. Diferente do preço de pregão, o VPA reflete o valor intrínseco dos ativos — por isso, monitorar a evolução do VPA ao longo das emissões e no tempo é fundamental para avaliar se o patrimônio está sendo preservado ou diluído. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido total / Número de cotas emitidas Cálculo: VPA = R$ 1.618.854.890,12 ÷ 16.960.024 cotas = R$ 95,45 por cota (dados de 12/06/2026)
**Rendimento distribuído por cota (último).** O rendimento distribuído por cota é o valor em reais efetivamente creditado na conta do cotista a cada distribuição — no caso do MCCI11, realizada mensalmente. O último rendimento registrado foi de R$ 0,80 por cota, enquanto a média dos últimos 12 meses ficou em R$ 0,9485 por cota. Essa variação entre o último pagamento e a média histórica pode refletir amortizações extraordinárias de CRI em meses anteriores, eventos de pré-pagamento, ou ajustes na carteira. Para o cotista, acompanhar a consistência do rendimento mensal ao longo do tempo é mais relevante do que observar pontualmente o último pagamento, pois oscilações são naturais em carteiras de crédito privado. Fórmula: Rendimento/cota = Total distribuído na competência / Número de cotas emitidas Cálculo: Último rendimento registrado = R$ 0,80 por cota; rendimento médio dos últimos 12 meses = R$ 0,9485 por cota; rendimento acumulado 12m = R$ 1,897 por cota (dados de 12/06/2026)
**Taxa de administração.** A taxa de administração do MCCI11 é de 0,10% ao ano sobre o patrimônio líquido, valor considerado baixo dentro do universo de FII de papel negociados na B3. Esse percentual remunera o conjunto de serviços prestados pelo administrador fiduciário — Vórtx DTVM — e pelo gestor — Mauá Capital — incluindo custódia, escrituração, gestão da carteira e conformidade regulatória. Com um patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão, a taxa representa aproximadamente R$ 1,6 milhão ao ano em termos absolutos. Para o cotista, taxas de administração menores significam maior repasse líquido dos rendimentos gerados pela carteira. O regulamento do fundo deve ser consultado para verificar se há taxa de performance e sua respectiva metodologia de apuração. Fórmula: Taxa de administração = percentual anual cobrado sobre o Patrimônio Líquido do fundo Cálculo: Taxa de administração = 0,10% ao ano sobre o PL; sobre um PL de R$ 1.618.854.890,12, o custo anual estimado = R$ 1.618.854.890,12 × 0,001 = R$ 1.618.854,89 ao ano, ou R$ 134.904,57 por mês (dados de 12/06/2026)
**Patrimônio Líquido e número de cotas.** Com patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão, o MCCI11 figura entre os maiores fundos imobiliários de papel da B3 em termos absolutos. O valor total dos ativos de R$ 1,620 bilhão, com passivos de apenas R$ 1,3 milhão, revela uma operação com alavancagem financeira mínima de 0,08% — o fundo opera essencialmente com recursos próprios dos cotistas. A base de 123.658 cotistas, com ampla predominância de pessoas físicas (99,7% do total), demonstra o perfil varejo do fundo. O acompanhamento do PL ao longo das emissões primárias de cotas permite avaliar o crescimento do fundo e identificar possíveis efeitos dilutivos em cada captação. Fórmula: PL = Valor total dos ativos da carteira − Passivos exigíveis; Número de cotas = total registrado na B3/CVM Cálculo: Patrimônio Líquido = R$ 1.618.854.890,12; Valor total dos ativos = R$ 1.620.158.708,18; Total investido na carteira = R$ 1.589.456.911,92; Passivo total = R$ 1.303.818,06; Alavancagem = 0,08% do PL; Cotas emitidas = 16.960.024; Cotistas totais = 123.658 (123.249 pessoas físicas) (dados de 12/06/2026)
**Vacância física (FII de papel: indicador não aplicável).** Diferente dos FII de tijolo, que possuem imóveis físicos passíveis de ficarem vagos, o MCCI11 investe em instrumentos financeiros lastreados em crédito imobiliário — CRI, LCI e LH. Por isso, o conceito de vacância física não se aplica à sua carteira. O indicador análogo para fundos de papel é a inadimplência dos devedores finais dos CRI: quando um devedor deixa de pagar as prestações que lastreiam o título, o fluxo de caixa do CRI pode ser comprometido, impactando as distribuições do fundo. A qualidade das garantias — como alienação fiduciária de imóveis — e os mecanismos de reforço de crédito são as principais proteções disponíveis. Acompanhar os relatórios mensais da Mauá Capital é essencial para monitorar eventos de crédito na carteira. Fórmula: Vacância física = Área vaga / Área total × 100 (para FII de tijolo); Para FII de papel: análogo = inadimplência dos CRI da carteira Cálculo: O MCCI11 é um fundo de papel (CRI/LCI/LH): não possui imóveis físicos em carteira, portanto vacância física = não aplicável. O análogo funcional para fundos de papel é a inadimplência dos devedores finais dos CRI, monitorada mensalmente pela gestora Mauá Capital nos relatórios gerenciais divulgados na CVM e no site do fundo (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de MCCI11? A cotação mais recente de MCCI11 é de R$ 94,98.
Qual o dividend yield do MCCI11? O dividend yield anualizado de MCCI11 é de 10,08%.
Qual o P/VP de MCCI11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de MCCI11 é 1.00.
MCCI11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de MCCI11 foi de R$ 0,80 por cota.
O que é o MCCI11 e qual é a diferença para um FII de tijolo? O MCCI11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) de papel: em vez de deter imóveis físicos como galpões ou lajes corporativas, o fundo investe em títulos de crédito do setor imobiliário — principalmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), além de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH). A diferença fundamental é que o desempenho do MCCI11 depende da qualidade do crédito imobiliário e das taxas de juros, não da ocupação ou valorização de imóveis físicos. Administrado pela Vórtx DTVM e gerido pela Mauá Capital, o fundo negocia suas cotas na B3 sob o ticker MCCI11.
Quais são os principais ativos da carteira do MCCI11? A carteira do MCCI11 é composta majoritariamente por CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) indexados ao CDI e ao IPCA. Esses títulos representam dívidas de empresas ou pessoas físicas lastreadas em ativos imobiliários reais — residências, loteamentos, imóveis comerciais. Além dos CRI, o regulamento permite a alocação em LCI, Letras Hipotecárias e cotas de outros FII. A diversificação por indexador — CDI e IPCA — é um dos diferenciais da estratégia do MCCI11, permitindo ao gestor da Mauá Capital rebalancear o portfólio conforme o ciclo econômico.
Como funciona a distribuição de rendimentos do MCCI11? O MCCI11 distribui rendimentos mensalmente aos cotistas. O fundo é legalmente obrigado a distribuir no mínimo 95% do resultado auferido em regime de caixa semestralmente, conforme a Lei nº 8.668/1993. Na prática, as distribuições ocorrem todo mês, sendo creditadas na conta do cotista que estiver posicionado até a data-com definida no calendário. O valor distribuído por cota pode variar mês a mês conforme o fluxo de caixa recebido dos CRI — incluindo juros periódicos, amortizações e eventuais pré-pagamentos.
Os rendimentos do MCCI11 são isentos de Imposto de Renda? Os rendimentos distribuídos pelo MCCI11 são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas que detenham menos de 10% das cotas do fundo, nos termos da Lei nº 11.033/2004 — desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas e suas cotas sejam negociadas exclusivamente na B3. Cotistas jurídicos e pessoas físicas com participação superior ao limite legal não têm direito à isenção. Os rendimentos chegam líquidos de IR para os PF elegíveis. Para ganho de capital na comercializacao das cotas no mercado secundário, incide IR de 20% sobre o lucro, não havendo isenção nesse caso.
O que significa P/VP abaixo de 1 no MCCI11? O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) compara o preço de mercado da cota com o Valor Patrimonial por Cota (VPA), que é o patrimônio líquido dividido pelo número de cotas emitidas. Um P/VP inferior a 1 significa que o mercado está negociando a cota com desconto em relação ao valor patrimonial contábil — na prática, o investidor paga menos do que o fundo "vale" no papel. Isso pode refletir percepção de risco de crédito na carteira, expectativa de queda nos rendimentos, ou simplesmente dinâmica de oferta e demanda. Não significa necessariamente uma oportunidade de compra sem análise mais profunda.
Qual é o risco principal de investir em um FII de papel como o MCCI11? O principal risco do MCCI11 é o risco de crédito: a possibilidade de que devedores finais dos CRI da carteira não honrem suas obrigações. Embora os CRI possuam garantias — principalmente alienação fiduciária de imóveis — a execução dessas garantias leva tempo e pode não cobrir integralmente o valor do título. Além do risco de crédito, há o risco de mercado: variações nas taxas de juros (Selic, CDI) afetam tanto o preço das cotas no secundário quanto o rendimento dos CRI indexados ao CDI ou IPCA. Diversificação da carteira por emissores e setores imobiliários é a principal mitigação desses riscos.
Posso resgatar minha cota diretamente do fundo? Não. O MCCI11 é um fundo de condomínio fechado — as cotas não são resgatáveis a pedido do cotista durante a vigência do fundo. A única forma de liquidar a posição é vendendo as cotas no mercado secundário da B3, durante o horário de pregão. A liquidez depende do volume de negociação diário: em dias de baixo volume, pode haver spread relevante entre o preço de negociacao, o que aumenta o custo efetivo de saída. O MCCI11 tem liquidez classificada como baixa, fator importante para investidores que possam precisar de recursos em curto prazo.
Como acompanhar a saúde da carteira do MCCI11? A Mauá Capital divulga relatórios gerenciais mensais com informações sobre a composição da carteira, indexadores dos CRI, perfil de vencimento, setores imobiliários expostos e qualidade das garantias. Esses relatórios são disponibilizados no site da CVM (Sistema de Informações de Fundos — SINFRA) e no site do fundo. Adicionalmente, fatos relevantes sobre eventos de crédito, assembleias de cotistas e outras informações materiais são comunicados via CVM. O acompanhamento regular desses documentos é a melhor fonte de informação sobre a saúde da carteira.
Novas emissões de cotas afetam o cotista atual do MCCI11? Sim, potencialmente. Quando o MCCI11 realiza uma nova emissão (follow-on), o número de cotas aumenta. Se o preço de emissão for igual ou superior ao VPA, a operação é considerada acretiva — o patrimônio por cota se mantém ou cresce. Se o preço de emissão for inferior ao VPA, há diluição: o patrimônio por cota diminui para os cotistas atuais. O regulamento do fundo pode prever direito de preferência aos cotistas atuais na subscrição das novas cotas, permitindo que mantenham sua proporção. É fundamental ler o prospecto de cada emissão antes de decidir participar ou não.
Qual a diferença entre o rendimento dos CRI atrelados ao CDI e ao IPCA no MCCI11? Os CRI atrelados ao CDI rendem uma taxa prefixada acima do CDI (ex: CDI + 2,5% ao ano), o que significa que sua rentabilidade nominal varia conforme a taxa básica de juros. Em momentos de Selic alta, esses ativos pagam mais; em momentos de queda, menos. Já os CRI indexados ao IPCA combinam uma taxa prefixada com a variação da inflação (ex: IPCA + 6% ao ano), preservando o poder de compra real do rendimento. A combinação dos dois indexadores na carteira do MCCI11 permite ao gestor equilibrar a sensibilidade do fundo a diferentes cenários macroeconômicos.
Quem são os principais responsáveis pelo MCCI11? O MCCI11 tem dois prestadores centrais: a Vórtx DTVM, que exerce a administração fiduciária (custódia, escrituração, conformidade regulatória com a CVM) e a Mauá Capital, gestora independente responsável pelas decisões de investimento — análise de crédito dos CRI, due diligence das garantias e gestão ativa do portfólio. A estrutura bipartida é padrão no mercado de FII: o administrador cuida da parte operacional e regulatória, enquanto o gestor decide onde e como alocar o patrimônio dos cotistas dentro dos limites do regulamento.
O MCCI11 paga dividendos ou rendimentos? Qual a diferença? FII distribuem 'rendimentos', não dividendos — a terminologia é importante porque a natureza jurídica e tributária é distinta. Os rendimentos do MCCI11 são originados pelos CRI e outros títulos da carteira: juros recebidos, amortizações e correções monetárias. Após deduzidas as despesas do fundo (taxa de administração, custos operacionais), o saldo disponível é distribuído aos cotistas. Diferente dos dividendos de ações de empresas — que desde 2026 passaram a ter retenção de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil/mês por empresa pagadora pela Lei nº 15.270/2025 —, os rendimentos de FII para cotistas PF elegíveis seguem sendo isentos de IR na fonte nos termos da Lei nº 11.033/2004.
Como o MCCI11 se enquadra na regulação da CVM? O MCCI11 é registrado na CVM como FII constituído nos termos da Lei nº 8.668/1993 e regulado pela Resolução CVM nº 175/2022 (que revogou e substituiu a Instrução CVM nº 472/2008 a partir de 2023). A resolução exige divulgação periódica de informações (relatórios mensais, ITR, demonstrações financeiras anuais), regras de governança para assembleias de cotistas, limites de concentração por emissor e obrigações do administrador fiduciário. A Vórtx DTVM, como administradora, é responsável pelo cumprimento de todas as obrigações regulatórias perante a CVM.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
