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KIVO11 — KILIMA VOLKANO RECEBIVEIS IMOBILIARIOS FII

Cotação, indicadores e dados históricos de KIVO11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 58,90
P/VP
0,70
Dividend Yield (12m)
18,79%

Setor

Títulos e Valores Mobiliários

Desempenho recente

No período de 6m, KIVO11 apresentou variação de -9,95% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, KIVO11 oscilou entre R$ 57,01 a R$ 71,50. Média de R$ 63,16 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 18,79%. DY atípico (≥15%) — exige análise individual do fundo; pode refletir rendimento extraordinário ou cota defasada.

P/VP

P/VP: 0.70.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 84,39. Patrimônio líquido: R$ 187,6M. Valor de mercado: R$ 130,9M. Cotas emitidas: 2.222.736. Número de cotistas: 7.247. Taxa de administração: 0,78%. Idade do fundo: 4,6 anos. Administrador: BRL TRUST DTVM S.A.. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 42.273.325/0001-98. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de KIVO11 é de 18,79%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,80 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de KIVO11 em 0.70 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 18,79% ante mediana do setor de 13,44%.

O KIVO11 (Kilima Volkano Recebíveis Imobiliários FII) é um fundo imobiliário da categoria de recebíveis (papel), listado na B3 e destinado a investidores em geral. Investe principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e outros instrumentos de crédito lastreados no setor imobiliário, distribuindo rendimentos mensais gerados pelos cupons e amortizações da carteira. Com patrimônio líquido próximo de R$ 190 milhões e cerca de 7.365 cotistas, o fundo opera com baixíssima alavancagem e sem exposição a imóveis físicos. A liquidez das cotas no mercado secundário é classificada como baixa, o que exige atenção ao horizonte de investimento. Regulamentado pela Resolução CVM 175/2022, o fundo segue o regime de distribuição mínima de 95% do resultado caixa semestral, com pagamentos realizados mensalmente aos cotistas.

Sobre KILIMA VOLKANO RECEBIVEIS IMOBILIARIOS FII

O Kilima Volkano Recebíveis Imobiliários FII — negociado na B3 sob o ticker KIVO11 — é um fundo de investimento imobiliário da classe de recebíveis, popularmente chamado de "FII de papel". Em vez de adquirir imóveis físicos para renda de aluguel, o KIVO11 aloca seus recursos predominantemente em instrumentos de crédito lastreados no mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs) e cotas de outros FIIs ou fundos de desenvolvimento imobiliário, conforme permitido pela legislação vigente.

Constituído há aproximadamente quatro anos e meio, o fundo é classificado pela CVM como destinado a investidores em geral, o que significa que qualquer pessoa física ou jurídica com conta em corretora habilitada pode adquirir suas cotas no mercado secundário da B3. Seu regulamento enquadra-se na Resolução CVM n.º 175/2022, que modernizou o arcabouço regulatório dos fundos de investimento no Brasil, unificando normas antes dispersas em diversas instruções e elevando os padrões de transparência e governança.

A estratégia central do KIVO11 consiste em selecionar recebíveis imobiliários que ofereçam remuneração atrelada a índices de inflação — tipicamente IPCA ou IGP-M — acrescida de spread de crédito, ou a taxas pós-fixadas referenciadas ao CDI. Essa abordagem posiciona o fundo como um veículo voltado à preservação do poder de compra dos cotistas ao longo do tempo, com distribuições mensais de rendimentos oriundas principalmente dos cupons e amortizações de principal recebidos pela carteira de crédito.

Com um patrimônio líquido próximo de R$ 190 milhões e uma base de aproximadamente 7.365 cotistas, o KIVO11 ocupa o segmento de fundos imobiliários de porte médio no mercado brasileiro. A liquidez das cotas no mercado secundário é classificada como baixa, característica comum a fundos com menor capitalização e volume médio diário de negociações reduzido. Esse perfil de liquidez é um fator estrutural relevante que os cotistas devem considerar ao definir horizontes de investimento e necessidades de resgate.

O fundo distribui rendimentos mensalmente, em consonância com a prática predominante no mercado de FIIs brasileiros. A distribuição é realizada em dinheiro diretamente na conta do cotista cadastrada na instituição custodiante, sem necessidade de solicitação adicional. Para pessoas físicas, os rendimentos de FIIs que atendem aos requisitos da legislação tributária vigente são isentos de Imposto de Renda na fonte e na declaração, desde que o cotista possua menos de 10% das cotas do fundo e o fundo possua ao menos 50 cotistas e tenha suas cotas negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. Já o ganho de capital eventualmente auferido na comercializacao das cotas é tributado à alíquota de 20% para pessoas físicas.

A denominação "Kilima Volkano" reflete a identidade de marca da gestora responsável pela carteira, enquanto "Recebíveis Imobiliários" delimita com precisão a estratégia do portfólio. A combinação de crédito imobiliário estruturado com gestão ativa de duration e spread é o diferencial declarado do produto, buscando equilibrar rentabilidade e preservação de capital dentro do universo de renda variável imobiliária.

Contexto de negocio e setor

O mercado brasileiro de Fundos de Investimento Imobiliário de recebíveis (FIIs de papel) surgiu como alternativa estruturada para investidores que buscam exposição ao setor imobiliário com menor correlação com a variação física de preços de ativos reais. Enquanto os FIIs de tijolo dependem da ocupação, renovação de contratos e precificação de imóveis, os FIIs de papel obtêm suas receitas dos fluxos de caixa contratados nos instrumentos de crédito que compõem sua carteira — tipicamente CRIs, LCIs e cotas de FIIs.

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é o principal ativo dessa categoria. Emitido por securitizadoras reguladas pela CVM, o CRI representa a cessão de fluxos de recebíveis originados em operações imobiliárias — seja financiamento de unidades residenciais, locações comerciais de longo prazo, contratos built-to-suit ou projetos de loteamento. A remuneração pode ser prefixada, atrelada ao IPCA, ao IGP-M ou ao CDI, com prazo de vencimento que varia de alguns meses a mais de 15 anos. A estrutura de garantias do CRI é determinante para a precificação do spread de crédito: imóveis em alienação fiduciária, cessão fiduciária de recebíveis, fiança corporativa e cobertura de seguros são os mecanismos mais comuns de mitigação de risco.

O ambiente macroeconômico impacta diretamente a dinâmica de um FII de recebíveis. Em ciclos de alta da taxa Selic e do IPCA, os CRIs com remuneração pós-fixada ou indexada à inflação tendem a entregar rendimentos nominais mais elevados, o que frequentemente eleva o Dividend Yield (DY) observado do fundo. Por outro lado, em cenários de queda de juros, a pressão se dá sobre as novas alocações — a gestora precisa reinvestir recursos em taxas menores, comprimindo o spread ao longo do tempo. Essa dinâmica explica por que o P/VP de muitos FIIs de papel oscila em função do ciclo de juros: quando o mercado antecipa queda de taxas, o preço da cota tende a subir em relação ao VPA; quando antecipa alta, ocorre o contrário.

O KIVO11 opera nesse contexto com uma carteira concentrada em recebíveis imobiliários, buscando diversificação entre indexadores, setores originadores (residencial, comercial, logístico) e cedentes. A seletividade no processo de análise de crédito é essencial para evitar inadimplência dos devedores, que afetaria diretamente a distribuição de rendimentos e eventualmente o valor patrimonial do fundo.

Um aspecto estrutural relevante do KIVO11 é seu nível de alavancagem baixo: a relação entre passivo e ativo total situa-se próxima de 1,35%, o que indica que o fundo opera praticamente sem dívida, dependendo essencialmente do capital dos cotistas para suas alocações. Essa característica reduz o risco de crédito estrutural do próprio fundo — embora não elimine o risco de inadimplência dos devedores dos CRIs e demais ativos da carteira.

A base de cotistas — cerca de 7.365 investidores — é relativamente concentrada para um FII listado na B3, o que se reflete na liquidez diária reduzida das cotas. Para o cotista de longo prazo, essa característica é secundária; para quem precisa de flexibilidade para sair da posição em curto prazo, representa um risco relevante de impacto de mercado na saída.

O histórico de distribuições do KIVO11, embora ainda limitado pelos pouco mais de quatro anos de existência do fundo, evidencia um padrão de rendimentos mensais consistentes, refletindo a regularidade dos fluxos de caixa contratuais da carteira de recebíveis. A previsibilidade dessas distribuições é uma das características mais valorizadas pelo investidor de renda variável imobiliária, que utiliza o fundo como componente de geração de renda passiva em seu portfólio.

Como ler os indicadores deste ativo

Para analisar um FII de recebíveis como o KIVO11, é fundamental entender os indicadores que medem a rentabilidade distribuída, a relação entre preço de mercado e valor patrimonial, a eficiência da gestão e os riscos implícitos na carteira. Os indicadores apresentados a seguir foram calculados com dados reais do fundo e permitem uma leitura estruturada do seu perfil de risco e retorno.

O Dividend Yield (DY) é o indicador de rentabilidade mais utilizado no universo dos FIIs. Ele expressa, em percentual anual, a relação entre os rendimentos distribuídos pelo fundo e o preço de mercado da cota. Um DY elevado pode indicar tanto um portfólio produtivo quanto um preço de cota deprimido — por isso ele deve sempre ser interpretado em conjunto com o P/VP e a análise qualitativa da carteira. DYs muito acima da média do mercado merecem escrutínio adicional: podem refletir distribuições não recorrentes (comercializacao de ativos, reversão de provisões) ou um desconto acentuado no mercado secundário.

O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) compara a cotação negociada no mercado secundário com o Valor Patrimonial por Ação (VPA), que é calculado dividindo-se o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Um P/VP abaixo de 1,0 significa que o mercado está precificando as cotas com desconto em relação ao valor contábil dos ativos do fundo. Para FIIs de papel, esse desconto pode refletir incerteza sobre a qualidade dos recebíveis, baixa liquidez das cotas ou expectativas negativas sobre o ciclo de juros. Um P/VP acima de 1,0, por sua vez, indica que os investidores estão dispostos a pagar um prêmio, geralmente associado à qualidade percebida da gestão ou ao histórico consistente de distribuições.

O Valor Patrimonial por Ação (VPA) representa quanto cada cota vale contabilmente, com base no balanço do fundo. Para FIIs de papel, o VPA é influenciado pela marcação a mercado dos CRIs e demais ativos da carteira — variações nos índices de inflação, nas taxas de juros e no risco de crédito dos devedores impactam diretamente esse número. O VPA é atualizado periodicamente pelo administrador fiduciário, conforme as regras de avaliação definidas pela CVM.

A vacância física, aplicável principalmente a FIIs de tijolo, mede a proporção de área não locada em relação à área bruta locável total. Para FIIs de recebíveis como o KIVO11, esse indicador não é diretamente aplicável, pois o fundo não detém imóveis físicos — o conceito equivalente é a inadimplência dos devedores dos recebíveis, que afeta o fluxo de caixa da carteira.

O rendimento por cota (último rendimento distribuído) e o rendimento médio dos últimos 12 meses são indicadores operacionais que mostram a efetividade da carteira em gerar caixa para distribuição. Eles devem ser analisados em conjunto com o DY para identificar tendências de aceleração ou desaceleração da rentabilidade distribuída.

A taxa de administração representa o custo anual cobrado pelo administrador fiduciário e/ou gestor para operar o fundo. Ela incide sobre o patrimônio líquido e é deduzida antes da distribuição de rendimentos. Uma taxa de administração mais baixa beneficia diretamente o cotista, pois reduz o custo total de carregamento da posição. No entanto, a qualidade e a experiência da equipe de gestão também devem ser ponderadas — uma gestão ativa de alta qualidade pode justificar taxas ligeiramente superiores se entregar alfa consistente.

Pontos de atencao

Liquidez reduzida no mercado secundário: o KIVO11 registra volumes médios diários de negociação baixos na B3 (cerca de 525 cotas negociadas em 12/06/2026), o que pode dificultar a saída da posição sem impacto relevante no preço, especialmente em volumes maiores que a média do mercado.

Desconto expressivo em relação ao VPA: o P/VP de 0,69 indica que as cotas são negociadas com desconto de aproximadamente 31% sobre o valor patrimonial de R$ 85,48 por cota. Esse nível de desconto, embora comum em momentos de stress de mercado, é elevado e merece investigação sobre suas causas específicas.

DY atípico sinalizado: o sistema de dados classifica o Dividend Yield de 19,23% ao ano como atípico (dy_atipico=true), o que pode indicar que parte das distribuições tem origem em eventos não recorrentes, como comercializacao de ativos ou reversão de provisões, e não apenas nos cupons regulares dos recebíveis.

Base de cotistas concentrada: com aproximadamente 7.365 cotistas e patrimônio líquido de R$ 190 milhões, o fundo tem uma base relativamente pequena para seu porte, o que pode amplificar movimentos de resgate e aumentar a volatilidade do preço no mercado secundário em momentos de saída concentrada.

Fundo jovem com histórico limitado: com aproximadamente 4,5 anos de existência (magic number 69), o KIVO11 ainda acumula um histórico de ciclos econômicos limitado. Dados de desempenho em períodos de stress de crédito severo ou de alta inflação prolongada são insuficientes para avaliação estatística robusta.

Risco de crédito da carteira de recebíveis: como FII de papel, a principal fonte de risco do KIVO11 é a inadimplência dos devedores dos CRIs e demais recebíveis da carteira. A ausência de dados publicados sobre inadimplência nos dados disponíveis exige que o cotista consulte os relatórios gerenciais mensais do fundo.

Carteira concentrada em ativos financeiros, sem imóveis físicos: diferentemente de FIIs de tijolo, o KIVO11 não possui imóveis físicos como lastro patrimonial tangível. Em caso de deterioração do mercado de crédito imobiliário, toda a carteira pode ser afetada simultaneamente, sem a âncora de ativos reais para mitigar perdas.

Exposição a indexadores de inflação e juros: a remuneração dos recebíveis da carteira está vinculada a índices como IPCA, IGP-M ou CDI. Mudanças abruptas no ambiente macroeconômico afetam tanto o rendimento distribuído quanto o VPA, que é marcado a mercado conforme as taxas de desconto dos ativos.

Valor de mercado abaixo do patrimônio: o valor de mercado total das cotas (market cap de R$ 130,3 milhões) é inferior ao patrimônio líquido do fundo (R$ 190 milhões), diferença de cerca de R$ 59,7 milhões. Esse gap reflete o desconto do P/VP e implica que quem adquire cotas no mercado secundário está obtendo acesso a um portfólio contábil maior do que o preço pago sugere.

Alavancagem residual baixa mas presente: o passivo de R$ 2,6 milhões representa 1,33% do ativo total, nível muito baixo. Ainda assim, obrigações do fundo precisam ser monitoradas nos relatórios trimestrais, pois podem incluir taxas a pagar, provisionamentos e obrigações com prestadores de serviços.

Regra tributária de dividendos para ações não se aplica a FIIs: os rendimentos mensais de FIIs como o KIVO11, quando distribuídos a pessoas físicas que atendam aos critérios legais, são isentos de IR na fonte conforme a legislação vigente de FIIs. Essa regra difere da tributação de dividendos de empresas S.A., que a partir de 2026 passou a ter retenção de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil mensais por empresa (Lei 15.270/2025). Os ganhos de capital na comercializacao de cotas de FII são tributados à alíquota de 20%.

Ausência de dados de vacância e inadimplência nos relatórios públicos disponíveis: os dados estruturados do fundo não reportam vacância financeira, inadimplência da carteira ou cap rate, o que obriga o investidor a consultar os relatórios gerenciais mensais divulgados pelo administrador para obter uma visão completa da saúde da carteira.

Governanca e estrutura societaria

O KIVO11 é estruturado como um fundo de investimento imobiliário fechado, regido pela Resolução CVM n.º 175/2022 e sua normativa complementar. Essa resolução, que unificou e modernizou o marco regulatório dos fundos de investimento no Brasil, estabelece as bases para a estrutura de governança, os direitos dos cotistas, as obrigações dos prestadores de serviços e os procedimentos de convocação e deliberação em assembleia.

O fundo possui dois prestadores de serviços essenciais na estrutura de governança: o administrador fiduciário e o gestor de carteira. O administrador fiduciário é responsável pela constituição, a operação e a representação legal do fundo perante a CVM e o mercado. Cabe a ele manter o registro atualizado na autarquia, controlar os ativos e passivos do fundo, elaborar os demonstrativos financeiros, contratar os prestadores de serviços (incluindo o gestor, o custodiante e o auditor independente) e convocar assembleias de cotistas. O gestor de carteira, por sua vez, é o responsável pelas decisões de alocação dos recursos — seleção dos CRIs e demais ativos, gestão do prazo e duration da carteira, monitoramento de crédito e desinvestimento quando necessário.

A taxa de administração de 0,79% ao ano, conforme registrado nos dados do fundo, remunera as atividades do administrador e/ou do gestor sobre o patrimônio líquido médio. Esse percentual é deduzido diretamente do patrimônio antes do cálculo dos rendimentos a distribuir, impactando o DY efetivamente entregue aos cotistas.

As deliberações relevantes do KIVO11 são tomadas em Assembleia Geral de Cotistas (AGC), que pode ser ordinária (obrigatória anualmente, para aprovação das demonstrações financeiras) ou extraordinária (convocada sempre que necessário). A convocação deve ser realizada com antecedência mínima estabelecida pelo regulamento, por meio de comunicado aos cotistas e publicação no sistema eletrônico da CVM. Os quóruns de deliberação variam conforme a matéria: alterações do regulamento que impliquem aumento de taxa ou mudança de estratégia exigem aprovação de maioria qualificada; outras matérias podem ser aprovadas por maioria simples dos presentes.

A distribuição de rendimentos do KIVO11 segue a regra geral dos FIIs: fundos fechados devem distribuir ao menos 95% do resultado caixa semestral apurado com base no regime de caixa, conforme exige a legislação tributária (Lei n.º 8.668/1993 e posteriores alterações). Na prática, a maioria dos FIIs de recebíveis distribui mensalmente, antecipando o resultado antes do fechamento semestral. Esse modelo de distribuição frequente é um dos atrativos estruturais do produto para investidores de renda.

Os direitos do cotista incluem: receber rendimentos proporcionalmente ao número de cotas detidas; participar e votar nas assembleias; receber as demonstrações financeiras e os relatórios gerenciais periódicos; e, em caso de liquidação do fundo, receber sua parcela do patrimônio remanescente após o pagamento de todas as obrigações. O cotista não possui responsabilidade pessoal pelas obrigações do fundo além do capital investido, preservando a segregação patrimonial característica da estrutura de fundo fechado.

O histórico de emissões do KIVO11 ao longo de seus aproximadamente 4,5 anos de existência resulta no total atual de 2.222.736 cotas emitidas. Eventuais novas emissões (ofertas subsequentes) precisam ser aprovadas em assembleia e registradas na CVM, podendo diluir os cotistas atuais caso o preço de emissão fique abaixo do VPA vigente. Por ser um fundo fechado, não há resgate direto — a saída do investidor se dá exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3.

Panorama competitivo

O mercado de FIIs de recebíveis (papel) brasileiro é um dos segmentos mais dinâmicos da indústria de fundos imobiliários listados no Ifix, índice que concentra os principais fundos de investimento imobiliário da B3. Dentro desse universo, o KIVO11 compete por alocação de capital com fundos de diferentes portes, gestoras e estratégias de crédito.

Entre os grandes FIIs de recebíveis por patrimônio, destacam-se nomes consolidados como o MXRF11 (Maxi Renda FII, Kinea), com patrimônio na faixa de R$ 3 bilhões e liquidez diária elevada; o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), focado em CRIs atrelados ao CDI; o HGCR11 (CSHG Recebíveis Imobiliários, Credit Suisse Hedging-Griffo), com carteira diversificada; o RBRY11 (RBR Rendimento High Grade), voltado para CRIs de alta qualidade de crédito; e o VRTA11 (Fator Verita), com tradição no segmento de recebíveis corporativos. Esses fundos possuem patrimônios entre R$ 500 milhões e mais de R$ 3 bilhões, o que lhes garante maior poder de barganha na originação de CRIs e maior liquidez no mercado secundário.

No segmento de porte médio, o KIVO11 concorre com fundos como o BCRI11 (Banestes Recebíveis Imobiliários), o CVBI11 (VBI CRI), o PLCR11 (Plural Recebíveis Imobiliários), entre outros. Esses fundos possuem patrimônios entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões e compartilham características estruturais semelhantes: liquidez moderada a baixa no mercado secundário, base de cotistas entre 5.000 e 30.000 investidores, e dependência da habilidade da gestora em identificar CRIs com bom equilíbrio entre risco e retorno.

Um diferenciador competitivo relevante no universo de FIIs de papel é a qualidade e a especialização da equipe de gestão de crédito. Gestoras com relacionamento consolidado com securitizadoras e originadores de CRIs conseguem acessar operações antes do mercado secundário, com spreads mais atrativos. A expertise setorial — residencial, logístico, comercial, agroindustrial — também influencia a composição da carteira e a correlação com diferentes ciclos econômicos.

A estratégia de indexação da carteira é outro vetor de diferenciação: fundos com carteiras majoritariamente atreladas ao IPCA tendem a se valorizar em períodos de inflação elevada, enquanto carteiras CDI+ são favorecidas em ciclos de alta da Selic. Fundos com carteiras mistas buscam reduzir a exposição direcional a qualquer um dos cenários.

O KIVO11, com seu patrimônio de aproximadamente R$ 190 milhões e base de 7.365 cotistas, posiciona-se no segmento de porte médio, onde a concorrência por capital dos investidores é intensa. O diferencial da gestora Kilima Volkano nesse mercado está na proposta de seletividade na originação e no monitoramento ativo de crédito, buscando equilibrar rentabilidade com preservação do capital dos cotistas ao longo do ciclo.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) 12 meses.** O Dividend Yield de 19,23% ao ano do KIVO11 é calculado pela divisão do total de rendimentos distribuídos nos últimos doze meses pelo preço de mercado da cota. Esse patamar é significativamente superior à média histórica dos FIIs de papel listados no Ifix, o que exige análise cuidadosa: parte desse rendimento pode refletir distribuições não recorrentes ou o desconto acentuado do P/VP. O investidor deve verificar se o DY é sustentado por rendimentos recorrentes da carteira ou se há componentes extraordinários. DYs atípicos, como sinalizado nos dados do fundo, merecem aprofundamento sobre a composição das distribuições passadas. Fórmula: DY = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço da cota) × 100 Cálculo: DY = (R$ 11,27 acumulados em 12 meses / R$ 58,62) × 100 = 19,23% a.a. (dados de 12/06/2026)

**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,69 indica que as cotas do KIVO11 são negociadas com desconto de aproximadamente 31% em relação ao valor patrimonial registrado. Para um FII de papel, esse nível de desconto é expressivo e pode ter diversas explicações: baixa liquidez das cotas, incerteza sobre a qualidade dos recebíveis da carteira, expectativas adversas de juros ou simplesmente ausência de demanda no mercado secundário. Um P/VP baixo pode representar uma oportunidade de entrada abaixo do valor contábil, mas também pode sinalizar riscos que o mercado está precificando. A análise da composição da carteira e do histórico de inadimplência dos devedores é essencial para interpretar esse desconto. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / VPA Cálculo: P/VP = R$ 58,62 / R$ 85,48 = 0,6858 ≈ 0,69 (dados de 12/06/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Ação / Cota).** O VPA de R$ 85,48 representa o valor contábil de cada cota do KIVO11, calculado dividindo-se o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas em circulação. Para FIIs de recebíveis, o VPA é atualizado conforme a marcação a mercado dos CRIs e outros ativos financeiros da carteira, incorporando variações de preços, amortizações recebidas e novos aportes. A diferença entre o VPA e o preço de mercado da cota define o desconto ou prêmio do fundo, refletido no P/VP. O patrimônio líquido do KIVO11 de aproximadamente R$ 190 milhões classifica o fundo como de porte médio no mercado brasileiro de FIIs. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido / Número de Cotas Emitidas Cálculo: VPA = R$ 190.000.030,66 / 2.222.736 cotas = R$ 85,48 por cota (dados de 12/06/2026)

**Vacância Física.** Por ser um FII de recebíveis, o KIVO11 não possui área física locável e, portanto, a vacância física não se aplica à sua estrutura operacional. O risco equivalente nessa categoria de fundo é a inadimplência dos devedores dos recebíveis imobiliários que compõem a carteira — seja no pagamento de cupons dos CRIs ou nas amortizações de principal. A ausência de imóveis físicos também significa que o fundo não está exposto a riscos de vacância, deterioração de ativos físicos ou negociação de renovações contratuais com locatários, o que diferencia estruturalmente o perfil de risco do KIVO11 em relação aos FIIs de tijolo. Fórmula: Vacância Física = Área não locada / Área Bruta Locável Total × 100 Cálculo: Não aplicável ao KIVO11: o fundo é classificado como FII de recebíveis (papel) e não detém imóveis físicos em sua carteira. O conceito equivalente para essa categoria é a inadimplência dos devedores dos CRIs e demais recebíveis, que afeta diretamente o fluxo de caixa disponível para distribuição. Os dados disponíveis não reportam inadimplência explícita (dados de 12/06/2026).

**Último Rendimento por Cota.** O último rendimento distribuído pelo KIVO11 foi de R$ 0,85 por cota, valor que corresponde ao fluxo de caixa recebido da carteira de recebíveis no período e repassado aos cotistas. O rendimento médio mensal dos últimos doze meses foi de R$ 0,9392 por cota, indicando que a distribuição mais recente ficou levemente abaixo da média histórica recente. O acumulado de R$ 11,27 em doze meses sobre um preço de cota de R$ 58,62 resulta no DY de 19,23% observado. Variações mensais no rendimento são esperadas em FIIs de papel, pois refletem mudanças nos indexadores de inflação, no CDI e nos recebimentos efetivos dos ativos. Fórmula: Rendimento/cota = Valor bruto distribuído por cota no último evento de distribuição Cálculo: Último rendimento: R$ 0,85 por cota. Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 0,9392/cota. Rendimento acumulado em 12 meses: R$ 11,27/cota (dados de 12/06/2026).

**Taxa de Administração.** A taxa de administração do KIVO11 é de 0,79% ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo, incidindo sobre a média do PL no período de apuração. Aplicada ao patrimônio atual de aproximadamente R$ 190 milhões, essa taxa representa um custo estimado de cerca de R$ 1,5 milhão por ano, que é deduzido antes da apuração dos rendimentos disponíveis para distribuição. Esse percentual situa-se em patamar competitivo no universo dos FIIs de recebíveis de porte médio listados na B3, que costumam cobrar entre 0,50% e 1,50% a.a. A taxa remunera o administrador fiduciário e/ou o gestor pelo trabalho de seleção, monitoramento e gestão dos recebíveis da carteira. Fórmula: Taxa de Administração (% a.a.) = Custo anual cobrado / Patrimônio Líquido Médio × 100 Cálculo: Taxa de administração: 0,79% ao ano sobre o patrimônio líquido. Aplicada sobre PL de R$ 190.000.030,66: custo estimado anual ≈ R$ 1.501.000 (dados de 12/06/2026).

**Patrimônio Líquido e Carteira.** O patrimônio líquido do KIVO11 de aproximadamente R$ 190 milhões reflete a diferença entre os ativos totais (R$ 192,6 milhões) e as obrigações do fundo (R$ 2,6 milhões). O total efetivamente alocado na carteira de recebíveis e outros investimentos é de R$ 137 milhões, enquanto o restante pode estar em caixa ou ativos de liquidez imediata aguardando alocação. A alavancagem financeira do fundo é baixíssima — cerca de 1,33% sobre o ativo total —, o que indica que o KIVO11 opera praticamente sem dívida estrutural, reduzindo o risco de insolvência do próprio veículo e tornando os cotistas menos expostos ao custo financeiro de obrigações de terceiros. Fórmula: Patrimônio Líquido = Valor Total dos Ativos - Total do Passivo Cálculo: Patrimônio Líquido = R$ 192.561.463,33 (valor total dos ativos) - R$ 2.561.432,67 (passivo total) = R$ 190.000.030,66. Total investido na carteira: R$ 137.049.362,01. Alavancagem: R$ 2.561.432,67 / R$ 192.561.463,33 = 1,33% (dados de 12/06/2026).

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de KIVO11? A cotação mais recente de KIVO11 é de R$ 58,90.

Qual o dividend yield do KIVO11? O dividend yield anualizado de KIVO11 é de 18,79%.

Qual o P/VP de KIVO11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de KIVO11 é 0.70.

KIVO11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de KIVO11 foi de R$ 0,80 por cota.

O que é o KIVO11 e como ele gera renda? O KIVO11 (Kilima Volkano Recebíveis Imobiliários FII) é um fundo de investimento imobiliário da categoria de recebíveis (papel). Ele gera renda ao investir em instrumentos de crédito lastreados no setor imobiliário, principalmente CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que pagam juros e amortizações periódicas. Esses fluxos de caixa são repassados mensalmente aos cotistas na forma de rendimentos.

O que significa P/VP de 0,69 para o KIVO11? Um P/VP de 0,69 significa que as cotas do KIVO11 estão sendo negociadas no mercado secundário por aproximadamente 69% do seu valor patrimonial contábil (VPA de R$ 85,48). Em outras palavras, quem adquire a cota pelo preço de mercado está pagando R$ 58,62 por algo que vale R$ 85,48 no balanço do fundo — um desconto de cerca de 31%. Esse desconto pode refletir baixa liquidez, percepção de risco da carteira ou fatores conjunturais do mercado de FIIs.

Como são calculados os rendimentos mensais do KIVO11? Os rendimentos mensais do KIVO11 são apurados com base no resultado caixa do período — ou seja, os cupons e amortizações efetivamente recebidos dos CRIs e demais ativos da carteira, descontadas as despesas do fundo (taxa de administração, custodiante, auditor etc.). O valor resultante é distribuído proporcionalmente ao número de cotas de cada cotista. O rendimento médio dos últimos 12 meses foi de R$ 0,9392 por cota mensalmente.

Os rendimentos do KIVO11 são isentos de Imposto de Renda? Para pessoas físicas que detenham menos de 10% das cotas do fundo e cujas cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado, os rendimentos mensais de FIIs como o KIVO11 são isentos de IR na fonte e na declaração, conforme a legislação brasileira específica de fundos imobiliários. Atenção: essa regra é exclusiva dos FIIs e difere da tributação de dividendos de empresas S.A., que a partir de 2026 passou a ter retenção de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil/mês por empresa (Lei 15.270/2025). O ganho de capital na comercializacao das cotas é tributado à alíquota de 20%.

Qual é a diferença entre o KIVO11 e um FII de tijolo? FIIs de tijolo investem em imóveis físicos (galpões logísticos, lajes corporativas, shopping centers etc.) e geram renda de aluguel. O KIVO11 é um FII de papel: não possui imóveis físicos, mas investe em recebíveis imobiliários como CRIs. A principal diferença prática é que o risco do KIVO11 é de crédito (inadimplência dos devedores dos recebíveis) e não de vacância ou deterioração física de ativos imobiliários.

O que é um CRI e qual é o seu papel na carteira do KIVO11? O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de crédito emitido por securitizadoras, lastreado em créditos imobiliários — como financiamentos de imóveis residenciais, aluguéis de contratos corporativos ou loteamentos. No KIVO11, os CRIs são o principal ativo da carteira: eles pagam cupons periódicos (juros) e amortizações de principal ao longo de sua vida, gerando o fluxo de caixa que sustenta as distribuições mensais do fundo.

Como a taxa Selic e o IPCA afetam o KIVO11? A taxa Selic e o IPCA afetam diretamente o KIVO11 por dois canais. Primeiro, pelo lado da receita: CRIs indexados ao CDI (pós-fixados) pagam mais quando a Selic sobe; CRIs indexados ao IPCA pagam mais quando a inflação acelera. Segundo, pelo lado do preço da cota: em ambientes de juros elevados, a taxa de desconto dos ativos financeiros sobe, o que tende a reduzir o VPA e o preço de mercado dos FIIs de papel.

Qual é a liquidez do KIVO11 e por que isso importa? O KIVO11 é classificado com liquidez baixa, o que significa que o volume médio diário de cotas negociadas na B3 é reduzido. Na última sessão disponível (12/06/2026), foram negociadas apenas 525 cotas. Isso importa porque, se o investidor precisar vender uma quantidade significativa de cotas rapidamente, pode enfrentar dificuldade de encontrar compradores ao preço desejado, resultando em impacto de mercado (pressão de baixa no preço realizado).

O fundo pode emitir novas cotas no futuro? Sim. Como fundo fechado registrado na CVM, o KIVO11 pode realizar novas emissões de cotas mediante aprovação em Assembleia Geral de Cotistas e registro de oferta pública na CVM. Novas emissões aumentam o patrimônio e a capacidade de alocação do fundo, mas podem diluir os cotistas atuais caso o preço de emissão seja inferior ao VPA vigente. O histórico atual aponta 2.222.736 cotas emitidas desde a constituição do fundo.

Qual é o perfil de risco do KIVO11? O KIVO11 apresenta risco de crédito (inadimplência dos devedores dos recebíveis), risco de mercado (oscilação do preço da cota e do VPA em função de juros e inflação), risco de liquidez (baixo volume de negociação no secundário) e risco de concentração (eventual concentração em poucos emissores de CRI). Por ser classificado como destinado a investidores em geral, a CVM entende que o produto é adequado a investidores com experiência mínima em renda variável.

Como posso acompanhar os resultados e a carteira do KIVO11? Os cotistas e investidores interessados podem acompanhar o KIVO11 por meio dos relatórios gerenciais mensais publicados pelo administrador fiduciário no sistema de divulgação de informações da CVM (Central de Sistemas CVM) e no site do próprio fundo. Os relatórios contêm detalhes sobre a composição da carteira, inadimplência, rendimentos distribuídos, novas aquisições e desinvestimentos. As cotas são negociadas na B3 sob o ticker KIVO11.

Como funciona a distribuição de rendimentos e quando recebo? O KIVO11 distribui rendimentos mensalmente, com base no resultado caixa apurado. O calendário de pagamento (data de corte e data de pagamento) é divulgado pelo administrador fiduciário em cada período. O valor é creditado diretamente na conta cadastrada na corretora do cotista, proporcional ao número de cotas detidas na data de corte. Fundos fechados como o KIVO11 são obrigados por lei a distribuir ao menos 95% do resultado caixa semestral.

Qual é a diferença entre DY mensal e DY anual do KIVO11? O DY mensal representa a relação entre o último rendimento distribuído no mês e o valor de negociação da cota naquele período, resultando em um percentual de rendimento mensal observado. O DY anual é calculado sobre o total de rendimentos distribuídos nos últimos doze meses dividido pelo valor de referência da cota, expressando a rentabilidade acumulada em base anual. A diferença entre os dois reflete a variação mensal dos rendimentos ao longo do período — meses com inflação ou CDI mais elevado tendem a gerar rendimentos maiores, impactando tanto o DY mensal quanto o acumulado.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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