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JPPA11 — JPP CAPITAL RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FII RL

Cotação, indicadores e dados históricos de JPPA11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 81,50
P/VP
0,81
Dividend Yield (12m)
16,58%

Setor

Títulos e Valores Mobiliários

Desempenho recente

No período de 6m, JPPA11 apresentou variação de -2,40% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, JPPA11 oscilou entre R$ 75,10 a R$ 88,43. Média de R$ 81,92 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 16,58%. DY atípico (≥15%) — exige análise individual do fundo; pode refletir rendimento extraordinário ou cota defasada.

P/VP

P/VP: 0.81.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 100,26. Patrimônio líquido: R$ 90,6M. Valor de mercado: R$ 73,7M. Cotas emitidas: 904.050. Número de cotistas: 6.017. Taxa de administração: 0,17%. Idade do fundo: 7,6 anos. Administrador: FINAXIS CORRETORA. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 30.982.880/0001-00. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de JPPA11 é de 16,58%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,35 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de JPPA11 em 0.81 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 16,58% ante mediana do setor de 13,44%.

O JPP Capital Recebíveis Imobiliários FII RL (JPPA11) é um fundo imobiliário de papel listado na B3, com estratégia centrada em instrumentos de crédito com lastro imobiliário, como CRIs e LCIs. Com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 90,9 milhões e mais de 6.000 cotistas — a maioria pessoas físicas —, o fundo distribui rendimentos mensais isentos de IR para o investidor PF que atenda aos critérios legais. Seu perfil de risco é distinto dos FIIs de tijolo: sem imóveis próprios, a receita provém dos juros e amortizações dos ativos de crédito, tornando o fundo sensível ao ambiente de juros e à qualidade dos devedores. A gestão é regulada pela CVM sob a Resolução 175/2022, com obrigação de distribuir ao menos 95% do resultado semestral em caixa.

Sobre JPP CAPITAL RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FII RL

O JPP Capital Recebíveis Imobiliários FII RL (JPPA11) é um fundo de investimento imobiliário do segmento de papel — ou seja, sua carteira é composta essencialmente por ativos de crédito com lastro imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG). Diferentemente dos fundos de tijolo, que detêm imóveis físicos e auferem receita de aluguéis, o JPPA11 gera renda a partir dos juros e correção monetária pagos pelos tomadores de crédito que têm seus débitos lastreados em garantias imobiliárias.

Gerido e administrado sob a supervisão fiduciária de agentes especializados, o fundo está registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e suas cotas são negociadas na B3 sob o código JPPA11. Com aproximadamente 7,5 anos de existência, o fundo acumulou histórico operacional suficiente para ser avaliado em diferentes cenários de taxas de juros — um fator determinante para fundos de papel, cujos ativos geralmente carregam remuneração indexada ao CDI, IPCA ou IGPM.

O segmento de recebíveis imobiliários ocupa posição relevante no universo dos fundos imobiliários brasileiros. Enquanto os FIIs de tijolo dependem da ocupação de imóveis e da capacidade dos inquilinos de pagar aluguéis, os FIIs de papel dependem da saúde financeira dos tomadores de crédito e da qualidade das garantias que lastreiam os instrumentos da carteira. Isso implica um perfil de risco distinto: menor exposição ao ciclo de vacância física, mas maior sensibilidade a inadimplência de devedores e a variações nas taxas de juros de mercado.

O JPPA11 possui públíco-alvo declarado de investidores em geral, o que significa que suas cotas podem ser adquiridas por qualquer pessoa física ou jurídica habilitada a operar na B3, sem restrições de qualificação ou profissionalismo. Com mais de 6.000 cotistas — sendo a grande maioria pessoas físicas —, o fundo apresenta base de investidores dispersa, característica comum entre FIIs de porte médio listados em bolsa.

O patrimônio líquido do fundo, calculado com base no valor total dos ativos menos os passivos, reflete o valor contábil do portfólio. O Valor Patrimonial por Ação (VPA) resulta da divisão desse patrimônio pelo número total de cotas emitidas, fornecendo uma referência sobre o laudo patrimonial da cota. A relação entre o preço de mercado e o VPA — medida pelo indicador P/VP — sinaliza se o fundo é negociado com prêmio ou desconto em relação ao seu valor contábil, dado relevante para quem avalia a atratividade relativa do fundo em diferentes janelas de tempo.

Enquanto FII de recebíveis, o JPPA11 não possui imóveis próprios, o que elimina conceitos como vacância física e cap rate do conjunto de indicadores aplicáveis. Sua performance está atrelada, sobretudo, à qualidade da originação de crédito, ao perfil dos devedores, aos indexadores utilizados nos ativos e às condições macroeconômicas que afetam as taxas de juros reais no Brasil.

Contexto de negocio e setor

O mercado de recebíveis imobiliários no Brasil ganhou tração significativa a partir da segunda metade da década de 2010, impulsionado pela expansão do crédito habitacional, pelo crescimento dos instrumentos de securitização e pelo amadurecimento da base regulatória do setor de capitais. O CRI — principal ativo elegível para carteiras como a do JPPA11 — é emitido por companhias securitizadoras e representa a cessão de créditos imobiliários para o mercado de capitais. Em termos práticos, bancos, incorporadoras e loteadoras cedem seus recebíveis hipotecários ou de aluguel para uma securitizadora, que os empacota em CRIs e os distribui a investidores institucionais e fundos como o JPPA11.

Esse modelo conecta diretamente a rentabilidade do fundo ao desempenho do setor imobiliário brasileiro e ao ambiente de crédito. Em cenários de juros elevados, os CRIs indexados ao CDI tendem a oferecer remuneração nominal mais alta, beneficiando fundos de papel com carteiras predominantemente pós-fixadas. Já os CRIs atrelados ao IPCA ou ao IGPM protegem o investidor da inflação, funcionando como hedge para o poder aquisitivo da renda distribuída. A escolha do mix de indexadores é uma das decisões estratégicas mais relevantes do gestor de um FII de papel, pois determina o comportamento da carteira em diferentes regimes monetários.

O ambiente regulatório dos fundos imobiliários brasileiros é disciplinado principalmente pela Resolução CVM 175 de 2022, que consolidou e modernizou a estrutura normativa do setor, substituindo a antiga ICVM 472. A CVM 175 estabelece requisitos de governança, transparência, conflito de interesses e distribuição de resultados, incluindo a obrigatoriedade de distribuição de pelo menos 95% do resultado semestral apurado em regime de caixa — regra que confere previsibilidade à política de rendimentos dos FIIs e é aplicável ao JPPA11.

A tributação dos rendimentos distribuídos por FIIs a pessoas físicas cotistas em fundos com mais de 50 cotistas e cujas cotas são negociadas exclusivamente em bolsa de valores é isenta de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente até 2025. É importante observar que a Lei 15.270/2025 introduziu alterações no tratamento tributário de dividendos pagos por empresas a partir de 2026, mas essa mudança não afeta diretamente a isenção sobre os rendimentos de FIIs pagos a pessoas físicas, que se mantém regida pela legislação específica do setor imobiliário. Ganhos de capital na alienação das cotas, contudo, são tributados à alíquota de 20% para pessoas físicas.

No contexto competitivo, o JPPA11 compete com dezenas de outros FIIs de papel listados na B3, que variam em tamanho, estratégia de crédito, perfil de risco e liquidez. O segmento inclui fundos com patrimônio líquido de centenas de milhões a bilhões de reais, o que confere ao JPPA11 — com patrimônio na casa dos R$ 90 milhões — um porte mais modesto em comparação às referências do setor. Esse porte impacta diretamente a liquidez das cotas em bolsa, a capacidade de diversificação da carteira e o poder de barganha na aquisição de ativos.

A gestão da carteira de um FII de papel exige análise criteriosa dos devedores (análise de crédito), das garantias reais (avaliação de imóveis), dos indexadores e dos prazos de vencimento dos ativos. A diversificação por devedor, região geográfica e tipo de ativo é prática recomendada pela governança do setor para mitigar riscos de concentração. O histórico de distribuição de rendimentos e a consistência na geração de resultado financeiro são métricas centrais que os cotistas e analistas acompanham para avaliar a qualidade da gestão ao longo do tempo.

Como ler os indicadores deste ativo

Interpretar os indicadores do JPPA11 exige entender que se trata de um fundo imobiliário de papel, cujas métricas diferem significativamente das aplicadas a ações de empresas ou aos FIIs de tijolo. Abaixo explicamos como cada indicador funciona, o que mede e quais sinais deve gerar na análise fundamentalista de um fundo como este.

O Dividend Yield (DY) é o indicador de renda mais utilizado para comparar FIIs. Ele expressa, em percentual anual, a relação entre os rendimentos distribuídos pelo fundo e o preço pago pela cota. Um DY elevado pode indicar generosidade na distribuição, mas também pode refletir uma cota negociada com desconto ou rendimentos extraordinários pontuais — por isso, é essencial analisar se o DY é sustentável ou resultado de eventos atípicos. Para fundos de papel, o DY tende a ser mais volátil do que em fundos de tijolo, porque a receita financeira dos CRIs oscila com as taxas de juros de mercado.

O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) compara o preço de mercado da cota com o seu valor contábil — o VPA. Quando o P/VP está abaixo de 1,0, a cota é negociada com desconto em relação ao patrimônio do fundo; acima de 1,0, há prêmio. Para FIIs de papel, um P/VP abaixo de 1,0 pode indicar que o mercado precifica algum risco não capturado pelo valor contábil (qualidade dos ativos, risco de crédito latente) ou, alternativamente, que o fundo está subavaliado em relação à qualidade de sua carteira. A interpretação contextualizada é indispensável.

O VPA (Valor Patrimonial por Ação ou Cota) é calculado dividindo o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Representa quanto cada cota vale contabilmente, baseando-se nos ativos marcados pelo critério de avaliação adotado. No caso dos CRIs e outros instrumentos de crédito, o valor patrimonial pode diferir do valor de mercado desses ativos, especialmente em períodos de stress de crédito ou mudança abrupta de juros.

A vacância física, indicador central para FIIs de tijolo, expressa o percentual de área disponível que não está sendo ocupada por inquilinos. Para o JPPA11, esse indicador não é aplicável, pois o fundo não detém imóveis físicos — sua carteira é composta por instrumentos de crédito imobiliário. A ausência desse dado não é uma lacuna: é simplesmente reflexo da natureza do fundo.

O último rendimento por cota é o valor bruto distribuído na distribuição mais recente. Para pessoas físicas cotistas em FIIs que atendam aos requisitos legais, esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda. Para entender a sustentabilidade desse pagamento, é necessário compará-lo com a média histórica dos últimos 12 meses e verificar se há componentes extraordinários (comercializacao de ativos, amortização antecipada de CRI) que inflaram pontualmente o valor distribuído.

A taxa de administração é o custo percentual anual cobrado pelo administrador fiduciário e pelo gestor para gerir o patrimônio do fundo. Ela incide sobre o patrimônio líquido e é deduzida antes da apuração do resultado distribuível. Somada à taxa de custódia cobrada pelo custodiante, forma o custo total de carregamento para o cotista. Taxas mais baixas preservam mais rentabilidade para o cotista, mas devem ser avaliadas em conjunto com a qualidade da gestão.

Pontos de atencao

DY classificado como atípico: o Dividend Yield de 16,03% ao ano (dados de 12/06/2026) está acima da média histórica do segmento e foi classificado internamente como 'atípico', o que indica que parte da distribuição pode não se repetir com a mesma intensidade em períodos subsequentes.

Liquidez reduzida em bolsa: o volume médio de negociação das cotas é baixo em comparação à média dos FIIs listados na B3, o que pode dificultar a entrada ou saída de posições maiores sem impacto significativo no preço.

P/VP de 0,82 revela desconto de 18% sobre o VPA: a cota é negociada abaixo do valor contábil dos ativos, o que pode indicar desconto de mercado ou precificação de risco de crédito latente na carteira de recebíveis.

FII exclusivamente de papel — sem imóveis físicos: toda a receita do fundo depende dos juros e da amortização dos CRIs e instrumentos similares, sem lastro em imóveis próprios que poderiam funcionar como ativo real de reserva de valor.

Alavancagem de 1,53%: o passivo representa aproximadamente 1,5% dos ativos totais, indicando estrutura financeira pouco alavancada. Contudo, qualquer aumento de passivos deve ser monitorado, pois afeta o resultado distribuível e o VPA.

Base de cotistas concentrada em pessoas físicas (99,7% do total de 6.087 cotistas): fundos com base predominantemente pessoa física tendem a apresentar comportamento de preço mais sazonal e maior sensibilidade a ciclos de humor do mercado de varejo.

Ausência de dados de vacância e inadimplência divulgados: por se tratar de FII de papel, a vacância física é inaplicável, mas informações sobre inadimplência dos devedores dos CRIs são essenciais para avaliação do risco real da carteira.

Patrimônio líquido de R$ 90,9 milhões posiciona o fundo como de médio porte: fundos menores têm menor capacidade de diversificação da carteira de crédito, o que pode elevar a exposição a devedores ou setores específicos.

Rendimento médio mensal de R$ 1,10/cota nos últimos 12 meses, com último rendimento de R$ 1,20/cota: a variação entre o último rendimento e a média histórica merece acompanhamento para distinguir crescimento estrutural de distribuição pontualmente elevada.

Taxa de administração e custódia total de 0,23% a.a.: custo competitivo para o segmento, mas deve ser avaliado em conjunto com a performance real da carteira — taxas baixas não garantem boa gestão.

Fundo com aproximadamente 7,5 anos de histórico: permite avaliação de desempenho em diferentes ciclos econômicos, incluindo períodos de alta e queda de juros, o que é um diferencial em relação a FIIs mais jovens.

Indexação dos CRIs da carteira é fator determinante: a composição por CDI, IPCA e IGPM não está detalhada neste contexto, mas define como o rendimento do fundo se comporta em cenários de inflação elevada, queda de juros ou estabilidade monetária.

Governanca e estrutura societaria

O JPPA11 opera sob o arcabouço regulatório da Resolução CVM 175 de 2022, que estabelece as normas aplicáveis aos fundos de investimento em geral no Brasil, com atenção especial às disposições voltadas para os fundos de investimento imobiliário. Essa resolução consolidou e atualizou o conjunto de regras anteriores, fortalecendo as obrigações de transparência, gestão de conflitos de interesses e governança.

A estrutura de um FII como o JPPA11 envolve dois agentes fiduciários centrais: o administrador e o gestor. O administrador fiduciário é a instituição financeira responsável pela custódia do patrimônio do fundo, pela emissão de relatórios regulatórios, pela escrituração das cotas e pelo relacionamento formal com a CVM e a B3. Já o gestor é o agente responsável pelas decisões de investimento — quais CRIs adquirir, a que preço, com quais garantias e em qual composição de indexadores. Nos fundos em que as mesmas partes acumulam as duas funções, a CVM exige atenção redobrada à gestão de conflitos de interesses.

A política de distribuição de rendimentos do JPPA11 segue a regra geral aplicável aos FIIs: distribuição de pelo menos 95% do resultado auferido em regime de caixa, apurado semestralmente. Na prática, a maioria dos FIIs distribui mensalmente, antecipando a regra semestral, o que melhora o fluxo de caixa para os cotistas. Os rendimentos distribuídos a pessoas físicas que detenham cotas de FIIs com mais de 50 cotistas e negociados exclusivamente em bolsa são isentos de Imposto de Renda sobre os proventos — regra estabelecida na legislação específica do setor imobiliário. Ganhos de capital apurados na comercializacao das cotas permanecem sujeitos à alíquota de 20% para pessoas físicas.

A assembleia geral de cotistas é o órgão máximo de deliberação do fundo. Ela pode ser ordinária (anual, para aprovação de contas e demonstrações financeiras) ou extraordinária (convocada para decisões relevantes como alteração do regulamento, fusão, incorporação, liquidação ou substituição do administrador/gestor). As deliberações são tomadas por maioria de cotas presentes, com quóruns qualificados para matérias sensíveis — por exemplo, mudanças no objeto do fundo ou aprovação de emissões de novas cotas geralmente exigem quórum mínimo de 25% das cotas emitidas.

Os direitos dos cotistas incluem o recebimento proporcional dos rendimentos distribuídos, o acesso às informações periódicas (relatório gerencial mensal, demonstrações financeiras semestrais e anuais, fatos relevantes), o voto nas assembleias e o direito a resgatar o valor de sua cota na liquidação do fundo (caso não haja mercado secundário ativo). Não há resgate antecipado de cotas para FIIs fechados como o JPPA11 — a saída se dá exclusivamente pela comercializacao das cotas no mercado secundário da B3.

As emissões de novas cotas são reguladas pelo regulamento do fundo e sujeitas à aprovação dos cotistas em assembleia ou, quando previsto no regulamento, por decisão do administrador dentro de limites previamente autorizados. Cada nova emissão deve ser precedida de prospecto e, quando realizada com esforços amplos de distribuição, registrada na CVM. Novas emissões podem diluir os cotistas existentes se o preço de emissão for inferior ao VPA vigente, razão pela qual a precificação das ofertas é ponto de atenção em processos de captação.

Panorama competitivo

O segmento de FIIs de recebíveis imobiliários (papel) na B3 conta com dezenas de fundos ativos, com estratégias, portes e perfis de risco distintos. Entre os maiores e mais líquidos do segmento figuram fundos como MXRF11 (Maxi Renda), KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), HGCR11 (CSHG Recebíveis Imobiliários), RBRR11 (RBR Rendimento High Grade), VISC11, e VRTA11 (Vértice), que acumulam patrimônios líquidos na casa de bilhões de reais e volume diário de negociação muito superior ao do JPPA11.

O JPPA11 compete diretamente com fundos de menor porte, como OUJP11, TPFT11, BCRI11 e RZTR11, cujos patrimônios líquidos situam-se entre R$ 50 milhões e R$ 300 milhões. Nesses casos, o diferencial competitivo tende a residir na especialização setorial (agronegócio, residencial, corporativo), na capacidade de originação proprietária de crédito, nos indexadores utilizados e na consistência da distribuição ao longo dos ciclos de juros.

Um dos critérios mais relevantes para comparar FIIs de papel é a composição da carteira por indexador. Fundos predominantemente pós-fixados (CDI+) tendem a performar melhor em ambientes de juros em alta, enquanto fundos com maior exposição ao IPCA se beneficiam de cenários inflacionários. Fundos com carteiras híbridas buscam equilibrar risco e proteção em diferentes regimes monetários — e a escolha do mix é uma das marcas da estratégia do gestor.

Outro eixo de diferenciação é o perfil de crédito dos ativos: fundos high grade focam em devedores com risco de crédito baixo (empresas sólidas, garantias robustas, ratings elevados), aceitando yield menor em troca de maior segurança; fundos high yield buscam retornos mais expressivos em operações com risco de crédito maior, exigindo maior capacidade analítica do gestor. O JPPA11, dado seu porte e DY elevado, pode apresentar exposição a ativos com spread de crédito mais generoso, o que implica maior atenção à qualidade das garantias e ao histórico dos devedores.

A liquidez em bolsa é fator crítico de competitividade: os maiores fundos do segmento movimentam dezenas de milhões de reais diariamente, enquanto o JPPA11 apresenta volume classificado como baixo. Essa diferença afeta a formação de preço, a capacidade de grandes investidores institucionais de tomar posição e o spread bid-ask operacional. Para o investidor pessoa física com posições menores, a liquidez reduzida é menos limitante, mas a precificação pode ser menos eficiente.

No contexto macroeconômico brasileiro, o cenário de juros estruturalmente elevados (Selic acima de 10% a.a.) favorece o segmento de FIIs de papel em relação aos de tijolo, pois os instrumentos de crédito imobiliário tendem a oferecer spreads atrativos sobre a taxa livre de risco. Essa dinâmica se inverte quando os juros caem: fundos de papel veem seus rendimentos diminuírem nominalmente, enquanto os de tijolo se beneficiam da valorização dos imóveis e do aumento de demanda por ativos reais.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) 12 meses.** O DY de 16,03% ao ano indica que, com base nos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses e no preço de referência de R$ 82,49, o fundo entregou renda equivalente a mais de 16% do capital investido em dividendos. Para um FII de papel, esse patamar reflete um ambiente de juros estruturalmente elevados no Brasil, que favorece a remuneração dos CRIs e outros ativos de crédito da carteira. A fonte dos dados classifica o DY como 'atípico', o que recomenda cautela na extrapolação direta desse percentual para períodos futuros. Fórmula: DY = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço da cota) × 100 Cálculo: Rendimentos acumulados 12 meses: R$ 13,22/cota. Preço de referência: R$ 82,49. DY = (13,22 / 82,49) × 100 = 16,03% a.a. (dados de 12/06/2026)

**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** Com P/VP de 0,82, o JPPA11 é negociado com desconto de aproximadamente 18% em relação ao seu valor patrimonial. Isso significa que cada cota adquirida a R$ 82,49 representa contabilmente R$ 100,58 em ativos líquidos. Para FIIs de papel, um P/VP abaixo de 1,0 pode refletir prêmio de risco exigido pelo mercado sobre a carteira de crédito ou sobre a liquidez reduzida das cotas. A sustentabilidade desse desconto depende da qualidade dos ativos subjacentes e da percepção do mercado sobre o risco de crédito da carteira. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / VPA (Valor Patrimonial por Cota) Cálculo: Preço de mercado: R$ 82,49. VPA: R$ 100,58. P/VP = 82,49 / 100,58 = 0,82 (dados de 12/06/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 100,58 representa o valor contábil de cada cota com base no patrimônio líquido do fundo. Ele serve como âncora para avaliar se o preço de mercado oferece desconto ou prêmio sobre o valor dos ativos. No JPPA11, o VPA supera o preço de mercado, criando o desconto refletido no P/VP de 0,82. Para FIIs de papel, o VPA pode variar conforme a marcação a mercado dos instrumentos de crédito da carteira e eventuais provisões para devedores duvidosos. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido / Número total de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido: R$ 90.928.675,06. Cotas emitidas: 904.050. VPA = 90.928.675,06 / 904.050 = R$ 100,58/cota (dados de 12/06/2026)

**Vacância Física.** A vacância física mede o percentual de área locável que não está gerando receita de aluguel em FIIs de tijolo. No caso do JPPA11, esse indicador é simplesmente inaplicável: o fundo opera com CRIs, LCIs e outros instrumentos de crédito, sem imóveis próprios em carteira. O risco equivalente nos FIIs de papel é a inadimplência dos devedores dos recebíveis — um risco de crédito, não de ocupação. Fórmula: Vacância Física (%) = Área desocupada / Área total disponível × 100 Cálculo: Não aplicável ao JPPA11, que é um FII de papel (recebíveis imobiliários). O fundo não detém imóveis físicos e, portanto, não possui área locável a ser medida. Indicador registrado como 'não aplicável' nos dados oficiais (dados de 12/06/2026)

**Último Rendimento por Cota.** O último rendimento de R$ 1,20 por cota representa o valor bruto distribuído na distribuição mais recente. Acima da média histórica de 12 meses de R$ 1,10/cota, esse valor pode incorporar componentes ordinários e eventuais receitas extraordinárias (amortizações antecipadas, comercializacao de ativos). Os rendimentos de FIIs são isentos de IR para pessoas físicas que atendam aos critérios legais vigentes. A consistência do histórico de distribuição ao longo de 12 meses é fator determinante para avaliar a qualidade e previsibilidade da renda gerada. Fórmula: Rendimento distribuído = Resultado distribuível do período / Número de cotas Cálculo: Último rendimento distribuído: R$ 1,20/cota. Rendimento médio dos últimos 12 meses: R$ 1,1017/cota. Rendimento acumulado nos últimos 12 meses: R$ 13,22/cota (dados de 12/06/2026)

**Taxa de Administração e Custódia.** O custo total de carregamento do JPPA11 é de 0,23% ao ano sobre o patrimônio líquido, sendo 0,17% referente à taxa de administração e 0,06% à custódia. Esse patamar é considerado competitivo no universo dos FIIs listados, onde taxas de 0,20% a 1,50% são comuns dependendo da complexidade da gestão. Custos menores preservam maior parcela do resultado financeiro para distribuição aos cotistas. O custo deve ser avaliado em conjunto com a qualidade da gestão e o histórico de geração de renda. Fórmula: Custo total (% a.a.) = Taxa de administração (% a.a.) + Taxa de custódia (% a.a.) Cálculo: Taxa de administração: 0,17% a.a. Taxa de custódia: 0,06% a.a. Custo total: 0,17% + 0,06% = 0,23% a.a. Sobre o patrimônio líquido de R$ 90.928.675,06: custo anual estimado = 0,0023 × 90.928.675,06 = R$ 209.136,35/ano (dados de 12/06/2026)

**Patrimônio Líquido e Base de Cotistas.** O patrimônio líquido de R$ 90,9 milhões posiciona o JPPA11 como um fundo de médio porte no universo dos FIIs de papel. A alavancagem de 1,53% indica que o fundo carrega passivos equivalentes a uma fração pequena de seu ativo total, o que reflete estrutura financeira conservadora. A base de 6.087 cotistas, com 99,7% pessoas físicas, caracteriza o fundo como veículo de renda para o investidor individual. O porte moderado do patrimônio influencia a liquidez das cotas em bolsa e o grau de diversificação possível na carteira de crédito. Fórmula: PL = Total de ativos - Total de passivos | Cotistas = número registrado no último informe mensal Cálculo: Total de ativos: R$ 92.318.419,40. Total de passivos: R$ 1.389.744,34. PL = 92.318.419,40 - 1.389.744,34 = R$ 90.928.675,06. Alavancagem: 1.389.744,34 / 92.318.419,40 = 1,51% (arredondado para 1,53% conforme dado oficial). Cotistas totais: 6.087, sendo 6.069 pessoas físicas (dados de 12/06/2026)

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de JPPA11? A cotação mais recente de JPPA11 é de R$ 81,50.

Qual o dividend yield do JPPA11? O dividend yield anualizado de JPPA11 é de 16,58%.

Qual o P/VP de JPPA11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de JPPA11 é 0.81.

JPPA11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de JPPA11 foi de R$ 1,35 por cota.

O que é o JPPA11 e como ele gera renda para os cotistas? O JPPA11 é um fundo imobiliário de papel, ou seja, investe em instrumentos de crédito com lastro imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário). A renda distribuída aos cotistas provém dos juros e da correção monetária pagos pelos tomadores desses créditos. O fundo não detém imóveis físicos, portanto não possui receita de aluguel.

O rendimento distribuído pelo JPPA11 é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas? Sim, os rendimentos distribuídos mensalmente pelo JPPA11 são isentos de IR para pessoas físicas, desde que o fundo possua mais de 50 cotistas e suas cotas sejam negociadas exclusivamente na B3 — condições atendidas pelo fundo. Entretanto, ganhos de capital obtidos na comercializacao das cotas em bolsa são tributados à alíquota de 20% para pessoas físicas. Essa isenção refere-se especificamente aos proventos do FII e não é afetada pela Lei 15.270/2025, que trata de dividendos corporativos.

O que significa o P/VP de 0,82 do JPPA11? Um P/VP de 0,82 indica que as cotas do JPPA11 são negociadas com desconto de aproximadamente 18% em relação ao Valor Patrimonial por Cota (VPA) de R$ 100,58 (dados de 12/06/2026). Em termos práticos, significa que cada cota comprada pelo preço de mercado representa contabilmente R$ 100,58 em ativos. Esse desconto pode refletir percepção de risco de crédito pelo mercado, baixa liquidez das cotas ou simplesmente subavaliação temporária.

Por que a vacância física não é informada para o JPPA11? A vacância física mede o percentual de área locável desocupada em FIIs que possuem imóveis. Como o JPPA11 é um FII de papel — investe em créditos imobiliários, não em imóveis —, esse indicador é simplesmente inaplicável. O risco equivalente nos FIIs de papel é a inadimplência dos devedores dos CRIs e outros instrumentos da carteira, que deve ser avaliada nos relatórios gerenciais mensais do fundo.

Como a taxa de administração de 0,17% ao ano afeta o retorno do cotista? A taxa de administração é descontada do patrimônio do fundo antes da apuração do resultado distribuível. Somada à taxa de custódia de 0,06% ao ano, o custo total é de 0,23% ao ano sobre o patrimônio líquido. Para um patrimônio de R$ 90,9 milhões, isso equivale a cerca de R$ 209 mil anuais deduzidos antes da distribuição (dados de 12/06/2026). Esse patamar é competitivo no segmento de FIIs de papel.

O que é o 'magic number' de 69 meses indicado para o JPPA11? O 'magic number' é um indicador que estima quantos meses de rendimentos distribuídos seriam necessários para o cotista recuperar integralmente o capital investido na cota, considerando o rendimento médio histórico. Com 69 meses (aproximadamente 5,75 anos), o JPPA11 indica que os rendimentos históricos cobririam o preço da cota em pouco menos de 6 anos — sem considerar variação de preço ou reinvestimento.

Qual é a diferença entre o último rendimento de R$ 1,20 e a média histórica de R$ 1,10? O último rendimento distribuído foi de R$ 1,20/cota, valor superior à média histórica dos últimos 12 meses de R$ 1,1017/cota (dados de 12/06/2026). Essa diferença pode indicar crescimento real da receita financeira, amortização antecipada de CRI que gerou receita extraordinária, ou melhora nos indexadores dos ativos em carteira. Analisar os relatórios mensais do fundo é indispensável para distinguir entre distribuição estrutural e pontual.

Quantos cotistas tem o JPPA11 e o que isso implica? O fundo conta com 6.087 cotistas, dos quais 6.069 são pessoas físicas (dados de 12/06/2026). Essa proporção superior a 99% de pessoas físicas indica que o JPPA11 é voltado ao investidor de varejo e não atrai capital institucional em escala. Fundos com base de cotistas predominantemente PF tendem a apresentar comportamento de preço mais sazonal e maior sensibilidade a percepções de mercado do investidor individual.

O que é o CRI e como ele funciona dentro de um FII de papel como o JPPA11? O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de crédito privado emitido por companhias securitizadoras, lastreado em créditos imobiliários como financiamentos habitacionais, contratos de aluguel ou créditos de incorporadoras. Quando o JPPA11 adquire um CRI, passa a receber os juros e amortizações pagos pelo devedor original. Esses fluxos de caixa são a principal fonte de receita do fundo e o que sustenta a distribuição de rendimentos aos cotistas.

Qual é a regra de distribuição de rendimentos que o JPPA11 deve seguir? Pela Resolução CVM 175 e pela legislação de FIIs, o fundo é obrigado a distribuir pelo menos 95% do resultado auferido em regime de caixa, apurado semestralmente. Na prática, a maior parte dos FIIs — incluindo fundos de recebíveis — distribui mensalmente. O não cumprimento dessa regra pode gerar retenção de IR sobre os rendimentos, o que incentiva os gestores a manter política consistente de distribuição.

O que significa o fundo ter alavancagem de 1,53%? A alavancagem de 1,53% indica que os passivos do JPPA11 correspondem a aproximadamente 1,5% do total de ativos do fundo. O passivo total é de R$ 1,39 milhão sobre ativos de R$ 92,3 milhões (dados de 12/06/2026). Esse nível é muito baixo e indica estrutura financeira conservadora, sem uso significativo de dívida para potencializar retornos — característica comum em FIIs com foco em preservação patrimonial.

Como o cenário de juros no Brasil afeta o JPPA11? FIIs de papel como o JPPA11 são especialmente sensíveis ao nível das taxas de juros. Em ambientes de Selic elevada, os CRIs indexados ao CDI oferecem remuneração nominal mais alta, o que pode aumentar os rendimentos distribuídos. Quando os juros caem, a receita financeira dos ativos pós-fixados diminui. Já os CRIs atrelados ao IPCA protegem o cotista da inflação, mas dependem da leitura dos índices de preços. A composição exata dos indexadores da carteira do JPPA11 é determinante para prever como o fundo se comportará em diferentes cenários macroeconômicos.

O JPPA11 realiza novas emissões de cotas com frequência? Emissões de novas cotas em FIIs são submetidas à aprovação da CVM e, em geral, à deliberação dos cotistas em assembleia, salvo quando o regulamento do fundo preveja limite pré-autorizado para emissões. Novas emissões permitem ao fundo captar recursos para ampliar a carteira de crédito, mas podem diluir os cotistas existentes se realizadas a preço inferior ao VPA. O histórico e a frequência de emissões do JPPA11 constam nos relatórios arquivados na CVM e na B3.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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