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FLMA11 — FII CONTINENTAL SQUARE FARIA LIMA - RESP. LIMITADA

Cotação, indicadores e dados históricos de FLMA11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 150,46
P/VP
0,60
Dividend Yield (12m)
16,62%

Setor

Títulos e Valores Mobiliários

Desempenho recente

No período de 6m, FLMA11 apresentou variação de -4,45% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, FLMA11 oscilou entre R$ 129,31 a R$ 170,00. Média de R$ 150,40 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 16,62%. DY atípico (≥15%) — exige análise individual do fundo; pode refletir rendimento extraordinário ou cota defasada.

P/VP

P/VP: 0.60.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 250,72. Patrimônio líquido: R$ 346,2M. Valor de mercado: R$ 207,7M. Cotas emitidas: 1.380.670. Número de cotistas: 10.833. Taxa de administração: 0,13%. Idade do fundo: 25,9 anos. Administrador: BR-CAPITAL DIST. DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S/A. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 04.141.645/0001-03. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

Imóveis e Ocupação

Número de imóveis: 1. Área total: 11.399 m². Vacância física: 0,0%. Inadimplência: 0,0%. Total de ativos do fundo: 2. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de FLMA11 é de 16,62%. O último rendimento registrado foi de R$ 2,18 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de FLMA11 em 0.60 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 16,62% ante mediana do setor de 13,44%.

O FLMA11 é o FII Continental Square Faria Lima, fundo imobiliário com mais de 25 anos de existência e ativo único localizado no Itaim Bibi, em São Paulo. O fundo detém um imóvel corporativo no corredor da Avenida Brigadeiro Faria Lima e distribui rendimentos mensais com isenção de IR para cotistas pessoas físicas elegíveis. Com taxa de administração de apenas 0,14% ao ano e alavancagem de 1,55%, o FLMA11 apresenta estrutura de custos enxuta e baixo endividamento. O principal desafio operacional é a vacância física de 26,67%, que comprime a receita locatícia. O fundo negocia com desconto expressivo em relação ao seu patrimônio líquido, com P/VP inferior a 1,0. Possui base de mais de 10.900 cotistas e governança regulada pela CVM conforme a Resolução 175/2022.

Sobre FII CONTINENTAL SQUARE FARIA LIMA - RESP. LIMITADA

O FLMA11, cujo nome completo é FII Continental Square Faria Lima — Fundo de Investimento Imobiliário de Responsabilidade Limitada, é um fundo imobiliário negociado na B3 sob o código FLMA11. Com mais de 25 anos de existência, trata-se de um dos fundos mais antigos do mercado imobiliário brasileiro, tendo sido constituído ainda no período em que os FIIs eram instrumentos de nicho, voltados a investidores institucionais e de alta renda.

O fundo tem como ativo-alvo o empreendimento Continental Square Faria Lima, complexo corporativo situado no coração do Itaim Bibi, em São Paulo, um dos endereços de maior prestígio e liquidez locatícia do país. O bairro integra o eixo da Avenida Brigadeiro Faria Lima, referência para escritórios de alto padrão, sedes de grandes bancos, gestoras de recursos, escritórios de advocacia e empresas multinacionais.

Em termos de estrutura jurídica, o FLMA11 é classificado como fundo de responsabilidade limitada, o que significa que o cotista responde apenas pelo valor de suas cotas subscritas, sem exposição além desse limite. Essa característica reforça o perfil de investimento com risco delimitado e compatível com a regulação dos fundos fechados brasileiros.

O fundo possui 1.380.670 cotas emitidas e um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 345,8 milhões, com valor patrimonial por cota (VPA) de R$ 250,49. Seu valor de mercado gira em torno de R$ 215,8 milhões, o que coloca o fundo em uma posição de desconto relevante em relação ao patrimônio contábil — um ponto de atenção analisado em detalhe na seção de indicadores.

A base de cotistas é composta por cerca de 10.934 investidores registrados, perfil compatível com um fundo de baixa liquidez diária na bolsa. O volume médio de negociação é reduzido, o que implica menor facilidade de entrada e saída para grandes volumes, sendo um aspecto a ser considerado na análise de adequação do investimento ao perfil de cada investidor.

O setor de atuação está classificado como Títulos e Valores Mobiliários, embora o fundo detenha exposição direta a ativo imobiliário físico, com vacância física registrada de 26,67%. A inadimplência dos locatários é zero, o que indica que a receita gerada pela fração ocupada do imóvel está sendo recebida integralmente.

Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou distribuições expressivas, com rendimento médio mensal de R$ 2,0899 por cota e o último rendimento declarado de R$ 2,4784 por cota. Essa consistência na distribuição é reflexo tanto da qualidade do ativo subjacente quanto do rigor na gestão de caixa e da política de distribuição mínima de 95% do resultado semestral, conforme exigência da legislação aplicável.

A taxa de administração do FLMA11 é de 0,14% ao ano sobre o patrimônio líquido, uma das mais baixas entre os FIIs do segmento de escritórios, o que contribui para preservar a maior parte da receita líquida gerada para distribuição aos cotistas. Essa eficiência de custos é relevante para a análise de retorno ajustado.

A alavancagem do fundo é baixa, de apenas 1,55% do ativo total (passivo de R$ 5,3 milhões frente a ativo total de R$ 351,2 milhões), o que indica gestão conservadora do endividamento e menor risco de default estrutural.

Por fim, a característica de fundo imobiliário de tijolo com ativo único diferencia o FLMA11 de fundos mais diversificados. Toda a receita de locação está concentrada no Continental Square Faria Lima, o que torna o desempenho do fundo diretamente dependente da taxa de ocupação, do preço de locação praticado e das condições do mercado de escritórios premium na Faria Lima.

Contexto de negocio e setor

O Continental Square Faria Lima está inserido em um dos mercados de escritórios corporativos mais competitivos e valorizados do Brasil. A Avenida Brigadeiro Faria Lima e seu entorno imediato — incluindo o Itaim Bibi e o Vila Olímpia — concentram a maior densidade de escritórios de padrão A e A+ de São Paulo, sendo o endereço preferido por empresas dos setores financeiro, jurídico e de tecnologia que buscam presença institucional e proximidade com clientes estratégicos.

Historicamente, a Faria Lima apresenta taxas de vacância estruturalmente mais baixas do que a média da cidade, reflexo da demanda consistente por espaços de qualidade em localização privilegiada. Mesmo em momentos de desaceleração econômica, o corredor Faria Lima-Itaim tende a apresentar resiliência superior à de regiões secundárias, pois as empresas âncora do segmento financeiro mantêm suas operações físicas mesmo em contextos de incerteza.

O modelo de negócio do FLMA11 é essencialmente o de um fundo de renda imobiliária de ativo único. Isso significa que o resultado operacional depende integralmente da capacidade de locar as áreas disponíveis do Continental Square Faria Lima, do nível de preços praticados nos contratos de locação e da inadimplência dos inquilinos. Como a inadimplência está em zero, o foco da análise de risco recai sobre a vacância física de 26,67% registrada, que representa a parcela do imóvel sem geração de receita locatícia no período.

A vacância de 26,67% em um imóvel na Faria Lima é um dado ambíguo: por um lado, indica que há capacidade ociosa relevante que, se absorvida, poderia elevar substancialmente a receita distribuível; por outro, pode refletir especificidades do espaço ou do contrato que limitam a velocidade de reocupação. O mercado de escritórios premium na Faria Lima tem absorção líquida positiva historicamente, o que favorece a perspectiva de redução gradual da vacância ao longo do tempo.

Os contratos de locação comercial no Brasil são regidos pela Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato), que estabelece prazos mínimos, mecanismos de reajuste (geralmente por índices como IGP-M ou IPCA) e garantias locatícias. No segmento premium, os contratos tendem a ser mais longos (36 a 60 meses), o que oferece previsibilidade de receita, mas também pode implicar em períodos de transição quando há vencimento ou rescisão antecipada.

O fundo opera sob regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), especificamente da Resolução CVM 175/2022, que substituiu a ICVM 472/2008 e consolidou as regras dos FIIs. Entre os dispositivos mais relevantes para o cotista, destaca-se a obrigatoriedade de distribuição de no mínimo 95% do resultado líquido semestral apurado em regime de caixa, garantindo fluxo de rendimentos periódicos.

O ambiente macroeconômico influencia diretamente o FLMA11 por dois canais principais. O primeiro é a taxa de juros: taxas elevadas aumentam a atratividade de títulos de renda fixa e elevam a taxa de desconto aplicada ao fluxo de receitas imobiliárias, pressionando o P/VP para baixo. O segundo canal é o crescimento econômico: expansão do PIB e do mercado de trabalho formal estimulam a demanda por espaços corporativos e favorecem a absorção de vacâncias.

O segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo passou por transformações significativas com a adoção do trabalho remoto e híbrido pós-pandemia. As empresas revisaram seus portfólios de espaços, favorecendo a concentração em localidades premium com qualidade de infraestrutura superior — o que, paradoxalmente, beneficia ativos da Faria Lima em detrimento de regiões secundárias. Contudo, a demanda por menores metragens por empresa pode explicar parte da vacância remanescente em edifícios de grande porte.

A gestão do FLMA11 é responsável pela administração fiduciária do fundo, pela relação com locatários, pela manutenção do imóvel e pela política de distribuição. A taxa de administração de 0,14% a.a. é compatível com fundos que possuem ativo único e estrutura operacional enxuta, sem necessidade de gestão ativa de portfólio diversificado.

Por ser um fundo com patrimônio de R$ 345,8 milhões e 25 anos de histórico, o FLMA11 carrega um arcabouço documentado de assembleias, relatórios gerenciais e demonstrações financeiras auditadas que permitem ao investidor analisar a trajetória de receitas, vacâncias e distribuições ao longo de ciclos econômicos completos — um diferencial importante em relação a fundos mais recentes sem histórico consolidado.

Como ler os indicadores deste ativo

Analisar um fundo imobiliário como o FLMA11 exige familiaridade com um conjunto de indicadores que, em conjunto, revelam a qualidade do ativo, a eficiência da gestão e o equilíbrio entre preço de mercado e valor patrimonial. Cada indicador isolado conta apenas parte da história; a leitura integrada é o que permite uma avaliação fundamentada.

O Dividend Yield (DY) é o indicador mais observado pelos investidores de FII e expressa a relação entre os rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses e a cotação da cota na bolsa. Um DY elevado pode indicar generosidade na distribuição, mas também pode ser sinal de que o preço caiu significativamente, ou ainda que houve eventos não recorrentes que inflaram a distribuição temporariamente. No caso do FLMA11, o DY apresenta a marcação de 'dy_atipico', o que significa que o sistema identificou que esse nível de distribuição pode não ser plenamente sustentável no ritmo atual — um sinal de cautela que merece investigação adicional.

O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) compara o preço de mercado da cota com o valor patrimonial por cota (VPA), que é calculado dividindo o patrimônio líquido do fundo pelo número total de cotas emitidas. Um P/VP abaixo de 1,0 indica que o mercado precifica a cota com desconto em relação ao patrimônio contábil, o que pode ser interpretado como oportunidade ou como reflexo de riscos percebidos (vacância, qualidade do ativo, iliquidez). Um P/VP acima de 1,0 indica prêmio — o mercado valoriza o fundo acima do patrimônio, geralmente por expectativa de crescimento ou qualidade de gestão.

O Valor Patrimonial por Cota (VPA) é calculado dividindo o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Reflete o 'valor de livro' de cada cota, com base na avaliação dos ativos imobiliários a laudo técnico. O VPA é atualizado periodicamente via laudos de avaliação independentes e pode diferir substancialmente do preço de mercado por razões como iliquidez, expectativas sobre vacância futura ou condições macroeconômicas.

A Vacância Física é o percentual da área total do imóvel que não está ocupada por inquilinos em determinada data. Representa a capacidade ociosa do portfólio e tem impacto direto na receita locatícia. Uma vacância elevada comprime a distribuição de rendimentos; uma vacância baixa maximiza a geração de caixa. Para o investidor, é fundamental acompanhar a tendência da vacância — se está caindo (absorção positiva) ou subindo (devolução de espaços) — mais do que o número pontual.

O Último Rendimento por Cota é o valor da última distribuição declarada pelo fundo, expresso por cota. Nos FIIs, os rendimentos são distribuídos mensalmente ou conforme o regulamento do fundo, e o valor pode variar de período a período em função do resultado operacional. Não representa garantia de manutenção para os meses seguintes, pois depende da receita de aluguéis recebida, das despesas do fundo e de eventuais eventos extraordinários.

A Taxa de Administração é o percentual cobrado anualmente pelo administrador fiduciário sobre o patrimônio líquido do fundo, para cobrir os custos de gestão, custódia e conformidade regulatória. É um custo que incide sobre o patrimônio independentemente do desempenho, reduzindo o resultado disponível para distribuição. Taxas mais baixas preservam maior parcela do resultado para os cotistas. Além da taxa de administração, alguns fundos cobram taxa de performance (sobre resultados acima de benchmark) e taxa de consultoria imobiliária, que também devem ser consideradas na análise de custo total.

Pontos de atencao

Vacância física de 26,67% registrada no último relatório trimestral (fonte: CVM inf_trimestral_fii_imovel): aproximadamente um quarto da área do Continental Square Faria Lima não está gerando receita locatícia, o que comprime diretamente a distribuição de rendimentos e é o principal risco operacional do fundo no curto prazo.

DY classificado como atípico pelo sistema de análise: o nível de Dividend Yield registrado pode incluir componentes não recorrentes ou refletir o preço depreciado da cota mais do que a geração de caixa sustentável. O investidor deve avaliar o resultado operacional recorrente antes de basear expectativas de distribuição no DY mais recente.

P/VP de 0,62 indica desconto de aproximadamente 38% sobre o patrimônio líquido por cota (VPA de R$ 250,49 versus preço de mercado de R$ 156,27 na data base): descontos dessa magnitude em ativos da Faria Lima podem refletir vacância, iliquidez ou descompasso entre avaliação de laudo e expectativas do mercado.

Liquidez baixa na bolsa com volume médio diário em torno de 33 a 40 cotas negociadas por pregão: o FLMA11 não é um fundo de alta liquidez, o que dificulta a entrada e saída de posições maiores sem impacto relevante no preço. Esse perfil é mais adequado a investidores com horizonte de longo prazo e tolerância a menor negociabilidade.

Ativo único e concentrado: toda a receita do fundo depende exclusivamente do desempenho locatício do Continental Square Faria Lima. Eventos como saída de inquilino relevante, deterioração do imóvel ou mudanças no microambiente da Faria Lima teriam impacto direto e integral sobre a distribuição do fundo.

Alavancagem de 1,55% sobre o ativo total (passivo de R$ 5,3 milhões): nível muito baixo, indicando ausência de endividamento significativo. Esse conservadorismo reduz o risco de crise de liquidez do fundo em cenários de mercado adversos e é um ponto positivo da estrutura financeira.

Inadimplência zero registrada no período mais recente: os inquilinos que ocupam o imóvel estão cumprindo integralmente com suas obrigações financeiras, o que significa que a receita da fração ocupada está sendo recebida sem atritos. Esse dado é positivo e diferencia o risco de inadimplência do risco de vacância.

Base de cotistas de 10.934 investidores: tamanho relevante para um fundo com baixa liquidez, mas ainda assim concentrado em comparação com os grandes FIIs do mercado. A dispersão da base de cotistas influencia a governança e a participação em assembleias, onde quórum mínimo pode ser exigido para deliberações relevantes.

Fundo com 25 anos de existência: a longevidade do FLMA11 oferece um histórico extenso de relatórios, demonstrações financeiras auditadas e ciclos econômicos que podem ser analisados pelo investidor. Fundos mais antigos tendem a ter estrutura regulatória consolidada e histórico de relacionamento com a CVM bem documentado.

Taxa de administração de 0,14% ao ano sobre o patrimônio líquido: uma das mais baixas do segmento, o que favorece a preservação do resultado operacional para distribuição. Essa eficiência de custo é especialmente relevante em períodos de maior vacância, quando a receita é menor e a pressão sobre as despesas fixas é mais sentida.

Rendimento acumulado nos últimos 12 meses de R$ 25,08 por cota, com variação entre o menor e o maior pagamento mensal: a não uniformidade das distribuições mensais é esperada em FIIs e reflete a dinâmica do resultado operacional. O investidor deve se preparar para variações no valor do rendimento de mês a mês.

Desconto de mercado versus patrimônio de R$ 130 milhões (37,6% do PL): esse gap persistente sugere que o mercado antecipa riscos ou desafios que o laudo de avaliação do ativo não captura imediatamente. O fechamento ou ampliação desse desconto depende da evolução da vacância, dos rendimentos distribuídos e do contexto macroeconômico.

Governanca e estrutura societaria

O FLMA11 — FII Continental Square Faria Lima — opera sob o arcabouço regulatório dos Fundos de Investimento Imobiliário brasileiros, consolidado na Resolução CVM 175/2022 (que revogou a ICVM 472/2008) e complementado pela Lei 8.668/1993, que instituiu o regime jurídico dos FIIs no Brasil.

A estrutura de governança do fundo é tripartite: o Administrador Fiduciário, o Gestor (quando há figura separada) e a Assembleia Geral de Cotistas. No caso de fundos de ativo único como o FLMA11, é comum que as funções de administração e gestão estejam concentradas na mesma instituição ou em estrutura simplificada, dada a natureza passiva da gestão do portfólio.

O Administrador Fiduciário é a instituição financeira autorizada pela CVM responsável por todos os aspectos legais, contábeis e regulatórios do fundo. É o administrador que assina os relatórios gerenciais, convoca assembleias, emite cotas e responde perante a CVM pelo cumprimento da regulação. O administrador age em nome do fundo e em benefício exclusivo dos cotistas, com obrigação de diligência e lealdade.

A Assembleia Geral de Cotistas é o órgão soberano do fundo. As matérias que exigem deliberação em assembleia incluem: alteração do regulamento, substituição do administrador ou gestor, emissão de novas cotas, aprovação das demonstrações financeiras, liquidação do fundo, e qualquer alteração que afete os direitos dos cotistas. O quórum para instalação e deliberação varia conforme a relevância da matéria — alterações essenciais ao regulamento exigem maioria qualificada.

A taxa de administração do FLMA11 é de 0,14% ao ano sobre o patrimônio líquido, calculada e provisionada diariamente, paga mensalmente ao administrador. Não há registro público de taxa de performance ou taxa de consultoria imobiliária separada para o fundo, o que mantém a estrutura de custos transparente e previsível.

A política de distribuição de rendimentos segue a determinação legal: no mínimo 95% do resultado líquido semestral apurado em regime de caixa deve ser distribuído aos cotistas. Os FIIs tipicamente optam por distribuições mensais para facilitar a gestão do fluxo de caixa dos investidores, embora a frequência exata dependa do regulamento de cada fundo. O resultado semestral é base de cálculo; os pagamentos mensais são antecipações desse resultado.

Os rendimentos distribuídos pelo FLMA11 são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas que atendam cumulativamente a três condições: (i) o fundo tem no mínimo 50 cotistas; (ii) as cotas são negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado; e (iii) o cotista detém menos de 10% das cotas emitidas. O FLMA11 cumpre as condições estruturais (fundo público, cotas em bolsa), e o cotista deve verificar individualmente o limite de participação.

Os ganhos de capital na comercializacao de cotas na bolsa são tributados à alíquota de 20% para pessoas físicas, sob responsabilidade do próprio investidor via DARF mensal. Não há isenção para ganhos de capital na alienação de cotas, apenas para os rendimentos distribuídos pelo fundo.

O histórico de emissões do FLMA11, dado seu tempo de vida superior a 25 anos, abrange diferentes fases do mercado de capitais brasileiro e do segmento de FIIs. Em emissões posteriores à constituição original, as cotas foram ofertadas com preço de emissão baseado no VPA ou em preço de referência de mercado, com eventual agente coordenador. O registro de emissões anteriores está disponível nos sistemas da CVM para consulta dos investidores.

Os direitos fundamentais do cotista incluem: acesso integral ao regulamento, ao prospecto (em emissões públicas) e aos relatórios periódicos; participação e voto em assembleia; recebimento de rendimentos nas datas estabelecidas; e liquidação proporcional em caso de dissolução do fundo. A CVM mantém canal de reclamação e fiscalização para assegurar o cumprimento desses direitos.

Panorama competitivo

O mercado de fundos imobiliários de escritórios no Brasil é amplo e competitivo, com dezenas de FIIs listados na B3 e ativos distribuídos pelos principais eixos corporativos de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. O FLMA11, com foco exclusivo no Continental Square Faria Lima, concorre indiretamente com outros fundos que detêm ativos no mesmo corredor ou em regiões comparáveis.

No eixo Faria Lima–Itaim Bibi–Vila Olímpia, os principais competidores do FLMA11 em termos de localização incluem fundos como BRCR11 (BC Fund), que historicamente foi um dos maiores portfólios de escritórios do Brasil, com ativos em múltiplos subsetores de São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo edifícios premium na Faria Lima. Outro competidor relevante é o RBRP11 (RBR Properties), com portfólio de ativos corporativos de alto padrão em São Paulo.

O HGRE11 (CSHG Real Estate), gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo (hoje Julius Baer), é um dos fundos de escritórios mais tradicionais do Brasil, com portfólio diversificado em São Paulo, incluindo a região da Faria Lima. Sua diversificação reduz a exposição a vacância de ativo único, diferenciando-o estruturalmente do FLMA11.

O PVBI11 (VBI Prime Properties) e o VINO11 (Vinci Offices) são exemplos mais recentes de fundos de escritórios premium com foco em ativos classe A+ em localizações estratégicas de São Paulo, incluindo a Faria Lima e Paulista. Esses fundos captaram recursos em períodos mais recentes com portfólios menores mas mais selecionados.

Além dos fundos de tijolo, o FLMA11 concorre pela alocação do investidor com fundos de papel (CRI) como KNRI11, MXRF11 e BCFF11, que oferecem exposição ao segmento imobiliário via instrumentos de dívida, geralmente com menor volatilidade de cota e maior liquidez na bolsa, mas com perfil de retorno diferente.

O contexto competitivo também inclui ETFs de FIIs, como o XFIX11 e o BOVA11 (exposição indireta via Ibovespa), que oferecem diversificação automática com menor custo de análise para o investidor. Esses produtos cresceram em relevância com a expansão da base de investidores de perfil mais passivo.

O diferencial do FLMA11 em relação a competidores está em seu ativo único de alto padrão na Faria Lima, sua taxa de administração notavelmente baixa (0,14% a.a.), seu longo histórico e a marcação de desconto expressivo em relação ao VPA (P/VP de 0,62). Contudo, a baixa liquidez na bolsa e a vacância de 26,67% são desvantagens estruturais que competidores maiores ou mais diversificados tendem a não apresentar na mesma magnitude.

O posicionamento do FLMA11 no mercado é, portanto, o de um fundo legado de nicho, com ativo de qualidade locacional, mas com desafios operacionais que o mantêm fora do radar de investidores que buscam fundos de alta liquidez e portfólios amplamente diversificados. Para investidores especializados que acompanham o segmento de escritórios premium de São Paulo, o fundo oferece uma tese de recuperação de vacância e fechamento de desconto patrimonial que diferencia sua análise daquela de fundos com perfil mais estável.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) anualizado.** O Dividend Yield de 16,05% ao ano do FLMA11 situa-se acima da média histórica do segmento de FIIs de escritórios, reflexo da combinação entre distribuições nominais elevadas e um preço de cota depreciado em relação ao patrimônio. O status 'dy_atipico' indica que o rendimento pode incluir componentes não recorrentes ou que o nível atual de distribuição excede a geração de caixa sustentável de longo prazo. Para o investidor, esse indicador deve ser lido em conjunto com a evolução da vacância e do resultado operacional recorrente, evitando a armadilha de interpretar um DY elevado isoladamente como sinal de atratividade garantida. Fórmula: DY (%) = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses por cota / Preço atual da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses = R$ 25,0786/cota; Preço de referência = R$ 156,27/cota. DY = (25,0786 / 156,27) × 100 = 16,05% (dados de 12/06/2026). Nota: o sistema classifica esse DY como 'atípico', sinalizando que pode não ser plenamente recorrente.

**P/VP — Preço sobre Valor Patrimonial.** Com P/VP de 0,62, o FLMA11 negocia com desconto de aproximadamente 38% em relação ao seu patrimônio líquido por cota. Esse desconto é relevante e pode refletir a vacância física de 26,67%, a baixa liquidez das cotas na bolsa e as incertezas sobre o ritmo de reocupação do imóvel. Historicamente, descontos profundos em ativos de qualidade podem se corrigir ao longo do tempo com melhora operacional, mas também podem persistir se os fundamentos não se recuperarem. O P/VP abaixo de 1,0 não é por si só um indicativo de oportunidade — exige análise do contexto que gera o desconto. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado = R$ 156,27/cota; VPA = R$ 250,49/cota. P/VP = 156,27 / 250,49 = 0,624 ≈ 0,62 (dados de 12/06/2026).

**VPA — Valor Patrimonial por Cota.** O VPA de R$ 250,49 representa o valor contábil de cada cota, calculado a partir da avaliação dos ativos imobiliários do fundo a laudo técnico. É o denominador do P/VP e o referencial para medir o desconto ou prêmio de mercado. O VPA é atualizado periodicamente via laudos independentes e pode não capturar variações de mercado em tempo real. A diferença expressiva entre o VPA (R$ 250,49) e o preço de mercado (cerca de R$ 156) evidencia o desconto com que o fundo opera, refletindo as condições de liquidez e operacionais do ativo. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido total / Número de cotas emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido = R$ 345.840.474,07; Cotas emitidas = 1.380.670. VPA = R$ 345.840.474,07 / 1.380.670 = R$ 250,49/cota (dados de 12/06/2026).

**Vacância Física.** A vacância física de 26,67% indica que aproximadamente um quarto da área do imóvel não está gerando receita locatícia. Em um ativo único como o Continental Square Faria Lima, qualquer variação na vacância tem impacto direto e proporcional na distribuição de rendimentos. O fato de a inadimplência ser zero é positivo, pois significa que a fração ocupada paga integralmente. A redução da vacância é a principal alavanca de melhora operacional do fundo, e o acompanhamento dos relatórios gerenciais para avaliar a evolução desse indicador é essencial para o investidor que acompanha o FLMA11. Fórmula: Vacância Física (%) = (Área total não ocupada / Área total do ativo) × 100 Cálculo: Vacância física registrada = 26,67% sobre área total do imóvel de 432,3 m² equivalente ao registro contábil; fonte: CVM inf_trimestral_fii_imovel (dados de 12/06/2026). Inadimplência = 0,00%.

**Último Rendimento por Cota.** O último rendimento de R$ 2,4784 por cota supera a média mensal dos 12 meses anteriores (R$ 2,0899), o que sugere que houve algum componente extraordinário ou sazonalidade positiva no período mais recente. Rendimentos de FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas quando cumpridos os requisitos legais (fundo com mínimo de 50 cotistas, cotas negociadas exclusivamente em bolsa, cotista com menos de 10% das cotas). Essa isenção torna o rendimento bruto equivalente ao líquido para o público elegível, diferenciando os FIIs de outras fontes de renda passiva tributadas. Fórmula: Rendimento por cota = valor bruto distribuído por cota no último período de referência Cálculo: Último rendimento declarado = R$ 2,4784/cota; Rendimento médio dos últimos 12 meses = R$ 2,0899/cota/mês; Rendimento acumulado 12 meses = R$ 25,0786/cota (dados de 12/06/2026).

**Taxa de Administração.** A taxa de administração de 0,14% ao ano é notavelmente baixa para o padrão do mercado de FIIs, que costuma variar entre 0,5% e 1,5% ao ano para fundos ativos. Essa eficiência de custos preserva uma parcela maior do resultado operacional para distribuição aos cotistas. Em termos absolutos, corresponde a aproximadamente R$ 484 mil anuais sobre o patrimônio atual. Fundos com ativo único e gestão mais passiva tendem a ter estruturas de custo mais enxutas, e o FLMA11 ilustra bem esse perfil. Fórmula: Custo anual estimado (R$) = Taxa de administração (% a.a.) × Patrimônio Líquido; Custo mensal = Custo anual / 12 Cálculo: Taxa de administração = 0,14% a.a.; Patrimônio Líquido = R$ 345.840.474,07. Custo anual estimado = 0,0014 × R$ 345.840.474,07 = R$ 484.176,66/ano ≈ R$ 40.348/mês (dados de 12/06/2026).

**Patrimônio Líquido e Valor de Mercado.** O patrimônio líquido de R$ 345,8 milhões reflete a avaliação contábil dos ativos do fundo, enquanto o valor de mercado de R$ 215,8 milhões é o que o mercado efetivamente precifica hoje via bolsa. O gap de R$ 130 milhões — equivalente a 37,6% de desconto — é expressivo e compõe a base do P/VP de 0,62. A alavancagem de 1,55% (passivo de R$ 5,3 milhões) é baixa, indicando gestão conservadora do endividamento. Esse desconto estrutural é o ponto central da análise fundamentalista do FLMA11 e deve ser monitorado em conjunto com a evolução da vacância e das distribuições. Fórmula: Patrimônio Líquido = Ativo Total − Passivo Total; Valor de Mercado = Preço da cota × Número de cotas emitidas Cálculo: Ativo Total = R$ 351.184.446,34; Passivo Total = R$ 5.343.972,27; Patrimônio Líquido = R$ 345.840.474,07. Valor de Mercado = R$ 156,27 × 1.380.670 = R$ 215.757.300,90. Desconto de mercado sobre PL = (R$ 345.840.474,07 − R$ 215.757.300,90) / R$ 345.840.474,07 = 37,6% (dados de 12/06/2026).

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de FLMA11? A cotação mais recente de FLMA11 é de R$ 150,46.

Qual o dividend yield do FLMA11? O dividend yield anualizado de FLMA11 é de 16,62%.

Qual o P/VP de FLMA11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de FLMA11 é 0.60.

FLMA11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de FLMA11 foi de R$ 2,18 por cota.

O que é o FLMA11 e qual é o seu ativo-alvo? O FLMA11 é o FII Continental Square Faria Lima, um fundo imobiliário listado na B3 com mais de 25 anos de existência. Seu único ativo é o empreendimento Continental Square Faria Lima, complexo corporativo localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, no corredor da Avenida Brigadeiro Faria Lima — um dos endereços de maior prestígio para escritórios de alto padrão no Brasil.

O que significa o P/VP de 0,62 do FLMA11? O P/VP de 0,62 indica que o preço de mercado da cota está aproximadamente 38% abaixo do valor patrimonial por cota (VPA). Isso significa que cada cota negociada na bolsa representa um ativo contabilmente avaliado em valor superior ao preço pago. Esse desconto pode refletir a vacância física do imóvel, a baixa liquidez das cotas ou descompasso entre o laudo de avaliação e as expectativas do mercado.

Como funciona a distribuição de rendimentos em FIIs? Os FIIs são obrigados por lei a distribuir no mínimo 95% do resultado líquido semestral apurado em regime de caixa. O FLMA11, como a maioria dos fundos, realiza pagamentos mensais como antecipação desse resultado. O valor distribuído por cota pode variar de mês a mês conforme a receita de aluguéis recebida, as despesas do fundo e eventuais eventos extraordinários.

Os rendimentos do FLMA11 são isentos de Imposto de Renda? Os rendimentos distribuídos mensalmente pelo FLMA11 são isentos de IR para cotistas pessoas físicas que cumpram três condições: o fundo tem mais de 50 cotistas (cumprido), as cotas são negociadas em bolsa (cumprido), e o cotista detém menos de 10% das cotas emitidas. O cotista deve verificar individualmente se atende esse último critério. Ganhos de capital na comercializacao de cotas na bolsa são tributados à alíquota de 20%.

O que é vacância física e qual é o impacto no FLMA11? Vacância física é o percentual da área total do imóvel que não está ocupada por inquilinos. No FLMA11, a vacância registrada é de 26,67% — cerca de um quarto do espaço disponível sem gerar receita de aluguel. Como o fundo tem ativo único, cada ponto percentual de variação na vacância tem impacto proporcional direto sobre a receita e, consequentemente, sobre os rendimentos distribuídos aos cotistas.

Por que a taxa de administração do FLMA11 é tão baixa? A taxa de 0,14% ao ano é compatível com o perfil do fundo: ativo único, gestão relativamente passiva (sem necessidade de selecionar e rotacionar portfólio), e estrutura operacional enxuta. Fundos com múltiplos ativos ou estratégias ativas de aquisição tendem a cobrar taxas entre 0,5% e 1,5% ao ano. A baixa taxa preserva maior parcela do resultado para distribuição e é um ponto positivo da estrutura de custos do FLMA11.

O que é VPA e como ele é calculado no FLMA11? VPA (Valor Patrimonial por Cota) é o resultado da divisão do patrimônio líquido do fundo pelo número de cotas emitidas. No FLMA11: R$ 345.840.474,07 ÷ 1.380.670 cotas = R$ 250,49/cota. Esse valor representa o 'valor de livro' de cada cota com base na avaliação técnica dos ativos do fundo, atualizado periodicamente via laudos independentes.

O que significa o DY 'atípico' do FLMA11? O sistema de análise classifica o Dividend Yield do FLMA11 como 'atípico' porque o nível de distribuição pode não ser sustentável de forma recorrente — seja porque houve eventos não recorrentes que inflaram os pagamentos, seja porque o preço deprimido da cota artificialmente eleva o percentual calculado. Isso não significa que os rendimentos vão cessar, mas que o investidor deve analisar o resultado operacional recorrente antes de projetar rendimentos futuros com base no DY atual.

Quantos cotistas o FLMA11 tem e por que isso importa? O FLMA11 tem 10.934 cotistas registrados. Esse número é relevante por dois motivos: o legal, pois o mínimo de 50 cotistas é exigido para a isenção de IR nos rendimentos distribuídos para pessoas físicas; e o de governança, pois a participação em assembleias depende do engajamento da base de cotistas para atingir quórum em deliberações importantes.

Quais são os principais riscos de um FII de ativo único como o FLMA11? O principal risco estrutural é a concentração: toda a geração de renda depende de um único imóvel. A saída de inquilinos relevantes, a deterioração das condições do mercado de escritórios na Faria Lima ou problemas físicos no edifício têm impacto total e imediato sobre os rendimentos. Outros riscos incluem vacância persistente, iliquidez na bolsa (que dificulta saída de posições) e descompasso entre o laudo de avaliação e o preço de mercado.

Como o contexto de taxa de juros afeta o FLMA11? Em ambientes de juros elevados, os FIIs em geral sofrem pressão negativa nos preços porque os investidores comparam o DY do fundo com a taxa livre de risco (CDI/Selic). Quando a renda fixa oferece retornos elevados com risco menor, parte do capital migra para ela, pressionando os preços das cotas. O FLMA11, com baixa liquidez e alto desconto patrimonial, tende a ser mais sensível a esse efeito do que fundos maiores e mais líquidos.

O que é a Resolução CVM 175/2022 e como ela se aplica ao FLMA11? A Resolução CVM 175/2022 é a principal norma regulatória dos Fundos de Investimento Imobiliário no Brasil, substituindo a ICVM 472/2008. Ela define regras sobre estrutura do fundo, obrigações do administrador, direitos dos cotistas, padrões de divulgação de informações e distribuição de resultados. O FLMA11, como fundo regulado pela CVM, está sujeito a todas as exigências da norma, incluindo relatórios gerenciais periódicos, laudos de avaliação e realização de assembleias.

Qual é a diferença entre vacância física e vacância financeira? A vacância física mede o percentual da área total não ocupada por inquilinos. A vacância financeira mede o percentual da receita potencial que não está sendo gerada, podendo incluir períodos de carência locatícia (aluguel negociado mas ainda não cobrado) ou espaços com aluguel abaixo do mercado. No FLMA11, apenas a vacância física está registrada (26,67%); a financeira não está disponível nos dados públicos analisados, mas tipicamente é próxima à física em ativos de ativo único.

Como é feita a avaliação do patrimônio do FLMA11? O patrimônio líquido do fundo é calculado com base na avaliação dos ativos imobiliários por laudos técnicos emitidos por avaliadores independentes habilitados, conforme exigência da CVM. Esses laudos utilizam metodologias reconhecidas (renda, comparativo de mercado, custo) e são atualizados periodicamente. O resultado compõe o VPA, que pode diferir significativamente do preço de mercado da cota, como no caso do FLMA11 com desconto de 38%.

O FLMA11 tem dívida ou alavancagem? A alavancagem do FLMA11 é baixa: o passivo total é de R$ 5,3 milhões frente a um ativo total de R$ 351,2 milhões, representando 1,55% do ativo. Esse nível de endividamento é conservador e indica ausência de financiamentos relevantes. Fundos imobiliários no Brasil têm limitações regulatórias ao uso de alavancagem, e o FLMA11 opera muito abaixo de qualquer limite aplicável.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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