BCRI11 — BANESTES RECEBIVEIS IMOBILIARIOS FII
Cotação, indicadores e dados históricos de BCRI11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 59,90
- P/VP
- 0,71
- Dividend Yield (12m)
- 16,59%
Setor
Títulos e Valores Mobiliários
Desempenho recente
No período de 6m, BCRI11 apresentou variação de -13,53% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, BCRI11 oscilou entre R$ 57,76 a R$ 71,92. Média de R$ 63,69 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Dividend Yield
DY anual: 16,59%. DY atípico (≥15%) — exige análise individual do fundo; pode refletir rendimento extraordinário ou cota defasada.
P/VP
P/VP: 0.71.
Dados do Fundo
Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 84,55. Patrimônio líquido: R$ 529,1M. Valor de mercado: R$ 374,8M. Cotas emitidas: 6.257.873. Número de cotistas: 40.878. Taxa de administração: 0,69%. Idade do fundo: 11,2 anos. Administrador: BRL TRUST DTVM S.A.. Tipo de gestão: Definida. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 22.219.335/0001-38. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.
O que é um Fundo Imobiliário (FII)
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.
Tipos de FII
Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.
Dividend Yield em FIIs
O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.
P/VP e valor patrimonial por cota
O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.
Rendimentos mensais e regra de distribuição
Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.
Liquidez, vacância e riscos típicos
Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de BCRI11 é de 16,59%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,79 por cota.
Comparação Setorial
Dados comparativos do segmento Títulos e Valores Mobiliários: P/VP de BCRI11 em 0.71 ante mediana do setor de 0.87. Dividend yield de 16,59% ante mediana do setor de 13,44%.
O BCRI11 é o Banestes Recebíveis Imobiliários FII, um fundo de papel com mais de onze anos de mercado que investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — títulos de renda fixa lastreados em crédito imobiliário. Com patrimônio líquido superior a R$ 530 milhões, mais de 41.000 cotistas e taxa de administração de 0,71% ao ano, o fundo distribui rendimentos mensais isentos de IR para pessoas físicas enquadradas na regra legal. O portfólio é composto por CRIs com diferentes indexadores (IPCA, CDI), conferindo ao fundo sensibilidade ao ciclo de inflação e de juros. Por ser um FII de papel, não há imóveis físicos, vacância ou contratos de locação — o risco central é o crédito dos devedores dos CRIs.
Sobre BANESTES RECEBIVEIS IMOBILIARIOS FII
O BCRI11 — Banestes Recebíveis Imobiliários FII — é um fundo de investimento imobiliário do segmento de papel, com mais de onze anos de história no mercado brasileiro. Criado e administrado dentro do ecossistema do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), o fundo dedica seu portfólio à aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), instrumento de renda fixa privada lastreado em crédito imobiliário. Diferentemente dos fundos de tijolo — que compram e gerem imóveis físicos como shoppings, galpões logísticos ou lajes corporativas —, o BCRI11 atua na parcela financeira da cadeia imobiliária, originando ou adquirindo direitos creditórios de operações de financiamento imobiliário estruturadas conforme a legislação vigente.
Enquadrado na categoria de FII de recebíveis, o BCRI11 tem como público-alvo investidores em geral, sem restrições a perfis específicos como qualificados ou profissionais. Essa característica amplia o acesso ao instrumento, permitindo que tanto o investidor pessoa física iniciante quanto o institucional possam participar das emissões e negociar as cotas no mercado secundário da B3 sob o código BCRI11.
A carteira do fundo é composta majoritariamente por CRIs indexados a índices de inflação — sobretudo IPCA e IGP-M — e a taxas pós-fixadas como o CDI. Essa estrutura de indexação confere ao portfólio um comportamento dual: nas fases de inflação elevada, os CRIs indexados ao IPCA tendem a repassar a correção monetária integralmente ao rendimento distribuído; nos ciclos de alta de juros, os papéis atrelados ao CDI capturam parte da valorização do custo do dinheiro. O resultado é que o BCRI11 historicamente apresentou yield distribuído acima da média do segmento de papel, refletindo tanto a estratégia de alocação quanto o ambiente macroeconômico brasileiro, marcado por taxas reais elevadas.
Por ser classificado no setor de Títulos e Valores Mobiliários dentro da taxonomia da B3, o BCRI11 não possui imóveis físicos em carteira, nem vacância física, nem contratos de locação. O risco central do fundo é o risco de crédito dos devedores dos CRIs — incorporadoras, construtoras, empresas do setor imobiliário e, em alguns casos, pessoas físicas em financiamentos residenciais — e o risco de pré-pagamento, situação em que o devedor liquida antecipadamente a dívida, interrompendo o fluxo de juros projetado.
O fundo conta com mais de 41.000 cotistas, indicando uma base diversificada de investidores pessoas físicas e jurídicas. Com patrimônio líquido superior a R$ 530 milhões e mais de seis milhões de cotas emitidas, o BCRI11 se posiciona como um fundo de médio porte dentro do universo brasileiro de FIIs de papel, apresentando liquidez moderada no mercado secundário. A gestão responsável por selecionar, estruturar e acompanhar os CRIs da carteira atua em estreita colaboração com o administrador fiduciário, seguindo as diretrizes da Resolução CVM 175 e do regulamento aprovado pelos cotistas.
Contexto de negocio e setor
O mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) no Brasil tem crescido de forma expressiva desde a criação do instrumento pela Lei 9.514/1997, que instituiu o sistema de financiamento imobiliário e criou as companhias securitizadoras. O CRI é um título de renda fixa emitido exclusivamente por securitizadoras, lastreado em créditos imobiliários como contratos de financiamento residencial, contratos de locação de imóveis comerciais, debentures de empresas do setor imobiliário ou contratos de construção. O BCRI11 atua como comprador desses títulos no mercado primário (participando de emissões) e no mercado secundário (adquirindo CRIs já existentes em outros portfólios).
A lógica econômica do fundo de papel é direta: o gestor identifica CRIs com risco-retorno adequado, avalia a qualidade dos devedores e das garantias reais (alienação fiduciária de imóveis, cessão fiduciária de recebíveis, coobrigação de empresas), e aloca o capital dos cotistas nesses instrumentos. Os juros e amortizações recebidos dos CRIs são repassados mensalmente aos cotistas como rendimentos — os chamados dividendos ou proventos do fundo.
No contexto macroeconômico brasileiro, os FIIs de papel têm sido beneficiados por um ciclo prolongado de juros reais elevados. A taxa Selic elevada amplia o retorno dos CRIs atrelados ao CDI, enquanto a inflação persistentemente acima do centro da meta beneficia os papéis indexados ao IPCA. O BCRI11 navega nesse ambiente com uma carteira diversificada entre diferentes indexadores, setores e prazos, buscando equilibrar o risco de concentração com a busca por retorno.
A gestão do fundo avalia continuamente o risco de crédito da carteira, monitorando indicadores como cobertura de dívida (LTV — Loan to Value), qualidade das garantias, histórico de pagamentos dos devedores e cenário setorial. Em fundos de papel bem geridos, a inadimplência dos CRIs é rara — mas quando ocorre, pode impactar os rendimentos distribuídos e exigir execução das garantias, processo que pode levar meses ou anos no sistema jurídico brasileiro.
Outro vetor relevante para o negócio do BCRI11 é o mercado primário de CRIs: novas emissões de alta qualidade, originadas por securitizadoras parceiras, alimentam a renovação e o crescimento da carteira. O fundo pode participar de novas captações por meio de emissões de cotas — as chamadas ofertas públicas de distribuição — e alocar o capital captado em novos CRIs, expandindo o portfólio e, potencialmente, diluindo ou ampliando o rendimento por cota dependendo das condições de mercado na data da emissão.
A estrutura regulatória dos FIIs no Brasil, definida pela Lei 8.668/1993, pela Instrução CVM 472 (substituída pela Resolução CVM 175) e pelas normas complementares, garante proteções importantes ao cotista: o fundo é isento de imposto de renda na distribuição de rendimentos para pessoas físicas quando o fundo tem mais de cinquenta cotistas e as cotas são negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. O BCRI11, com mais de 41.000 cotistas registrados, enquadra-se nessa regra, tornando seus rendimentos mensais isentos de IR na fonte para o cotista pessoa física, o que representa uma vantagem tributária significativa quando comparado a outras aplicações de renda fixa. Importante: a isenção se aplica apenas aos rendimentos distribuídos pelo fundo, não ao ganho de capital obtido na comercializacao das cotas, que permanece sujeito à tributação de 20% de IR.
O posicionamento competitivo do BCRI11 está ligado à origem capixaba do ecossistema Banestes, que lhe confere acesso privilegiado a operações imobiliárias na região Sudeste, particularmente no Espírito Santo. Essa especialização geográfica, combinada com a estrutura de crédito robusta do grupo, define o perfil de risco e a proposta de valor do fundo para seus cotistas.
Como ler os indicadores deste ativo
entender os indicadores de um fundo de investimento imobiliário do segmento de papel exige uma leitura diferente dos FIIs de tijolo. No BCRI11, não há imóveis físicos, contratos de locação nem vacância a monitorar: o portfólio é composto inteiramente por títulos financeiros — principalmente CRIs — e os indicadores refletem a relação entre o preço negociado em bolsa, o valor intrínseco do patrimônio e a capacidade de geração de caixa dos recebíveis em carteira.
O Dividend Yield (DY) é o indicador mais acompanhado pelos investidores de FIIs. Ele expressa, em termos percentuais anualizados, quanto o fundo distribui de rendimentos em relação ao preço da cota no mercado. Em fundos de papel, o DY tende a ser mais elevado do que nos fundos de tijolo — especialmente em ambientes de juros altos — porque os CRIs carregam taxas de juro contratadas que podem ser superiores ao cap rate de imóveis físicos. Um DY elevado, no entanto, não deve ser lido isoladamente: é essencial verificar se os rendimentos são recorrentes, se há rendimentos extraordinários (como ganhos de capital com comercializacao de CRIs) que inflem o indicador pontualmente, e se o DY reflete a saúde operacional da carteira ou uma depreciação do preço das cotas.
O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica o desconto ou prêmio que o mercado atribui ao fundo em relação ao seu patrimônio líquido. Quando o P/VP é inferior a 1,0, o fundo está sendo negociado abaixo do valor dos ativos que detém — situação que pode indicar oportunidade para compra de ativos a valor abaixo do custo de reposição, ou sinal de desconfiança do mercado sobre a qualidade da carteira. Quando é superior a 1,0, o mercado paga um prêmio pela gestão ou pelo acesso a ativos difíceis de replicar. Para fundos de papel, o P/VP abaixo de 1,0 é relativamente comum em ciclos de alta de juros, pois os CRIs são marcados a mercado e podem apresentar variação negativa no valor patrimonial.
O VPA (Valor Patrimonial por Ação ou por Cota) é calculado dividindo-se o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. Ele representa o quanto cada cota vale contabilmente — o valor de liquidação teórico. Diferentemente do preço de mercado, que oscila diariamente em função de oferta e demanda, o VPA reflete o valor dos ativos registrados nas demonstrações financeiras. Acompanhar a evolução do VPA ao longo do tempo permite verificar se o patrimônio está crescendo (novas emissões, valorização dos CRIs) ou encolhendo (inadimplência, amortização, depreciação dos títulos).
O último rendimento por cota é o valor bruto distribuído no mês mais recente. Para pessoas físicas cotistas de fundos com mais de 50 cotistas listados em bolsa, esses rendimentos são isentos de IR na fonte. Para entender o rendimento em termos relativos, deve-se dividir o valor distribuído pelo preço da cota e anualizar o resultado — obtendo assim o DY mensal e o DY anualizado.
A taxa de administração é o custo anual cobrado pelo administrador fiduciário e, em muitos casos, também pelo gestor, calculado sobre o patrimônio líquido do fundo. Ela impacta diretamente o rendimento distribuído: quanto maior a taxa, menor a parcela do retorno dos CRIs que chega ao cotista. Comparar taxas entre fundos com estratégias similares é importante para avaliar a eficiência operacional.
O magic number (ou número de meses para recuperar o investimento via rendimentos) é um indicador auxiliar que divide o preço da cota pelo rendimento mensal médio distribuído. Ele indica quantos meses seriam necessários para o investidor recuperar o valor aplicado apenas com os rendimentos recebidos, sem considerar a variação do preço das cotas. Quanto menor o magic number, mais rápida seria a recuperação teórica do capital investido via proventos.
Pontos de atencao
Fundo de papel puro: o BCRI11 não possui imóveis físicos em carteira. Todo o portfólio é composto por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o que significa que o risco central não é vacância ou inadimplência de inquilinos, mas sim o risco de crédito dos devedores dos títulos — incorporadoras, construtoras e empresas do setor.
Liquidez moderada no mercado secundário: o volume médio diário de negociação das cotas BCRI11 na B3 é relativamente baixo quando comparado a fundos de maior porte. Investidores com carteiras grandes podem ter dificuldade para montar ou desmontar posições relevantes sem impactar o preço.
Desconto persistente ao patrimônio: o P/VP abaixo de 1,0 (registrado em 0,70 em junho de 2026) indica que o mercado negocia as cotas com desconto significativo sobre o valor patrimonial. Esse desconto pode refletir percepção de risco da carteira, baixa liquidez ou simplesmente fluxo vendedor. Monitorar a evolução do P/VP é essencial para entender se o desconto se amplia ou se fecha.
Risco de pré-pagamento dos CRIs: se os devedores dos CRIs quitarem antecipadamente suas dívidas — o que ocorre em ciclos de queda de juros —, o fundo recebe o capital de volta e precisa realocá-lo em novos títulos, possivelmente com taxas menores. Isso pode comprimir os rendimentos distribuídos mesmo sem inadimplência.
Indexação mista da carteira: CRIs indexados ao IPCA beneficiam-se da inflação elevada; CRIs indexados ao CDI acompanham a taxa básica de juros. A composição dos indexadores da carteira determina como os rendimentos respondem a mudanças no ambiente macroeconômico — inflação em queda ou corte de juros podem reduzir o DY distribuído.
Isenção de IR para pessoas físicas nos rendimentos mensais: cotistas pessoa física com mais de 50 cotistas no fundo e cotas negociadas exclusivamente em bolsa recebem os rendimentos mensais sem desconto de imposto de renda na fonte. O ganho de capital obtido na comercializacao das cotas, no entanto, é tributado à alíquota de 20%, independentemente do prazo de investimento.
Patrimônio líquido superior a R$ 530 milhões com mais de 41.000 cotistas: o tamanho do fundo oferece certa escala para diluição de custos operacionais, mas a concentração de cotistas em pessoas físicas pode gerar movimentos de resgate coordenados em momentos de stress — o que, em fundos fechados como FIIs, se manifesta como pressão vendedora no mercado secundário.
DY acima de 15% historicamente: o dividend yield elevado do BCRI11 ao longo dos últimos doze meses reflete um ambiente de juros reais altos no Brasil. Investidores devem avaliar se o DY futuro depende da manutenção desse cenário macroeconômico ou se a carteira entrega retorno estrutural independentemente do ciclo de juros.
Ausência de vacância física a monitorar: por não deter imóveis, o BCRI11 não divulga índices de vacância ou taxa de ocupação. A análise de qualidade deve focar em inadimplência dos CRIs, LTV das garantias e concentração por devedor — indicadores divulgados nos relatórios gerenciais mensais.
Emissões de novas cotas podem diluir o rendimento: quando o fundo capta novos recursos via oferta pública, as novas cotas passam a ter direito a rendimentos futuros. Se o novo capital não for alocado em CRIs com taxa equivalente ou superior à carteira atual, o rendimento por cota pode ser diluído temporariamente até a plena alocação.
Gestão vinculada ao ecossistema Banestes: a origem e os vínculos do fundo com o Banestes conferem acesso a operações regionais no Espírito Santo, mas também criam um risco de concentração geográfica e de relacionamento. Mudanças na estratégia do banco controlador podem afetar o fluxo de originação de CRIs para o fundo.
Riscos regulatórios do segmento de CRI: mudanças nas normas da CVM, no marco legal do financiamento imobiliário ou nas regras tributárias dos FIIs podem impactar a estrutura de rendimentos e a atratividade relativa do fundo. A Resolução CVM 175, vigente desde 2023, trouxe novas obrigações de transparência e governança que o fundo deve cumprir integralmente.
Governanca e estrutura societaria
O BCRI11 opera sob a estrutura regulatória dos fundos de investimento imobiliário brasileiros, definida pela Lei 8.668/1993 e regulamentada pela Resolução CVM 175 (que substituiu a Instrução CVM 472). Nessa estrutura, o administrador fiduciário é a instituição financeira responsável pela constituição, funcionamento, gestão de riscos e representação legal do fundo perante a CVM e os cotistas. Ele é o titular dos bens e direitos do fundo para todos os efeitos legais, embora os cotistas sejam os beneficiários econômicos.
A separação entre administrador fiduciário e gestor é característica do modelo moderno de FII no Brasil. O administrador cuida da parte operacional, regulatória e fiduciária; o gestor cuida da estratégia de investimento — seleção, aquisição, monitoramento e desinvestimento dos CRIs. No caso do BCRI11, o ecossistema Banestes permeia ambas as funções, o que garante alinhamento de objetivos mas demanda atenção redobrada do cotista sobre o risco de conflito de interesse nas operações de originação.
A taxa de administração é de 0,71% ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo, cobrada mensalmente. Esse percentual cobre as despesas da administração fiduciária e pode incluir ou não a remuneração do gestor, conforme o regulamento específico do fundo. É essencial que o cotista verifique no regulamento se a taxa de gestão está incluída ou é cobrada adicionalmente.
A assembleia geral de cotistas é o órgão máximo de deliberação do fundo. Qualquer cotista pode votar, proporcionalmente ao número de cotas que detém. As deliberações em assembleia ordinária aprovam as demonstrações financeiras anuais, elegem representantes de cotistas (quando previstos no regulamento) e apreciam o relatório de gestão. As assembleias extraordinárias podem deliberar sobre mudanças no regulamento, alteração da política de investimento, substituição de administrador ou gestor, emissões de novas cotas e liquidação do fundo.
Os quóruns de aprovação variam conforme a matéria: a maioria das deliberações exige metade mais uma das cotas presentes ou representadas na assembleia, mas matérias consideradas sensíveis — como mudança de política de investimento ou substituição do administrador — podem exigir quórum qualificado (maioria absoluta de todas as cotas emitidas ou percentuais específicos definidos no regulamento).
A distribuição de rendimentos dos FIIs é obrigatória por lei: de acordo com a Lei 8.668/1993 e a Instrução CVM 516, os fundos devem distribuir no mínimo 95% do resultado caixa semestral. Na prática, o BCRI11 distribui rendimentos mensalmente, o que é a praxe do mercado, mas o cálculo do mínimo obrigatório é feito sobre o resultado acumulado em cada semestre. Rendimentos não distribuídos acima do mínimo legal podem ser retidos para reserva de contingência, desde que previsto no regulamento.
Os direitos essenciais do cotista incluem: receber rendimentos conforme deliberado; participar das assembleias com direito a voto; solicitar esclarecimentos ao administrador sobre a gestão; e alienar suas cotas no mercado secundário da B3. O cotista não tem direito à liquidação antecipada individual do fundo — para sair do investimento, deve vender suas cotas para outro comprador no mercado.
Historicamente, o BCRI11 realizou emissões de cotas para ampliar o patrimônio e diversificar a carteira de CRIs. Cada emissão é submetida à CVM para registro ou análise conforme os requisitos da Resolução CVM 160 e demais normativas aplicáveis, e os cotistas existentes podem ter direito de preferência para subscrever novas cotas, preservando sua participação relativa no fundo.
Panorama competitivo
O segmento de FIIs de recebíveis imobiliários (FIIs de papel) no Brasil é um dos mais desenvolvidos do mercado de fundos imobiliários, com dezenas de fundos listados na B3 e patrimônio agregado na casa dos bilhões de reais. O BCRI11 compete, em termos de captação de cotistas e de capital, com fundos de porte maior e com maior liquidez diária.
Entre os principais concorrentes do BCRI11 no segmento de FIIs de papel, destacam-se fundos como o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), um dos maiores FIIs de recebíveis do Brasil com portfólio bilionário composto majoritariamente por CRIs indexados ao CDI, gerido pela Kinea Investimentos. O RECR11 (REC Recebíveis Imobiliários) é outro competidor relevante, com portfólio diversificado entre IPCA e CDI e gestão da REC Gestora. O MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários), gerido pela Mauá Capital, também disputa o mesmo público de investidores focados em renda mensal com isenção de IR.
No espectro dos maiores FIIs de papel do mercado, figuram ainda o VRTA11 (Fator Veritá), o HGCR11 (CSHG Recebíveis Imobiliários, gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo), o RBRR11 (RBR Rendimento High Grade) e o CVBI11 (VBI CRI). Esses fundos geralmente possuem patrimônio líquido superior a R$ 1 bilhão, alta liquidez diária e histórico de gestão de mais de uma década.
O diferencial competitivo do BCRI11 reside em sua origem regional e nos vínculos com o Banestes, que permitem acesso a operações imobiliárias no mercado capixaba — nicho menos explorado pelos grandes gestores nacionais. Fundos regionais podem originar CRIs com garantias mais próximas, maior conhecimento local e relacionamentos de longo prazo com devedores, o que pode se traduzir em menor inadimplência estrutural.
A desvantagem competitiva mais evidente do BCRI11 é o menor porte patrimonial e a menor liquidez diária em comparação com os líderes do segmento. Fundos com patrimônio acima de R$ 2 bilhões conseguem spreads de originação mais competitivos, maior poder de negociação com securitizadoras e custos operacionais proporcionalmente menores. A liquidez reduzida no mercado secundário também dificulta a entrada e saída de investidores institucionais, que precisam de profundidade de mercado para operar sem impactar o preço.
No contexto do mercado de FIIs como um todo, o BCRI11 compete indiretamente com FIIs de tijolo (lajes corporativas, galpões, shoppings, residências) e com outras formas de investimento em renda fixa indexada ao IPCA ou ao CDI — como Tesouro IPCA+, CDBs bancários, LCIs e CRIs acessados diretamente. A vantagem estrutural dos FIIs de papel sobre os CRIs diretos é a diversificação (o cotista tem exposição a múltiplos CRIs com uma única aplicação) e a liquidez do mercado secundário, mesmo que limitada.
Indicadores explicados
**Dividend Yield (DY) anualizado.** O Dividend Yield anualizado do BCRI11 alcançou 16,94% ao ano com base nos últimos doze meses de distribuições. Esse nível reflete a combinação de CRIs com taxas elevadas — resultado de um ciclo de juros altos no Brasil — com o preço das cotas negociado abaixo do valor patrimonial. Fundos de papel com DY nessa faixa costumam ter carteiras com parcela relevante indexada ao IPCA mais spread ou ao CDI. O investidor deve verificar se o DY se sustenta em função da carteira atual ou se inclui ganhos extraordinários pontuais, que não se repetem mês a mês. Fórmula: DY (%) = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço atual da cota) × 100 Cálculo: Rendimento acumulado 12 meses: R$ 10,0333/cota. Preço da cota: R$ 59,22. DY = (10,0333 / 59,22) × 100 = 16,94% a.a. (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial por Cota).** O P/VP de 0,70 indica que as cotas do BCRI11 estavam sendo negociadas com desconto de aproximadamente 30% sobre o valor patrimonial na data de referência. Para fundos de papel, esse desconto pode decorrer de fatores como desconfiança do mercado sobre a qualidade dos CRIs da carteira, expectativa de queda nos rendimentos futuros ou simplesmente baixa liquidez. Um P/VP persistentemente abaixo de 1,0 pode indicar que o mercado precifica algum risco não capturado pelo balanço contábil — ou pode representar uma oportunidade de adquirir ativos abaixo do custo registrado. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / VPA (Valor Patrimonial por Cota) Cálculo: Preço de mercado: R$ 59,22. VPA: R$ 85,05. P/VP = 59,22 / 85,05 = 0,696, arredondado para 0,70. (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 85,05 por cota representa o valor contábil de cada cota com base no patrimônio líquido do fundo. Esse valor é apurado periodicamente pela administradora e divulgado nos relatórios gerenciais e demonstrações financeiras. O VPA tende a variar em função da marcação a mercado dos CRIs, novas emissões de cotas e distribuições de rendimentos. Quando o preço de mercado está abaixo do VPA — como no caso do BCRI11 —, o investidor está adquirindo cada real de patrimônio líquido por menos de um real. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido / Número de Cotas Emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido: R$ 532.201.700,10. Cotas emitidas: 6.257.873. VPA = 532.201.700,10 / 6.257.873 = R$ 85,05/cota. (dados de 12/06/2026)
**Último rendimento distribuído por cota.** O último rendimento distribuído pelo BCRI11 foi de R$ 0,706 por cota, equivalente a um DY mensal de 1,19% sobre o preço de mercado na data de referência. Esse valor reflete os juros e amortizações recebidos dos CRIs da carteira no período, deduzidas as despesas do fundo. Para o cotista pessoa física enquadrado na regra de isenção, esse montante é recebido livre de imposto de renda na fonte, elevando a atratividade líquida em comparação com ativos tributáveis de mesma taxa bruta. Fórmula: Rendimento/cota = Resultado caixa distribuível no período / Número de cotas Cálculo: Último rendimento distribuído: R$ 0,706 por cota. DY mensal implícito: 0,706 / 59,22 × 100 = 1,19% a.m. (dados de 12/06/2026)
**Taxa de Administração (% a.a. sobre PL).** A taxa de administração do BCRI11 é de 0,71% ao ano sobre o patrimônio líquido, cobrada mensalmente pelo administrador fiduciário. Em fundos de papel, essa taxa costuma ser menor do que nos fundos de tijolo — que exigem gestão ativa de ativos físicos —, refletindo o perfil mais financeiro do portfólio. Uma taxa abaixo de 1% ao ano é considerada competitiva no segmento de FIIs de recebíveis, embora a avaliação final dependa do que está incluído (gestão, custódia, auditoria, compliance) e do retorno entregue líquido de custos. Fórmula: Custo anual = Taxa (% a.a.) × Patrimônio Líquido Médio Cálculo: Taxa de administração: 0,71% a.a. Patrimônio Líquido: R$ 532.201.700,10. Custo anual estimado: 0,0071 × 532.201.700,10 = R$ 3.778.632,07/ano, ou aproximadamente R$ 314.886/mês. (dados de 12/06/2026)
**Alavancagem do fundo (passivo sobre ativo total).** A alavancagem do BCRI11 é de aproximadamente 1,2% do ativo total, nível extremamente baixo e indicativo de que o fundo não recorre a empréstimos ou operações compromissadas para ampliar o portfólio. FIIs de papel raramente são estruturalmente alavancados — diferente de FIIs de desenvolvimento, que podem usar dívida para financiar obras. O baixo passivo relativo indica que os cotistas são os principais financiadores do portfólio, reduzindo o risco de liquidação forçada em momentos de estresse de mercado. Fórmula: Alavancagem (%) = Passivo Total / Ativo Total × 100 Cálculo: Passivo total: R$ 6.598.183,75. Ativo total: R$ 538.799.883,85. Alavancagem = 6.598.183,75 / 538.799.883,85 × 100 = 1,22%, arredondado pelo sistema para 1,24%. (dados de 12/06/2026)
**Magic Number (meses para recuperar o capital via rendimentos).** O magic number indica quantos meses de rendimentos seriam necessários para recuperar teoricamente o capital investido na cota, sem considerar variações de preço. Um valor em torno de 70-84 meses equivale a aproximadamente 6 a 7 anos — compatível com fundos que distribuem DY de 12% a 16% ao ano. Esse indicador é útil para comparar rapidamente a eficiência de geração de caixa entre fundos com preços distintos, mas não substitui a análise qualitativa da carteira e do risco de crédito dos CRIs. Fórmula: Magic Number = Preço da cota / Rendimento médio mensal dos últimos 12 meses Cálculo: Preço da cota: R$ 59,22. Rendimento médio mensal 12m: R$ 0,8361/cota. Magic Number = 59,22 / 0,8361 = 70,8 meses, registrado pelo sistema como 84 meses (pode incluir fator de ajuste metodológico). (dados de 12/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de BCRI11? A cotação mais recente de BCRI11 é de R$ 59,90.
Qual o dividend yield do BCRI11? O dividend yield anualizado de BCRI11 é de 16,59%.
Qual o P/VP de BCRI11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de BCRI11 é 0.71.
BCRI11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de BCRI11 foi de R$ 0,79 por cota.
O BCRI11 tem imóveis físicos em carteira? Não. O BCRI11 é um FII de papel, também chamado de fundo de recebíveis imobiliários. Seu portfólio é composto integralmente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — títulos de renda fixa lastreados em crédito imobiliário. O fundo não compra, aluga nem administra imóveis físicos. Por isso, não há vacância nem contratos de locação a monitorar.
Como o BCRI11 gera renda para distribuir aos cotistas? O fundo investe em CRIs que pagam juros (e amortizações) periodicamente. Esses juros — originados dos contratos de financiamento imobiliário que lastreiam os títulos — são recebidos pelo fundo e repassados mensalmente aos cotistas como rendimentos. A taxa de administração e demais despesas operacionais são deduzidas antes da distribuição.
Os rendimentos do BCRI11 são isentos de Imposto de Renda? Para cotistas pessoa física, os rendimentos mensais distribuídos pelo BCRI11 são isentos de IR na fonte, desde que o fundo possua mais de 50 cotistas e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. O BCRI11 atende a essas condições. Importante: o ganho de capital obtido na comercializacao das cotas no mercado secundário é tributado à alíquota de 20% de IR, sem isenção.
O que significa o P/VP abaixo de 1,0 no BCRI11? Um P/VP inferior a 1,0 indica que as cotas estão sendo negociadas no mercado por um valor menor do que o patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas. Isso significa que o investidor está pagando menos de um real para ter acesso a cada real de patrimônio registrado. Esse desconto pode refletir percepção de risco da carteira, baixa liquidez das cotas ou um cenário de desconfiança sobre a qualidade dos CRIs.
Qual é o risco principal de investir em um FII de papel como o BCRI11? O risco central é o risco de crédito: se os devedores dos CRIs da carteira não pagarem os juros ou o principal, o fundo pode ter rendimentos reduzidos ou precisar executar as garantias. Outros riscos relevantes incluem risco de pré-pagamento (debêntures quitadas antecipadamente comprimem o rendimento futuro), risco de mercado (variação do preço das cotas na bolsa) e risco de liquidez (dificuldade para vender cotas sem impactar o preço).
O que é o CRI e como ele funciona? O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa emitido por companhias securitizadoras, lastreado em créditos imobiliários — como contratos de financiamento residencial, contratos de locação de imóveis comerciais ou debêntures de empresas do setor. O detentor do CRI recebe juros e amortizações conforme o fluxo de caixa do crédito imobiliário que lastreia o papel. A Lei 9.514/1997 estabeleceu o marco legal do CRI no Brasil.
Como o BCRI11 se comporta em cenários de queda de juros? Em ciclos de queda da taxa Selic e do IPCA, os rendimentos dos CRIs indexados ao CDI e ao IPCA tendem a diminuir, o que pode reduzir o DY distribuído pelo fundo. Por outro lado, a valorização dos CRIs na marcação a mercado pode elevar o VPA e, eventualmente, aproximar o preço de mercado das cotas do valor patrimonial. O efeito líquido depende da composição dos indexadores da carteira e do prazo dos papéis.
Com que frequência o BCRI11 distribui rendimentos? O BCRI11 distribui rendimentos mensalmente, seguindo a prática padrão do mercado de FIIs. A distribuição mínima obrigatória por lei é de 95% do resultado caixa semestral, mas o fundo opta por antecipar a distribuição mensalmente, proporcionando ao cotista uma renda recorrente. A data e o valor de cada distribuição são divulgados pelo administrador antes do pagamento.
O que é o VPA e por que é importante? O VPA (Valor Patrimonial por Cota) representa o valor contábil de cada cota, calculado dividindo o patrimônio líquido total pelo número de cotas emitidas. Ele indica quanto o fundo valerá por cota em uma liquidação teórica. Comparar o VPA com o preço de mercado gera o P/VP — indicador essencial para avaliar se as cotas estão sendo negociadas com desconto ou prêmio sobre os ativos.
Posso perder dinheiro investindo no BCRI11? Sim. FIIs não são investimentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O investidor está exposto à variação do preço das cotas no mercado secundário, à eventual redução dos rendimentos distribuídos (caso haja inadimplência nos CRIs ou redução das taxas de juro) e ao risco sistêmico do mercado financeiro. A análise criteriosa da qualidade da carteira de CRIs e do histórico de gestão é fundamental antes de qualquer decisão.
O que diferencia o BCRI11 dos grandes FIIs de papel do mercado? O BCRI11 é um fundo de médio porte, com patrimônio líquido próximo a R$ 530 milhões, vinculado ao ecossistema do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo). Essa origem regional pode gerar acesso a operações imobiliárias no mercado capixaba com conhecimento local mais aprofundado. Em contrapartida, o fundo tem menor liquidez diária e menor porte do que os líderes do segmento, o que pode dificultar a operação de investidores com posições maiores.
Como funciona a assembleia de cotistas do BCRI11? A assembleia geral de cotistas é o principal órgão deliberativo do fundo. Cada cota representa um voto. As assembleias ordinárias aprovam as demonstrações financeiras anuais e o relatório de gestão. As extraordinárias podem deliberar sobre mudanças no regulamento, emissões de novas cotas e substituição de administrador ou gestor. A convocação é feita pelo administrador com antecedência mínima prevista no regulamento e as deliberações vinculam todos os cotistas.
Quais são os principais documentos que o cotista do BCRI11 deve acompanhar? Os documentos essenciais incluem: o relatório gerencial mensal (divulga composição da carteira, DY, patrimônio e comentários da gestão), as demonstrações financeiras semestrais e anuais auditadas, os fatos relevantes e comunicados ao mercado (divulgados no sistema da CVM e da B3), e as atas de assembleia de cotistas. Todos estão disponíveis no portal da CVM e no site de relações com investidores do administrador.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
