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RZTR11 — FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIZA TERRAX

Cotação, indicadores e dados históricos de RZTR11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 88,09
P/VP
0,90
Dividend Yield (12m)
13,68%

Setor

Imóveis

Desempenho recente

No período de 6m, RZTR11 apresentou variação de -9,26% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, RZTR11 oscilou entre R$ 85,82 a R$ 99,04. Média de R$ 92,70 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 13,68%.

P/VP

P/VP: 0.90.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 98,07. Patrimônio líquido: R$ 1,8B. Valor de mercado: R$ 1,7B. Cotas emitidas: 18.851.720. Número de cotistas: 146.019. Taxa de administração: 1,09%. Idade do fundo: 5,8 anos. Administrador: BANCO GENIAL S.A.. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDORES EM GERAL. CNPJ: 36.501.128/0001-86. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

Imóveis e Ocupação

Número de imóveis: 28. Área total: 750.504.910 m². Vacância física: 0,0%. Inadimplência: 0,0%. Total de ativos do fundo: 64. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de RZTR11 é de 13,68%. O último rendimento registrado foi de R$ 1,00 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Imóveis: P/VP de RZTR11 em 0.90 ante mediana do setor de 0.85. Dividend yield de 13,68% ante mediana do setor de 10,98%.

O RZTR11 (Riza Terrax) e um fundo imobiliario de tijolo especializado em propriedades rurais produtivas, gerido pela Riza Asset Management. Com um portfolio de 28 imoveis rurais distribuidos em regioes agricolas estrategicas do Brasil, totalizando cerca de 75.050 hectares, o fundo obtém receita principalmente pelo arrendamento dessas propriedades a grandes operadores do agronegocio por meio de contratos atipicos de longo prazo. Essa estrategia diferencia o RZTR11 dos FIIs logisticos urbanos tradicionais, conferindo ao cotista exposicao indireta ao ciclo produtivo do campo e ao potencial de valorizacao de terras agricolas brasileiras, com renda mensal gerada pelos contratos de arrendamento.

Sobre FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIZA TERRAX

O RZTR11, denominado Fundo de Investimento Imobiliário Riza Terrax, é um FII de tijolo especializado em ativos rurais produtivos com vocação logística e agroindustrial. Estruturado e gerido pela Riza Asset Management, gestora independente com reconhecida expertise em ativos alternativos e estratégias de nicho, o fundo foi constituído com o objetivo de capturar valor na interseção entre o agronegócio e a logística do campo: a aquisição, gestão e arrendamento de propriedades rurais estratégicas, principalmente fazendas e glebas posicionadas em corredores de exportação e próximas a polos de processamento de commodities.

O portfólio do Riza Terrax é composto por 28 imóveis rurais, com área total aproximada de 750.504.909 m² (equivalente a cerca de 75.050 hectares), distribuídos em regiões de alta produtividade agrícola do Brasil. Essa escala de portfólio é notável dentro do universo dos FIIs listados na B3, conferindo ao RZTR11 um perfil bastante distinto dos fundos logísticos convencionais, que concentram seus ativos em galpões urbanos e centros de distribuição. A vastidão e a diversificação geográfica das propriedades rural funcionam como proteção natural contra riscos climáticos e de concentração regional.

A estratégia central do RZTR11 baseia-se na celebração de contratos de arrendamento atípicos de longo prazo com grandes operadores do agronegócio — produtores de grãos, empresas de proteínas animais e tradings de commodities. Esses contratos são estruturados para oferecer previsibilidade de fluxo de caixa ao fundo, com prazos superiores a cinco anos, reajustes indexados a indicadores de inflação ou preços de commodities e cláusulas penais que desincentivam rescisões antecipadas. Esse modelo difere fundamentalmente dos FIIs logísticos urbanos como BRCO11 (Bresco Logística) e BTLG11 (BTG Pactual Logística), cujas receitas dependem da dinâmica do varejo e do e-commerce.

O Riza Terrax nasce como resposta a uma lacuna de mercado relevante: a ausência de veículos eficientes para que o investidor de varejo e institucional tenha acesso indireto à valorização das terras agrícolas brasileiras — um dos ativos que mais se valorizou nas últimas décadas, impulsionado pela expansão da fronteira agrícola, pela modernização do agronegócio e pela demanda crescente por alimentos e bioenergia a nível global. Ao transformar esse ativo ilíquido em cotas negociáveis em bolsa, o RZTR11 democratiza o acesso a uma classe de ativos historicamente restrita a grandes grupos rurais e fundos de private equity.

O fundo possui, conforme dados auditados, 18.851.720 cotas emitidas e um patrimônio líquido de R$ 1,729 bilhão. A base de cotistas é amplamente pulverizada: mais de 148.000 investidores, dos quais 148.181 são pessoas físicas, o que evidencia o apelo do fundo ao investidor individual em busca de renda passiva. Essa pulverização do capital reduz riscos de concentração acionária e confere resiliência à estrutura de governança.

O posicionamento competitivo do RZTR11 no mercado de FIIs é singular. Enquanto os grandes fundos logísticos disputam galpões em regiões metropolitanas — ativos caros, sujeitos à vacância urbana e à concorrência acirrada — o Riza Terrax atua em um segmento de menor disputa, mas de elevada barreira de entrada: o conhecimento especializado na identificação, aquisição e gestão de terras rurais produtivas, aliado à capacidade de originar contratos com grandes operadores do agronegócio. Esse moat operacional é difícil de replicar por gestoras sem histórico no setor rural.

A exposição ao agronegócio brasileiro coloca o RZTR11 em contato direto com um dos setores mais dinâmicos e resilientes da economia nacional. O agronegócio brasileiro, que representa parcela expressiva do PIB e das exportações do país, tem demonstrado capacidade de crescimento mesmo em cenários de contração econômica, sustentado pela competitividade internacional das commodities agrícolas e pela expansão contínua da produtividade no campo. O fundo captura indiretamente essa dinâmica por meio da demanda dos arrendatários por área produtiva e da valorização intrínseca das terras, que historicamente supera índices de inflação no longo prazo.

A estratégia de reciclagem de portfólio, que contempla a alienação de propriedades maduras ou que atingiram o potencial de valorização e o reinvestimento em novos ativos com maior perspectiva de retorno, confere dinamismo à carteira e permite ao fundo adaptar-se às mudanças no mapa produtivo do agronegócio brasileiro. O fundo monitora continuamente oportunidades em regiões de expansão da fronteira agrícola, como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e outras áreas de cerrado com infraestrutura em desenvolvimento.

Com cerca de 5,7 anos de existência, o Riza Terrax ainda está em fase de consolidação e crescimento do portfólio, mas já demonstra capacidade de entrega de renda recorrente e gestão ativa dos ativos. A combinação de escala de portfólio, diversificação geográfica, contratos atípicos de longo prazo e gestora especializada posiciona o RZTR11 como um veículo diferenciado dentro do mercado de FIIs brasileiro, oferecendo ao investidor uma forma de participar da cadeia de valor do agronegócio sem a complexidade e o capital necessário para aquisição direta de terras rurais.

Contexto de negocio e setor

O setor de fundos imobiliários de logística e agronegócio no Brasil insere-se em um contexto macroeconômico e setorial de transformação acelerada. O agronegócio brasileiro é um dos pilares estruturais da economia nacional, respondendo historicamente por cerca de um quarto do PIB e por mais da metade das exportações totais do país, segundo dados do Ministério da Agricultura. A demanda global crescente por alimentos, proteínas animais e biocombustíveis, aliada à competitividade do produtor rural brasileiro — favorecida por solo fértil, clima favorável e tecnologia agropecuária de ponta — sustenta a expansão contínua da área cultivada e da produtividade no campo.

A infraestrutura logística do agronegócio é um gargalo histórico e, simultaneamente, uma janela de oportunidade. O Brasil possui uma das maiores áreas agrícolas do mundo, mas enfrenta déficits significativos em armazenagem, estradas, ferrovias e portos. Esse cenário cria demanda estrutural por propriedades rurais bem localizadas, com acesso a corredores logísticos e capacidade de armazenagem, exatamente o perfil de ativos que o RZTR11 busca em seu portfólio. Regiões como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e as áreas de expansão do Matopiba concentram a maior parte da produção nacional de grãos e representam os alvos prioritários para a estratégia de aquisição do fundo.

A cadeia produtiva do agronegócio logístico pode ser estruturada em três grandes elos: o upstream (produção agrícola, insumos e sementes), o midstream (armazenagem, logística e transporte) e o downstream (processamento, exportação e distribuição). O RZTR11 posiciona-se predominantemente no elo entre upstream e midstream, ao prover as terras onde ocorre a produção e parte da infraestrutura de armazenagem e movimentação de grãos. Ao arrendar propriedades para grandes operadores, o fundo captura valor no ponto mais crítico da cadeia: a terra como ativo de produção.

Do ponto de vista regulatório, os FIIs são regidos pela Instrução CVM 472/2008 e pela Resolução CVM 175/2022, que estabelecem regras de constituição, funcionamento, divulgação de informações e distribuição de rendimentos. Para fundos com ativos rurais, há também incidência de normas ambientais e de uso do solo, como o Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012), a exigência de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o cumprimento de áreas de reserva legal e preservação permanente. A Riza Asset, como gestora responsável, deve assegurar que todas as propriedades do portfólio estejam em conformidade com esse arcabouço regulatório, o que eleva as barreiras de entrada para concorrentes menos estruturados.

O marco tributário dos FIIs confere vantagens relevantes. As pessoas físicas que detêm cotas em fundos imobiliários listados em bolsa podem ter seus rendimentos isentos de Imposto de Renda, desde que atendidas as condições legais estabelecidas na legislação vigente — incluindo o FII ter pelo menos 50 cotistas, as cotas serem negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado, e o cotista não ser titular de percentual igual ou superior a 10% das cotas do fundo. É importante notar que a Lei 15.270/2025 introduziu retenção de 10% sobre distribuições de dividendos de ações acima de R$ 50 mil mensais por pessoa física, mas esse dispositivo não altera diretamente a tributação dos rendimentos de FIIs para pessoas físicas, que segue regulamentação específica do setor.

As tendências macroeconômicas que moldam o ambiente do RZTR11 são diversas. A taxa básica de juros (Selic) é um fator central: juros elevados aumentam o custo de oportunidade dos FIIs frente à renda fixa, mas também podem deprimir os preços das cotas abaixo do valor patrimonial, criando janelas de entrada para investidores de longo prazo. A inflação, medida pelo IPCA e pelo IGP-M, impacta os contratos de arrendamento indexados a esses índices, funcionando como mecanismo de proteção do fluxo de receitas do fundo. O câmbio (USDBRL) afeta indiretamente a rentabilidade dos arrendatários, uma vez que commodities como soja e milho são precificadas internacionalmente em dólar — uma desvalorização do real tende a beneficiar os exportadores de grãos e, consequentemente, a demanda por arrendamento rural.

O cenário competitivo do setor de FIIs logísticos e rurais inclui players tradicionais como BRCO11 (Bresco Logística), BTLG11 (BTG Pactual Logística), HGLG11 (CSHG Logística), GALG11 (Guardian Logística), GGRC11 (GGR Covepi Renda) e LVBI11 (VBI Logístico). Todos esses fundos concentram seus portfólios em galpões urbanos e centros de distribuição, atendendo principalmente o e-commerce e o varejo. O RZTR11 ocupa um espaço distinto: o segmento de ativos rurais produtivos, com competição mais restrita e oportunidades de consolidação ainda abundantes.

A tendência de ESG (Environmental, Social and Governance) é particularmente relevante para fundos com ativos rurais. Pressões regulatórias e de mercado exigem práticas sustentáveis de uso do solo, respeito a áreas de preservação e transparência nas relações com comunidades locais. Fundos que antecipam e incorporam esses critérios em suas políticas de aquisição e gestão tendem a captar capital de investidores institucionais com mandatos ESG, ampliando a base de cotistas e reduzindo o custo de capital no longo prazo.

O ciclo de capital do setor é caracterizado por altos investimentos iniciais na aquisição de terras e benfeitorias, com payback diluído ao longo dos contratos de arrendamento. A alavancagem financeira — uso de dívida para complementar o capital próprio nas aquisições — é um instrumento que os FIIs de tijolo utilizam com parcimônia, dado que o ambiente de juros elevados no Brasil aumenta o custo do passivo. O RZTR11 apresenta alavancagem de aproximadamente 31,45% em relação ao total de ativos, índice que reflete a estratégia de crescimento do portfólio e deve ser monitorado em relação ao custo da dívida e à geração de caixa operacional.

Como ler os indicadores deste ativo

A leitura dos indicadores de um fundo imobiliário como o RZTR11 exige uma abordagem específica ao perfil de ativos rurais, diferente da análise aplicada a FIIs de galpões urbanos ou shoppings. O ponto de partida é entender que os indicadores de um FII de logística rural derivam de três fontes principais: os contratos de arrendamento (que determinam a receita), o patrimônio dos imóveis (que sustenta o valor das cotas) e a estrutura de capital do fundo (que define a capacidade de distribuição).

O Dividend Yield (DY) é o indicador mais acompanhado pelos cotistas de FIIs, pois representa a relação percentual entre os rendimentos distribuídos e o valor de mercado das cotas. No entanto, sua interpretação exige cautela: um DY elevado pode refletir tanto a eficiência na geração de caixa quanto a depreciação do preço das cotas — o que nem sempre é um sinal positivo. Em fundos com contratos atípicos de longo prazo, como o RZTR11, o DY tende a ser mais estável, pois a receita não oscila conforme a vacância imediata. O investidor deve avaliar a sustentabilidade do DY observando se os rendimentos derivam de receita operacional recorrente ou de eventos não recorrentes, como comercializacao de imóveis.

O P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o mercado está pagando ágio (P/VP acima de 1) ou desconto (abaixo de 1) em relação ao valor dos ativos do fundo. Um P/VP abaixo de 1 pode significar que as cotas estão sendo negociadas por menos do que o valor dos imóveis do portfólio — o que pode ser uma oportunidade se os ativos forem de qualidade — ou pode refletir riscos percebidos pelo mercado, como alavancagem elevada ou incertezas setoriais. Para fundos rurais, o valor patrimonial dos imóveis (laudos de avaliação periódicos) é especialmente relevante, pois terras agrícolas podem ter seu valor reavaliado com frequência.

O VPA (Valor Patrimonial por Cota) é obtido dividindo o patrimônio líquido total do fundo pelo número de cotas emitidas. É o referencial fundamental para calcular o P/VP e entender se o preço de mercado está alinhado ao valor intrínseco dos ativos. Para FIIs de tijolo como o RZTR11, variações no VPA ao longo do tempo refletem tanto as reavaliações dos imóveis quanto os aportes de capital via novas emissões de cotas.

A vacância física mede a proporção de área dos imóveis do fundo que não está gerando receita de aluguel. Em fundos rurais com contratos atípicos, a vacância tende a ser estruturalmente baixa, mas é preciso distinguir vacância física (área desocupada) da vacância financeira (área que não gera receita por inadimplência ou carência contratual). A análise da vacância no RZTR11 deve considerar a natureza dos contratos: propriedades rurais arrendadas por períodos longos têm menor rotatividade do que galpões urbanos, mas uma rescisão antecipada ou inadimplência de grande arrendatário pode gerar impacto relevante na receita.

O último rendimento por cota é o valor efetivamente distribuído aos cotistas no período mais recente. Em FIIs, a distribuição mínima obrigatória é de 95% do resultado apurado em regime de caixa, calculado semestralmente. O rendimento mensal por cota é uma medida direta da geração de caixa do fundo e deve ser analisado em série histórica para verificar tendências de crescimento, estabilidade ou deterioração. Oscilações abruptas no rendimento podem indicar eventos extraordinários (comercializacao de ativo, desinvestimento) ou pressões operacionais.

A taxa de administração representa o percentual do patrimônio líquido cobrado anualmente pela gestora e pelo administrador fiduciário pelos serviços de gestão e administração do fundo. É um custo permanente que reduz o retorno líquido ao cotista e deve ser avaliado em conjunto com a qualidade da gestão entregue. No caso do RZTR11, a taxa de 1,36% ao ano aplicada sobre o patrimônio líquido é o custo direto de terceirização da gestão profissional de um portfólio de ativos rurais complexos. A taxa de custódia, distinta da de administração, cobre os serviços de guarda e controle dos ativos financeiros do fundo.

Pontos de atencao

A exposicao do RZTR11 ao agronegocio brasileiro cria um canal de transmissao direto com os precos internacionais de commodities como soja, milho e algodao. Quedas abruptas nos precos de graos em mercados globais podem reduzir a rentabilidade dos arrendatarios e aumentar o risco de renegociacao ou inadimplencia nos contratos de arrendamento, impactando o fluxo de receita do fundo.

O grau de alavancagem financeira do fundo e de aproximadamente 31,45% sobre o total de ativos, com passivo total de R$ 793,5 milhoes contra ativos de R$ 2,52 bilhoes. Esse nivel de alavancagem e sensivel a movimentos na taxa Selic: elevacoes do custo da divida podem pressionar a margem operacional e reduzir o caixa disponivel para distribuicao de rendimentos.

Com 28 propriedades rurais distribuidas em diferentes regioes agricolas, o portfolio do RZTR11 esta sujeito a riscos climaticos localizados — secas, geadas ou alagamentos em uma determinada regiao. A diversificacao geografica mitiga, mas nao elimina, a possibilidade de que eventos climaticos extremos afetem uma parcela relevante do portfolio simultaneamente.

Os contratos atipicos de longo prazo sao o principal pilar de estabilidade de receita do fundo, mas tambem impoem rigidez: em cenarios de alta expressiva dos precos de arrendamento no mercado, o fundo pode nao capturar imediatamente esses ganhos ate o vencimento ou renegociacao dos contratos vigentes. A vantagem de previsibilidade tem como contrapartida a limitada flexibilidade de reprecificacao de curto prazo.

O uso do solo em propriedades rurais esta sujeito a normas ambientais rigorosas, incluindo o Codigo Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012), exigencias de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e areas de reserva legal e preservacao permanente. Alteracoes na legislacao ambiental ou autuacoes sobre propriedades do portfolio podem gerar custos de conformidade e restringir o uso produtivo de parcelas das fazendas.

O RZTR11 possui liquidez classifica como baixa em relacao aos grandes FIIs logisticos urbanos. O volume de negociacao diario das cotas pode ser reduzido em periodos de menor interesse do mercado, o que implica maior spread entre preco de negociacao e dificuldade para investidores com grandes posicoes executarem operacoes sem impactar o preco das cotas.

A concentracao de receita em poucos contratos de arrendamento com grandes operadores do agronegocio eleva o risco de dependencia de contrapartes especificas. A inadimplencia ou a insolvencia de um arrendatario de grande porte poderia gerar impacto relevante no fluxo de caixa do fundo ate a realizacao de um novo arrendamento, processo que em ativos rurais pode ser mais demorado que em galpoes urbanos.

O valor patrimonial dos imoveis do RZTR11, que sustenta o calculo do VPA e do P/VP, e apurado por laudos de avaliacao periodicos realizados por empresas especializadas. A precificacao de terras agricolas envolve metodos e subjetividades que podem nao refletir imediatamente as condicoes de mercado, especialmente em regioes com menor numero de transacoes comparaveis, criando defasagem entre o valor contabil e o valor de realizacao efetivo.

A politica ESG do fundo e suas praticas de gestao ambiental e social nas propriedades rurais podem influenciar a atratividade para investidores institucionais com mandatos de sustentabilidade. Eventuais controversias ambientais — desmatamento irregular, uso indevido de agroquimicos ou conflitos fundiarios — podem impactar a reputacao do fundo e sua capacidade de captar recursos em emissoes futuras.

O prazo medio de vida do fundo e de aproximadamente 5,7 anos. Em FIIs de tijolo, o historico de gestao ao longo de diferentes ciclos economicos e um indicador relevante da qualidade da equipe gestora. Fundos mais jovens tem menor historico de dados para avaliacao de performance em cenarios adversos, como alta prolongada da Selic ou colapso de precos de commodities.

Emissoes de novas cotas sao o principal mecanismo de crescimento do portfolio. Uma emissao mal precificada ou realizada em momento desfavoravel pode dilui o VPA dos cotistas existentes. E importante monitorar os termos das captacoes, o preco de emissao em relacao ao VPA e o destino dos recursos para avaliar se a ampliacao do portfolio gera valor para todos os cotistas.

A variacao cambial afeta indiretamente o RZTR11 por meio da rentabilidade dos arrendatarios exportadores. Uma apreciacao significativa do real em relacao ao dolar pode reduzir a competitividade das exportacoes agricolas brasileiras, reduzindo a lucratividade dos arrendatarios e, potencialmente, sua capacidade de honrar os contratos no nivel atual.

Governanca e estrutura societaria

O Fundo de Investimento Imobiliario Riza Terrax (RZTR11) opera sob a estrutura juridica tipica dos FIIs brasileiros, regulados pela Comissao de Valores Mobiliarios (CVM) e submetidos as regras estabelecidas pela Resolucao CVM 175/2022 (que sucedeu a Instrucao CVM 472/2008). Nessa arquitetura, existem dois papeis institucionais centrais e distintos: o administrador fiduciario e o gestor do fundo.

O administrador fiduciario e a instituicao financeira autorizada pela CVM responsavel pelo funcionamento legal e operacional do fundo — inclui a abertura e manutencao de contas, emissao de cotas, convocacao de assembleias, elaboracao de demonstracoes financeiras, prestacao de contas a CVM e cumprimento de obrigacoes regulatorias. O gestor, por sua vez, e o responsavel pela tomada de decisoes de investimento: selecao e aquisicao de propriedades rurais, negociacao de contratos de arrendamento, monitoramento dos inquilinos e estrategia de reciclagem do portfolio. No caso do RZTR11, a Riza Asset Management exerce a funcao de gestora, sendo a responsavel pela inteligencia de investimento do fundo.

As decisoes estrategicas do fundo que escapam ao mandato ordinario da gestora sao submetidas a Assembleia Geral de Cotistas (AGC), o orgao deliberativo maximo. A AGC pode ser Ordinaria (realizada uma vez ao ano, para aprovacao de demonstracoes financeiras e contas da administracao) ou Extraordinaria (convocada para deliberar sobre temas especificos como alteracao do regulamento, emissao de novas cotas, fusao ou liquidacao do fundo). As convocacoes devem respeitar prazos regulamentares e ser publicadas em meio apropriado.

Os quoruns exigidos nas assembleias variam conforme a materia: decisoes ordinarias podem ser aprovadas por maioria simples dos presentes, enquanto alteracoes mais substantivas — como mudanca de politica de investimento ou aumento de taxa de administracao — exigem quoruns qualificados, podendo chegar a 25% das cotas emitidas para algumas deliberacoes. Em um fundo com mais de 148.000 cotistas amplamente pulverizados, atingir os quoruns pode representar desafio pratico, tornando relevante o papel dos proxies institucionais na formacao de quoruns.

A taxa de administracao do RZTR11 e de 1,36% ao ano sobre o patrimonio liquido, cobrada pela gestora e pelo administrador fiduciario. Esse custo e deduzido diretamente do patrimonio do fundo antes do calculo do resultado distribuivel. Ha ainda taxa de custodia de 0,02% ao ano. Nao ha taxa de performance divulgada explicitamente nos dados do fundo, o que e uma caracteristica favoravel para a previsibilidade dos custos.

A distribuicao de rendimentos segue o disposto na legislacao de FIIs: o fundo deve distribuir, no minimo, 95% do resultado apurado em regime de caixa, calculado com base no periodo semestral encerrado nos meses de junho e dezembro. Na pratica, os fundos realizam distribuicoes mensais baseadas na estimativa de resultado caixa, com acerto ao final de cada semestre. Essa estrutura de distribuicao semestral em caixa (e nao regime de competencia) significa que receitas contabilmente reconhecidas mas ainda nao recebidas nao geram obrigacao de distribuicao imediata.

Os direitos dos cotistas incluem: participacao nas assembleias e exercicio de voto (proporcional ao numero de cotas); recebimento dos rendimentos distribuidos; acesso a documentos do fundo (relatorio de gestao mensal, demonstracoes financeiras anuais, regulamento, prospecto); e liquidacao da posicao pelo preco de mercado a qualquer tempo durante o pregao da B3. O cotista nao tem direito de resgate das cotas diretamente pelo fundo (o RZTR11 e um fundo fechado), podendo sair apenas pela comercializacao de suas cotas no mercado secundario.

O historico de emissoes do RZTR11 reflete a estrategia de crescimento do portfolio: ao longo dos cerca de 5,7 anos de existencia do fundo, foram realizadas emissoes de cotas para financiar a aquisicao de novas propriedades rurais, ampliando o patrimonio liquido do fundo de valores iniciais para o patamar atual de R$ 1,73 bilhao. O numero de cotistas cresceu para mais de 148.000, dos quais 148.181 sao pessoas fisicas, o que demonstra o apelo do fundo ao publico de varejo. O fundo e classificado para o publico de investidores em geral, sem restricoes de acesso a investidores qualificados.

Panorama competitivo

O universo dos FIIs de logistica listados na B3 e dominado por fundos com portfolio concentrado em galpoes industriais e centros de distribuicao urbanos. Os principais players do segmento incluem o BRCO11 (Bresco Logistica), gerido pela Bresco Investimentos, com portfolio de condominis logisticos de alto padrao em regioes metropolitanas de Sao Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. O BTLG11 (BTG Pactual Logistica) e um dos maiores do setor em patrimonio e liquidez, com galpoes espalhados pelos principais polos logisticos do Brasil, sustentado pela capacidade do BTG Pactual de originar operacoes de grande porte.

O HGLG11 (CSHG Logistica), gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, e historicamente um dos mais liquidos do segmento, com portfolio de galpoes AAA em localizacoes estrategicas do eixo SP-RJ. O GALG11 (Guardian Logistica) e o GGRC11 (GGR Covepi Renda) atuam em nichos especificos dentro da logistica urbana, buscando contratos de longo prazo com inquilinos solidos do comercio e industria. O LVBI11 (VBI Logistico), gerido pela VBI Real Estate, destaca-se por portfolio de alta qualidade com contratos atipicos em galpoes prime.

O que diferencia fundamentalmente o RZTR11 de todos esses pares e o tipo de ativo: enquanto os fundos citados disputam galpoes logisticos em regioes metropolitanas — um mercado mais maduro, com multiplos players e maior competicao por ativos de qualidade — o Riza Terrax atua em um segmento praticamente sem concorrentes diretos no universo dos FIIs listados na B3: o arrendamento de propriedades rurais produtivas de grande escala. Essa posicao de mercado confere ao fundo vantagem competitiva estrutural baseada na diferenciacao de estrategia.

As barreiras de entrada no segmento rural sao substancialmente mais elevadas do que no logistico urbano. Alem do capital necessario para aquisicao de terras em escala, o investidor ou gestor precisa de conhecimento profundo da cadeia do agronegocio, capacidade de due diligence rural (analise de solo, laudos ambientais, regularidade fundiaria, CAR), relacionamento com grandes operadores agricolas capazes de assinar contratos de arrendamento de longo prazo e expertise juridica em direito agrario. Esses requisitos funcionam como filtro que limita a entrada de novos concorrentes sem historico no setor.

Nos mercados de terras rurais, os principais concorrentes do RZTR11 nao sao FIIs listados, mas sim fundos de private equity agricola (como a Radar Propriedades Agricolas, que ja operou ativos semelhantes), familias rurais tradicionais, holdings agroindustriais que adquirem terras proprias e, em menor medida, fundos internacionais com mandato para ativos agricolas no Brasil (como TIAA, que ja teve exposicao a terras brasileiras). Nenhum desses concorrentes diretos oferece ao investidor de varejo o acesso democratizado que o RZTR11 proporciona por meio de cotas negociadas em bolsa.

O setor de agronegocio brasileiro que o RZTR11 serve e dominado por grandes traders internacionais (Cargill, ADM, Bunge, Louis Dreyfus e a nacional Amaggi), cooperativas de produtores (Coamo, C.Vale, Castrolanda) e grandes grupos agroindustriais (JBS, Marfrig, BRF no segmento de proteinas). Sao exatamente esses perfis de empresas que se tornam arrendatarios do RZTR11: necessitam de grande escala de producao, preferem arrendar a imobilizar capital na compra de terras e sao capazes de honrar contratos de longo prazo.

O poder de barganha dos arrendatarios e um fator a ser monitorado. Grandes operadores agroindustriais tem capacidade de renegociar contratos em renovacoes, especialmente se o mercado de terras oferecer alternativas. O RZTR11 mitiga esse risco por meio da diversificacao do portfolio em multiplas propriedades e da dispersao geografica, evitando dependencia excessiva de um unico arrendatario ou regiao.

Tendencias de consolidacao do setor de FIIs podem criar oportunidades de crescimento para o RZTR11. A medida que o mercado amadurece e investidores institucionais aumentam sua exposicao a FIIs, fundos com historico de distribuicoes consistentes e estrategia diferenciada tendem a ganhar atratividade. O RZTR11, ao combinar exposicao ao ciclo de valorizacao de terras agricolas com renda recorrente de arrendamento, posiciona-se como uma alternativa de diversificacao nao correlacionada aos FIIs logisticos urbanos tradicionais.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) anualizado.** O DY de 13,77% ao ano do RZTR11 reflete a relacao entre o rendimento medio dos ultimos 12 meses (R$ 1,0083 por cota ao mes) e o preco de mercado da cota. Para fins de comparacao, o IFIX historicamente entrega DY entre 8% e 11% ao ano, o que coloca o RZTR11 acima da media do setor. E importante verificar se esse patamar e sustentado por contratos de arrendamento recorrentes e nao por eventos extraordinarios como comercializacao de ativos, pois DY elevado impulsionado por receita nao recorrente tende a nao se repetir nos periodos seguintes. Fórmula: DY = (Rendimento medio mensal x 12) / Preco da cota x 100 Cálculo: DY = (R$ 1,0083 x 12) / R$ 87,87 x 100 = R$ 12,10 / R$ 87,87 x 100 = 13,77% (dados de 10/06/2026)

**P/VP (Preco sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,96 indica que as cotas do RZTR11 eram negociadas com desconto de aproximadamente 4% sobre o valor patrimonial dos ativos do fundo. Isso significa que, teoricamente, o investidor adquiria R$ 1,00 em ativos por R$ 0,96. Para fundos com ativos rurais de qualidade comprovada, um desconto moderado pode representar uma janela de entrada interessante. Porem, e necessario verificar se o laudo de avaliacao dos imoveis esta atualizado e se o valor patrimonial reflete adequadamente as condicoes de mercado das terras rurais. Fórmula: P/VP = Preco de mercado da cota / VPA (Valor Patrimonial por Cota) Cálculo: P/VP = R$ 87,87 / R$ 91,74 = 0,96 (desconto de 4% em relacao ao patrimonio) (dados de 10/06/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 91,74 representa o valor contabil de cada cota do RZTR11, obtido pela divisao do patrimonio liquido total do fundo pelo numero de cotas emitidas. O patrimonio liquido de R$ 1,73 bilhao, resultado da diferenca entre o valor total dos ativos (R$ 2,52 bilhoes) e o passivo (R$ 793,5 milhoes), reflete o conjunto de 28 propriedades rurais com area total aproximada de 75.050 hectares. Variações no VPA ao longo do tempo devem-se principalmente a reavaliações dos imoveis e a novas emissoes de cotas. Fórmula: VPA = Patrimonio Liquido total / Numero de cotas emitidas Cálculo: VPA = R$ 1.729.501.522,37 / 18.851.720 cotas = R$ 91,74 por cota (dados de 10/06/2026)

**Vacancia Fisica.** A vacancia fisica zero do RZTR11 indica que 100% da area do portfolio de 28 propriedades rurais — cerca de 75.050 hectares — esta arrendada e gerando receita. Para um FII de ativos rurais com contratos atipicos de longo prazo, esse indicador estruturalmente baixo e esperado, pois os contratos sao firmados por periodos extensos com clausulas de penalidade para rescisao antecipada. A ausencia de vacancia e um dos pilares de previsibilidade de receita do fundo, diferenciando-o de FIIs logisticos urbanos mais sujeitos a rotatividade de inquilinos. Fórmula: Vacancia Fisica = Area desocupada / Area total do portfolio x 100 Cálculo: Vacancia Fisica = 0 m² desocupados / 750.504.909,6 m² totais x 100 = 0,0% (dados de 10/06/2026)

**Ultimo Rendimento por Cota (mensal).** O ultimo rendimento distribuido de R$ 1,00 por cota representa o pagamento mensal mais recente feito pelo RZTR11 aos seus mais de 148.000 cotistas. A media dos ultimos 12 meses foi de R$ 1,0083 por cota ao mes, indicando relativa estabilidade na distribuicao. Em termos anualizados, o fundo distribuiu R$ 12,10 por cota nos ultimos 12 meses (rendimento acumulado). A regularidade das distribuicoes e caracteristica dos fundos com contratos de arrendamento atipicos, nos quais o fluxo de receita e previsivel e pouco afetado por oscilacoes de curto prazo. Fórmula: Rendimento por Cota = Total distribuido no periodo / Total de cotas emitidas Cálculo: Rendimento por Cota = R$ 1,00 distribuido / 18.851.720 cotas = R$ 1,00/cota (dados de 10/06/2026)

**Taxa de Administracao (anual sobre PL).** A taxa de administracao de 1,36% ao ano sobre o patrimonio liquido do RZTR11 remunera os servicos de gestao ativa da Riza Asset Management e de administracao fiduciaria do fundo. Sobre um patrimonio de R$ 1,73 bilhao, isso representa cerca de R$ 23,5 milhoes em custos anuais de gestao. Adicionalmente, a taxa de custodia de 0,02% equivale a R$ 345 mil ao ano. O total de custos fixos representa aproximadamente 1,38% do patrimonio. Esse percentual deve ser avaliado em relacao a qualidade da gestao, diversificacao do portfolio e capacidade de originacao de novos contratos de arrendamento. Fórmula: Custo anual estimado = Taxa de administracao (%) x Patrimonio Liquido Cálculo: Custo anual estimado = 1,36% x R$ 1.729.501.522,37 = R$ 23.521.220,70 ao ano; taxa de custodia adicional de 0,02% = R$ 345.900,30 ao ano (dados de 10/06/2026)

**Patrimonio Liquido e Valor dos Ativos.** O patrimonio liquido do RZTR11 de R$ 1,73 bilhao resulta da diferenca entre o valor total dos ativos do fundo (R$ 2,52 bilhoes, composto principalmente por 28 propriedades rurais) e o total de passivos (R$ 793,5 milhoes). O grau de alavancagem do fundo — passivos sobre total de ativos — e de aproximadamente 31,45%, o que reflete o uso de financiamento para ampliar a base de ativos alem do capital proprio. Esse nivel de alavancagem deve ser monitorado em relacao ao custo da divida e a capacidade de geracao de caixa para servico do passivo. Fórmula: Patrimonio Liquido = Total de Ativos - Total de Passivos Cálculo: PL = R$ 2.523.044.624,53 (total ativos) - R$ 793.543.102,16 (total passivos) = R$ 1.729.501.522,37 (dados de 10/06/2026)

**Carteira de Imoveis (numero e area).** O portfolio do RZTR11 e composto por 28 propriedades rurais distribuidas em regioes produtivas do Brasil, totalizando cerca de 75.050 hectares de area total. Esse volume coloca o fundo entre os maiores detentores de terras rurais estruturados como FII no Brasil. O valor total investido nos ativos e de R$ 2,49 bilhoes, refletindo o custo de aquisicao e melhoria das propriedades. A diversificacao geografica entre diferentes regioes agricolas reduz o risco de choques climaticos ou de mercado localizados que poderiam afetar toda a receita do fundo simultaneamente. Fórmula: N/A — dado estrutural do portfolio Cálculo: 28 imoveis rurais com area total de 750.504.909,6 m² (aproximadamente 75.050 hectares, pois 1 ha = 10.000 m²). Valor total investido: R$ 2.485.965.161,98 (dados de 10/06/2026)

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de RZTR11? A cotação mais recente de RZTR11 é de R$ 88,09.

Qual o dividend yield do RZTR11? O dividend yield anualizado de RZTR11 é de 13,68%.

Qual o P/VP de RZTR11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de RZTR11 é 0.90.

RZTR11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de RZTR11 foi de R$ 1,00 por cota.

O que e o RZTR11? O RZTR11 e o ticker do Fundo de Investimento Imobiliario Riza Terrax, listado na B3. Trata-se de um FII de tijolo especializado na aquisicao, gestao e arrendamento de propriedades rurais produtivas. O fundo e gerido pela Riza Asset Management e possui um portfolio de 28 imoveis rurais com area total de aproximadamente 75.050 hectares, arrendados principalmente a grandes operadores do agronegocio por meio de contratos atipicos de longo prazo. O objetivo do fundo e combinar renda recorrente de arrendamento com potencial de valorizacao das terras agricolas.

Qual a diferenca entre o RZTR11 e outros FIIs de logistica como BRCO11 e HGLG11? A principal diferenca e o tipo de ativo. Fundos como BRCO11 e HGLG11 investem em galpoes logisticos urbanos, atendendo empresas de e-commerce, varejo e industria proximas a grandes centros consumidores. O RZTR11, por sua vez, investe em propriedades rurais — fazendas e glebas agricolas — arrendadas para operadores do agronegocio. Isso faz com que o RZTR11 seja mais exposto ao ciclo do agronegocio (precos de commodities, cambio, clima) e menos dependente da dinamica do varejo e do comercio urbano, resultando em perfis de risco e retorno diferentes.

Como e feita a distribuicao de rendimentos do RZTR11? Como qualquer FII, o RZTR11 e obrigado por lei a distribuir no minimo 95% do seu resultado apurado em regime de caixa, calculado com base no periodo semestral. Na pratica, o fundo realiza pagamentos mensais aos cotistas, estimando o resultado caixa e fazendo ajustes ao final de cada semestre (junho e dezembro). O valor distribuido por cota varia conforme as receitas de arrendamento recebidas e os custos operacionais do fundo. Historicamente, o RZTR11 apresentou rendimento medio de R$ 1,0083 por cota ao mes nos ultimos 12 meses.

O RZTR11 paga rendimentos isentos de Imposto de Renda? Para pessoas fisicas, a isencao de IR sobre rendimentos de FIIs esta condicionada ao cumprimento de requisitos legais especificos: o FII deve ter pelo menos 50 cotistas, as cotas devem ser negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcao organizado, e o cotista nao pode ser titular de 10% ou mais das cotas do fundo. O RZTR11, por ser um fundo listado na B3 com mais de 148.000 cotistas, atende os requisitos de porte. O investidor deve verificar sua situacao individual junto a um profissional fiscal habilitado, pois a legislacao tributaria esta sujeita a alteracoes.

Quais sao os principais riscos do RZTR11? Os principais riscos incluem: (1) volatilidade nos precos de commodities agricolas, que pode afetar a capacidade de pagamento dos arrendatarios; (2) risco climatico — secas, enchentes e eventos extremos que impactam as propriedades rurais; (3) risco de alavancagem, com passivos de R$ 793 milhoes sujeitos a variacao do custo de financiamento; (4) risco regulatorio ambiental, pois propriedades rurais estao sujeitas ao Codigo Florestal e normas do CAR; (5) risco de liquidez das cotas, dado o volume de negociacao inferior ao dos grandes FIIs logisticos urbanos.

O que e um contrato de arrendamento atipico e por que e relevante para o RZTR11? Contratos atipicos sao aqueles que nao seguem o modelo padrao da lei de locacoes prediais, sendo negociados livremente entre as partes. No contexto rural, sao acordos de arrendamento de propriedades por prazos longos — geralmente acima de cinco anos — com clausulas de penalidade expressivas para rescisao antecipada, sem direito de preferencia automatico do arrendatario a renovacao. Para o RZTR11, contratos atipicos garantem maior previsibilidade de receita e protecao contra vacancia de curto prazo, pois o arrendatario tem incentivo financeiro relevante para manter o contrato ate o vencimento.

Como o RZTR11 se posiciona em relacao ao ciclo de valorizacao de terras agricolas? O fundo oferece exposicao indireta ao ciclo de valorizacao das terras rurais brasileiras, que historicamente tem superado a inflacao no longo prazo, impulsionado pela expansao da fronteira agricola, pela crescente demanda global por alimentos e pelo aumento da produtividade do campo. Ao adquirir e manter propriedades no portfolio, o RZTR11 captura potencialmente a apreciacao do valor das terras ao longo do tempo, que se reflete no VPA (Valor Patrimonial por Cota). Essa caracteristica diferencia o fundo de FIIs com ativos depreciaveis, como galpoes que perdem valor ao longo do tempo sem reinvestimento.

Quantas propriedades o RZTR11 possui e onde estao localizadas? Conforme dados publicos, o portfolio do RZTR11 e composto por 28 propriedades rurais, com area total aproximada de 75.050 hectares (750.504.909,6 m²). O fundo busca diversificacao geografica em regioes de alta produtividade agricola do Brasil, incluindo areas de cerrado, fronteira agricola e zonas proximas a corredores logisticos e de exportacao. A diversificacao entre diferentes regioes reduz o risco de choques localizados — climaticos ou de mercado — que poderiam afetar todo o portfolio simultaneamente.

Qual e a alavancagem do RZTR11 e como ela afeta os cotistas? O grau de alavancagem do RZTR11 e de aproximadamente 31,45% sobre o total de ativos: o passivo total e de R$ 793,5 milhoes frente a ativos totais de R$ 2,52 bilhoes. A alavancagem permite ao fundo adquirir mais ativos do que seria possivel apenas com o capital dos cotistas, potencializando ganhos em cenarios favoraveis. Por outro lado, o servico da divida consume parte do resultado operacional, e em cenarios de alta do custo de financiamento (como em periodos de Selic elevada), a pressao sobre a distribuicao de rendimentos pode aumentar.

Quem e a gestora do RZTR11 e como funciona a governanca do fundo? O RZTR11 e gerido pela Riza Asset Management, gestora independente especializada em ativos alternativos. A estrutura de governanca do fundo e tipica dos FIIs: a Assembleia Geral de Cotistas e o orgao deliberativo maximo, responsavel por aprovar demonstracoes financeiras, alteracoes de regulamento e emissoes de novas cotas. As decisoes cotidianas de investimento sao delegadas a gestora. O fundo conta com mais de 148.000 cotistas, dos quais a quase totalidade sao pessoas fisicas, com capital amplamente pulverizado.

O RZTR11 faz parte do IFIX? O IFIX e o indice de fundos imobiliarios da B3, composto pelos FIIs com maior liquidez e volume de negociacao. A participacao do RZTR11 no IFIX depende do atendimento aos criterios de elegibilidade, principalmente relacionados a volume de negociacao e liquidez das cotas. Dado que o fundo possui liquidez classificada como baixa em relacao aos grandes FIIs logisticos urbanos, sua participacao ou peso no IFIX pode diferir dos grandes pares do setor. Para informacoes atualizadas sobre a composicao do indice, consulte o site oficial da B3.

Como os precos de commodities afetam o RZTR11? Os precos de commodities agricolas (soja, milho, algodao, cana) afetam indiretamente o RZTR11 por meio da lucratividade dos arrendatarios. Em ciclos de alta de commodities, os operadores agricolas tendem a expandir area plantada e fortalecer sua capacidade financeira, reduzindo risco de inadimplencia e aumentando a demanda por arrendamento de novas areas. Em ciclos de queda, a margem dos produtores se comprime, o que pode gerar pressao por renegociacao de contratos na renovacao. O cambio amplifica esse efeito: commodities sao precificadas em dolar, entao uma desvalorizacao do real beneficia os exportadores agricolas.

Como comparar o RZTR11 com outros FIIs antes de tomar uma decisao de alocacao? Para uma analise comparativa, observe: (1) o P/VP dos fundos, verificando se o mercado precifica premio ou desconto sobre o patrimonio; (2) a sustentabilidade do DY, analisando se a distribuicao e lastreada em receita operacional recorrente; (3) o nivel de alavancagem e seu custo; (4) a qualidade e diversificacao do portfolio de ativos; (5) o historico de distribuicoes ao longo de diferentes ciclos macroeconomicos; e (6) a liquidez das cotas para estimar facilidade de entrada e saida. O RZTR11 tem perfil distinto dos pares logisticos urbanos, sendo mais adequado para carteiras que buscam diversificacao e exposicao ao agronegocio.

Quais documentos devo consultar para acompanhar o RZTR11? Os principais documentos para acompanhamento do RZTR11 sao: (1) o relatorio de gestao mensal, publicado pela Riza Asset Management no site de RI do fundo e na B3, com informacoes sobre portfolio, contratos, distribuicoes e perspectivas; (2) as demonstracoes financeiras semestrais e anuais, auditadas por empresa independente; (3) as atas de assembleia, que registram decisoes estrategicas dos cotistas; (4) os informes trimestrais de FII (ITR) entregues a CVM; e (5) os comunicados ao mercado divulgados via sistema EDGAR/CVM sobre eventos relevantes como aquisicoes, desinvestimentos e emissoes de cotas.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.