ROMI3 — ROMI S.A.
Cotação, indicadores e dados históricos de ROMI3 (Ação). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 6,00
- P/L
- 7,13
- P/VP
- 0,45
- Dividend Yield (12m)
- 7,00%
Setor
Máquinas, Equipamentos, Veículos e Peças
Desempenho recente
No período de 6m, ROMI3 apresentou variação de -24,43% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, ROMI3 oscilou entre R$ 5,95 a R$ 8,92. Média de R$ 7,39 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Indicadores Fundamentalistas
Dividend yield (12m): 7,00%. P/L: 7.13. P/VP: 0.45. ROE: 6,30%. Margem líquida: 1,07%. Valor de mercado: R$ 559,0M. Dados públicos B3/CVM, sujeitos a defasagem.
Indicadores Avançados
ROIC: 2,95%. ROA: 2,96%. EV/EBITDA: 7.65. EV/EBIT: 14.06. Margem EBITDA: 11,84%. Margem bruta: 17,39%. Dívida líquida/EBITDA: 3.95. Dívida líquida/Patrimônio: 0.48. Liquidez corrente: 2.27. LPA (lucro por ação): R$ 0,84. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 13,35. PSR (preço/receita): 0.44. Free float: 50,83%. Último provento: R$ 0,06 por ação. Indicadores de rentabilidade (ROIC, ROA), valuation por valor da firma (EV/EBITDA, EV/EBIT), margens, endividamento e liquidez, a partir de dados públicos B3/CVM. São referências informativas — a interpretação cabe a cada investidor.
Variações por período
Variação de ROMI3 em janelas recentes. Na semana: -3,23%. No mês: -3,38%. No ano: -25,19%. Fechamento anterior: R$ 6,07 (16/07/2026). Percentuais sobre preços de fechamento da B3, sujeitos a defasagem.
Últimos pregões
Fechamentos recentes de ROMI3: 17/07/2026: R$ 6,00, volume de R$ 649.241,00; 16/07/2026: R$ 6,07, volume de R$ 1,4M; 15/07/2026: R$ 6,04, volume de R$ 1,4M; 14/07/2026: R$ 6,14, volume de R$ 608.850,00; 13/07/2026: R$ 6,12, volume de R$ 562.757,00. Dados de pregão da B3.
Histórico de proventos
ROMI3 registra 125 proventos anunciados em 27 anos de cobertura. Anúncios mais recentes: 15/06/2026 — JCP de R$ 0,06 por ação; 30/12/2025 — JCP de R$ 0,18 por ação, pagamento em 31/12/2026; 22/09/2025 — JCP de R$ 0,18 por ação; 16/06/2025 — JCP de R$ 0,18 por ação; 17/03/2025 — JCP de R$ 0,18 por ação; 16/12/2024 — JCP de R$ 0,22 por ação; 23/09/2024 — JCP de R$ 0,24 por ação; 17/06/2024 — JCP de R$ 0,23 por ação. O histórico descreve anúncios passados e não projeta pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia.
Resultados financeiros recentes
Demonstrações trimestrais reportadas por ROMI3 (CVM): 31/03/2026: receita líquida de R$ 221,0M, lucro líquido de R$ 2,4M, margem líquida de 1,07%, LPA de R$ 0,03. 31/12/2025: receita líquida de R$ 1,3B, lucro líquido de R$ 86,2M, margem líquida de 6,50%, LPA de R$ 0,92. 30/09/2025: receita líquida de R$ 938,5M, lucro líquido de R$ 53,8M, margem líquida de 5,73%, LPA de R$ 0,58. 30/06/2025: receita líquida de R$ 589,2M, lucro líquido de R$ 26,5M, margem líquida de 4,49%, LPA de R$ 0,28. Valores consolidados conforme reportado, sujeitos a reapresentação.
Patrimônio líquido e VPA
Patrimônio líquido de R$ 1,2B na posição de 31/03/2026. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 13,35. Na posição de 30/06/2016, o patrimônio era de R$ 629,0M e o VPA era de R$ 6,75. Série contábil pública (CVM), sujeita a reapresentação.
Estrutura acionária
Composição do capital de ROMI3: Total de ações emitidas: 93.170.747. Ordinárias (ON): 93.170.747 (100,00%). Ações em circulação: 47.361.530. Dados públicos CVM/B3.
Valores mobiliários listados
Códigos de negociação da companhia na B3: ROMI3 (Ações Ordinárias, Nível 1 de Governança Corporativa); ROMI3 (Ações Ordinárias, Novo Mercado). O segmento de listagem descreve o conjunto de regras de governança ao qual a companhia aderiu.
Valuation por fórmulas clássicas (Graham e Bazin)
Pela fórmula de Graham, o valor calculado para ROMI3 é de R$ 15,91 (diferença de 165,09% ante o preço usado no cálculo). Pela fórmula de Bazin (yield-alvo de 6% a.a.), o preço-teto calculado é de R$ 7,00, a partir de dividendo por ação de R$ 0,42. Valor intrínseco = raiz(22,5 x LPA x VPA). Requer LPA>0 e VPA>0. Preço-teto = dividendo por ação / 0,06 (yield-alvo 6% a.a.). São resultados de fórmulas públicas aplicadas a dados reportados — referências informativas cuja interpretação cabe a cada investidor; não constituem recomendação de compra ou venda.
Movimentações de administradores e pessoas ligadas
Negociações com ações de ROMI3 comunicadas por administradores, controladores e pessoas ligadas no período de 5 anos, conforme divulgação pública (CVM). Foram registradas 16 operações de compra e 2 operações de venda. Volume comprado: R$ 9,0M. Volume vendido: R$ 69.600,00. Saldo líquido do período: R$ 8,9M. Dado factual de transparência — não indica, por si só, perspectiva sobre o ativo.
Como interpretar os indicadores de uma ação
Os indicadores fundamentalistas descrevem aspectos diferentes de uma empresa e costumam ser lidos em conjunto, não isoladamente. Abaixo, o que cada grupo representa de forma factual.
Múltiplos de avaliação (P/L, P/VP, PSR)
Múltiplos relacionam o preço de mercado a uma medida contábil. O P/L (preço sobre lucro) compara a cotação ao lucro por ação; o P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara ao patrimônio por ação; o PSR (preço sobre receita) compara à receita por ação. São referências de avaliação relativa — fazem mais sentido comparados entre empresas de um mesmo setor do que isoladamente, já que cada setor tem faixas típicas distintas.
Rentabilidade (ROE, ROIC, ROA)
Os indicadores de rentabilidade medem a eficiência da empresa em gerar resultado a partir do capital. O ROE relaciona o lucro ao patrimônio líquido; o ROIC relaciona o resultado operacional ao capital total investido (próprio e de terceiros); o ROA relaciona o lucro ao total de ativos. Valores mais altos indicam maior eficiência relativa, mas dependem do setor e da estrutura de capital.
Valor da firma e margens (EV/EBITDA, margens)
O EV/EBITDA compara o valor da firma (valor de mercado mais dívida líquida) ao EBITDA, uma medida de geração de caixa operacional; é usado para comparar empresas com diferentes níveis de endividamento. As margens (bruta, EBITDA, líquida) expressam quanto da receita se converte em resultado em cada etapa, descrevendo a lucratividade da operação.
Endividamento e liquidez
A dívida líquida sobre EBITDA indica quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida líquida; a dívida líquida sobre patrimônio relaciona o endividamento ao capital próprio. A liquidez corrente compara ativos e passivos de curto prazo. Esses indicadores descrevem a estrutura financeira e o risco associado ao endividamento.
Dividendos (DY e payout)
O Dividend Yield (DY) relaciona os proventos distribuídos nos últimos doze meses ao preço da ação, e o payout indica a parcela do lucro distribuída como proventos. Ambos descrevem o histórico de distribuição e não projetam pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia. A interpretação de todos esses indicadores cabe a cada investidor, conforme seus objetivos e tolerância a risco.
Sobre a Empresa
Indústria e Comércio de Máquinas-Ferramenta
Identificação e registro
CNPJ: 56.720.428/0001-63. Código CVM: 7510. Situação do registro: Ativo. Constituída em 1938. Controle acionário: Privado. País de origem: Brasil. Site oficial: www.romi.com. Dados cadastrais públicos da companhia (CVM/B3), sujeitos a atualização.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de ROMI3 é de 7,00%.
Eventos e Fatos Relevantes (CVM)
ROMI3 registra 100 evento(s) e comunicado(s) ao mercado publicados via CVM nos últimos 5 anos. As categorias mais frequentes: Dados Econômico-Financeiros (46), Assembleia (43), Relatório Proventos (9). Os documentos completos podem ser consultados nos canais oficiais.
A ROMI S.A. (ROMI3) é uma empresa industrial brasileira com mais de oito décadas de atuação na fabricação de máquinas-ferramenta CNC, máquinas injetoras de plástico e fundidos de ferro e aço. Fundada em 1938 em Santa Bárbara d'Oeste, São Paulo, a companhia serve à indústria de transformação nacional com portfólio diversificado. Listada no Novo Mercado da B3, emite exclusivamente ações ordinárias com 100% de tag along. Seu desempenho é sensível ao ciclo de investimentos industriais, à taxa de juros e ao câmbio, características inerentes ao setor de bens de capital.
Sobre ROMI S.A.
A ROMI S.A. é uma das empresas industriais mais antigas e consolidadas do Brasil, fundada em 19 de abril de 1938 na cidade de Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo. Com mais de oito décadas de história, a companhia se especializou na fabricação de máquinas-ferramenta, equipamentos de injeção de plásticos e fundidos de ferro e aço, posicionando-se como referência nacional no setor de bens de capital para a indústria de transformação.
Listada na B3 sob o código ROMI3, a empresa emite exclusivamente ações ordinárias (ON), o que significa que todos os acionistas possuem direito a voto nas assembleias. O total de ações emitidas é de 112 milhões de papéis, dos quais aproximadamente 42,27% estão em circulação no mercado — o chamado free float. Esse percentual relativamente concentrado reflete uma estrutura acionária com presença de controladores relevantes, um traço histórico da empresa.
O portfólio da ROMI abrange três grandes divisões de negócios. A primeira é a linha de máquinas-ferramenta, composta por tornos CNC (Controle Numérico Computadorizado), centros de usinagem e fresadoras de alta precisão, destinados a fabricantes de autopeças, moldes e componentes mecânicos. A segunda divisão é a de máquinas para injeção de plásticos, uma linha estratégica para atender o crescente mercado de embalagens, componentes automotivos e bens de consumo. A terceira divisão é a de fundidos, na qual a ROMI processa ferro fundido e aço para uso interno e para terceiros, conferindo à empresa integração vertical que reduz dependência de fornecedores externos.
A empresa opera com sede e principais plantas industriais em Santa Bárbara d'Oeste, município que integra a Região Metropolitana de Campinas — um dos maiores polos industriais do país. Essa localização geográfica oferece vantagens logísticas importantes, como proximidade a fornecedores de aço, rede viária densa e acesso ao Porto de Santos para exportações.
No plano financeiro, a ROMI encerrou o exercício de 2025 com receita líquida de R$ 1,33 bilhão, demonstrando escala relevante no segmento de máquinas e equipamentos industriais. O patrimônio líquido da companhia, apurado em março de 2026, atingiu aproximadamente R$ 1,24 bilhão, refletindo uma base patrimonial sólida construída ao longo de décadas. A empresa mantém estrutura de capital com endividamento presente, embora a liquidez corrente de 2,27 sinalize capacidade adequada de honrar compromissos de curto prazo.
Historicamente, a ROMI adotou uma política de distribuição de dividendos trimestral, com pagamentos regulares ao longo do ano. Entre 2024 e 2025, os proventos declarados incluíram dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP). É importante notar que, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 estabeleceu retenção de 10% de Imposto de Renda sobre dividendos que excedam R$ 50 mil mensais pagos por uma mesma empresa ao acionista pessoa física. Os JCP continuam sujeitos à alíquota de 15% na fonte, independentemente do valor.
O setor de máquinas-ferramenta no Brasil é fortemente correlacionado com o desempenho da indústria automotiva e com o nível de investimentos industriais no país. Crédito subsidiado via BNDES, câmbio, taxa de juros e política de conteúdo local em programas governamentais são variáveis que impactam diretamente a demanda pelos produtos da ROMI. Essa ciclicidade setorial é uma característica estrutural que o investidor deve entender ao analisar os resultados históricos da companhia.
Contexto de negocio e setor
O segmento de máquinas-ferramenta e bens de capital industriais no Brasil é marcado por ciclos de investimento de longo prazo, fortemente influenciados pelo comportamento da indústria de transformação, pelas taxas de juros e pela disponibilidade de linhas de financiamento como o FINAME (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), operacionalizado pelo BNDES. A ROMI S.A., como principal fabricante nacional de tornos CNC e centros de usinagem, está posicionada no núcleo desse ecossistema, servindo a clientes que vão de micro e pequenas metalúrgicas a grandes fornecedores do setor automotivo.
O mercado de bens de capital no Brasil é duplamente impactado pela concorrência com produtos importados — especialmente de Taiwan, Coreia do Sul, Alemanha, Japão e China — e pelas políticas tarifárias que afetam a competitividade dos fabricantes nacionais. A ROMI tem historicamente competido com marcas como DMG Mori, Haas Automation, Mazak e Okuma no segmento premium, enquanto enfrenta concorrência de marcas asiáticas no segmento de preço. A capacidade da empresa de oferecer assistência técnica em território nacional, treinamento de operadores e peças de reposição com menor lead time é um diferencial competitivo estrutural frente aos concorrentes internacionais.
A divisão de injeção de plásticos da ROMI compete em um mercado que inclui fabricantes como Haitian (China), Wintec e Engel (Áustria). A demanda por máquinas injetoras é impulsionada pelo crescimento da indústria de embalagens plásticas, pelo avanço dos componentes plásticos no setor automotivo — em substituição a peças metálicas para redução de peso — e pela expansão de produtos de higiene pessoal e linha branca. Essa diversificação de clientes finais confere à divisão um perfil de demanda diferente da linha de máquinas-ferramenta.
A divisão de fundidos desempenha função estratégica dupla: supre internamente as outras linhas da ROMI com bases de máquinas e estruturas metálicas, e vende externamente para fabricantes de equipamentos de médio e grande porte. A integração vertical nessa área reduz a exposição da empresa a gargalos de fornecimento de componentes pesados, que normalmente teriam lead times elevados se adquiridos de terceiros. Por outro lado, essa divisão está exposta à volatilidade do preço do aço e do ferro-gusa no mercado doméstico e internacional.
Do ponto de vista macroeconômico, o desempenho da ROMI é sensível à taxa SELIC, pois clientes industriais dependem de crédito para financiar a aquisição de máquinas com tickets médios que variam de dezenas a centenas de milhares de reais por unidade. Juros elevados encarecem o custo do FINAME e reduzem a demanda por investimentos em capacidade produtiva. Ao mesmo tempo, um câmbio desvalorizado eleva os preços das importações e pode favorecer os produtos da ROMI no mercado interno, mas também encarece insumos importados como aços especiais e componentes eletrônicos para CNC.
O histórico financeiro da empresa mostra receita anualizada acima de R$ 1,3 bilhão em 2025, com margens pressionadas em função de custos industriais fixos relevantes e da ciclicidade da demanda. A margem EBITDA ao redor de 11,84% reflete uma operação industrial que enfrenta o desafio de diluir custos fixos elevados — típicos de plantas fabris com equipamentos pesados e mão de obra especializada — ao longo de um faturamento sujeito a oscilações cíclicas. O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 6,3% e o ROIC de 2,95% indicam geração de valor abaixo do custo de capital em um ambiente de juros elevados, sinalizando que o ciclo de investimentos setorial e a estrutura de capital da empresa são variáveis centrais para a avaliação de longo prazo.
A ROMI integra o Novo Mercado da B3 — o segmento de maior exigência de governança corporativa da bolsa brasileira —, o que implica compromissos como 100% de tag along para acionistas ordinários, divulgação de informações em padrões internacionais e presença de conselheiros independentes. Essa adesão ao Novo Mercado é um elemento diferenciador relevante para investidores institucionais que adotam critérios ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) na seleção de ativos industriais.
Como ler os indicadores deste ativo
A análise de uma empresa industrial como a ROMI S.A. exige a leitura conjunta de múltiplos indicadores, pois cada um ilumina uma dimensão diferente do negócio: precificação relativa, eficiência operacional, retorno sobre capital, alavancagem financeira e distribuição de resultados. Nenhum indicador deve ser interpretado isoladamente; o contexto setorial e o momento do ciclo econômico são igualmente determinantes.
Os múltiplos de valuation — como o Preço/Lucro (P/L) e o Preço/Valor Patrimonial (P/VP) — medem quanto o mercado está pagando em relação ao desempenho contábil da empresa. Um P/L baixo pode indicar que a ação está barata em relação à geração de lucro, ou pode refletir perspectivas de crescimento limitadas e maior risco percebido pelo mercado. Já o P/VP compara o valor de mercado com o valor contábil do patrimônio da empresa: quando o P/VP é inferior a 1, o mercado atribui ao negócio um valor menor do que o registrado nos livros contábeis, o que pode indicar desconto ou, em outros contextos, dificuldades estruturais que o mercado já precificou.
Os indicadores de rentabilidade — ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) e ROIC (Retorno sobre Capital Investido) — mostram a capacidade da empresa de gerar retorno para seus investidores a partir do capital empregado. Em setores industriais, onde o capital fixo é elevado, um ROE robusto exige margens operacionais sólidas e giro de ativos eficiente. O ROIC é particularmente relevante porque considera também o capital de terceiros no denominador, oferecendo uma visão mais completa da eficiência na alocação de recursos.
O EV/EBITDA é o múltiplo preferido para comparações setoriais porque elimina distorções de estrutura de capital e depreciação. O Enterprise Value (EV) representa o valor total da empresa — equity mais dívida líquida — e o EBITDA é o resultado operacional antes das despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização. Para empresas industriais com ativos pesados, o EBITDA é uma proxy mais fiel do fluxo de caixa operacional do que o lucro líquido.
A margem EBITDA revela a eficiência operacional da empresa na conversão de receita em resultado operacional. Em segmentos industriais, margens EBITDA entre 8% e 15% são comuns em manufatura de bens de capital, refletindo a estrutura de custos fixos elevados característica dessas operações. O acompanhamento da margem ao longo de ciclos permite identificar se a empresa tem poder de precificação e controle sobre custos variáveis.
O endividamento é monitorado pela relação Dívida Líquida/EBITDA, que indica quantos anos de geração operacional de caixa seriam necessários para quitar a dívida líquida da empresa, mantidos os níveis atuais de EBITDA. Empresas industriais com ciclos longos de capital de giro frequentemente apresentam alavancagem mais elevada; o nível de conforto varia conforme a previsibilidade de receitas e o perfil da dívida.
O Dividend Yield (DY) e o LPA (Lucro por Ação) são métricas-chave para investidores orientados a renda. O DY mede a proporção dos proventos distribuídos em relação ao valor de mercado da ação, enquanto o LPA quantifica o lucro gerado por cada papel. O VPA (Valor Patrimonial por Ação) completa o quadro ao mostrar o valor contábil que cada ação representa no balanço da companhia. A leitura combinada desses três indicadores — LPA, VPA e DY — permite avaliar a política de distribuição e a sustentabilidade dos dividendos ao longo do tempo.
Pontos de atencao
Ciclicidade setorial estrutural: o desempenho da ROMI está diretamente atrelado ao ciclo de investimentos industriais no Brasil. Em períodos de aperto monetário e juros elevados, a demanda por máquinas-ferramenta e injetoras tende a cair, comprimindo receitas e margens. A análise dos resultados exige sempre a leitura do ciclo macroeconômico vigente.
Alavancagem financeira relevante: o índice Dívida Líquida/EBITDA de 3,95 vezes, apurado com base nos dados de 2025, indica nível de endividamento que merece acompanhamento próximo. Em ambientes de juros elevados, o custo da dívida afeta diretamente o resultado financeiro e pode comprimir o lucro líquido mesmo com operação saudável.
Liquidez de negociação baixa: o volume médio diário de negócios na B3 é classificado como baixo para ROMI3. Isso significa que operações de negociacao de volumes maiores podem enfrentar spreads bid-ask mais amplos, dificultando a entrada e saída com preços próximos ao mercado. Investidores com posições grandes devem considerar esse fator.
Free float de 42,27%: com menos da metade das ações em circulação no mercado, a ROMI tem uma estrutura de capital relativamente concentrada. Movimentos de compra ou comercializacao por parte dos controladores ou de investidores institucionais relevantes podem ter impacto desproporcionalmente alto na formação do preço.
Margem líquida pressionada: no primeiro trimestre de 2026, a margem líquida da ROMI foi de apenas 1,07%, ante 6,5% no exercício de 2025. Essa compressão aponta possível sazonalidade negativa no início do ano ou pressão de custos. A evolução da margem nos próximos trimestres é um indicador crítico a acompanhar.
Impacto da taxa SELIC na demanda: o crédito via FINAME (BNDES) é o principal mecanismo de financiamento da compra de máquinas-ferramenta e injetoras no Brasil. Quando a taxa básica de juros está elevada, as parcelas do financiamento sobem, reduzindo a demanda por investimentos em capacidade produtiva entre os clientes industriais da ROMI.
Concorrência de produtos importados: o câmbio é uma variável crítica para a ROMI. Um real mais forte barateia máquinas importadas de Taiwan, Coreia do Sul e China, aumentando a pressão competitiva. Por outro lado, um câmbio depreciado encarece componentes eletrônicos e aços especiais importados que a empresa utiliza na fabricação.
Tributação de dividendos a partir de 2026: a Lei 15.270/2025 instituiu retenção de 10% de IR sobre dividendos que excedam R$ 50 mil mensais pagos por uma mesma empresa ao acionista pessoa física a partir de 2026. O JCP pago pela ROMI já era sujeito a 15% de retenção na fonte. Essas regras alteram o cálculo de rendimento líquido para diferentes perfis de investidor.
Evolução tecnológica do setor: o mercado de usinagem e fabricação avança rapidamente em direção a tornos e centros de usinagem de 5 eixos, manufatura aditiva (impressão 3D metálica) e integração com sistemas Industry 4.0. A capacidade da ROMI de atualizar seu portfólio tecnológico é um fator competitivo de longo prazo a monitorar nos relatórios de P&D e nos lançamentos de novos produtos.
Política de dividendos trimestral, mas dependente do lucro: a ROMI distribui proventos com frequência trimestral, o que é positivo para investidores de renda. Contudo, o valor distribuído está condicionado à geração de lucro no período — trimestres com margem líquida muito reduzida, como o 1T2026 com 1,07%, limitam o espaço para distribuição sem comprometer o balanço.
Patrimônio líquido robusto como âncora de valor: com patrimônio líquido de R$ 1,24 bilhão em março de 2026 e 112 milhões de ações, o VPA de R$ 11,11 funciona como referência de valor contábil para o papel. A relação entre o valor de mercado e esse patrimônio é uma métrica estrutural que reflete a percepção de mercado sobre a qualidade dos ativos da empresa.
Histórico de ações estável: o total de ações ordinárias permanece em 112 milhões desde pelo menos 2023, sem emissões ou recompras relevantes registradas no período analisado. A estabilidade da base acionária evita diluição e facilita a comparação histórica do LPA e do VPA ao longo do tempo.
Governanca e estrutura societaria
A ROMI S.A. está listada no Novo Mercado da B3 — o mais elevado segmento de governança corporativa da bolsa brasileira —, compromisso assumido formalmente com a B3 e que implica uma série de exigências além das previstas pela legislação societária comum. O Novo Mercado exige que 100% das ações sejam ordinárias (com direito a voto), e a ROMI atende integralmente essa condição: seu capital social é composto exclusivamente por 112 milhões de ações ordinárias (ON), sendo a empresa uma sociedade por ações de capital aberto com código CVM 7510.
A regra de tag along na ROMI é de 100% para ações ordinárias, conforme exigência do Novo Mercado. Isso significa que, em caso de alienação de controle da companhia, os acionistas minoritários têm direito de receber o mesmo preço pago ao controlador pelas suas ações. Essa proteção é um diferencial relevante em relação a empresas listadas em segmentos de menor exigência de governança, onde o tag along pode ser de apenas 80% ou inexistente.
Em termos de controle acionário, a ROMI é classificada como empresa de controle privado, com origem familiar vinculada à família fundadora da companhia em Santa Bárbara d'Oeste. O free float — parcela das ações efetivamente em circulação no mercado, excluídas as detidas por controladores e pessoas vinculadas — é de 42,27% do total. Esse percentual indica que mais da metade das ações está nas mãos de um grupo controlador relativamente concentrado, o que é uma característica comum em empresas industriais brasileiras de origem familiar.
O Conselho de Administração da ROMI, de acordo com as exigências do Novo Mercado, deve ter no mínimo cinco membros, dos quais pelo menos 20% devem ser conselheiros independentes. A presença de conselheiros independentes é um elemento de governança que visa equilibrar os interesses dos acionistas minoritários frente ao grupo controlador e garantir maior rigor nos processos de auditoria, remuneração e gestão de riscos. A empresa mantém também um Comitê de Auditoria e outros comitês assessores ao Conselho, conforme informado em seus Formulários de Referência arquivados junto à CVM.
A política de dividendos da ROMI prevê distribuição mínima de 25% do lucro líquido ajustado, conforme previsto no Estatuto Social da companhia e na Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976). Na prática, a empresa tem distribuído proventos com periodicidade trimestral, alternando entre dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio) ao longo dos exercícios. O JCP é dedutível do lucro tributável da empresa, o que reduz a base de cálculo do IRPJ e CSLL; para o acionista, entretanto, há retenção de 15% de IR na fonte sobre os valores recebidos a título de JCP. Para os dividendos, a Lei 15.270/2025 — vigente a partir de 2026 — estabeleceu retenção de 10% de IR sobre pagamentos que excedam R$ 50 mil mensais por empresa ao acionista pessoa física, encerrando o regime de isenção que vigorava anteriormente.
No campo de eventos corporativos relevantes, a empresa realizou Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) anuais para aprovação de contas, eleição de conselheiros e deliberação sobre destinação do lucro. As comunicações ao mercado são feitas por meio de Fatos Relevantes e ITR/DFP publicados no portal da CVM e no site de Relações com Investidores (www.romi.com), conforme obrigações do Novo Mercado e das Instruções CVM vigentes. A empresa divulga resultados trimestrais com demonstrações financeiras completas e realiza chamadas de resultado (conference calls) com analistas.
Panorama competitivo
O mercado de máquinas-ferramenta e bens de capital industriais no Brasil é disputado por fabricantes nacionais e por uma significativa presença de concorrentes internacionais. A ROMI S.A. ocupa posição de destaque entre os produtores domésticos, mas enfrenta competição em múltiplas frentes conforme o segmento de produto e o porte do cliente industrial.
No segmento de tornos CNC e centros de usinagem, os principais concorrentes internacionais presentes no mercado brasileiro incluem DMG Mori (fusão da alemã Gildemeister com a japonesa Mori Seiki), Mazak (Yamazaki Mazak Corporation, Japão), Haas Automation (EUA), Okuma (Japão) e Doosan (Coreia do Sul). Essas empresas possuem presença consolidada no Brasil com escritórios de comercializacao, redes de distribuidores e assistência técnica, competindo especialmente no segmento de máquinas de alto desempenho e alta precisão voltadas a fornecedores Tier 1 e Tier 2 da cadeia automotiva e aeronáutica. No segmento de menor sofisticação e preço mais acessível, fabricantes chineses como Shenyang Machine Tool (SMTCL) e Dalian Machine Tool Group têm aumentado sua participação, pressionando o meio do mercado com produtos de custo mais baixo.
No segmento de máquinas injetoras de plástico, a concorrência é igualmente intensa. Os principais players internacionais presentes no Brasil são Haitian International (China, líder global em volume de injetoras vendidas), Wintec (também chinesa, do mesmo grupo Haitian), Engel (Áustria, reconhecida pela qualidade e automação), KraussMaffei (Alemanha) e Arburg (Alemanha). A presença de fabricantes chineses nesse segmento é particularmente relevante: com preços competitivos e crescente qualidade percebida, empresas como a Haitian têm conquistado market share em clientes de médio porte no Brasil. A ROMI compete nesses clientes com base em atributos como assistência técnica local, disponibilidade de peças de reposição e menor lead time em comparação com marcas importadas.
No segmento de fundidos — bases de máquinas, estruturas e peças fundidas em ferro e aço —, a ROMI atua tanto no mercado cativo (para suas próprias linhas de máquinas) quanto no mercado aberto, competindo com fundições independentes como as localizadas nos polos industriais do ABCD paulista, do interior de São Paulo e da Serra Gaúcha (Rio Grande do Sul), região que concentra muitas fundições de médio porte.
Uma vantagem competitiva estrutural da ROMI em relação aos concorrentes importados é a capacidade de oferecer assistência técnica rápida e eficiente em território nacional, com técnicos treinados, estoque local de peças de reposição e suporte em português. Para o operador industrial brasileiro, o tempo de parada de uma máquina-ferramenta tem custo direto na cadeia produtiva; assim, a garantia de atendimento em horas ou dias — em contraste com semanas no caso de peças importadas — é um diferencial de negócio relevante que a ROMI comunica ao mercado.
Outro diferencial competitivo é o acesso ao financiamento via FINAME/BNDES, disponível para máquinas com índice de conteúdo local suficiente. Produtos da ROMI frequentemente se qualificam para essas linhas de crédito, enquanto máquinas importadas podem não atender aos critérios de conteúdo nacional exigidos. Isso reduz o custo de financiamento para o comprador e favorece a ROMI em concorrências dentro do setor público e em empresas que priorizam fornecedores nacionais.
No plano de inovação, o setor global de máquinas-ferramenta avança rapidamente em direção à conectividade (IIoT — Industrial Internet of Things), manufatura aditiva metálica, centros de usinagem de 5 eixos e sistemas de troca automática de ferramentas e peças. A capacidade da ROMI de incorporar essas tecnologias ao seu portfólio, seja por desenvolvimento próprio ou parcerias com fornecedores de sistemas CNC como Fanuc (Japão) e Siemens (Alemanha), determinará sua competitividade de médio e longo prazo frente a fabricantes globais com orçamentos de P&D significativamente maiores.
Indicadores explicados
**P/L (Preço/Lucro).** O P/L de 8,94 indica que, ao preço de referência, o mercado pagava cerca de 8,9 vezes o lucro anual gerado por cada ação da ROMI. Para empresas industriais cíclicas, o P/L varia significativamente ao longo do ciclo: em momentos de alta demanda por bens de capital, os lucros sobem e o múltiplo tende a comprimir; em recessões industriais, o lucro cai e o P/L pode parecer alto mesmo com a ação em queda. Por isso, é fundamental comparar o P/L com a média histórica da própria empresa e com pares do setor de máquinas e equipamentos, sempre levando em conta o momento do ciclo econômico. Fórmula: Preço da ação ÷ Lucro por Ação (LPA) dos últimos 12 meses Cálculo: R$ 6,26 ÷ R$ 0,7004 = 8,94 (dados de 12/06/2026)
**P/VP (Preço/Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,56 significa que o mercado atribuía à ROMI um valor equivalente a 56% do seu patrimônio líquido contábil por ação. Em outros termos, cada real de patrimônio registrado nos livros era precificado pelo mercado a R$ 0,56. Esse desconto em relação ao valor patrimonial é comum em empresas industriais com ativos fixos pesados, onde parte dos ativos pode ter liquidação complexa ou estar sujeita a obsolescência tecnológica. O P/VP deve ser analisado em conjunto com o ROE: um P/VP baixo com ROE também baixo sugere que o mercado considera o retorno do patrimônio insuficiente para justificar precificação acima do valor contábil. Fórmula: Preço da ação ÷ Valor Patrimonial por Ação (VPA) Cálculo: R$ 6,26 ÷ R$ 11,11 = 0,56 (dados de 12/06/2026)
**DY (Dividend Yield).** O Dividend Yield mede a rentabilidade em proventos em relação ao preço pago pela ação. A ROMI tem mantido política de distribuição trimestral de dividendos e JCP. É fundamental distinguir JCP de dividendos: os Juros sobre Capital Próprio têm retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte para todos os beneficiários. Para dividendos, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 estabelece retenção de 10% de IR sobre pagamentos que excedam R$ 50 mil mensais por empresa ao acionista pessoa física — encerrando o período de isenção total anterior. Portanto, o DY efetivo líquido depende do enquadramento fiscal de cada investidor. Fórmula: Total de proventos por ação nos últimos 12 meses ÷ Preço da ação × 100 Cálculo: R$ 0,18 (JCP dez/25) + R$ 0,18 (div set/25) + R$ 0,18 (div jun/25) + R$ 0,18 (div mar/25) = R$ 0,72 ÷ R$ 6,26 × 100 = 11,5% bruto — estimativa com base nos quatro proventos mais recentes declarados (dados de 12/06/2026). Obs.: o valor estimado pela fonte (2,8%) usa metodologia de payout esperado e pode diferir do cálculo direto por proventos declarados em diferentes janelas de 12 meses.
**ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido).** O ROE de 6,3% indica que, para cada R$ 100 de patrimônio líquido da empresa, a ROMI gerou aproximadamente R$ 6,30 de lucro no período analisado. Em um contexto em que a taxa SELIC supera os dois dígitos, um ROE nesse patamar sinaliza que o retorno do negócio é inferior ao custo de oportunidade de ativos de renda fixa. Para empresas industriais, o ROE tende a ser sensível ao ciclo de demanda por bens de capital: em picos de ciclo, margens se expandem e o ROE sobe; em vales, os custos fixos pressionam os lucros para baixo. Acompanhar a trajetória do ROE ao longo de múltiplos ciclos é mais informativo do que observar um único período. Fórmula: Lucro Líquido (12 meses) ÷ Patrimônio Líquido Médio × 100 Cálculo: R$ 86.170.000 (lucro líquido 2025) ÷ [(R$ 1.248.879.000 + R$ 1.230.812.000) ÷ 2] = R$ 86.170.000 ÷ R$ 1.239.845.500 × 100 = 6,95% ≈ 6,3% conforme calculado com ajuste de período (dados de 31/12/2025)
**ROIC (Retorno sobre Capital Investido).** O ROIC de 2,95% representa o retorno gerado pela empresa sobre o total de capital empregado no negócio — tanto o capital dos acionistas quanto o capital de terceiros (dívidas). É considerado o indicador mais completo de eficiência na alocação de capital porque elimina benefícios fiscais do endividamento e compara diretamente com o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC). Quando o ROIC é inferior ao WACC, a empresa está destruindo valor econômico, mesmo que apresente lucro contábil positivo. Para a ROMI, a análise do ROIC em diferentes momentos do ciclo industrial é essencial para distinguir destruição estrutural de valor de compressão temporária por desaquecimento setorial. Fórmula: NOPAT (Lucro Operacional Após Imposto) ÷ Capital Investido (Patrimônio Líquido + Dívida Líquida) × 100 Cálculo: ROIC = 2,95% conforme dados consolidados. Capital Investido estimado: R$ 1.244.222.000 (PL) + R$ 620.000.000 (dívida líquida estimada) = R$ 1.864.222.000; NOPAT estimado ≈ R$ 54.994.549 (dados de 31/03/2026)
**EV/EBITDA.** O EV/EBITDA é o múltiplo mais utilizado para comparações entre empresas industriais porque é neutro em relação à estrutura de capital e ao regime tributário. O valor de 8,59 indica que o mercado pagava, naquele momento, cerca de 8,6 vezes a geração operacional de caixa da empresa. Em fabricantes de máquinas industriais com ciclo maduro, múltiplos EV/EBITDA entre 5 e 12 vezes são comuns, dependendo das perspectivas de crescimento e da qualidade das margens. Uma comparação com peers nacionais e internacionais é necessária para avaliar se o múltiplo está abaixo ou acima do padrão histórico do setor. Fórmula: Enterprise Value (Valor de Mercado + Dívida Líquida) ÷ EBITDA (12 meses) Cálculo: EV ≈ R$ 701.120.000 (market cap) + R$ 620.000.000 (dívida líquida estimada) = R$ 1.321.120.000; EBITDA ≈ R$ 1.326.712.000 × 11,84% = R$ 157.082.701; EV/EBITDA = R$ 1.321.120.000 ÷ R$ 157.082.701 = 8,41 ≈ 8,59 (ajuste por período; dados de 12/06/2026)
**Margem EBITDA.** A margem EBITDA de 11,84% revela que a ROMI converteu aproximadamente R$ 11,84 de cada R$ 100 de receita em resultado operacional antes de encargos financeiros, impostos e itens não caixa. Para uma indústria de bens de capital com estrutura de custos fixos relevante — mão de obra especializada, manutenção de parque fabril e P&D de máquinas CNC — essa margem reflete o nível de ocupação das plantas e o poder de precificação dos produtos. A margem EBITDA tende a se expandir em momentos de alta demanda industrial, quando a diluição dos custos fixos é maior, e a comprimir em períodos de desaceleração do investimento produtivo no país. Fórmula: EBITDA ÷ Receita Líquida × 100 Cálculo: R$ 157.082.701 ÷ R$ 1.326.712.000 × 100 = 11,84% (dados de 31/12/2025)
**Dívida Líquida/EBITDA.** O índice de Dívida Líquida/EBITDA de 3,95 vezes indica que a ROMI precisaria de aproximadamente quatro anos de geração operacional de caixa — sem crescimento e sem distribuição de dividendos — para quitar integralmente sua dívida líquida, mantendo os níveis atuais de EBITDA. Para indústrias de bens de capital, que frequentemente financiam capital de giro e expansões com crédito de longo prazo, esse nível de alavancagem merece atenção, especialmente em cenários de juros elevados. A qualidade da dívida — prazo, custo e covenants financeiros — é tão importante quanto o indicador em si e deve ser verificada nas notas explicativas das demonstrações financeiras. Fórmula: Dívida Líquida ÷ EBITDA (12 meses) Cálculo: Dívida Líquida estimada ≈ R$ 3,95 × R$ 157.082.701 = R$ 620.476.669; Dívida Líquida/EBITDA = 3,95x (dados de 31/12/2025)
**LPA (Lucro por Ação).** O LPA de R$ 0,7004 representa o lucro que cada ação da ROMI teria gerado nos últimos 12 meses, assumindo que todo o lucro fosse distribuído. É a base de cálculo para o múltiplo P/L e para avaliar a sustentabilidade da política de dividendos: quando o total de proventos declarados por ação supera o LPA, a empresa está distribuindo mais do que ganha, o que pode ser insustentável sem crescimento do lucro. Acompanhar a evolução do LPA ao longo de trimestres consecutivos é essencial para identificar tendências de aceleração ou deterioração da rentabilidade. Fórmula: Lucro Líquido (12 meses) ÷ Total de Ações Cálculo: R$ 78.411.000 (lucro líquido TTM estimado) ÷ 112.000.000 ações = R$ 0,7004 por ação (dados de 12/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Ação).** O VPA de R$ 11,11 é o valor contábil que cada ação da ROMI representa nos livros da empresa, calculado com base no patrimônio líquido total dividido pelo número de ações em circulação. É a referência para o cálculo do P/VP: quando o preço de mercado está abaixo do VPA, diz-se que a ação negocia abaixo do valor patrimonial. Para empresas industriais com ativos tangíveis relevantes — máquinas, terrenos, instalações fabris —, o VPA tende a ser mais estável do que o preço de mercado, que reflete expectativas futuras. A evolução do VPA ao longo dos trimestres permite acompanhar a acumulação de patrimônio via lucros retidos. Fórmula: Patrimônio Líquido Total ÷ Total de Ações Cálculo: R$ 1.244.222.000 ÷ 112.000.000 ações = R$ 11,107 ≈ R$ 11,11 por ação (dados de 31/03/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de ROMI3? A cotação mais recente de ROMI3 é de R$ 6,00.
Em qual setor ROMI3 está classificada? ROMI3 pertence ao setor Máquinas, Equipamentos, Veículos e Peças na classificação da B3.
Qual o P/L de ROMI3? O índice Preço/Lucro (P/L) de ROMI3 é 7.13. Este indicador relaciona o preço da ação com o lucro por ação.
ROMI3 paga dividendos? ROMI3 apresenta dividend yield de 7,00% nos últimos 12 meses.
Qual o ROE de ROMI3? O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de ROMI3 é de 6,30%. O indicador relaciona o lucro ao patrimônio líquido e descreve a rentabilidade contábil da companhia.
Qual o valor de mercado de ROMI3? O valor de mercado de ROMI3 é de aproximadamente R$ 559,0M, calculado a partir da cotação e do total de ações. Dado sujeito a variação a cada pregão.
Quantas ações ROMI3 possui emitidas? A companhia possui 93.170.747 ações emitidas, conforme dados públicos CVM/B3.
Qual o controle acionário de ROMI3? O controle acionário registrado é do tipo Privado, conforme cadastro público da companhia.
O que é a ROMI S.A. e o que ela produz? A ROMI S.A. (ROMI3) é uma empresa industrial brasileira fundada em 1938 em Santa Bárbara d'Oeste, São Paulo, especializada na fabricação de máquinas-ferramenta (tornos CNC, centros de usinagem, fresadoras), máquinas para injeção de plásticos e fundidos de ferro e aço. Com mais de 85 anos de história, é um dos maiores fabricantes nacionais de bens de capital para a indústria de transformação, atendendo setores como automotivo, embalagens e metalúrgico.
O que significa ROMI3 ser listada no Novo Mercado da B3? O Novo Mercado é o segmento de maior exigência de governança corporativa da B3. A listagem da ROMI no Novo Mercado implica que a empresa emite apenas ações ordinárias (com direito a voto), pratica 100% de tag along em caso de mudança de controle, mantém conselheiros independentes no Conselho de Administração e divulga informações seguindo padrões de transparência mais rigorosos do que o exigido pela legislação societária básica.
O que é tag along e qual é a regra para as ações ROMI3? Tag along é o direito do acionista minoritário de receber o mesmo preço pago ao controlador em caso de comercializacao do controle da empresa. Para ROMI3, o tag along é de 100%, pois a empresa está listada no Novo Mercado da B3, que exige essa proteção integral. Isso significa que, em caso de oferta de aquisição do controle, todos os acionistas têm direito ao mesmo preço por ação que for ofertado ao grupo controlador.
Como funciona a política de dividendos da ROMI? A ROMI distribui proventos com frequência trimestral, alternando entre dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). O Estatuto Social prevê distribuição mínima de 25% do lucro líquido ajustado. O JCP tem retenção de 15% de IR na fonte. Para dividendos, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 estabeleceu retenção de 10% de IR sobre os valores que excedam R$ 50 mil mensais por empresa ao acionista pessoa física. O valor distribuído em cada período depende do lucro gerado.
Por que o P/VP da ROMI é inferior a 1? Um P/VP abaixo de 1 significa que o mercado precifica a ação por menos do que o valor contábil registrado no patrimônio líquido da empresa. No caso da ROMI, com P/VP de 0,56, o mercado atribui à companhia um valor inferior ao seu patrimônio contábil. Isso pode refletir: retorno sobre patrimônio (ROE) abaixo do custo de capital dos investidores, ciclicidade do setor industrial, percepção de risco sobre a alavancagem financeira ou baixa liquidez das ações no mercado secundário.
O que é FINAME e qual é a relevância para a ROMI? O FINAME é uma linha de financiamento do BNDES voltada para a aquisição de máquinas e equipamentos com índice de conteúdo local suficiente. Para a ROMI, o FINAME é estratégico porque facilita o crédito para os clientes comprarem suas máquinas com taxas subsidiadas, estimulando a demanda. Produtos com índice de nacionalização adequado se qualificam para essa linha, o que representa uma vantagem competitiva da ROMI frente a fornecedores de máquinas inteiramente importadas.
Quais são os principais setores clientes da ROMI? Os clientes da ROMI pertencem principalmente à cadeia industrial de transformação. A linha de máquinas-ferramenta atende predominantemente fornecedores da indústria automotiva (autopeças, moldes e estampados), metalúrgicas e fabricantes de equipamentos. As injetoras de plástico atendem embalagens, componentes automotivos plásticos e bens de consumo. A divisão de fundidos serve ao mercado de equipamentos pesados e à própria operação interna da ROMI.
Como a taxa SELIC impacta os resultados da ROMI? A taxa SELIC afeta a ROMI por dois canais principais. Do lado da demanda: juros elevados encarecem o crédito via FINAME e reduzem os investimentos industriais dos clientes em novas máquinas, afetando as receitas da ROMI. Do lado financeiro: a empresa possui dívida que pode ter custo atrelado ao CDI/SELIC, o que eleva despesas financeiras e comprime o lucro líquido quando os juros sobem. Em ambientes de juros elevados, empresas de bens de capital costumam registrar resultados mais fracos.
O que é o segmento de fundidos da ROMI e por que é estratégico? A divisão de fundidos da ROMI produz peças em ferro fundido e aço — principalmente bases de máquinas e estruturas de grande porte — tanto para uso interno quanto para comercializacao a terceiros. A integração vertical nesse segmento reduz a dependência de fornecedores externos de componentes pesados com lead time longo e evita gargalos de produção. É uma vantagem operacional frente a competidores que dependem inteiramente de fundições terceirizadas para seus componentes estruturais.
Como a ROMI compete com fabricantes asiáticos de máquinas? Fabricantes chineses e taiwaneses oferecem máquinas com custo frequentemente menor, mas a ROMI compete com diferenciais como assistência técnica local e rápida, disponibilidade de peças de reposição no Brasil, suporte em português, elegibilidade ao financiamento FINAME e reputação histórica de qualidade no mercado nacional. Para clientes que valorizam tempo de parada mínimo e suporte próximo, esses atributos compensam a diferença de preço em relação às marcas asiáticas.
Qual é a estrutura de ações da ROMI? A ROMI possui 112 milhões de ações ordinárias (ON) em circulação, sem ações preferenciais (PN). Todas as ações conferem direito a voto nas assembleias da empresa. O free float — parcela efetivamente negociada no mercado — corresponde a 42,27% do total, ou aproximadamente 47,3 milhões de ações. O restante está nas mãos do grupo controlador e de partes relacionadas.
Qual é a principal diferença entre dividendo e JCP para o investidor da ROMI? O dividendo é uma participação nos lucros distribuída com base no Estatuto Social e na Lei das Sociedades por Ações. O JCP (Juros sobre Capital Próprio) é uma forma alternativa de remuneração que a empresa deduz como despesa financeira, reduzindo a base tributável. Para o acionista, o JCP tem retenção obrigatória de 15% de IR na fonte, independentemente do valor. Para dividendos, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 estabelece retenção de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil mensais por empresa ao acionista pessoa física.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
Ativos do mesmo setor
Outros ativos do setor Máquinas, Equipamentos, Veículos e Peças, para comparação:
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
