Organizesee

RSPD11 — RB CAPITAL DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL III FII - FII

Cotação, indicadores e dados históricos de RSPD11 (Fundo Imobiliário). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 700,00
P/VP
0,91
Dividend Yield (12m)
1,02%

Setor

Residencial

Desempenho recente

No período de 6m, RSPD11 apresentou variação de -17,65% em 51 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, RSPD11 oscilou entre R$ 699,00 a R$ 1.100,00. Média de R$ 824,62 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Dividend Yield

DY anual: 1,02%.

P/VP

P/VP: 0.91.

Dados do Fundo

Valor patrimonial por cota (VPA): R$ 767,25. Patrimônio líquido: R$ 114,3M. Valor de mercado: R$ 104,3M. Cotas emitidas: 149.011. Número de cotistas: 194. Taxa de administração: 0,23%. Idade do fundo: 7,2 anos. Administrador: OLIVEIRA TRUST DTVM S.A.. Tipo de gestão: Ativa. Público-alvo: INVESTIDOR QUALIFICADO. CNPJ: 19.249.989/0001-08. Dados públicos CVM/B3, sujeitos a defasagem.

Imóveis e Ocupação

Número de imóveis: 1. Área total: 73 m². Total de ativos do fundo: 13. Vacância e ocupação a partir de informes trimestrais (CVM).

O que é um Fundo Imobiliário (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo que reúne recursos de vários investidores para aplicar no mercado imobiliário, seja em imóveis físicos, seja em títulos ligados a esse setor. O patrimônio é dividido em cotas negociadas em bolsa, o que permite ao investidor participar do mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Os FIIs são regulados no Brasil e administrados por instituições financeiras, e seus resultados são distribuídos periodicamente aos cotistas conforme as regras do fundo.

Tipos de FII

Os FIIs costumam ser descritos em quatro grandes grupos. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências — e seu resultado vem principalmente dos aluguéis. Os fundos de papel aplicam em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e seu resultado deriva dos juros desses papéis. Os fundos híbridos combinam imóveis e títulos na mesma carteira. Os fundos de fundos (FoF) investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação por meio da composição. Cada tipo tem uma dinâmica própria de risco, sensibilidade a juros e comportamento ao longo dos ciclos econômicos.

Dividend Yield em FIIs

O Dividend Yield (DY) de um FII expressa a relação entre os rendimentos distribuídos e o preço da cota, geralmente apurada considerando os últimos doze meses ou anualizando a distribuição recente. Em termos simples, indica quanto o fundo distribuiu em proventos proporcionalmente ao valor pago pela cota. Um DY mais alto pode refletir distribuições robustas, mas também pode resultar de uma queda no preço da cota — por isso o indicador é lido em conjunto com outros, não isoladamente. Distribuições extraordinárias, como a venda de um imóvel, podem elevar o DY de um período de forma pontual e não recorrente. O DY é uma referência informativa sobre o passado e não garante distribuições futuras.

P/VP e valor patrimonial por cota

O valor patrimonial por cota corresponde ao patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas — uma estimativa contábil de quanto vale cada cota segundo os ativos do fundo. O indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara o preço de mercado da cota com esse valor patrimonial. Um P/VP próximo de 1 indica que o mercado precifica a cota perto de seu valor contábil; acima de 1, a cota é negociada com prêmio; abaixo de 1, com desconto. O P/VP não é, por si só, um sinal de oportunidade ou de risco — ele descreve uma relação, cuja interpretação depende do tipo de fundo, da qualidade dos ativos e do contexto de mercado.

Rendimentos mensais e regra de distribuição

Uma característica marcante dos FIIs é a distribuição periódica de resultados, comumente mensal. Pela regulação aplicável a esses fundos, é exigida a distribuição de uma parcela elevada do resultado de caixa aos cotistas, o que explica por que muitos investidores acompanham FIIs pela renda recorrente. O valor distribuído varia conforme o desempenho do fundo no período — aluguéis recebidos, juros de títulos, ocupação dos imóveis — e não é fixo nem garantido.

Liquidez, vacância e riscos típicos

Liquidez, num FII, refere-se à facilidade de comprar ou vender cotas em bolsa sem grande variação de preço; fundos com mais cotistas e maior volume negociado tendem a ter liquidez mais alta. Vacância mede a proporção de área (vacância física) ou de receita (vacância financeira) não ocupada ou não recebida nos imóveis do fundo — quanto maior a vacância, menor tende a ser o resultado distribuível. Entre os riscos típicos descritos no mercado estão a sensibilidade a juros (que afeta a atratividade relativa dos rendimentos), o risco de inadimplência de inquilinos ou de devedores dos títulos, o risco de vacância e o risco de mercado, que influencia o preço das cotas. A avaliação desses fatores é individual e depende dos objetivos de cada investidor.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de RSPD11 é de 1,02%. O último rendimento registrado foi de R$ 0,57 por cota.

Comparação Setorial

Dados comparativos do segmento Residencial: P/VP de RSPD11 em 0.91 ante mediana do setor de 0.74. Dividend yield de 1,02% ante mediana do setor de 6,67%.

O RSPD11 (RB Capital Desenvolvimento Residencial III FII) é um fundo de investimento imobiliário fechado voltado exclusivamente a investidores qualificados, com estratégia centrada no desenvolvimento de empreendimentos residenciais no Brasil. Gerido pela RB Capital — gestora integrada ao ecossistema BTG Pactual desde 2012 —, o fundo tem 149.011 cotas emitidas e patrimônio líquido de aproximadamente R$ 114,5 milhões. Com cerca de 7 anos de existência e base de aproximadamente 190 cotistas, o RSPD11 possui perfil de risco diferenciado dos FIIs de renda, com distribuições atreladas ao ciclo de construção e comercialização dos projetos e menor liquidez no mercado secundário da B3.

Sobre RB CAPITAL DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL III FII - FII

O RB Capital Desenvolvimento Residencial III FII (RSPD11) é um fundo de investimento imobiliário estruturado sob a forma de condomínio fechado, voltado exclusivamente a investidores qualificados, conforme definição da Instrução CVM nº 539/2013 e demais normas vigentes. O fundo integra a família de produtos imobiliários geridos pela RB Capital, gestora com reconhecida trajetória no mercado brasileiro de fundos estruturados e securitização de recebíveis imobiliários.

Criado há aproximadamente sete anos, o RSPD11 tem como estratégia central o desenvolvimento de empreendimentos residenciais, investindo em projetos cujas receitas derivam da comercializacao de unidades habitacionais. Diferentemente dos fundos de renda passiva — que compram imóveis prontos e os alugam —, fundos de desenvolvimento como o RSPD11 participam do ciclo de incorporação imobiliária, aportando capital em diferentes estágios do processo construtivo e recebendo retorno conforme as unidades são vendidas ou o projeto maturado.

Essa estrutura coloca o fundo em um segmento específico dentro do universo dos FIIs brasileiros: os chamados fundos de desenvolvimento residencial. Tais veículos têm perfil de risco e retorno distinto dos fundos de tijolo tradicionais (lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos), pois a geração de caixa está diretamente atrelada ao ritmo de comercializacao dos empreendimentos, ao ciclo de construção e ao cenário de crédito imobiliário no Brasil.

O RSPD11 possui atualmente 149.011 cotas emitidas, distribuídas entre aproximadamente 190 cotistas, o que reflete seu caráter fechado e sua destinação a um público investidor de perfil qualificado. O patrimônio líquido do fundo é de aproximadamente R$ 114,5 milhões, com valor patrimonial por cota (VPA) calculado em R$ 768,51. O ativo total do fundo alcança cerca de R$ 131,2 milhões, sendo o passivo total de aproximadamente R$ 16,6 milhões, resultando em um índice de alavancagem de 14,53% — característica relevante em fundos de desenvolvimento, onde o uso de capital de terceiros pode viabilizar projetos de maior escala.

Em sua carteira atual, o RSPD11 conta com um imóvel registrado, com área total de 88,32 m². É importante entender que, em fundos de desenvolvimento, o bem imóvel como ativo físico pode não refletir a totalidade do portfólio: parte significativa dos ativos pode estar alocada em instrumentos de dívida lastreados em recebíveis imobiliários, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), permutas físicas ou financeiras, contratos de permuta com incorporadoras e participações societárias em SPEs (Sociedades de Propósito Específico).

O total investido pelo fundo em seus ativos corresponde a R$ 85,4 milhões, enquanto o valor de mercado das cotas somava, na última negociação disponível, aproximadamente R$ 104,3 milhões. O desconto em relação ao patrimônio líquido, expresso pelo P/VP de 0,91, indica que as cotas negociadas no mercado secundário da B3 estão sendo transacionadas por um valor abaixo do patrimônio líquido por cota, situação comum em fundos de liquidez mais restrita ou em segmentos com percepção de risco mais elevada pelo mercado.

O fundo distribui rendimentos periodicamente a seus cotistas, sendo o último rendimento declarado de R$ 0,5692 por cota. A política de distribuição segue as regras aplicáveis aos FIIs, que determinam a obrigatoriedade de distribuição de pelo menos 95% do resultado caixa apurado semestralmente. A rentabilidade distribuída ao cotista pessoa física proveniente de FIIs é, em regra, isenta de Imposto de Renda para fundos com mais de 50 cotistas e cotas negociadas em bolsa — condição que deve ser verificada caso a caso com o regulamento e as deliberações do administrador, considerando as disposições vigentes da legislação tributária.

Contexto de negocio e setor

O mercado imobiliário residencial brasileiro atravessou, na última década, ciclos marcantes de expansão, contração e recuperação, influenciados por variáveis macroeconômicas estruturais como a taxa básica de juros (Selic), o crédito habitacional da Caixa Econômica Federal, os programas habitacionais governamentais (como o Minha Casa Minha Vida, reformulado em 2023) e a evolução da renda das famílias brasileiras.

Os fundos de desenvolvimento residencial, categoria na qual o RSPD11 se enquadra, estão inseridos nesse ciclo de forma direta. Ao contrário dos fundos de renda — que têm receita mais previsível por contratos de locação —, os fundos de desenvolvimento dependem da velocidade de comercializacao de unidades, do custo de produção e da capacidade das incorporadoras parceiras de entregarem os projetos dentro do prazo e do orçamento. O desempenho desses fundos, portanto, reflete tanto a habilidade de gestão quanto o ambiente macroeconômico e setorial.

A RB Capital, gestora do RSPD11, é uma das principais plataformas de investimentos alternativos do Brasil, com histórico de atuação em gestão de carteiras estruturadas, securitização e fundos imobiliários. A empresa integra o ecossistema do Banco BTG Pactual desde 2012, quando passou por processo de aquisição, ampliando sua capacidade de originação e distribuição de ativos imobiliários. Essa vinculação com o BTG Pactual representa um aspecto relevante para análise do gestor, considerando o porte e a capilaridade dessa instituição no mercado de capitais brasileiro.

O RSPD11 tem como público-alvo exclusivo o investidor qualificado, o que impõe um patamar mínimo de sofisticação e patrimônio financeiro para acesso ao fundo. Nos termos da regulamentação vigente da CVM, investidor qualificado é aquele com investimentos financeiros superiores a R$ 1 milhão ou que tenha obtido certificação profissional de conhecimento em mercado financeiro. Esse requisito reflete a complexidade do fundo: fundos de desenvolvimento têm perfil de risco diferenciado, ciclo de retorno mais longo e menor liquidez, aspectos que demandam maior capacidade analítica do investidor.

No contexto do setor imobiliário residencial brasileiro, é preciso considerar a influência do ciclo de juros na atratividade desses fundos. A Selic elevada aumenta o custo de financiamento das incorporadoras e reduz a demanda habitacional por parte de compradores finais, pressionando o ritmo de comercializacao dos empreendimentos. Por outro lado, períodos de queda de juros tendem a estimular o crédito imobiliário, acelerar as comercializacao e melhorar a perspectiva de retorno dos fundos de desenvolvimento.

A alavancagem de 14,53% registrada no RSPD11 indica o uso de capital de terceiros para complementar os investimentos do fundo. Em fundos de desenvolvimento, a alavancagem pode ser estruturada por meio de CRIs emitidos contra recebíveis dos próprios empreendimentos ou por meio de financiamento direto junto a instituições financeiras. O gerenciamento cuidadoso dessa alavancagem é um fator crítico, pois impacta tanto o risco do fundo quanto a rentabilidade potencial para o cotista.

O fundo detém seu ativo imobiliário registrado com área de 88,32 m², o que pode corresponder a uma unidade-piloto, sala de comercializacao ou escritório vinculado ao empreendimento sob desenvolvimento. Em fundos de desenvolvimento, a fase em que o fundo se encontra — seja landbanking, fase de desenvolvimento ou fase de comercialização — determina de forma relevante o perfil de risco e o cronograma de retorno ao cotista.

O total de cotistas do RSPD11, de aproximadamente 190, evidencia a base concentrada do fundo, em linha com sua destinação a investidores qualificados. Esse volume restrito de cotistas é habitual em fundos estruturados de desenvolvimento, que não buscam ampla distribuição de varejo, mas sim alocadores institucionais, family offices e investidores de alta renda com experiência em ativos de ciclo mais longo. A concentração de cotistas implica, também, menor liquidez no mercado secundário da B3, o que deve ser considerado pelo investidor que avalia a possibilidade de entrada e saída do fundo ao longo do tempo.

Como ler os indicadores deste ativo

Analisar um fundo de investimento imobiliário de desenvolvimento como o RSPD11 exige conhecer os indicadores específicos que traduzem a saúde patrimonial, a geração de renda e o risco estrutural desse tipo de veículo. Diferentemente de ações ou títulos de renda fixa, os FIIs possuem métricas próprias consagradas pelo mercado e reguladas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que permitem ao investidor qualificado avaliar se o fundo está sendo negociado com desconto ou prêmio, qual a eficiência na distribuição de rendimentos e qual o nível de alavancagem adotado na estratégia.

O Dividend Yield (DY) de um FII representa a relação entre os rendimentos distribuídos nos últimos doze meses e o valor de mercado da cota. Trata-se de uma das métricas mais consultadas por investidores de FIIs, pois expressa a taxa de retorno em caixa gerada pelo fundo em relação ao preço pago pela cota. Para fundos de desenvolvimento como o RSPD11, o DY pode apresentar variações mais pronunciadas do que em fundos de renda passiva, uma vez que os rendimentos dependem do ritmo de comercializacao e da distribuição dos lucros apurados nos projetos, que podem ocorrer de forma concentrada em determinados períodos do ciclo do empreendimento.

O Valor Patrimonial por Cota (VPA) é o resultado da divisão do patrimônio líquido do fundo pelo número total de cotas emitidas. Esse indicador representa o valor contábil de cada cota, calculado com base nos ativos e passivos registrados no balanço do fundo. O VPA serve como referência fundamental para avaliar se o mercado está precificando as cotas acima ou abaixo do patrimônio real do fundo.

O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) é a razão entre o preço de mercado da cota e seu VPA. Quando o P/VP é inferior a 1,0 — como ocorre com o RSPD11, que apresenta P/VP de 0,91 —, as cotas estão sendo negociadas com desconto em relação ao patrimônio contábil do fundo. Esse desconto pode refletir percepções do mercado quanto à liquidez reduzida, ao risco da estratégia de desenvolvimento ou ao horizonte mais longo de retorno dos projetos. Já um P/VP acima de 1,0 indica que o mercado precifica as cotas com prêmio sobre o patrimônio.

A vacância física de um FII de desenvolvimento pode ser interpretada de forma diferente da de fundos de renda: em portfólios com empreendimentos em construção ou na fase de comercialização, a métrica de vacância está diretamente ligada ao percentual de unidades ainda não vendidas ou não entregues. Acompanhar a evolução da vacância ao longo do ciclo do projeto é fundamental para entender se o fundo está cumprindo seus cronogramas de comercialização.

O rendimento por cota é o valor efetivamente distribuído ao cotista em cada período de distribuição. Para FIIs, a legislação vigente determina que pelo menos 95% do resultado apurado em caixa no semestre seja distribuído aos cotistas. Em fundos de desenvolvimento, esses rendimentos tendem a ser menos regulares do que em fundos de renda passiva, pois dependem da conclusão de comercializacao e da apuração de lucros nos projetos.

A taxa de administração representa o custo cobrado pelo administrador fiduciário para a gestão e administração do fundo, calculada sobre o patrimônio líquido ou o valor de mercado das cotas, conforme estabelecido no regulamento. Somada à taxa de custódia e a eventuais taxas de performance, compõe o custo total que o investidor suporta para manter a alocação no fundo. Custos mais elevados reduzem a rentabilidade líquida repassada ao cotista.

A alavancagem do fundo — expressa pela relação entre o passivo total e o patrimônio líquido — indica o grau de uso de capital de terceiros na estratégia de investimento. Em fundos de desenvolvimento, a alavancagem é comum e pode ser utilizada para ampliar a capacidade de investimento em projetos, mas eleva o risco financeiro do fundo em cenários de aumento de custo de capital ou de inadimplência dos projetos.

Pontos de atencao

O RSPD11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados, conforme regulamentação CVM vigente, o que impõe restrições de acesso ao fundo e implica menor liquidez no mercado secundário da B3 em comparação com FIIs de varejo.

O fundo possui aproximadamente 190 cotistas, base bastante concentrada para um FII listado. Essa concentração reduz o volume de negociação diário das cotas e pode ampliar a variação de preço em situações de compra ou comercializacao de lotes mais expressivos.

O P/VP de 0,91 indica que as cotas do RSPD11 são negociadas abaixo do valor patrimonial registrado. Esse desconto deve ser analisado em conjunto com a liquidez do fundo, a fase dos projetos e a qualidade dos ativos que compõem o portfólio.

O fundo adota uma estratégia de desenvolvimento residencial, o que implica horizonte de retorno mais longo e rendimentos potencialmente irregulares, atrelados ao ritmo de construção e comercialização dos empreendimentos em carteira.

A alavancagem de 14,53% (passivo/PL) indica uso de capital de terceiros na estratégia. Em cenários de aumento do custo de capital ou de atraso nos projetos, esse nível de dívida pode pressionar o caixa do fundo e impactar a regularidade das distribuições.

O total investido de R$ 85,4 milhões representa cerca de 74,6% do patrimônio líquido de R$ 114,5 milhões (85.385.277,65 / 114.517.054,70 = 74,56%) e 65,1% do ativo total de R$ 131,2 milhões. A diferença entre o total investido e o patrimônio líquido corresponde a disponibilidades em caixa e aplicações financeiras de liquidez, aspecto relevante para avaliação da eficiência de alocação do capital.

O fundo registrou variação de –20,18% no preço das cotas em relação ao início do ano (base 2026), com mínima de 52 semanas em R$ 700,00 e máxima em R$ 1.100,00. Essa amplitude de variação evidencia a volatilidade inerente ao segmento de desenvolvimento residencial.

A taxa de administração de 1,51% ao ano somada à taxa de custódia de 0,06% ao ano totaliza 1,57% de custo anual sobre o patrimônio. Em períodos de distribuições menores, esses custos tendem a representar uma fatia proporcionalmente maior do retorno bruto do cotista.

O rendimento por cota apresentou variação ao longo dos últimos doze meses, com rendimento médio mensal de R$ 1,2578/cota e rendimento acumulado de R$ 15,0933/cota no período. A irregularidade nas distribuições é característica do modelo de fundos de desenvolvimento.

A área total registrada do imóvel em carteira é de apenas 88,32 m², o que pode corresponder a espaços auxiliares do empreendimento (escritório de comercializacao, unidade-modelo) ou a ativos registrados em fase específica do ciclo de desenvolvimento. O portfólio do fundo deve ser analisado em conjunto com os relatórios gerenciais para entendimentão completa da composição.

O fundo foi constituído há aproximadamente 7,1 anos, estando em fase madura de seu ciclo. Fundos de desenvolvimento com essa idade normalmente já passaram pela fase de landbanking e de construção, encontrando-se na etapa de comercialização das unidades ou de liquidação do portfólio, o que afeta a natureza dos rendimentos esperados.

A base de cotistas de 190 participantes limita a capacidade de realização de assembleias gerais com ampla representatividade, embora facilite a aprovação de deliberações que exijam quórum qualificado. O cotista deve acompanhar os comunicados e relatórios mensais do administrador para estar informado sobre as decisões relevantes do fundo.

Governanca e estrutura societaria

O RSPD11 opera sob a estrutura regulatória estabelecida pela Instrução CVM nº 472/2008 e, a partir de sua revogação, pela Resolução CVM nº 175/2022, que modernizou e consolidou as normas aplicáveis aos fundos de investimento no Brasil. A Resolução CVM 175 trouxe um novo arcabouço de governança para FIIs, com maior clareza sobre as responsabilidades do administrador fiduciário e do gestor, os procedimentos de assembleias e os direitos dos cotistas.

O administrador fiduciário do RSPD11 é responsável pela gestão legal do fundo, representação perante a CVM, guarda dos ativos, elaboração das demonstrações financeiras e convocação das assembleias gerais de cotistas (AGC). Suas obrigações incluem o cumprimento do regulamento do fundo, a divulgação de informações periódicas ao mercado e a fiscalização das atividades do gestor. O administrador responde fiduciariamente pelas decisões tomadas no âmbito de suas atribuições legais.

O gestor, por sua vez, é responsável pelas decisões de alocação do capital do fundo — seleção de projetos residenciais, análise de viabilidade, negociação com incorporadoras, acompanhamento do ciclo de obras e comercialização. No RSPD11, a gestão é exercida pela RB Capital, que acumula histórico relevante na estruturação de operações imobiliárias complexas no Brasil. Desde sua integração ao ecossistema BTG Pactual, a RB Capital passou a contar com maior capacidade de originação de operações e acesso a projetos em diferentes regiões do país.

A Assembleia Geral de Cotistas (AGC) é o órgão máximo de deliberação do fundo, com competência para aprovar alterações no regulamento, substituição do administrador ou gestor, emissão de novas cotas, relatório anual do administrador e outras matérias previstas no regulamento e na regulação CVM. As decisões são tomadas por quórum definido no regulamento, que pode variar de acordo com a matéria: decisões ordinárias geralmente exigem maioria simples dos cotistas presentes, enquanto matérias mais sensíveis, como alteração do objetivo do fundo ou liquidação antecipada, podem exigir quórum qualificado de dois terços ou mais dos cotistas.

Com apenas 190 cotistas, o RSPD11 tem uma base de votação concentrada, o que pode facilitar a obtenção de quóruns qualificados, mas também implica que decisões relevantes sobre o fundo dependem de um grupo restrito de participantes. Isso reforça a importância de o investidor manter-se ativo nas assembleias e acompanhar as convocações divulgadas no sistema de informações da CVM (Sistema de Informações da CVM — SIC) e na B3.

Quanto à distribuição de rendimentos, a lei dos FIIs (Lei 8.668/1993) determina que pelo menos 95% do resultado apurado em caixa semestralmente seja distribuído aos cotistas. Para os cotistas pessoas físicas, a distribuição de rendimentos de FIIs é, como regra geral, isenta de Imposto de Renda para fundos com mais de 50 cotistas e cotas negociadas em bolsa, conforme legislação vigente. O investidor deve verificar o regulamento do RSPD11 e eventuais comunicados do administrador, pois a aplicação concreta da isenção depende do enquadramento do fundo nas condições legais.

O RSPD11 não realizou emissões de novas cotas recentemente identificadas nos dados disponíveis, mantendo o estoque de 149.011 cotas emitidas. Eventuais emissões futuras, caso deliberadas em AGC, implicam potencial diluição dos cotistas existentes, a menos que seja assegurado direito de preferência proporcional à participação de cada cotista. A Resolução CVM 175/2022 estabelece regras claras para processos de emissão, reforçando a transparência e os direitos dos cotistas existentes.

A taxa de administração de 1,51% ao ano é cobrada pelo administrador como remuneração pelos serviços de administração fiduciária e gestão do fundo. Essa taxa é descontada do patrimônio do fundo antes da apuração do resultado a distribuir, reduzindo diretamente o rendimento líquido repassado ao cotista. A taxa de custódia de 0,06% ao ano remunera o serviço de guarda e registro dos ativos do fundo junto à entidade custodiante.

Panorama competitivo

O segmento de fundos de investimento imobiliário de desenvolvimento residencial no Brasil conta com um conjunto relativamente restrito de players em comparação ao mercado de FIIs de renda (lajes corporativas, logística, shoppings). A especificidade da estratégia — que exige expertise em incorporação imobiliária, análise de viabilidade de projetos e gestão de ciclo longo —, somada à destinação predominante a investidores qualificados, resulta em um mercado mais concentrado e com menor número de veículos listados na B3.

Entre os principais competidores e pares do RSPD11 no segmento de desenvolvimento residencial, destacam-se fundos geridos por gestoras como HSI Investimentos (com o FII HSI Residencial — HSML11 e similares), Vinci Partners (VINO11 e outros veículos residenciais), Tishman Speyer (TSNM11), além de fundos da própria família RB Capital e de outros gestores especializados como Cyrela e MRV, que eventualmente estruturam veículos próprios para captação institucional.

O IFIX, índice de fundos imobiliários da B3, é composto majoritariamente por FIIs de renda (shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos e fundos de papel — FIIs de CRI), que tendem a apresentar maior liquidez e base mais ampla de cotistas. Os FIIs de desenvolvimento como o RSPD11 geralmente não integram o IFIX ou têm peso reduzido nesse índice, pois sua menor liquidez e base restrita de investidores os tornam menos representativos do mercado mais amplo.

A concorrência por projetos residenciais de qualidade dá-se em diferentes frentes: i) acesso a terrenos em regiões com demanda habitacional robusta; ii) capacidade de originar parcerias com incorporadoras de comprovada capacidade executiva; iii) estruturação de garantias e proteções adequadas para o fundo; e iv) competitividade na captação de recursos junto a investidores institucionais e qualificados.

O segmento de habitação popular, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) reformulado em 2023, tem atraído a atenção de gestores imobiliários pela escala de demanda e pelos subsídios governamentais que reduzem o risco de absorção das unidades. Fundos de desenvolvimento com foco em MCMV concorrem em um nicho diferente do mercado de médio e alto padrão, mas ambos dependem de cenários favoráveis de crédito habitacional e de renda das famílias.

No segmento de médio e alto padrão — onde a maioria dos fundos de desenvolvimento qualificados atua —, as incorporadoras Cyrela, EZTec, Tegra, Helbor e Tecnisa são recorrentemente parceiras de fundos estruturados. A qualidade dessas parcerias e o track record das incorporadoras na entrega de projetos são fatores decisivos para a performance dos fundos de desenvolvimento.

A gestora RB Capital, responsável pelo RSPD11, tem competidores diretos em plataformas de gestão de ativos alternativos como a Kinea (controlada pelo Itaú Unibanco), a CSHG (Credit Suisse Hedging-Griffo, incorporada ao grupo UBS), a Votorantim Asset e a REAG Investimentos. Essas plataformas concorrem pela captação de mandatos institucionais e pela gestão de portfólios imobiliários estruturados, buscando projetos com perfil de retorno ajustado ao risco compatível com as expectativas de investidores de alta renda e fundos de pensão.

A diferenciação competitiva do RSPD11 no mercado reside no histórico da gestora, no relacionamento com incorporadoras parceiras, na estrutura de proteções contratais dos projetos e na capacidade de monitoramento e gestão ativa do portfólio ao longo do ciclo de desenvolvimento. Em um segmento com poucos participantes, a reputação do gestor e a transparência na comunicação com cotistas são fatores de diferenciação relevantes para a captação e retenção de capital.

Indicadores explicados

**Dividend Yield (DY) 12 meses.** O DY do RSPD11 de 2,16% ao ano reflete o volume de rendimentos distribuídos nos últimos doze meses em relação ao preço da cota. Em fundos de desenvolvimento residencial, o DY tende a variar mais do que em fundos de renda passiva, pois os rendimentos dependem da conclusão e comercialização dos empreendimentos. Um DY mais baixo em determinados períodos pode refletir uma fase de desenvolvimento intensa, na qual o caixa ainda não foi plenamente liberado para distribuição. Fórmula: DY = (Soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses / Preço de mercado da cota) × 100 Cálculo: Rendimentos acumulados 12 meses = R$ 15,0933/cota; Preço de mercado = R$ 700,00/cota; DY = (15,0933 / 700,00) × 100 = 2,16% ao ano (dados de 11/06/2026)

**P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial).** Com P/VP de 0,91, as cotas do RSPD11 são negociadas com desconto de aproximadamente 9% em relação ao valor patrimonial registrado. Em FIIs de desenvolvimento, esse desconto pode refletir a baixa liquidez das cotas no mercado secundário, o perfil restrito a investidores qualificados ou a percepção de risco associada ao ciclo mais longo dos projetos residenciais. O desconto não implica necessariamente uma sub-precificação, mas sinaliza que o mercado atribui prêmio de risco à estratégia. Fórmula: P/VP = Preço de mercado da cota / Valor Patrimonial por Cota (VPA) Cálculo: Preço de mercado = R$ 700,00/cota; VPA = R$ 768,51/cota; P/VP = 700,00 / 768,51 = 0,91 (dados de 11/06/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Cota).** O VPA de R$ 768,51 representa o valor contábil de cada cota com base nos ativos e passivos registrados no balanço do fundo. É a referência patrimonial fundamental para avaliar se o preço de mercado reflete desconto ou prêmio sobre o valor real dos ativos do portfólio. Para fundos de desenvolvimento, o VPA tende a sofrer variações à medida que os projetos são concluídos, vendidos e o resultado é reconhecido contabilmente. Fórmula: VPA = Patrimônio Líquido do Fundo / Número Total de Cotas Emitidas Cálculo: Patrimônio Líquido = R$ 114.517.054,70; Cotas emitidas = 149.011; VPA = 114.517.054,70 / 149.011 = R$ 768,51/cota (dados de 11/06/2026)

**Último Rendimento por Cota.** O último rendimento declarado pelo RSPD11 foi de R$ 0,5692 por cota. A legislação dos FIIs (Lei 8.668/1993 e regulamentação CVM) determina que pelo menos 95% do resultado caixa apurado semestralmente seja distribuído aos cotistas. Em fundos de desenvolvimento, os rendimentos podem ser irregulares: há períodos de geração de caixa intensa (com a conclusão e comercializacao de unidades) e períodos de caixa reduzido (fase de obras). Fórmula: Rendimento distribuído = Resultado caixa apurado × 95% (mínimo obrigatório por lei) / Número de cotas Cálculo: Último rendimento distribuído = R$ 0,5692 por cota; Rendimento médio mensal 12 meses = R$ 1,2578/cota; Acumulado 12 meses = R$ 15,0933/cota (dados de 11/06/2026)

**Taxa de Administração.** A taxa de administração de 1,51% ao ano, somada à taxa de custódia de 0,06% ao ano, resulta em um custo total de 1,57% sobre o patrimônio líquido do fundo. Esse custo é deduzido do resultado do fundo antes da apuração dos rendimentos a distribuir, afetando diretamente a rentabilidade líquida repassada ao cotista. Em fundos de desenvolvimento, onde os rendimentos podem ser irregulares, o peso percentual das taxas sobre o retorno efetivo pode ser mais relevante do que em fundos de renda com DY mais elevado. Fórmula: Taxa de Administração = percentual anual cobrado sobre o patrimônio líquido ou o valor de mercado das cotas Cálculo: Taxa de administração = 1,51% a.a.; Taxa de custódia = 0,06% a.a.; Custo total estimado = 1,57% a.a. sobre o patrimônio líquido de R$ 114.517.054,70, equivalente a aproximadamente R$ 1.797.918/ano (dados de 11/06/2026)

**Alavancagem (Passivo / Patrimônio Líquido).** A alavancagem de 14,53% indica que o fundo utiliza capital de terceiros equivalente a cerca de 14,5% de seu patrimônio líquido para financiar parte de seus ativos. Em fundos de desenvolvimento residencial, o uso de dívida é habitual e pode ser estruturado via CRIs, financiamentos bancários ou obrigações junto a incorporadoras parceiras. O controle da alavancagem é essencial: níveis excessivos ampliam o risco em cenários de aumento de taxa de juros ou de atraso nos projetos. Fórmula: Alavancagem = (Total do Passivo / Patrimônio Líquido) × 100 Cálculo: Total do Passivo = R$ 16.638.978,75; Patrimônio Líquido = R$ 114.517.054,70; Alavancagem = (16.638.978,75 / 114.517.054,70) × 100 = 14,53% (dados de 11/06/2026)

**Patrimônio Líquido e Carteira Total.** O patrimônio líquido de R$ 114,5 milhões representa o valor residual dos ativos do fundo após a dedução de todas as obrigações. O total investido de R$ 85,4 milhões indica o capital efetivamente alocado em projetos e ativos imobiliários, sendo a diferença correspondente a disponibilidades em caixa, aplicações financeiras de liquidez ou outros ativos do fundo. Essa estrutura patrimonial fornece a base para o cálculo do VPA e é o referencial para avaliação da eficiência de alocação do fundo. Fórmula: Patrimônio Líquido = Ativo Total − Passivo Total; Valor Total Investido = capital alocado em projetos e ativos do fundo Cálculo: Ativo Total = R$ 131.156.033,45; Passivo Total = R$ 16.638.978,75; Patrimônio Líquido = R$ 114.517.054,70; Total Investido em ativos = R$ 85.385.277,65 (dados de 11/06/2026)

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de RSPD11? A cotação mais recente de RSPD11 é de R$ 700,00.

Qual o dividend yield do RSPD11? O dividend yield anualizado de RSPD11 é de 1,02%.

Qual o P/VP de RSPD11? O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de RSPD11 é 0.91.

RSPD11 distribui rendimentos mensais? O último rendimento registrado de RSPD11 foi de R$ 0,57 por cota.

O que é o RSPD11 e qual é sua estratégia de investimento? O RSPD11, formalmente denominado RB Capital Desenvolvimento Residencial III FII, é um fundo de investimento imobiliário fechado que investe em projetos de desenvolvimento residencial no Brasil. Sua estratégia consiste em aportar capital em empreendimentos habitacionais em diferentes estágios do ciclo de incorporação, buscando retorno por meio da comercializacao das unidades desenvolvidas. O fundo é destinado exclusivamente a investidores qualificados e é gerido pela RB Capital.

Quem pode investir no RSPD11? O RSPD11 é exclusivamente destinado a investidores qualificados, categoria regulada pela CVM que inclui, entre outros, investidores com aplicações financeiras superiores a R$ 1 milhão ou profissionais certificados em mercado financeiro. Essa restrição reflete o perfil de risco e a complexidade do fundo, que envolve estratégias de desenvolvimento imobiliário com horizonte de retorno mais longo e menor liquidez do que fundos de varejo.

O que é P/VP e o que o valor de 0,91 significa para o RSPD11? P/VP é a relação entre o preço de mercado da cota e o Valor Patrimonial por Cota (VPA). Um P/VP de 0,91 indica que as cotas do RSPD11 são negociadas com desconto de cerca de 9% em relação ao patrimônio líquido registrado pelo fundo. Esse desconto pode refletir a baixa liquidez das cotas, o perfil restrito de investidores ou a percepção de risco associada à estratégia de desenvolvimento. O P/VP é uma referência de análise, não um indicativo de compra ou comercializacao.

Como funciona a distribuição de rendimentos do RSPD11? A legislação brasileira (Lei 8.668/1993) determina que os FIIs distribuam pelo menos 95% do resultado apurado em caixa a cada semestre. Em fundos de desenvolvimento como o RSPD11, os rendimentos podem ser irregulares, pois dependem do ritmo de comercializacao e da conclusão dos empreendimentos. O último rendimento declarado foi de R$ 0,5692 por cota, e o acumulado dos últimos doze meses atingiu R$ 15,0933 por cota.

Qual é a diferença entre um fundo de desenvolvimento e um fundo de renda (tijolo)? Fundos de renda adquirem imóveis prontos (lajes corporativas, shoppings, galpões) e distribuem os aluguéis recebidos. Fundos de desenvolvimento, como o RSPD11, participam do ciclo de incorporação imobiliária, aportando capital em projetos em construção e recebendo retorno à medida que as unidades são vendidas. O perfil de risco e o horizonte de retorno são distintos: fundos de desenvolvimento tendem a ser mais voláteis e com distribuições menos regulares.

O que é o VPA e como ele é calculado para o RSPD11? O VPA (Valor Patrimonial por Cota) é o valor contábil de cada cota, calculado dividindo-se o patrimônio líquido do fundo pelo número total de cotas emitidas. Para o RSPD11, o cálculo considera o patrimônio líquido dividido pelas 149.011 cotas emitidas, resultando no VPA registrado no período (dados de junho de 2026). O VPA é a base para o cálculo do P/VP e para avaliação do valor patrimonial do investimento.

O que significa a alavancagem do RSPD11 de 14,53%? A alavancagem de 14,53% indica que o fundo utiliza capital de terceiros equivalente a cerca de 14,5% de seu patrimônio líquido. Isso é calculado como: Passivo Total de R$ 16,6 milhões dividido pelo Patrimônio Líquido de R$ 114,5 milhões. Em fundos de desenvolvimento, o uso de dívida é habitual e pode ampliar a capacidade de investimento, mas também eleva o risco em cenários de aumento do custo de capital ou de atrasos nos projetos.

Quais são os custos de manutenção do investimento no RSPD11? O RSPD11 cobra taxa de administração de 1,51% ao ano e taxa de custódia de 0,06% ao ano, totalizando 1,57% sobre o patrimônio líquido do fundo. Esses custos são deduzidos antes da apuração do resultado a distribuir, reduzindo diretamente o rendimento líquido repassado ao cotista. Eventuais taxas de performance, se previstas no regulamento, devem ser consultadas diretamente no documento oficial do fundo.

Como o RSPD11 se enquadra na regulamentação da CVM? O RSPD11 é regulado pela Resolução CVM nº 175/2022, que estabelece as regras para fundos de investimento no Brasil, e pelas normas específicas aplicáveis aos FIIs. O fundo deve divulgar relatórios mensais, demonstrações financeiras anuais e comunicados de fato relevante ao mercado, todos disponíveis no sistema de informações da CVM (SIC) e na B3. A conformidade com a regulação é obrigação do administrador fiduciário.

Quais são os riscos específicos de um FII de desenvolvimento residencial? Os principais riscos incluem: risco de execução dos projetos (atrasos, estouro de orçamento); risco de mercado imobiliário (variação de preços, demanda por unidades); risco de crédito das incorporadoras parceiras; risco de liquidez das cotas no mercado secundário; risco de taxa de juros (impacto no custo de financiamento e na demanda habitacional); e risco de concentração, dado o número reduzido de projetos e cotistas. Esses riscos são inerentes à estratégia e devem ser avaliados pelo investidor qualificado antes de qualquer decisão de alocação.

Qual é a tributação dos rendimentos do RSPD11 para pessoas físicas? Em regra, os rendimentos distribuídos pelos FIIs são isentos de Imposto de Renda para cotistas pessoas físicas, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa. O RSPD11, com apenas 190 cotistas, pode ou não se enquadrar nessa isenção a depender das condições específicas do fundo. O investidor deve consultar o regulamento e os comunicados do administrador sobre o enquadramento fiscal, além de considerar que a legislação tributária pode ser alterada.

Como acompanhar as informações e decisões do RSPD11? As informações do RSPD11 são divulgadas no sistema de informações da CVM (SIC), na plataforma da B3 e no site do administrador fiduciário. Os documentos relevantes incluem relatórios mensais do gestor, demonstrações financeiras anuais auditadas, fatos relevantes, atas de assembleias e comunicados ao mercado. O cotista deve manter seus dados atualizados junto ao administrador para receber as convocações de assembleia e demais comunicações.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

Ativos do mesmo setor

Outros ativos do segmento Residencial, para comparação:

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.