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USIM5 — USINAS SID DE MINAS GERAIS S.A.-USIMINAS

Cotação, indicadores e dados históricos de USIM5 (Ação). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 8,23
P/L
-4,39
P/VP
0,44

Setor

Siderurgia e Mineração

Desempenho recente

No período de 6m, USIM5 apresentou variação de +33,39% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, USIM5 oscilou entre R$ 3,92 a R$ 12,18. Média de R$ 6,96 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Indicadores Fundamentalistas

P/L: -4.39. P/VP: 0.44. ROE: -10,04%. Margem líquida: 15,26%. Valor de mercado: R$ 10,3B. Dados públicos B3/CVM, sujeitos a defasagem.

Indicadores Avançados

ROIC: -3,79%. ROA: -6,76%. Margem EBITDA: -1,21%. Margem bruta: 11,21%. Dívida líquida/Patrimônio: 0.06. Liquidez corrente: 4.54. LPA (lucro por ação): -R$ 1,88. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 18,68. PSR (preço/receita): 0.41. Free float: 54,75%. Último provento: R$ 0,28 por ação. Indicadores de rentabilidade (ROIC, ROA), valuation por valor da firma (EV/EBITDA, EV/EBIT), margens, endividamento e liquidez, a partir de dados públicos B3/CVM. São referências informativas — a interpretação cabe a cada investidor.

Variações por período

Variação de USIM5 em janelas recentes. Na semana: -2,60%. No mês: -10,64%. No ano: +38,32%. Fechamento anterior: R$ 7,89 (16/07/2026). Percentuais sobre preços de fechamento da B3, sujeitos a defasagem.

Últimos pregões

Fechamentos recentes de USIM5: 17/07/2026: R$ 8,23, volume de R$ 80,1M; 16/07/2026: R$ 7,89, volume de R$ 93,2M; 15/07/2026: R$ 8,20, volume de R$ 88,8M; 14/07/2026: R$ 8,24, volume de R$ 144,4M; 13/07/2026: R$ 8,40, volume de R$ 61,1M. Dados de pregão da B3.

Histórico de proventos

USIM5 registra 72 proventos anunciados em 22 anos de cobertura. Anúncios mais recentes: 25/04/2024 — Dividendo de R$ 0,28 por ação; 27/04/2023 — Dividendo de R$ 0,33 por ação; 28/04/2022 — Dividendo de R$ 0,63 por ação; 15/12/2021 — JCP de R$ 0,19 por ação; 31/08/2021 — Dividendo de R$ 0,71 por ação; 31/08/2021 — JCP de R$ 0,38 por ação; 25/05/2021 — Dividendo de R$ 0,01 por ação; 29/04/2021 — Dividendo de R$ 0,13 por ação. O histórico descreve anúncios passados e não projeta pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia.

Resultados financeiros recentes

Demonstrações trimestrais reportadas por USIM5 (CVM): 31/03/2026: receita líquida de R$ 5,9B, lucro líquido de R$ 896,1M, margem líquida de 15,26%, LPA de R$ 0,72. 31/12/2025: receita líquida de R$ 26,3B, resultado líquido de -R$ 2.910.034.000,00, margem líquida de -11,08%, LPA de -R$ 2,32. 30/09/2025: receita líquida de R$ 20,1B, resultado líquido de -R$ 3.503.338.000,00, margem líquida de -17,44%, LPA de -R$ 2,80. 30/06/2025: receita líquida de R$ 13,5B, lucro líquido de R$ 464,6M, margem líquida de 3,45%, LPA de R$ 0,37. Valores consolidados conforme reportado, sujeitos a reapresentação.

Patrimônio líquido e VPA

Patrimônio líquido de R$ 23,4B na posição de 31/03/2026. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 18,68. Na posição de 30/06/2016, o patrimônio era de R$ 14,7B e o VPA era de R$ 11,74. Série contábil pública (CVM), sujeita a reapresentação.

Estrutura acionária

Composição do capital de USIM5: Total de ações emitidas: 1.253.079.108. Ordinárias (ON): 705.260.684 (56,28%). Preferenciais (PN): 547.818.424 (43,72%). Ações em circulação: 686.063.421. Dados públicos CVM/B3.

Valores mobiliários listados

Códigos de negociação da companhia na B3: USIM16 (Debêntures, Básico); USIM3 (Ações Ordinárias, Nível 1 de Governança Corporativa); USIM5 (Ações Preferenciais, Nível 1 de Governança Corporativa); USIM6 (Ações Preferenciais, Nível 1 de Governança Corporativa). O segmento de listagem descreve o conjunto de regras de governança ao qual a companhia aderiu.

Movimentações de administradores e pessoas ligadas

Negociações com ações de USIM5 comunicadas por administradores, controladores e pessoas ligadas no período de 5 anos, conforme divulgação pública (CVM). Foram registradas 4 operações de compra e 3 operações de venda. Volume comprado: R$ 1,3B. Volume vendido: R$ 1,3B. Saldo líquido do período: R$ 65.840,00. Dado factual de transparência — não indica, por si só, perspectiva sobre o ativo.

Como interpretar os indicadores de uma ação

Os indicadores fundamentalistas descrevem aspectos diferentes de uma empresa e costumam ser lidos em conjunto, não isoladamente. Abaixo, o que cada grupo representa de forma factual.

Múltiplos de avaliação (P/L, P/VP, PSR)

Múltiplos relacionam o preço de mercado a uma medida contábil. O P/L (preço sobre lucro) compara a cotação ao lucro por ação; o P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara ao patrimônio por ação; o PSR (preço sobre receita) compara à receita por ação. São referências de avaliação relativa — fazem mais sentido comparados entre empresas de um mesmo setor do que isoladamente, já que cada setor tem faixas típicas distintas.

Rentabilidade (ROE, ROIC, ROA)

Os indicadores de rentabilidade medem a eficiência da empresa em gerar resultado a partir do capital. O ROE relaciona o lucro ao patrimônio líquido; o ROIC relaciona o resultado operacional ao capital total investido (próprio e de terceiros); o ROA relaciona o lucro ao total de ativos. Valores mais altos indicam maior eficiência relativa, mas dependem do setor e da estrutura de capital.

Valor da firma e margens (EV/EBITDA, margens)

O EV/EBITDA compara o valor da firma (valor de mercado mais dívida líquida) ao EBITDA, uma medida de geração de caixa operacional; é usado para comparar empresas com diferentes níveis de endividamento. As margens (bruta, EBITDA, líquida) expressam quanto da receita se converte em resultado em cada etapa, descrevendo a lucratividade da operação.

Endividamento e liquidez

A dívida líquida sobre EBITDA indica quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida líquida; a dívida líquida sobre patrimônio relaciona o endividamento ao capital próprio. A liquidez corrente compara ativos e passivos de curto prazo. Esses indicadores descrevem a estrutura financeira e o risco associado ao endividamento.

Dividendos (DY e payout)

O Dividend Yield (DY) relaciona os proventos distribuídos nos últimos doze meses ao preço da ação, e o payout indica a parcela do lucro distribuída como proventos. Ambos descrevem o histórico de distribuição e não projetam pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia. A interpretação de todos esses indicadores cabe a cada investidor, conforme seus objetivos e tolerância a risco.

Sobre a Empresa

Venda de produtos siderúrgicos, como Chapas Grossas, Laminados a quente, a frio, placas, galvanizados, entre outros.

Identificação e registro

CNPJ: 60.894.730/0001-05. Código CVM: 14320. Situação do registro: Ativo. Constituída em 1954. Controle acionário: Privado. País de origem: Brasil. Site oficial: www.usiminas.com. Dados cadastrais públicos da companhia (CVM/B3), sujeitos a atualização.

Eventos e Fatos Relevantes (CVM)

USIM5 registra 89 evento(s) e comunicado(s) ao mercado publicados via CVM nos últimos 5 anos. As categorias mais frequentes: Assembleia (34), Dados Econômico-Financeiros (33), Fato Relevante (21). Os documentos completos podem ser consultados nos canais oficiais.

Usiminas (USIM5) e uma das maiores produtoras de acos planos da America Latina, com usinas integradas em Ipatinga (MG) e Cubatao (SP), mineracao propria de minerio de ferro via Mineracao Usiminas e servicos downstream pela Solucoes Usiminas. Fundada em 1954 e privatizada em 1991, a empresa tem controle compartilhado entre Nippon Steel (Japao), Ternium (grupo Techint) e Previdencia Usiminas, e esta listada no Nivel 1 de Governanca da B3. Com patrimonio liquido de R$ 23,4 bilhoes e 1,25 bilhao de acoes, a Usiminas e referencia no setor siderurgico nacional, atendendo segmentos automotivo, construcao civil e linha branca com acos planos de alto valor agregado.

Sobre USINAS SID DE MINAS GERAIS S.A.-USIMINAS

A Usiminas (USIM5) é uma das maiores e mais tradicionais produtoras de aços planos da América Latina, com história que remonta à sua constituição formal em 09 de abril de 1954 e à inauguração do complexo siderúrgico de Ipatinga (MG) em 1962, no contexto do plano de industrialização pesada do governo Juscelino Kubitschek. A empresa foi concebida como uma joint venture entre capital estatal brasileiro e japonês — tendo como sócios fundadores o governo federal, o estado de Minas Gerais e um consórcio liderado pela Nippon Steel, que até hoje figura entre os principais acionistas estratégicos. A trajetória de crescimento da Usiminas inclui a expansão para o parque siderúrgico de Cubatão (SP), inicialmente conhecido como Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), incorporado ao grupo ao longo das décadas de 1990 e 2000, conferindo à empresa presença industrial em dois dos maiores polos industriais do país.

A privatização, ocorrida em 1991 durante o Programa Nacional de Desestatização (PND), marcou uma inflexão decisiva: o controle passou a ser compartilhado entre grupos privados nacionais e internacionais, entre eles Nippon Steel e Ternium (grupo Techint, de origem argentina e italiana). Essa estrutura acionária plural foi objeto de disputas societárias que se estenderam pela década de 2010, envolvendo questões de governança e controle estratégico. A cisão da Cosipa foi concluída em 2005, simplificando a estrutura corporativa e focando a empresa em suas operações siderúrgicas principais. Em 2010, foi criada a Mineração Usiminas (MUSA), subsidiária dedicada à extração e processamento de minério de ferro em Minas Gerais, reforçando a integração vertical da cadeia produtiva.

O modelo de negócios da Usiminas está estruturado em três grandes pilares: (1) Siderurgia, que responde pela maior parte da receita e envolve a produção de chapas grossas, laminados a quente e a frio, galvanizados e zincados; (2) Mineração, conduzida pela Mineração Usiminas, que extrai minério de ferro nas minas de Conceição do Mato Dentro (MG) e abastece parcialmente as usinas siderúrgicas; e (3) Processamento de Aço e Soluções, segmento downstream representado pela Soluções Usiminas, que oferece serviços de corte, conformação, pintura e distribuição de aços para clientes industriais, gerando agregação de valor e maior proximidade com setores como automotivo e linha branca. Essa integração entre upstream (minério), midstream (aço bruto e semiacabados) e downstream (serviços e distribuição) é um diferencial competitivo relevante frente a pares sem operação mineralógica própria.

O portfólio de produtos abrange chapas grossas para construção naval e estrutural, laminados a quente para tubos, perfis e peças mecânicas, laminados a frio de alta precisão para a indústria automotiva, galvanizados para construção civil e linha branca, além de chapas de alta resistência para aplicações especiais. A indústria automotiva, incluindo montadoras instaladas no Brasil como Fiat, Volkswagen, General Motors e Stellantis, representa um dos principais clientes da Usiminas, exigindo padrões exigentes de qualidade, tolerâncias dimensionais apertadas e consistência de fornecimento. A construção civil e o segmento de máquinas e implementos agrícolas também são destinos relevantes para a produção.

Na estrutura de capital, a Usiminas possui capital social de R$ 13.200.294.935,04, com um total de 1.253.079.108 ações, sendo 705.260.684 ordinárias (ON, ticker USIM3, 56,28% do total) e 547.818.424 preferenciais (PN, ticker USIM5, 43,72% do total). O patrimônio líquido consolidado totalizava R$ 23,407 bilhões em 31 de março de 2026, refletindo a solidez patrimonial da empresa mesmo em períodos de resultados adversos. O free float das ações preferenciais é de 54,75%, garantindo liquidez razoável para investidores institucionais e individuais.

A estratégia corporativa da Usiminas tem sido orientada por três eixos: eficiência operacional — com metas de redução de custo caixa por tonelada e aumento de produtividade via automação e digitalização de processos industriais; sustentabilidade e descarbonização — com comprometimento público de redução da intensidade de emissões de CO2 por tonelada de aço produzida, investimentos em cogeração de energia e uso de fontes alternativas, e metas alinhadas aos acordos climáticos internacionais; e inovação e diferenciação de produto — desenvolvimento de aços avançados de alta resistência (AHSS, Advanced High Strength Steel) para atender a demanda crescente da indústria automotiva por veículos mais leves e seguros.

A empresa reporta em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), adotadas no Brasil pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e tem seu registro de companhia aberta ativo junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sob o código 14320. O site de relações com investidores e as informações periódicas são divulgados conforme exigências da Instrução CVM 480 e da Resolução CVM 80. Em suma, USIM5 representa uma das poucas ações do segmento siderúrgico integrado disponíveis na B3, com histórico de mais de 70 anos, participação em índices como Ibovespa e IBrX-100, e relevância estrutural para a indústria pesada brasileira.

Contexto de negocio e setor

O setor siderúrgico brasileiro ocupa posição estratégica na cadeia industrial do país, sendo o Brasil o nono maior produtor mundial de aço bruto, com capacidade instalada próxima a 50 milhões de toneladas/ano. A produção nacional é dominada por quatro grandes grupos verticalmente integrados: Gerdau (GGBR4), com foco em aços longos e presença nos EUA, Canadá e América Latina; CSN - Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), integrada a mineração e outros negócios; ArcelorMittal Brasil, subsidiária da maior siderúrgica do mundo, atuante em aços planos e longos; e Usiminas (USIM3/USIM5), especializada em aços planos. Ferbasa e Aço Cearense atendem nichos específicos (ferro-ligas e aços longos regionais, respectivamente).

Os aços planos — produto central da Usiminas — têm aplicações nobres nos setores automotivo, de construção civil, linha branca, embalagens metálicas e transformados industriais. No Brasil, a demanda aparente por aços planos movimenta dezenas de bilhões de reais anualmente, com consumo per capita ainda abaixo da média de países desenvolvidos, indicando espaço para crescimento estrutural de longo prazo. O setor é regulado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no segmento de extração mineral e pelo IBAMA e órgãos estaduais para licenciamento ambiental das usinas, dada a intensidade de emissões e uso de recursos hídricos e energéticos.

A dinâmica de custos do setor é fortemente influenciada por três variáveis principais: preço do minério de ferro (cotado em dólares por tonelada métrica, com referência no porto de Qingdao/China), preço do carvão metalúrgico (também dolarizado, com impacto nos custos de coqueificação) e custo de energia elétrica e gás. A Usiminas mitiga parte do risco do minério por meio de sua subsidiária Mineração Usiminas, que abastece parcialmente as usinas com minério próprio extraído em Conceição do Mato Dentro (MG). No entanto, uma parcela relevante do minério e todo o carvão metalúrgico ainda são adquiridos no mercado, expondo a companhia à volatilidade de commodities internacionais.

O câmbio exerce dupla influência no resultado da Usiminas: por um lado, encarece importações de carvão metalúrgico e equipamentos dolarizados; por outro, pode melhorar a competitividade das exportações de aço e ampliar a receita derivada de comercializacao externas. A empresa exporta regularmente para América do Sul, América do Norte e Ásia, utilizando a capacidade não absorvida pelo mercado doméstico e aproveitando janelas de preços internacionais favoráveis. A política monetária doméstica afeta o custo da dívida financeira, o nível de investimento da indústria cliente e a demanda do setor de construção civil, tornando o cenário de juros relevante para a projeção de resultados.

O setor enfrenta desafio estrutural crescente: a transição para uma siderurgia de baixo carbono. A produção tradicional por Alto-Forno-Conversor a oxigênio (BF-BOF), utilizada pela Usiminas, gera em torno de 1,8 a 2,2 toneladas de CO2 por tonelada de aço produzida, frente a rotas alternativas como o Forno Elétrico a Arco (EAF) com sucata, que emitem cerca de 0,4 tonelada por tonelada. A agenda ESG e as regulações de carbono — como o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) da União Europeia, vigente desde outubro de 2023 — impõem pressão crescente sobre exportadores de aço de alta intensidade carbônica, potencialmente impactando players como a Usiminas em mercados externos exigentes.

A agenda de inovação inclui digitalização de processos industriais com sensores IoT e gêmeos digitais, automação de forno e laminador, uso de inteligência artificial para controle de qualidade em tempo real e desenvolvimento de novos graus de aço de alta resistência. A digitalização reduz custos operacionais e desperdício de material, enquanto o desenvolvimento de AHSS (Advanced High Strength Steels) atende à demanda da indústria automotiva global por veículos mais leves e seguros, sem abrir mão de resistência mecânica. Esses investimentos requerem capital constante e exigem cooperação com parceiros tecnológicos, incluindo a Nippon Steel japonesa, que detém participação relevante e traz know-how de ponta em processo siderúrgico.

Barreiras de entrada no setor são elevadíssimas: uma usina integrada de escala mínima eficiente requer investimentos greenfield da ordem de bilhões de dólares, além de anos de planejamento, licenciamento ambiental e rampa de produção. Isso garante proteção natural às empresas estabelecidas, mas também cria riscos em movimentos de desinvestimento ou dificuldades financeiras prolongadas. A saída do setor também é custosa: ativos fixos de difícil reconversão, passivos ambientais potenciais e obrigações trabalhistas elevadas tornam qualquer reestruturação complexa. O ciclo de capital longo — projetos de modernização frequentemente têm payback de 10 a 15 anos — exige disciplina na alocação de recursos e planejamento de longo prazo.

Como ler os indicadores deste ativo

Para analisar uma siderúrgica integrada como a Usiminas, o analista precisa combinar indicadores de valuation, rentabilidade, eficiência operacional e estrutura de capital, interpretando cada um à luz das especificidades do setor: ciclos longos de capex, alta intensidade de ativos fixos, exposição a commodities e sazonalidade de demanda industrial.

O Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) é um ponto de partida natural para o setor, onde o valor dos ativos industriais tangíveis tende a ser elevado. Um P/VP abaixo de 1 indica que o mercado está avaliando a empresa por menos do que seu patrimônio contábil, o que pode refletir expectativa de rentabilidade estruturalmente baixa, necessidade de destruição de valor em ativos obsoletos ou simplesmente uma janela temporária de pessimismo cíclico. Para siderúrgicas, o P/VP historicamente varia bastante ao longo do ciclo econômico — em momentos de pico de demanda e margens altas, tende a se expandir; em recessões e compressão de margens, contrai-se para patamares próximos ou abaixo de 1.

O Preço sobre Lucro (P/L) é o indicador mais popular de valuation, mas deve ser interpretado com cautela no setor: em ciclos de prejuízo, o P/L fica negativo ou indefinido, perdendo utilidade comparativa. Nesses casos, o analista pode complementar com EV/EBITDA, que neutraliza distorções de estrutura de capital e depreciação, ou com o EV/Receita (PSR), mais estável mesmo em períodos de perdas operacionais. O LPA (Lucro por Ação) reflete diretamente o ciclo de resultados e serve como base para modelagem de retorno potencial quando a empresa retorna à lucratividade.

O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) mede quanto a empresa gera de lucro líquido para cada real de capital próprio empregado. No setor siderúrgico, ROEs acima do custo de capital — estimado tipicamente entre 10% e 14% para empresas brasileiras — indicam criação de valor; ROEs negativos ou persistentemente baixos sinalizam destruição de valor e podem justificar descontos estruturais no valuation. O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) é uma métrica superior ao ROE para empresas alavancadas, pois considera o retorno sobre todo o capital empregado — próprio e de terceiros — excluindo distorções de endividamento.

A Margem EBITDA é possivelmente o indicador operacional mais acompanhado no setor, pois mede a capacidade de geração de caixa operacional antes de encargos financeiros, impostos, depreciação e amortização. Para siderúrgicas integradas, margens EBITDA entre 15% e 25% indicam operação saudável em ciclo normal; margens negativas sinalizam problema sério de competitividade de custos ou forte pressão de preços. O EV/EBITDA permite comparar o valuation entre empresas com diferentes estruturas de capital, sendo amplamente utilizado em múltiplos de setor.

A Dívida Líquida sobre EBITDA é o principal indicador de alavancagem financeira para o setor, que historicamente opera com endividamento elevado dado o volume de capex. Um índice abaixo de 2,0x é considerado confortável; entre 2,0x e 3,5x, monitorável; acima de 3,5x, sinaliza estresse financeiro, especialmente em cenários de alta de juros. A Liquidez Corrente (Ativo Circulante/Passivo Circulante) complementa a análise de curto prazo, indicando a capacidade de honrar obrigações imediatas sem refinanciamento. O Dividend Yield (DY) reflete quanto a empresa distribui em dividendos em relação à cotação, sendo variável para siderúrgicas — alto em anos de super-ciclo e inexistente em períodos de prejuízo ou necessidade de reinvestimento. Desde 2026, a Lei 15.270/2025 instituiu retenção de imposto de renda de 10% sobre dividendos pagos por pessoa jurídica que superem R$ 50 mil mensais por beneficiário, alterando o tratamento tributário historicamente favorável para o acionista pessoa física. JCP (Juros sobre Capital Próprio) segue tributado em 15% na fonte. Essa regra deve ser considerada ao avaliar o rendimento líquido de proventos de ações de empresas como a Usiminas.

No caso específico de uma empresa em ciclo de prejuízo, como a Usiminas em 2024 e parte de 2025, indicadores como EV/Receita (PSR) e P/VP ganham peso relativo maior, enquanto P/L e EV/EBITDA perdem utilidade temporária. Analistas costumam nesse contexto focar em Dívida Líquida/EBITDA normalizado, trajetória da margem bruta, custo caixa por tonelada e velocidade de recuperação do ciclo operacional como sinalizadores de reversão. A comparação com pares como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e ArcelorMittal permite contextualizar se a pressão é idiossincrática ou setorial.

Pontos de atencao

A Usiminas tem exposicao direta ao ciclo economico brasileiro: grande parte da demanda por acos planos origina-se da industria automotiva, construcao civil e linha branca — todos setores sensiveis ao PIB, credito e taxa de juros. Em periodos de desaceleracao economica, os volumes vendidos e os precos realizados tendem a cair simultaneamente, comprimindo margens de forma acentuada.

O historico de resultados da Usiminas mostra alta volatilidade ciclica: em 2021, o lucro liquido foi robusto com distribuicao de dividendos relevantes; em 2024 e 2025 a empresa registrou prejuizos significativos, com receita liquida anual de R$ 26,3 bilhoes em 2025 mas com lucro negativo. A reversao ocorreu no 1T2026, com lucro de R$ 896 milhoes e margem liquida de 15,26%.

A estrutura de controle compartilhado entre Nippon Steel (Japao), Ternium (grupo argentino-italiano) e Previdencia Usiminas ja foi palco de disputas societarias na decada de 2010, incluindo divergencias sobre estrategia, dividendos e composicao do conselho de administracao. Situacoes de tensao entre controladores podem travar decisoes estrategicas e gerar incerteza para minoritarios.

A dependencia de carvao metalurgico importado representa risco relevante: 100% do carvao coqueificavel utilizado nos alto-fornos e adquirido no mercado internacional, majoritariamente da Australia e EUA, com precificacao em dolar. Desvalorizacao do real ou choque de oferta global podem elevar substancialmente o custo caixa por tonelada de aco produzida.

A regulacao ambiental e uma variavel critica: as usinas de Ipatinga (MG) e Cubatao (SP) estao sujeitas a licenciamento periodico de orgaos como SUPRAM (MG) e CETESB (SP). Novas exigencias sobre emissoes de particulas, dioxido de enxofre e CO2 podem exigir investimentos adicionais em tecnologia de controle ambiental, pressionando o capex e as margens no medio prazo.

A agenda de descarbonizacao global — incluindo o CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism) da Uniao Europeia, vigente desde outubro de 2023 — pode encarecer exportacoes de aco de alta intensidade carbonica para mercados europeus. A rota de producao da Usiminas (BF-BOF) emite aproximadamente 2,0 toneladas de CO2 por tonelada de aco, frente a cerca de 0,4 tonelada na rota eletrica com sucata.

O segmento de Mineracao Usiminas, embora reduza exposicao ao mercado spot de minerio de ferro, adiciona riscos operacionais proprios: acesso viario, licenciamento de lavra junto a ANM, relacionamento com comunidades proximas as minas em Conceicao do Mato Dentro (MG) e risco de chuvas e variabilidade da producao mineral. Acidentes ou embargos em operacoes mineiras podem interromper o abastecimento interno.

A politica de dividendos da Usiminas e discricionaria e dependente do resultado anual: em 2024 e 2025, a empresa nao declarou dividendos regulares. O ultimo pagamento registrado foi de R$ 0,2831 por acao em abril de 2024. Desde 2026, a Lei 15.270/2025 instituiu retencao de 10% de IR sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil pagos por empresa a pessoa fisica — alterando o tratamento tributario anteriormente favoravel. JCP segue com aliquota de 15% na fonte.

As acoes preferenciais USIM5 tem tag along de 80% em caso de alienacao de controle, inferior ao tag along de 100% exigido pelo Novo Mercado. Isso significa que em eventuais mudancas de controle acionario, o acionista detentor de USIM5 pode receber preco de saida ate 20% menor que o pago ao controlador, o que representa risco de diluicao de valor em operacoes de M&A.

A Usiminas opera no Nivel 1 de governanca corporativa da B3 — nao no Novo Mercado —, o que implica exigencias menos rigorosas de free float minimo, composicao do conselho e politica de divulgacao do que no segmento mais exigente. O free float atual de 54,75% e adequado para liquidez, mas a governanca do Nivel 1 oferece menos protecoes formais aos minoritarios.

O capex de manutencao e renovacao das usinas e elevado: plantas siderurgicas integradas requerem paradas programadas periodicas (conhecidas como reparos gerais de alto-forno) que interrompem a producao por semanas e demandam centenas de milhoes de reais. O ciclo de vida do revestimento de alto-forno varia entre 15 e 20 anos, e cada reparo geral representa investimento relevante.

A empresa possui 1.253.079.108 acoes totais (705.260.684 ON + 547.818.424 PN), estrutura de capital social estavel em R$ 13,2 bilhoes desde pelo menos 2023, sem diluicoes ou recompras relevantes nos ultimos exercicios reportados. O patrimonio liquido de R$ 23,4 bilhoes em marco de 2026 e expressivo, mas o retorno sobre esse patrimonio depende da recuperacao das margens operacionais.

Governanca e estrutura societaria

A Usiminas opera como companhia aberta de capital compartilhado, com ações negociadas na B3 sob os tickers USIM3 (ordinárias) e USIM5 (preferenciais), e está listada no Nível 1 de Governança Corporativa da B3. Esse segmento exige compromissos de divulgação ampliada de informações e manutenção de free float mínimo de 25%, mas não impõe regras tão rígidas quanto o Novo Mercado — como o requisito de apenas ações ordinárias (one share, one vote) ou tag along de 100%.

O bloco de controle da Usiminas é formado por três grandes grupos com participações relevantes: Nippon Steel Corporation (Japão), que detém participação direta e indireta e é o maior acionista individual, trazendo parceria tecnológica de ponta em processos siderúrgicos; Ternium, holding do grupo Techint de origem argentina e italiana, com presença relevante em siderurgia na América Latina; e Previdência Usiminas, entidade de previdência complementar dos funcionários da empresa, que representa um acionista institucional de longo prazo com interesses alinhados à perenidade do negócio. Em conjunto, esses três grupos detêm o bloco de controle estratégico, com direitos de veto em decisões fundamentais como eleição da diretoria, grandes operações de M&A e distribuição de dividendos extraordinários.

A história da governança da Usiminas inclui episódios relevantes de disputa societária: na primeira metade da década de 2010, conflitos entre Nippon Steel e Ternium pela liderança do bloco de controle chegaram a paralisar reuniões do conselho de administração e atrasaram decisões estratégicas, como o posicionamento em relação à operação de Cubatão e a política de dividendos. Acordos de acionistas firmados a partir de 2014 estabeleceram regras mais claras de governança para o bloco de controle, estabilizando a gestão.

O Conselho de Administração é composto por membros indicados pelos controladores e por conselheiros independentes, com mandatos anuais e reeleição permitida. A presença de conselheiros independentes é exigência do Nível 1, embora em proporção menor ao Novo Mercado. O conselho possui comitês especializados, incluindo comitê de auditoria, de gestão de riscos e de sustentabilidade, responsáveis por assessorar nas decisões de maior complexidade técnica.

A política de dividendos da Usiminas prevê distribuição mínima de 25% do lucro líquido ajustado conforme a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976). Em anos de resultado positivo robusto — como 2021, quando foram pagos mais de R$ 1,40 por ação ao longo do exercício — a companhia pode deliberar dividendos adicionais. Em anos de prejuízo ou investimento intenso, a distribuição pode ser suspensa. Desde 2026, a Lei 15.270/2025 estabeleceu retenção de 10% de IR sobre dividendos mensais superiores a R$ 50 mil por beneficiário pessoa física pagos por empresa, alterando o tratamento tributário histórico. JCP (Juros sobre Capital Próprio), instrumento tributariamente distinto, segue tributado em 15% na fonte.

Quanto ao tag along, as ações preferenciais USIM5 têm direito a no mínimo 80% do valor pago aos controladores em eventual alienação de controle. Esse percentual é inferior ao tag along de 100% garantido pelo Novo Mercado, representando um risco potencial para o acionista minoritário em operações de mudança de controle. As ações ordinárias USIM3 têm tag along de 100%. A empresa possui também cláusula de proteção contra aquisições hostis (poison pill), que obriga o adquirente que superar determinado percentual do capital a realizar oferta pública pelo total das ações.

A Usiminas é registrada na CVM sob o código 14320, com situação ativa, e mantém a publicação de Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP), Informações Trimestrais (ITR) e Relatório de Sustentabilidade anualmente, conforme Instrução CVM 480 e Resolução CVM 80. O site de RI disponibiliza atas de assembleias, comunicados relevantes e fatos relevantes de acordo com as exigências regulatórias. A empresa integra o Ibovespa, IBrX-100 e outros índices relevantes da B3.

Panorama competitivo

O mercado brasileiro de aços planos é um oligopólio concentrado, com três players principais disputando a liderança: Usiminas (USIM3/USIM5), CSN - Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e ArcelorMittal Brasil (não listada individualmente na B3, é subsidiária da ArcelorMittal S.A.). No segmento de aços longos — vergalhões, fios-máquina, perfis estruturais — a Gerdau (GGBR4/GGBR3) e a ArcelorMittal dominam, com posições complementares ao portfólio de aços planos da Usiminas.

A principal vantagem competitiva da Usiminas em relação a seus pares é a integração vertical entre mineração e siderurgia, a especialização em aços planos de alto valor agregado para a indústria automotiva e a posição geográfica próxima ao maior polo industrial do país — o eixo São Paulo-Belo Horizonte. A Mineração Usiminas, subsidiária com operações em Conceição do Mato Dentro (MG), fornece parcela do minério de ferro consumido nas usinas de Ipatinga e Cubatão, reduzindo dependência do mercado spot. A CSN adota estratégia similar, com a Casa de Pedra como mina própria; a ArcelorMittal Brasil também opera ativos minerais, mas em escala variável.

A Gerdau (GGBR4), o maior grupo siderúrgico das Américas em capacidade de aços longos, tem perfil distinto da Usiminas: foco em aços longos (vergalhões, barras, perfis) para construção civil e agronegócio, com forte presença nos EUA (Gerdau Ameristeel), Canadá, México e Argentina. Sua rota de produção é predominantemente por Forno Elétrico a Arco (EAF) com sucata, o que resulta em menor intensidade de carbono e menor necessidade de minério de ferro, mas maior exposição ao custo e disponibilidade de sucata. A Gerdau e a Usiminas competem de forma limitada — em perfis estruturais e alguns produtos de engenharia — mas atuam em segmentos predominantemente distintos.

A ArcelorMittal Brasil opera em múltiplos segmentos: aços planos (Unidade de Tubarão, ES), aços longos (várias usinas no Sudeste e Sul) e mineração. Sua escala global — a ArcelorMittal S.A. é o maior produtor mundial de aço com capacidade instalada superior a 100 milhões de toneladas/ano — permite acesso a tecnologia de ponta, economias de escala em compras e diversificação geográfica de riscos. No mercado automotivo brasileiro, ArcelorMittal e Usiminas competem diretamente pelo fornecimento de chapas de aço para montadoras como Fiat, Volkswagen, GM e Stellantis.

A CSN (CSNA3) é o rival mais direto da Usiminas no segmento de aços planos: com a usina integrada de Volta Redonda (RJ) — a primeira grande siderúrgica do Brasil, inaugurada em 1946 — e a Mina Casa de Pedra em Congonhas (MG), a CSN combina produção de aço plano com minério próprio em perfil similar ao da Usiminas. A CSN diversificou-se nos últimos anos para cimento, logística e energia, reduzindo sua dependência exclusiva da siderurgia. A disputa entre CSN e Usiminas no mercado automotivo e de distribuição é intensa, com diferenciação por produto, prazo de entrega e capacidade de customização.

Ferbasa (FESA4), focada em ferro-ligas — produto utilizado como aditivo em ligas de aço especiais — atua em nicho específico e com dinâmica de preços própria, não competindo diretamente com a Usiminas em aços planos. Açominas, Siderúrgica Barra Mansa e outros players regionais têm escala limitada e atendimento a nichos geográficos ou de produto.

No cenário de ameaças estruturais, destacam-se: (1) aço importado, especialmente da China, que pressiona preços domésticos em momentos de excesso de capacidade global; medidas antidumping e salvaguardas aplicadas pelo governo federal têm papel importante na proteção do produtor nacional; (2) materiais substitutos, como alumínio, plásticos de engenharia e compósitos de fibra de carbono, que avançam gradualmente em aplicações automotivas, especialmente em veículos elétricos onde a redução de peso é prioritária; e (3) a rota EAF com hidrogênio verde, tecnologia emergente que pode eventualmente produzir aço com intensidade de carbono próxima de zero, desafiando a liderança das usinas BF-BOF em ambientes regulatórios de carbono crescentemente exigentes.

A capacidade de diferenciação da Usiminas está em aços de alta resistência para carroceria automotiva (AHSS/UHSS), chapas grossas para equipamentos industriais e soluções customizadas via Soluções Usiminas — o que reduz a concorrência pura por preço e cria barreiras baseadas em qualidade, confiabilidade de fornecimento e suporte técnico.

Indicadores explicados

**P/L (Preco sobre Lucro).** O P/L da Usiminas esta negativo em funcao do prejuizo acumulado registrado nos ultimos 12 meses, reflexo de um periodo de compressao de margens e custos elevados no setor siderurgico. Quando o P/L e negativo, o indicador perde utilidade comparativa imediata e o analista deve recorrer a metricas alternativas como P/VP, EV/Receita ou projecoes de lucro normalizado para avaliar o valuation do ativo. O retorno a lucratividade — visivel no resultado positivo do 1T2026 — e a variavel mais relevante para reabilitar o indicador como ferramenta de analise. Fórmula: P/L = Preco da Acao / Lucro por Acao (LPA) Cálculo: P/L = R$ 10,85 / (-R$ 1,8761) = -5,78 (dados de 13/06/2026). P/L negativo indica que a empresa registrou prejuizo nos ultimos 12 meses acumulados, tornando o indicador nao aplicavel para comparacao direta de valuation no periodo.

**P/VP (Preco sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 0,58 indica que a Usiminas e negociada com desconto de 42% em relacao ao seu patrimonio liquido contabil. No setor siderurgico, P/VP abaixo de 1 pode refletir expectativa de retorno sobre o patrimonio estruturalmente abaixo do custo de capital, ou uma janela cíclica de pessimismo. Com patrimonio liquido de R$ 23,4 bilhoes e market cap de R$ 13,6 bilhoes, ha uma diferenca expressiva entre valor de livro e valor de mercado — situacao que historicamente se reverte quando o ciclo de margens melhora e a rentabilidade supera o custo do capital proprio. Fórmula: P/VP = Preco da Acao / VPA (Valor Patrimonial por Acao) Cálculo: VPA = Patrimonio Liquido / Total de Acoes = R$ 23.407.507.000 / 1.253.079.108 = R$ 18,68 por acao (dados de 31/03/2026). P/VP = R$ 10,85 / R$ 18,68 = 0,58 (dados de 13/06/2026). Isso significa que o mercado avalia a empresa a 58% do seu patrimonio contabil.

**DY (Dividend Yield).** O DY da Usiminas e atualmente indisponivel, reflexo da ausencia de distribuicao de proventos nos 12 meses recentes, periodo em que a empresa registrou prejuizo. A politica de dividendos da companhia e vinculada ao resultado e a necessidade de reinvestimento, com payout minimo legal. Anos de super-ciclo siderurgico, como 2021, permitem distribuicoes robustas; anos de perdas suspendem os pagamentos. Atencao: a Lei 15.270/2025, vigente a partir de 2026, criou retencao de 10% de IR sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil pagos a pessoa fisica — o JCP segue tributado em 15% na fonte. Fórmula: DY = Dividendos por Acao pagos nos ultimos 12 meses / Preco da Acao Cálculo: Ultimo dividendo registrado: R$ 0,2831 por acao (data com 26/04/2024). Nos 12 meses imediatamente anteriores a 13/06/2026, nao foram declarados novos dividendos — DY indisponivel nesse periodo. Referencia historica: em 2021, a empresa pagou R$ 0,193 (dez/2021) + R$ 1,0958 (set/2021) + R$ 0,005 (mai/2021) + R$ 0,1319 (abr/2021), totalizando R$ 1,4257 por acao no ano (dados de historico de proventos).

**ROE (Retorno sobre Patrimonio Liquido).** O ROE negativo de -10,04% indica que a Usiminas destruiu valor para o acionista nos ultimos 12 meses encerrados em marco de 2026, ao gerar retorno negativo sobre o capital proprio. Siderurgicas em ciclo de baixa tipicamente apresentam ROE negativo por conta da rigidez dos custos fixos frente a queda de volumes ou precos. O 1T2026 mostrou recuperacao, com lucro liquido de R$ 896 milhoes, o que pode iniciar uma trajetoria de melhora do indicador nos proximos periodos — mas ROE sustentavel acima do custo de capital proprio (estimado entre 10% e 14% para o setor) e necessario para recriar valor. Fórmula: ROE = Lucro Liquido (12 meses) / Patrimonio Liquido Medio Cálculo: Lucro Liquido acumulado 12M (aproximado com os ultimos dados disponiveis): ano 2025 teve prejuizo de R$ 2.910.034.000 e no 1T2026 houve lucro de R$ 896.150.000. ROE = -R$ 2.910.034.000 / (media PL ~R$ 23.500.000.000) = aproximadamente -12,4% para 2025. O ROE reportado no snapshot e -10,04% (dados de 13/06/2026), calculado com base nos ultimos 12 meses encerrados em marco/2026, sobre PL de R$ 23.407.507.000.

**ROIC (Retorno sobre Capital Investido).** O ROIC de -3,79% reflete que a Usiminas esta destruindo valor economico no periodo analisado, com retorno sobre o capital total investido negativo. Esse indicador e considerado superior ao ROE para empresas industriais intensivas em capital, pois inclui tanto o capital proprio quanto o de terceiros no denominador, eliminando efeitos de alavancagem. Para siderurgicas, ROIC acima do WACC (tipicamente 10%-13% no Brasil) de forma consistente e o requisito para criacao sustentavel de valor. A recuperacao do ROIC depende da expansao de margens operacionais e da disciplina no uso de capital. Fórmula: ROIC = NOPAT (Lucro Operacional Liquido apos Imposto) / Capital Investido (PL + Divida Liquida) Cálculo: ROIC reportado: -3,79% (dados de 13/06/2026). Capital investido aproximado = Patrimonio Liquido R$ 23.407.507.000 + Divida Liquida (aprox. 6% do PL = R$ 1.404.450.000) = ~R$ 24.812 bilhoes. ROIC negativo implica que a empresa nao esta gerando retorno suficiente sobre todo o capital empregado (proprio e de terceiros) para cobrir o custo medio ponderado de capital (WACC).

**EV/EBITDA.** O EV/EBITDA da Usiminas esta indisponivel por conta do EBITDA negativo no acumulado recente, o que ocorre em periodos de forte compressao de margens no setor siderurgico. Esse multiplo e um dos mais importantes para comparar valuation entre empresas com diferentes estruturas de capital, especialmente em setores capital-intensivos como siderurgia. Quando o EBITDA voltar ao territorio positivo com a recuperacao do ciclo — sinalizada pelo resultado positivo do 1T2026 — o EV/EBITDA voltara a ser uma ferramenta de avaliacao comparativa util frente a Gerdau, CSN e ArcelorMittal. Fórmula: EV/EBITDA = Valor da Firma (Enterprise Value) / EBITDA Cálculo: EBITDA dos ultimos 12 meses: negativo (margem EBITDA = -1,21% sobre receita). Com EBITDA negativo, o EV/EBITDA e nao aplicavel (campo ev_ebitda = null no contexto em 13/06/2026). Enterprise Value estimado = Market Cap R$ 13.596 bilhoes + Divida Liquida (Div Liq/PL 0,06 x PL R$ 23,4 bi = ~R$ 1,4 bi) = ~R$ 15,0 bilhoes. Indicador sera reabilitado quando o EBITDA dos ultimos 12 meses voltar ao campo positivo.

**Margem EBITDA.** A margem EBITDA negativa de -1,21% reflete o ciclo de pressao de margens que a siderurgia brasileira atravessou em 2024 e 2025, com queda de precos do aco, custos de carvao e energia elevados e demanda interna mais fraca. No 1T2026, a companhia registrou margem liquida de 15,26%, sinalizando uma virada operacional relevante. A margem EBITDA e o principal termometro da eficiencia operacional da Usiminas no ciclo corrente e um dos indicadores mais acompanhados por analistas do setor para monitorar a velocidade de recuperacao do negocio. Fórmula: Margem EBITDA = EBITDA / Receita Liquida Cálculo: Margem EBITDA reportada nos ultimos 12 meses: -1,21% (dados de 13/06/2026). No 1T2026, a receita liquida foi de R$ 5.870.989.000 com lucro liquido de R$ 896.150.000 (margem liquida de 15,26%), indicando recuperacao operacional no trimestre mais recente. Historicamente, margens EBITDA saudaveis para siderurgicas integradas situam-se entre 15% e 25%.

**Divida Liquida / EBITDA.** A relacao Divida Liquida/EBITDA e atualmente inoperante por conta do EBITDA negativo, mas a analise da Divida Liquida/PL de 0,06 indica que a empresa tem alavancagem financeira liquida muito baixa em relacao ao seu patrimonio — situacao confortavel para uma siderurgica de grande porte. Com EBITDA retornando ao positivo conforme o ciclo se recupera, o indicador de alavancagem devera mostrar niveis bastante controlados, o que reduz o risco de estresse financeiro mesmo em ambientes de juros elevados. Fórmula: Divida Liquida sobre EBITDA = (Divida Bruta - Caixa e Equivalentes) / EBITDA Cálculo: Div Liq/PL reportado = 0,06. Com PL de R$ 23.407.507.000, a Divida Liquida estimada e de aproximadamente R$ 1.404 bilhoes (0,06 x R$ 23.4 bi). Com EBITDA negativo nos ultimos 12 meses, o indicador Divida Liquida/EBITDA esta matematicamente nao calculavel (div_liq_ebitda = null, dados de 13/06/2026). Patamar de alavancagem pelo PL indica endividamento liquido relativamente baixo para o porte da empresa.

**LPA (Lucro por Acao).** O LPA anualizado negativo de -R$ 1,8761 captura o impacto do ciclo de prejuizos de 2024-2025 na Usiminas. No 1T2026, porem, o LPA trimestral retornou ao positivo em R$ 0,7152, indicando que o pior do ciclo pode ter ficado para tras. O LPA e a base para calculo do P/L e para modelagem de dividendos potenciais — uma recuperacao sustentada do LPA ao longo de 2026 seria o gatilho para revisao do valuation pelo mercado. Fórmula: LPA = Lucro Liquido dos ultimos 12 meses / Total de Acoes em Circulacao Cálculo: LPA reportado: -R$ 1,8761 (dados de 13/06/2026), calculado sobre o lucro liquido acumulado dos ultimos 12 meses encerrados em marco/2026, com 1.253.079.108 acoes. No 1T2026 isolado, o LPA trimestral foi de +R$ 0,7152, sobre lucro liquido de R$ 896.150.000. No acumulado de 2025 (12 meses), o LPA foi de -R$ 2,3223.

**VPA (Valor Patrimonial por Acao).** O VPA de R$ 18,68 por acao reafirma que a Usiminas possui uma base patrimonial robusta, com ativos industriais e minerais de valor relevante. A estabilidade do VPA entre R$ 18,68 e R$ 18,91 nos tres ultimos trimestres reportados demonstra que os prejuizos recentes nao erodiram o patrimonio de forma significativa. O VPA e referencia fundamental para o calculo do P/VP e para avaliar o desconto ou premio de mercado frente ao valor contabil da empresa. Fórmula: VPA = Patrimonio Liquido / Total de Acoes Cálculo: VPA = R$ 23.407.507.000 / 1.253.079.108 acoes = R$ 18,68 por acao (dados de 31/03/2026). Historico: VPA de R$ 18,91 em 31/12/2025 e de R$ 18,86 em 30/09/2025. A relativa estabilidade do VPA, mesmo em periodos de prejuizo, reflete o tamanho expressivo do patrimonio liquido frente ao resultado corrente.

**PSR (Price-to-Sales Ratio / Preco sobre Receita).** O PSR de 0,52 e um indicador util em ciclos de prejuizo, quando P/L e EV/EBITDA perdem utilidade. Ele mostra que o mercado precifica a Usiminas por pouco mais da metade de sua receita anual — multiplo tipico de siderurgicas com margens comprimidas. Em ciclos de recuperacao, o PSR tende a expandir conforme as margens melhoram e o mercado reavalia o valuation com base em lucratividade normalizada. Fórmula: PSR = Market Cap / Receita Liquida dos ultimos 12 meses Cálculo: Receita Liquida acumulada (ultimos 12 meses estimados): R$ 26.263.450.000 (2025 anual). Market Cap = R$ 13.595.908.321. PSR = R$ 13.595.908.321 / R$ 26.263.450.000 = 0,52 (dados de 13/06/2026). Indica que o mercado avalia a empresa a cerca de 52% de sua receita anual.

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de USIM5? A cotação mais recente de USIM5 é de R$ 8,23.

Em qual setor USIM5 está classificada? USIM5 pertence ao setor Siderurgia e Mineração na classificação da B3.

Qual o P/L de USIM5? O índice Preço/Lucro (P/L) de USIM5 é -4.39. Este indicador relaciona o preço da ação com o lucro por ação.

Qual o ROE de USIM5? O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de USIM5 é de -10,04%. O indicador relaciona o lucro ao patrimônio líquido e descreve a rentabilidade contábil da companhia.

Qual o valor de mercado de USIM5? O valor de mercado de USIM5 é de aproximadamente R$ 10,3B, calculado a partir da cotação e do total de ações. Dado sujeito a variação a cada pregão.

Quantas ações USIM5 possui emitidas? A companhia possui 1.253.079.108 ações emitidas, conforme dados públicos CVM/B3.

Qual o controle acionário de USIM5? O controle acionário registrado é do tipo Privado, conforme cadastro público da companhia.

O que e a Usiminas e o que ela faz? A Usiminas (Usinas Siderurgicas de Minas Gerais) e uma das maiores producoes de acos planos da America Latina, com usinas em Ipatinga (MG) e Cubatao (SP). A empresa produz chapas grossas, laminados a quente e a frio, galvanizados e revestidos, destinados a setores como automotivo, construcao civil e linha branca. Sua subsidiaria Mineracao Usiminas extrai minerio de ferro em Minas Gerais, enquanto a Solucoes Usiminas oferece processamento e distribuicao customizada aos clientes industriais. A integracao vertical entre mineracao, producao siderurgica e servicos de valor agregado e um diferencial competitivo central da empresa, fundada em 1954 e privatizada em 1991.

Quem controla a Usiminas? O bloco de controle da Usiminas e formado por tres grupos: Nippon Steel Corporation (Japao), maior acionista individual e parceira tecnologica historica; Ternium, holding siderurgica do grupo Techint de origem argentina e italiana; e Previdencia Usiminas, fundo de pensao dos funcionarios. Juntos, esses tres grupos detem controle estrategico sobre a empresa. O free float das acoes preferenciais (USIM5) e de 54,75%, garantindo liquidez para investidores do mercado. A empresa tem registro ativo na CVM (codigo 14320) e e listada no Nivel 1 de Governanca da B3.

A Usiminas paga dividendos? A politica de dividendos da Usiminas preve distribuicao minima de 25% do lucro liquido ajustado, conforme exige a Lei das Sociedades por Acoes. Historicamente, a empresa pagou dividendos em anos de resultado positivo — em 2021, distribuiu mais de R$ 1,40 por acao ao longo do exercicio. Em 2024 e 2025, periodo de prejuizos, os pagamentos foram suspensos. O ultimo dividendo registrado foi de R$ 0,2831 por acao em abril de 2024. Desde 2026, a Lei 15.270/2025 criou retencao de 10% de IR sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil pagos a pessoas fisicas — o JCP segue tributado em 15% na fonte.

Qual a diferenca entre USIM3 e USIM5? USIM3 sao as acoes ordinarias da Usiminas, com direito a voto nas assembleias de acionistas e tag along de 100% em eventuais alienacoes de controle. USIM5 sao as acoes preferenciais, sem direito a voto na maioria das deliberacoes, mas com prioridade na recepcao de dividendos e tag along minimo de 80% em mudancas de controle. As USIM5 tendem a ter maior liquidez no mercado secundario e sao mais negociadas que as USIM3. A empresa tem 705.260.684 acoes ordinarias e 547.818.424 acoes preferenciais, totalizando 1.253.079.108 acoes.

Quais os principais riscos de investir em USIM5? Os principais riscos incluem: exposicao ao ciclo economico (demanda automotiva e construcao civil ciclicas); volatilidade dos precos do aco e do minerio de ferro no mercado global; dependencia de carvao metalurgico importado, sujeito a variacao cambial; risco regulatorio ambiental com exigencias crescentes de licenciamento e reducao de emissoes; historico de disputas societarias entre os controladores (Nippon Steel e Ternium); tag along de apenas 80% para acoes preferenciais USIM5; e desafios da transicao para producao de aco de baixo carbono, que demandara investimentos relevantes em modernizacao de processos.

Como a Usiminas se compara com CSN e Gerdau? A Usiminas e a CSN sao as principais rivais em acos planos no Brasil: ambas tem usinas integradas com mineracao propria e atendem o mercado automotivo e construcao civil. A CSN, porem, diversificou-se para cimento e logistica. A Gerdau e predominantemente focada em acos longos (vergalhoes, barras, perfis) para construcao civil, com forte presenca nos EUA e outros paises latino-americanos, e usa majoritariamente Forno Eletrico a Arco com sucata — rota mais limpa em emissoes. A Usiminas destaca-se pela especializacao em acos planos de alta resistencia para o automotivo e pela localizacao proxima ao maior polo industrial do pais.

O que e a Mineracao Usiminas? A Mineracao Usiminas (MUSA) e uma subsidiaria criada em 2010 para realizar a extracao e o processamento de minerio de ferro nas minas de Conceicao do Mato Dentro, em Minas Gerais. Suas operacoes abastecem parcialmente as usinas siderurgicas de Ipatinga e Cubatao com minerio proprio, reduzindo a dependencia do mercado spot — onde o minerio e cotado em dolar por tonelada metrica. A presenca na mineracao e um diferencial de integracao vertical que contribui para maior controle dos custos de materia-prima e protecao contra choques de preco do minerio de ferro.

Como o ambiente macroeconomico afeta a Usiminas? Taxas de juros elevadas encarecem o credito para clientes industriais e reduzem investimentos em construcao e automotivo, pressionando demanda por aco. O cambio influencia tanto o custo do carvao metalurgico importado quanto a competitividade das exportacoes de aco. Inflacao alta pressiona custos de energia e logistica. O crescimento do PIB tem correlacao direta com o consumo de aco, especialmente em setores-chave para a Usiminas: automotivo, infraestrutura e construcao civil. Politicas publicas de estimulo a infraestrutura, habitacao e industria tambem afetam positivamente a demanda pelos produtos da empresa.

O que e o segmento Solucoes Usiminas? Solucoes Usiminas e o brac,o downstream do grupo, responsavel por servicos de processamento, corte, conformacao, pintura e distribuicao de acos planos a clientes industriais. Esse segmento adiciona valor ao aco semiacabado e permite customizacao de produtos para setores especificos, como o automotivo — onde pecas e chapas com geometria especifica, tolerancias apertadas e revestimentos especiais sao exigencias frequentes. A Solucoes Usiminas aumenta a fidelizacao de clientes, reduz a dependencia exclusiva de volumes de commodites e amplia as margens obtidas no pos-processamento frente ao aco bruto.

O que sao acos AHSS e por que sao importantes para a Usiminas? AHSS (Advanced High Strength Steels) sao acos de alta resistencia mecanica desenvolvidos para aplicacoes em carrocerias automotivas, permitindo a producao de veiculos mais leves sem abrir mao de seguranca e rigidez estrutural. Esses acos tem valor agregado maior que os laminados convencionais e exigem dominio tecnologico em processamento e metalurgia. A Usiminas, em parceria com a Nippon Steel — referencia mundial em acos de alta resistencia —, tem ampliado seu portfolio de AHSS para atender montadoras que precisam cumprir metas de eficiencia energetica e reduzir emissoes de CO2 dos veiculos, especialmente com a transicao para veiculos eletricos e hibridos.

Quais indices de mercado incluem USIM5? USIM5 integra o Ibovespa, principal benchmark da bolsa brasileira, e o IBrX-100, que reune as cem acoes mais liquidas da B3. A acao tambem pode compor o ITAG (indice de acoes com tag along diferenciado) e outros indices setoriais e tematicos dependendo de criterios periodicamente revisados pela B3, como liquidez, governanca e free float. A inclusao no Ibovespa confere liquidez e exposicao a fundos passivos e ETFs que replicam o indice, influenciando o volume diario de negocios.

Como avaliar a governanca da Usiminas? A Usiminas esta listada no Nivel 1 de Governanca Corporativa da B3, um passo abaixo do Novo Mercado. Isso significa que ha requisitos de divulgacao ampliada e free float minimo, mas nao ha exigencia de apenas acoes ordinarias (100% ON) nem de tag along de 100% para todos os papeis. As acoes preferenciais (USIM5) tem tag along de 80%. O conselho de administracao conta com membros independentes e comites especializados. O historico inclui episodios de tensao entre os controladores Nippon Steel e Ternium, que devem ser monitorados como fator de risco de governanca.

Qual o impacto do carvao metalurgico no custo da Usiminas? O carvao metalurgico e um insumo critico para os alto-fornos da Usiminas, usado na producao de coque (agente redutor do minerio de ferro). Toda a demanda de carvao da empresa e atendida pelo mercado internacional, majoritariamente via importacoes da Australia e dos EUA. Os precos do carvao sao cotados em dolar por tonelada, tornando o custo diretamente exposto a variacao cambial e a choques globais de oferta e demanda. Quando o carvao e o dolar se valorizam simultaneamente, o custo caixa por tonelada de aco sobe, comprimindo as margens — como ocorreu em partes de 2022 a 2024.

A transicao para veiculos eletricos representa risco para a Usiminas? A eletrificacao da frota automotiva traz tanto riscos quanto oportunidades para a Usiminas. Por um lado, veiculos eletricos usam menos pecas de ferro fundido e motores de menor massa, o que pode reduzir o volume total de aco por veiculo. Por outro, as carrocerias de veiculos eletricos exigem cada vez mais acos de alta resistencia (AHSS/UHSS) para compensar o peso adicional das baterias e manter a segurança passiva. A Usiminas, com seu portfolio de acos avancados e parceria com a Nippon Steel, esta posicionada para atender essa demanda especifica, embora o balanco liquido do impacto dependa da velocidade de transicao e do mix de modelos produzidos no Brasil.

O que o resultado do 1T2026 indica sobre a Usiminas? O resultado do primeiro trimestre de 2026 mostrou reversao relevante: receita liquida de R$ 5,87 bilhoes, lucro liquido de R$ 896 milhoes e margem liquida de 15,26%. O LPA trimestral foi de R$ 0,7152 — positivo, frente ao LPA anual negativo de -R$ 2,3223 em 2025. Esses numeros indicam que o ciclo de compressao de margens pode estar se encerrando, embora apenas um trimestre seja insuficiente para confirmar uma tendencia duradoura. A continuidade da recuperacao nos trimestres seguintes e o monitoramento da margem EBITDA sao os indicadores mais relevantes para avaliar se a virada operacional se consolidara.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

Ativos do mesmo setor

Outros ativos do setor Siderurgia e Mineração, para comparação:

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.