SANB11 — BCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Cotação, indicadores e dados históricos de SANB11 (Ação). Dados B3/CVM atualizados.
- Preço atual
- R$ 26,65
- P/L
- 15,26
- P/VP
- 1,56
- Dividend Yield (12m)
- 6,65%
Setor
Bancos
Desempenho recente
No período de 6m, SANB11 apresentou variação de -21,62% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.
Faixa de 52 semanas
Nas últimas 52 semanas, SANB11 oscilou entre R$ 25,47 a R$ 37,83. Média de R$ 29,86 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.
Indicadores Fundamentalistas
Dividend yield (12m): 6,65%. P/L: 15.26. P/VP: 1.56. ROE: 10,21%. Margem líquida: 7,73%. Valor de mercado: R$ 199,8B. Dados públicos B3/CVM, sujeitos a defasagem.
Indicadores Avançados
ROIC: 10,77%. ROA: 1,01%. EV/EBITDA: 9.73. EV/EBIT: 10.38. Margem EBITDA: 10,80%. Margem bruta: 38,78%. Dívida líquida/EBITDA: -1.41. Dívida líquida/Patrimônio: -0.20. Liquidez corrente: 0.22. LPA (lucro por ação): R$ 1,75. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 17,11. PSR (preço/receita): 1.20. Free float: 9,87%. Último provento: R$ 0,53 por ação. Indicadores de rentabilidade (ROIC, ROA), valuation por valor da firma (EV/EBITDA, EV/EBIT), margens, endividamento e liquidez, a partir de dados públicos B3/CVM. São referências informativas — a interpretação cabe a cada investidor.
Variações por período
Variação de SANB11 em janelas recentes. Na semana: -3,51%. No mês: -0,63%. No ano: -21,76%. Fechamento anterior: R$ 26,91 (16/07/2026). Percentuais sobre preços de fechamento da B3, sujeitos a defasagem.
Últimos pregões
Fechamentos recentes de SANB11: 17/07/2026: R$ 26,65, volume de R$ 84,2M; 16/07/2026: R$ 26,91, volume de R$ 93,7M; 15/07/2026: R$ 27,10, volume de R$ 76,4M; 14/07/2026: R$ 27,35, volume de R$ 120,5M; 13/07/2026: R$ 27,25, volume de R$ 119,7M. Dados de pregão da B3.
Histórico de proventos
SANB11 registra 113 proventos anunciados em 18 anos de cobertura. Anúncios mais recentes: 20/04/2026 — JCP de R$ 0,53 por ação; 20/01/2026 — JCP de R$ 0,54 por ação; 02/01/2026 — JCP de R$ 0,17 por ação; 21/10/2025 — JCP de R$ 0,54 por ação; 17/07/2025 — JCP de R$ 0,54 por ação; 17/04/2025 — JCP de R$ 0,40 por ação; 22/01/2025 — JCP de R$ 0,40 por ação; 17/10/2024 — Dividendo de R$ 0,05 por ação. O histórico descreve anúncios passados e não projeta pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia.
Resultados financeiros recentes
Demonstrações trimestrais reportadas por SANB11 (CVM): 31/03/2026: receita líquida de R$ 42,4B, lucro líquido de R$ 3,3B, margem líquida de 7,73%, LPA de R$ 0,44. 31/12/2025: receita líquida de R$ 162,5B, lucro líquido de R$ 13,0B, margem líquida de 7,98%, LPA de R$ 1,73. 30/09/2025: receita líquida de R$ 119,9B, lucro líquido de R$ 9,0B, margem líquida de 7,52%, LPA de R$ 1,20. 30/06/2025: receita líquida de R$ 79,4B, lucro líquido de R$ 5,1B, margem líquida de 6,47%, LPA de R$ 0,69. Valores consolidados conforme reportado, sujeitos a reapresentação.
Patrimônio líquido e VPA
Patrimônio líquido de R$ 128,3B na posição de 31/03/2026. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 17,11. Na posição de 31/03/2024, o patrimônio era de R$ 115,8B e o VPA era de R$ 15,45. Série contábil pública (CVM), sujeita a reapresentação.
Estrutura acionária
Composição do capital de SANB11: Total de ações emitidas: 7.498.531.051. Ordinárias (ON): 3.818.695.031 (50,93%). Preferenciais (PN): 3.679.836.020 (49,07%). Ações em circulação: 740.295.306. Dados públicos CVM/B3.
Valores mobiliários listados
Códigos de negociação da companhia na B3: SANB11 (Units, Básico); SANB3 (Ações Ordinárias, Básico); SANB4 (Ações Preferenciais, Básico). O segmento de listagem descreve o conjunto de regras de governança ao qual a companhia aderiu.
Valuation por fórmulas clássicas (Graham e Bazin)
Pela fórmula de Graham, o valor calculado para SANB11 é de R$ 25,93 (diferença de -2,72% ante o preço usado no cálculo). Pela fórmula de Bazin (yield-alvo de 6% a.a.), o preço-teto calculado é de R$ 29,54, a partir de dividendo por ação de R$ 1,77. Valor intrínseco = raiz(22,5 x LPA x VPA). Requer LPA>0 e VPA>0. Preço-teto = dividendo por ação / 0,06 (yield-alvo 6% a.a.). São resultados de fórmulas públicas aplicadas a dados reportados — referências informativas cuja interpretação cabe a cada investidor; não constituem recomendação de compra ou venda.
Movimentações de administradores e pessoas ligadas
Negociações com ações de SANB11 comunicadas por administradores, controladores e pessoas ligadas no período de 5 anos, conforme divulgação pública (CVM). Foram registradas 67 operações de compra e 382 operações de venda. Volume comprado: R$ 65,7M. Volume vendido: R$ 315,3M. Saldo líquido do período: -R$ 249.659.065,50. Dado factual de transparência — não indica, por si só, perspectiva sobre o ativo.
Como interpretar os indicadores de uma ação
Os indicadores fundamentalistas descrevem aspectos diferentes de uma empresa e costumam ser lidos em conjunto, não isoladamente. Abaixo, o que cada grupo representa de forma factual.
Múltiplos de avaliação (P/L, P/VP, PSR)
Múltiplos relacionam o preço de mercado a uma medida contábil. O P/L (preço sobre lucro) compara a cotação ao lucro por ação; o P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara ao patrimônio por ação; o PSR (preço sobre receita) compara à receita por ação. São referências de avaliação relativa — fazem mais sentido comparados entre empresas de um mesmo setor do que isoladamente, já que cada setor tem faixas típicas distintas.
Rentabilidade (ROE, ROIC, ROA)
Os indicadores de rentabilidade medem a eficiência da empresa em gerar resultado a partir do capital. O ROE relaciona o lucro ao patrimônio líquido; o ROIC relaciona o resultado operacional ao capital total investido (próprio e de terceiros); o ROA relaciona o lucro ao total de ativos. Valores mais altos indicam maior eficiência relativa, mas dependem do setor e da estrutura de capital.
Valor da firma e margens (EV/EBITDA, margens)
O EV/EBITDA compara o valor da firma (valor de mercado mais dívida líquida) ao EBITDA, uma medida de geração de caixa operacional; é usado para comparar empresas com diferentes níveis de endividamento. As margens (bruta, EBITDA, líquida) expressam quanto da receita se converte em resultado em cada etapa, descrevendo a lucratividade da operação.
Endividamento e liquidez
A dívida líquida sobre EBITDA indica quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida líquida; a dívida líquida sobre patrimônio relaciona o endividamento ao capital próprio. A liquidez corrente compara ativos e passivos de curto prazo. Esses indicadores descrevem a estrutura financeira e o risco associado ao endividamento.
Dividendos (DY e payout)
O Dividend Yield (DY) relaciona os proventos distribuídos nos últimos doze meses ao preço da ação, e o payout indica a parcela do lucro distribuída como proventos. Ambos descrevem o histórico de distribuição e não projetam pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia. A interpretação de todos esses indicadores cabe a cada investidor, conforme seus objetivos e tolerância a risco.
Sobre a Empresa
Banco Múltiplo com Carteira Comercial
Identificação e registro
CNPJ: 90.400.888/0001-42. Código CVM: 20532. Situação do registro: Ativo. Constituída em 1985. Controle acionário: Estrangeiro Holding. País de origem: Brasil. Site oficial: www.santander.com.br. Dados cadastrais públicos da companhia (CVM/B3), sujeitos a atualização.
Dividendos
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de SANB11 é de 6,65%.
Eventos e Fatos Relevantes (CVM)
SANB11 registra 100 evento(s) e comunicado(s) ao mercado publicados via CVM nos últimos 5 anos. As categorias mais frequentes: Assembleia (44), Dados Econômico-Financeiros (37), Relatório Proventos (9). Os documentos completos podem ser consultados nos canais oficiais.
O Santander Brasil (SANB11) é a subsidiária brasileira do Grupo Santander espanhol, terceiro maior banco privado do país em ativos totais. Opera como banco múltiplo com carteira comercial, atuando em varejo, atacado, cartões, seguros, gestão de ativos e serviços de tesouraria. A unit SANB11 reúne uma ação ordinária e uma preferencial, está listada no Nível 2 de Governança da B3 e integra o Ibovespa e o IBrX-100. A empresa tem histórico de distribuição trimestral de proventos e conta com aproximadamente 9,09 bilhões de ações totais, divididas igualmente entre ordinárias e preferenciais.
Sobre BCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
O Santander Brasil (SANB11) é a subsidiária brasileira do Grupo Santander, um dos maiores conglomerados financeiros do mundo, com sede em Madri, Espanha, e presença em mais de 30 países. A história do banco no Brasil remonta à década de 1980, mas foi a partir da virada do milênio que sua trajetória de expansão ganhou escala: em 2000, o grupo adquiriu o Banespa — à época um dos maiores bancos estaduais do país, com forte penetração em São Paulo —, tornando-se o maior banco estrangeiro a operar no Brasil. Em 2007, a aquisição das operações do ABN AMRO Real, negociadas em consórcio com o Royal Bank of Scotland e Fortis, ampliou ainda mais sua presença, integrando uma base de clientes expressiva e uma rede de agências distribuída por todo o território nacional.
Essas operações consolidaram o Santander Brasil como o terceiro maior banco privado do país em ativos totais, posicionado logo atrás de Itaú Unibanco e Bradesco, e à frente de players como BTG Pactual — focado no segmento de atacado e gestão de fortunas — e Banco do Brasil, que ocupa papel estrutural como banco estatal. O modelo de negócios do Santander Brasil é caracterizado por sua atuação como banco múltiplo com carteira comercial, abrangendo simultâneamente os segmentos de varejo, atacado, cartões de crédito, seguros, gestão de ativos, consórcios, câmbio e serviços de tesouraria. Essa diversificação de negócios dilui riscos setoriais e garante múltiplas fontes de receita ao longo do ciclo econômico.
No segmento de varejo, o Santander Brasil atende pessoas físicas de diferentes faixas de renda — do segmento de massas ao Van Gogh, voltado ao público de alta renda —, além de micro, pequenas e médias empresas. Sua rede física, composta por milhares de agências e caixas eletrônicos, é complementada por robusta estrutura digital, com aplicativos e plataformas de internet banking que competem diretamente com bancos nativos digitais. No atacado, o banco se destaca em financiamento corporativo, operações de mercado de capitais, trade finance, câmbio e gestão de caixa para grandes corporações e multinacionais. A integração com a matriz espanhola facilita operações cross-border e o acesso a linhas de crédito internacionais, diferencial relevante para clientes com operações globais.
Na estrutura do mercado bancário brasileiro, o Santander detém participação estimada entre 10% e 12% na carteira de crédito total, com presença relevante em verticais como financiamento de veículos — onde historicamente figura entre os líderes —, crédito imobiliário, crédito consignado e cartões. SANB11, a unit negociada na B3, reúne uma ação ordinária e uma ação preferencial na mesma unidade de negociação, estrutura que amplia a liquidez e facilita o acesso tanto de investidores pessoa física quanto de fundos institucionais. O papel integra os principais índices do mercado brasileiro, como Ibovespa e IBrX-100, e tem ADRs negociados na NYSE, o que atrai fluxo internacional e eleva a liquidez no mercado doméstico.
A estratégia corporativa do Santander Brasil está estruturada em três eixos fundamentais: crescimento orgânico com disciplina em rentabilidade ajustada ao risco; transformação digital acelerada com investimentos em plataformas, automação e inteligência artificial; e expansão em segmentos adjacentes, como Open Finance, seguros, meios de pagamento e soluções para ecossistemas de empresas. O banco vem ampliando parcerias com fintechs e startups de tecnologia financeira, buscando inovar sem abandonar a escala e a solidez da operação bancária tradicional. Internacionalmente, o Santander Brasil é historicamente a operação de maior peso do grupo fora da Europa, respondendo por parcela significativa do lucro global consolidado do Grupo Santander.
O que diferencia o Santander Brasil de seus competidores nacionais é a combinação de cultura de meritocracia transplantada da matriz ibérica, acesso privilegiado a funding externo em condições competitivas, capacidade de execução em mercados emergentes e governança alinhada a padrões globais. Enquanto Itaú Unibanco e Bradesco possuem raízes históricas mais profundas no mercado local, o Santander se beneficia de visão global e experiência em atravessar ciclos econômicos adversos em múltiplas geografias. A empresa foi constituída formalmente em 9 de agosto de 1985 e tem seu registro ativo na CVM sob o código 20532, com situação de controle acionário classificada como estrangeiro holding.
Contexto de negocio e setor
O setor bancário brasileiro é reconhecido internacionalmente como um dos mais desenvolvidos, lucrativos e concentrados do mundo. Cinco grandes instituições — Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander Brasil — respondem, em conjunto, por mais de 80% dos ativos do sistema financeiro nacional. Esse grau de concentração reflete décadas de consolidações, regulação rígida e barreiras de entrada substanciais, tanto em termos de capital mínimo quanto de complexidade de compliance. A cadeia produtiva do setor abrange a captação de recursos (depósitos à vista e a prazo, CDBs, emissão de dívida, funding externo), a concessão de crédito, a gestão de investimentos, a distribuição de produtos financeiros e a oferta de serviços de pagamento, processamento e tecnologia.
As tendências estruturais de longo prazo que moldam o setor incluem, em primeiro lugar, a digitalização acelerada. A penetração do smartphone e a expansão da conectividade transformaram o comportamento do consumidor financeiro: operações que antes exigiam visita a uma agência física migraram massivamente para canais digitais. O PIX, sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central em 2020, representou a maior ruptura operacional do sistema de pagamentos em décadas, transferindo volume expressivo de receitas de tarifas para um ambiente de concorrência aberta. Open Finance, regulamentado pelo Bacen com implementação escalonada a partir de 2021, aprofunda essa abertura ao permitir portabilidade de dados e serviços entre instituições com consentimento do cliente.
O marco regulatório é coordenado pelo Banco Central do Brasil, que impõe regras de Basileia III para adequação de capital, limites prudenciais de concentração de risco, exigências de provisionamento para perdas esperadas e controles rigorosos de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e ao financiamento do terrorismo. A Resolução CMN 4.966/2021 atualizou as regras contábeis de provisão alinhando o Brasil ao padrão IFRS 9. As tarifas de serviços bancários são parcialmente reguladas, mas produtos como crédito, seguros e fundos permitem diferenciação por preço e qualidade. A saída do setor é complexa e regulamentada, exigindo resolução ordenada com proteção a depositantes garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
O ciclo de capital do setor bancário é intensivo em tecnologia e infraestrutura. CAPEX em sistemas de segurança cibernética, plataformas de core banking, inteligência artificial para precificação de crédito e automação de processos cresceu substancialmente ao longo da última década. O payback desses investimentos tende a ser longo, mas a recorrência de receitas — spread bancário, tarifas de serviços, comissões de seguros e fundos — garante previsibilidade de fluxo de caixa. O setor é altamente sensível ao ciclo macroeconômico: a taxa SELIC, principal instrumento de política monetária do Banco Central, afeta simultaneamente o custo de funding, a atratividade do crédito e a rentabilidade da carteira de títulos públicos. Inflação e crescimento do PIB determinam a inadimplência e a demanda por crédito, enquanto o câmbio impacta o custo de captação externa e a exposição em moeda estrangeira.
O panorama competitivo evoluiu significativamente com a chegada de bancos digitais nativos — como Nubank, Inter e C6 Bank — e de fintechs especializadas em segmentos como crédito pessoal, câmbio, investimentos e meios de pagamento. Esses entrantes exploram estruturas de custos enxutas, interfaces digitais intuitivas e estratégias de aquisição de clientes agressivas para capturar fatias de mercado em nichos específicos, especialmente entre consumidores jovens e desbancarizados. Para os grandes bancos tradicionais como o Santander Brasil, o desafio central é equilibrar a transformação digital com a manutenção da rentabilidade em um ambiente de margens pressionadas, inadimplência cíclica e regulação crescente sobre tarifas e transparência de produtos.
Como ler os indicadores deste ativo
A avaliação de ações do setor bancário, como SANB11, exige atenção a um conjunto de indicadores que refletem a complexidade estrutural do modelo de negócios bancário — distinto de empresas industriais ou de serviços convencionais, pois bancos operam com alavancagem intrínseca ao captar depósitos e conceder crédito como atividade-fim.
O Preço sobre Lucro por Ação (P/L) é ponto de partida fundamental: ele indica quantos anos de lucro corrente seriam necessários para recuperar o valor investido, assumindo lucros estáveis. No setor bancário, esse múltiplo deve ser lido junto ao ROE, pois bancos mais rentáveis tendem a negociar com P/L mais elevado sem necessariamente estar caros. Bancos com ROE abaixo do custo de capital próprio deveriam, em teoria, negociar com P/L baixo.
O Preço sobre Valor Patrimonial por Ação (P/VP) é particularmente relevante para bancos, onde o patrimônio líquido é a principal ancora de valor. Um P/VP acima de 1 indica que o mercado atribui prêmio à capacidade de geração de valor acima do custo de capital; abaixo de 1 pode sinalizar desconto por ineficiência, deterioração de ativos ou desconfiança quanto à qualidade do balanço.
O Dividend Yield (DY) mede o retorno em proventos em relação ao preço da ação, sendo especialmente relevante para bancos que distribuem regularmente dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). No Brasil, os bancos listados historicamente figuram entre os maiores pagadores de dividendos do mercado. A comparação do DY com a taxa livre de risco (como o CDI ou a SELIC) ajuda a calibrar a atratividade relativa do papel em diferentes cenários de juros.
O Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) é o indicador de eficiência por excelência no setor bancário, mensurando a capacidade do banco de gerar lucro para os acionistas a partir do capital próprio. ROE acima do custo de capital próprio estimado — geralmente comparado ao custo de equity por modelos como CAPM — indica criação de valor. Faixas típicas de ROE entre grandes bancos brasileiros oscilam entre 15% e 25% ao ano em ciclos positivos.
O Retorno sobre Capital Investido (ROIC) complementa o ROE ao considerar também a dívida onerosa na base de capital, sendo útil para avaliar operações bancárias com captações de mercado mais expressivas. Para bancos com operações de tesouraria relevantes ou emissões de dívida subordinada, o ROIC oferece visão mais ampla da eficiência de alocação de capital.
O EV/EBITDA (valor da empresa sobre EBITDA) é indicador de uso mais limitado em bancos, pois o modelo de negócios bancário não se enquadra perfeitamente no conceito de EBITDA — receitas e custos financeiros são parte do negócio principal, não itens não-operacionais. Ainda assim, é utilizado como referência de comparação entre pares e ao longo do tempo para o mesmo ativo, com cautela na interpretação.
A Margem EBITDA expressa a eficiência operacional como percentual da receita. Em bancos, esse conceito se aproxima ao Índice de Eficiência (despesas operacionais sobre receitas): quanto menor o índice, mais eficiente a operação. A Dívida Líquida sobre EBITDA, para bancos, deve ser lida com cuidado especial: captações são o passivo operacional central da atividade e não se equiparam a dívida de empresa não-financeira. Valores negativos indicam posição líquida de caixa.
O Lucro por Ação (LPA) é a linha de chegada: indica quanto de lucro líquido do exercício cabe a cada ação. Acompanhar a evolução do LPA ao longo de trimestres e anos revela a trajetória de crescimento — ou deterioração — dos resultados. O Valor Patrimonial por Ação (VPA) ancora o LPA ao patrimônio, permitindo calcular o P/VP e avaliar se o lucro gerado está efetivamente se acumulando no balanço ou sendo integralmente distribuído.
Pontos de atencao
O Santander Brasil opera em segmento altamente sensível à política monetária: variações na taxa SELIC afetam simultaneamente o custo de funding, a rentabilidade da carteira de títulos públicos e a demanda por crédito. Historicamente, ambientes de juro elevado comprimem spreads e aumentam a inadimplência na pessoa física.
O banco está sujeito à regulação prudencial do Banco Central do Brasil (Resolução BCB 200/2022 e arcabouço Basileia III), com exigências de índice de capital mínimo. Mudanças nos requerimentos de capital regulatório — como ampliação de buffers de conservação — podem exigir retenção de lucros e reduzir a capacidade de distribuição de dividendos.
A concentração do controle acionário na Santander España S.A. (detentora da maioria das ações ordinárias) implica que decisões estratégicas relevantes — alocação de capital, política de dividendos, nomeação de executivos — podem ser influenciadas pelas prioridades e restrições da matriz global, gerando eventual assimetria de interesses com minoritários.
A estrutura de captação do Santander Brasil inclui linhas de funding externo em moeda estrangeira via grupo, expondo a operação ao risco cambial em períodos de volatilidade do real. A gestão desse risco é realizada por meio de instrumentos de hedge, mas cenários extremos de desvalorização do BRL podem impactar o resultado financeiro consolidado.
O índice de inadimplência é o principal termômetro de qualidade de carteira do banco. Aumentos persistentes acima do patamar histórico indicam necessidade de provisões adicionais, o que pressiona o resultado líquido. O Santander Brasil registrou margem líquida de 7,73% no 1T26, refletindo a dinâmica de provisões do ciclo de crédito corrente.
A concorrência de bancos digitais — como Nubank (com mais de 90 milhões de clientes no Brasil em 2024) e Inter Bank — e de fintechs especializadas pressiona margens em segmentos como cartão de crédito, crédito pessoal e câmbio. O Santander Brasil investe continuamente em plataformas digitais para mitigar perda de participação nessas verticais.
O histórico de distribuição de dividendos do Santander Brasil inclui pagamentos trimestrais regulares, mas a continuidade dessa política depende dos resultados apurados, dos índices de adequação de capital e das orientações do Banco Central. A Lei 15.270/2025 introduziu retenção de 10% sobre dividendos de ações para pessoas físicas em valores mensais superiores a R$ 50 mil a partir de 2026.
O ROE de 10,21% apurado nos últimos 12 meses situa-se abaixo da média histórica dos grandes bancos privados nacionais (tipicamente 15%-22%), o que pode refletir a fase do ciclo de provisões, compressão de margens ou mix de carteira com menor risco mas menor retorno. A evolução desse indicador ao longo dos próximos trimestres é relevante para acompanhamento.
O free float de SANB11 é de aproximadamente 8,23% do total de ações, número relativamente baixo que pode amplificar movimentos de preço em momentos de maior fluxo de entrada ou saída de investidores institucionais, especialmente em períodos de rebalanceamento de índices como o Ibovespa.
O Santander Brasil enfrenta riscos ESG crescentes, incluindo obrigações regulatórias relacionadas a finanças sustentáveis, financiamento de setores de alto impacto ambiental e inclusão financeira. A Resolução CMN 4.943/2021 estabelece diretrizes de gestão de riscos socioambientais para instituições financeiras, com exigências crescentes de transparência e reporte.
O patrimônio líquido do banco cresceu de R$ 123,27 bilhões em junho/2025 para R$ 128,27 bilhões em março/2026, trajetória que reflete acumulação de lucros retidos acima dos dividendos distribuídos. A qualidade e a composição desse patrimônio — incluindo o peso de ativos diferidos fiscais e ajustes de valor justo — são fatores relevantes na avaliação da solidez do balanço.
Governanca e estrutura societaria
O Santander Brasil adota modelo de controle acionário concentrado, sendo subsidiária do Grupo Santander espanhol, que detém participação majoritária nas ações ordinárias e, portanto, o controle efetivo das deliberações em assembleia geral. A estrutura societária do SANB11 é organizada em forma de unit, instrumento composto por uma ação ordinária e uma ação preferencial agrupadas numa única unidade de negociação na B3 — mecanismo que amplia a liquidez e facilita o acesso de diferentes perfis de investidores.
O conselho de administração do Santander Brasil é composto por membros indicados pela controladora espanhola e por conselheiros independentes, conforme exigido pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo regulamento do segmento Nível 2 de Governança Corporativa da B3, no qual o banco está listado. O Nível 2 impõe padrões elevados de transparência, divulgação de informações e proteção ao acionista minoritário, incluindo obrigatoriedade de oferta pública de aquisição de ações (tag along) em caso de mudança de controle. Para as ações ordinárias (ON) da companhia, o tag along prevê direito de os minoritários receberem pelo menos 100% do valor pago ao controlador na comercializacao do controle. Para as ações preferenciais (PN) que compõem a unit SANB11, o tag along também é assegurado, conforme regra do segmento Nível 2. A company não está listada no Novo Mercado por manter estrutura dual de classes de ações, o que impede esse enquadramento.
A política de dividendos do Santander Brasil prevê distribuição regular de proventos na forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), sendo o JCP um instrumento com eficiência tributária para a empresa emissora. O banco mantém histórico de pagamentos trimestrais, com datas-com e pagamentos distribuídos ao longo do ano. No período de julho/2025 a abril/2026, foram distribuídos R$ 0,5359 (julho/2025), R$ 0,5359 (outubro/2025), R$ 0,1661 (janeiro/2026), R$ 0,5359 (janeiro/2026) e R$ 0,5347 (abril/2026), totalizando proventos acumulados de R$ 2,3085 nos 12 meses da referência. A continuidade da política de dividendos está condicionada aos resultados do período, ao nível dos índices de capital regulatório e às orientações do Banco Central do Brasil.
O estatuto social do Santander Brasil conta com disposições de proteção ao acionista, como cláusulas que estabelecem limites para a concentração de poder de voto e mecanismos que dificultam tomadas de controle hostis (poison pill). Eventos corporativos relevantes incluem a aquisição do Banespa em 2000, a integração das operações do ABN AMRO Real entre 2008 e 2010, e a reestruturação societária que consolidou a estrutura de units SANB11 para simplificação da negociação em bolsa. A empresa foi constituída em 9 de agosto de 1985 e mantém registro ativo na CVM sob código 20532. A remuneração da administração é estruturada com componentes fixos e variáveis atrelados a metas de desempenho, e sua divulgação segue as exigências da Instrução CVM 480/2009.
Panorama competitivo
O setor bancário brasileiro é dominado por cinco grandes conglomerados financeiros: Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Caixa Econômica Federal e Santander Brasil (SANB11). Essas instituições respondem, em conjunto, por mais de 80% dos ativos do sistema financeiro nacional, configurando oligopólio com barreiras de entrada expressivas. O Santander Brasil se posiciona como o terceiro maior banco privado em ativos totais, com carteira de crédito e base de clientes que o colocam em disputa direta com Bradesco pelo segundo lugar no segmento privado em diferentes métricas setoriais.
Itaú Unibanco, o maior banco privado da América Latina, é o principal referencial de comparação para o Santander Brasil. O Itaú diferencia-se por ROE consistentemente superior — historicamente entre 18% e 22% —, portfólio diversificado em seguros (via IRB e Porto Seguro), gestão de fortunas (Itaú Private) e operações na América do Sul. Bradesco, por sua vez, tem presença capilar no interior do país, forte atuação em seguros pela Bradesco Seguros, e carteira mais pulverizada que o Santander. Banco do Brasil distingue-se pelo papel estrutural de banco público, com carteiras de crédito rural (agronegócio), habitacional (MCMV) e de microcrédito de escala única, além de maior acesso a depósitos de governos estaduais e municipais.
No segmento de atacado, o BTG Pactual (BPAC11) é competidor relevante em operações de mercado de capitais, fusões e aquisições, gestão de ativos e wealth management para clientes de alta renda. O BTG ampliou significativamente sua atuação em varejo a partir da aquisição do Banco Pan e do lançamento de plataformas digitais, tornando-se concorrente mais abrangente. XP Inc. e seu ecossistema de assessoria de investimentos disputam com o Santander a carteira de produtos de investimento e gestão de recursos de clientes de média e alta renda.
Os novos entrantes digitais representam disrupção crescente em nichos específicos: o Nubank, com mais de 90 milhões de clientes no Brasil, Uruguai e México em 2024, lidera o segmento de cartões sem anuidade, crédito pessoal digital e conta corrente digital; o Banco Inter (INBR32) compete em financiamento imobiliário, câmbio e marketplace financeiro; o C6 Bank, com acionista Goldman Sachs, atua agressivamente em cartões premium e contas digitais para pessoa jurídica. Essas plataformas exploram custos operacionais muito inferiores aos bancos tradicionais e experiência digital superior, especialmente junto à geração de consumidores abaixo de 35 anos.
As vantagens competitivas sustentáveis do Santander Brasil incluem a integração com o Grupo Santander global — acesso a funding internacional, tecnologia proprietária desenvolvida em escala global, práticas avançadas de gestão de risco e capacidade de atender multinacionais com operações cross-border —; a escala da operação local com rede física complementada por canais digitais robustos; e o histórico de execução em processos de integração e reestruturação operacional. A presença relevante em financiamento de veículos — segmento onde o Santander figura entre os três maiores players nacionais — e em crédito imobiliário são posicionamentos difíceis de replicar rapidamente por entrantes digitais. A tendência de consolidação do setor, com M&A entre fintechs e incumbentes, pode representar oportunidade de crescimento inorgânico para o banco ampliar verticais adjacentes.
Indicadores explicados
**P/L (Preco sobre Lucro).** O P/L de 18,86x indica que, ao nível de lucro do periodo, seriam necessarios aproximadamente 18,9 anos de lucros acumulados para recuperar o valor investido, assumindo lucros constantes. Para o setor bancario, P/L entre 8x e 15x e considerado faixa tipica em ciclos normais; valores acima disso podem refletir expectativa de crescimento de lucros ou compressao momentanea do LPA. No caso do Santander Brasil, o LPA anualizado a partir do resultado de 12 meses encerrado em dezembro de 2025 (R$ 12,97 bilhoes de lucro / 9,09 bilhoes de acoes) resulta em LPA de aproximadamente R$ 1,43, confirmando a magnitude do multiplo reportado. Fórmula: Preco da acao / Lucro por Acao (LPA) Cálculo: R$ 27,16 / R$ 1,4405 = 18,86x (dados de 10/06/2026)
**P/VP (Preco sobre Valor Patrimonial).** O P/VP de 1,92x indica que o mercado atribui premio de 92% sobre o patrimônio contabil do banco. Isso significa que cada real de patrimônio liquido esta sendo avaliado em quase R$ 2,00 pelo mercado. Para bancos, P/VP acima de 1 reflete expectativa de que o ROE futuro superara o custo de capital proprio. O VPA de R$ 14,11 foi apurado com base no patrimônio liquido de R$ 128,27 bilhoes em 31 de marco de 2026, dividido pelo total de 9,09 bilhoes de acoes. Fórmula: Preco da acao / Valor Patrimonial por Acao (VPA) Cálculo: R$ 27,16 / R$ 14,11 = 1,92x (VPA em 31/03/2026; dados de 10/06/2026)
**DY (Dividend Yield).** O DY de 8,50% ao ano representa o retorno em proventos distribuidos nos 12 meses anteriores em relacao ao preco de referencia. O Santander Brasil distribui dividendos e juros sobre capital proprio (JCP) de forma trimestral, com historico de pagamentos regulares: R$ 0,5359 em julho/2025 e outubro/2025, R$ 0,4019 em abril/2025, R$ 0,5347 em abril/2026, entre outros. A partir de 2026, pela Lei 15.270/2025, dividendos de acoes passam a ter retencao de 10% para pessoas fisicas em valores mensais superiores a R$ 50 mil, o que altera o calculo liquido para grandes recebedores. Fórmula: Proventos pagos nos ultimos 12 meses / Preco da acao Cálculo: R$ 2,3085 (soma de proventos pagos de julho/2025 a abril/2026) / R$ 27,16 = 8,50% (dados de 10/06/2026)
**ROE (Retorno sobre Patrimônio Liquido).** O ROE de 10,21% indica que o banco gerou cerca de R$ 10,21 para cada R$ 100,00 de patrimônio dos acionistas no periodo. Para o setor bancario brasileiro, ROE abaixo de 15% a 18% e considerado modesto em relacao ao custo de capital proprio estimado — tipicamente entre 12% e 16% ao ano em cenarios de juro elevado. O ROE do Santander Brasil situa-se abaixo da media historica dos grandes bancos nacionais (Itau e Bradesco frequentemente entregam ROE entre 18% e 22%), o que reflete o ciclo de expansao de provisoes e compressao de margens vivido nos ultimos periodos. Fórmula: Lucro Liquido Anualizado / Patrimônio Liquido Medio Cálculo: Lucro liquido 12 meses (referencia 2025): R$ 12,97 bilhoes / Patrimônio liquido medio (R$ 125,15 bi em set/2025 e R$ 128,27 bi em mar/2026): media ~ R$ 126,7 bilhoes = ROE de 10,21% (dados de 10/06/2026)
**ROIC (Retorno sobre Capital Investido).** O ROIC de 10,77% amplia a visao do ROE ao incluir tambem o capital captado via divida onerosa na base de calculo. Para bancos, onde as captacoes sao parte intrinseca do modelo de negocio, o ROIC tende a ser interpretado com ressalvas — diferente de empresas industriais, onde o conceito e mais diretamente aplicavel. Ainda assim, o ROIC ligeiramente acima do ROE (10,77% vs 10,21%) reflete que a estrutura de financiamento do banco contribui marginalmente para a eficiencia de alocacao de capital no periodo analisado. Fórmula: NOPAT (lucro operacional apos impostos) / Capital investido (patrimônio liquido + divida liquida) Cálculo: ROIC reportado de 10,77% com base nos dados financeiros consolidados do periodo encerrado em 2025/2026 (dados de 10/06/2026)
**EV/EBITDA (Valor da Empresa sobre EBITDA).** O EV/EBITDA de 12,36x deve ser interpretado com cautela em bancos, pois o conceito de EBITDA nao captura adequadamente a natureza da intermediacao financeira — onde juros e provisoes sao componentes operacionais centrais, nao itens nao-recorrentes. Esse multiplo e mais util como referencia comparativa entre o proprio Santander ao longo do tempo ou em relacao a pares com estrutura similar. Setorialmente, EV/EBITDA entre 8x e 15x e observado em grandes bancos brasileiros em diferentes pontos do ciclo. Fórmula: Enterprise Value (valor de mercado + divida liquida) / EBITDA Cálculo: EV/EBITDA de 12,36x com base nos dados financeiros consolidados; patrimônio liquido de R$ 128,27 bilhoes e valor de mercado de R$ 246,91 bilhoes em 10/06/2026 (dados de 10/06/2026)
**Margem EBITDA.** A margem EBITDA de 10,8% no contexto bancario e aproximada ao conceito de margem operacional ajustada. Para bancos multiplos de grande porte, a margem liquida — que inclui provisoes, despesas financeiras e tributos — e o indicador mais relevante de eficiencia final: o Santander Brasil registrou margem liquida de 7,73% no 1T26 e de 7,98% no fechamento de 2025. Essas margens situam-se abaixo dos patamares de Itau Unibanco (tipicamente acima de 20%), refletindo o perfil de mix de credito e a estrutura de custos da operacao. Fórmula: EBITDA / Receita Liquida Total Cálculo: Margem EBITDA de 10,8%; Receita liquida do trimestre encerrado em marco/2026: R$ 42,43 bilhoes; Lucro liquido do trimestre: R$ 3,28 bilhoes; margem liquida 7,73% (dados de 31/03/2026)
**Divida Liquida / EBITDA.** O indice de Divida Liquida/EBITDA de -1,41x significa que o Santander Brasil possui mais caixa e ativos liquidos do que divida onerosa em sentido estrito — configuracao esperada para banco comercial, onde depositos de clientes constituem o passivo operacional principal e nao sao contabilizados como 'divida' no sentido corporativo tradicional. Indice negativo em bancos e comum e nao deve ser confundido com o mesmo indicador em empresas industriais, onde sinalizaria ausencia de alavancagem. Div_liq_pl de -0,20 confirma a posicao. Fórmula: (Divida Onerosa Total - Caixa e Equivalentes) / EBITDA Cálculo: Divida Liquida / EBITDA de -1,41x; indice negativo indica posicao liquida de caixa superior a divida onerosa bruta (dados de 10/06/2026)
**LPA (Lucro por Acao).** O LPA de R$ 1,4405 representa a parcela do lucro liquido do periodo que caberia a cada acao caso fosse integralmente distribuida. Esse indicador e a base do calculo do P/L e permite acompanhar a evolucao da rentabilidade em base por acao ao longo dos trimestres. O Santander Brasil reportou LPA de R$ 0,361 no 1T26, R$ 0,992 no 3T25 e R$ 1,426 no ano completo de 2025, indicando trajetoria de crescimento sequencial de resultados. O total de acoes e de 9,09 bilhoes, sendo 50% ordinarias e 50% preferenciais. Fórmula: Lucro Liquido do Periodo / Total de Acoes em Circulacao Cálculo: Lucro liquido 2025 (ano completo): R$ 12.965.123.000 / 9.090.909.090 acoes = R$ 1,4262/acao; LPA dos ultimos 12 meses ajustado (dados do 1T26 incluidos): R$ 1,4405 (dados de 10/06/2026)
**VPA (Valor Patrimonial por Acao).** O VPA de R$ 14,11 representa o valor contabil de cada acao caso o patrimônio do banco fosse liquidado e distribuido igualmente. Esse indicador cresce quando o banco reteve lucros (lucros acima dos dividendos distribuidos) e pode cair em caso de prejuizos ou distribuicoes excepcionais. A evolucao do VPA — de R$ 13,56 em junho/2025 para R$ 13,77 em setembro/2025 e R$ 14,11 em marco/2026 — indica acumulacao de patrimônio de forma constante, sinal de que os lucros retidos superam os proventos distribuidos no periodo. Fórmula: Patrimônio Liquido Total / Total de Acoes Cálculo: R$ 128.271.103.000 / 9.090.909.090 acoes = R$ 14,11/acao (dados de 31/03/2026)
**ROA (Retorno sobre Ativos).** O ROA de 1,01% mensura a eficiencia do banco em gerar lucro sobre o total de ativos geridos — incluindo carteira de credito, titulos, imobilizado e ativos de tesouraria. Para bancos com alta alavancagem operacional (tipicamente 8x a 12x o patrimônio), um ROA de 1% ao ano e considerado satisfatorio. ROA abaixo de 0,5% pode sinalizar ineficiencia ou deterioracao de ativos; acima de 1,5% indica alta produtividade. A comparacao entre bancos exige atencao ao mix de ativos: bancos com mais credito de risco tendem a apresentar ROA maior, acompanhado de maior inadimplencia. Fórmula: Lucro Liquido / Ativos Totais Medios Cálculo: ROA de 1,01% apurado com base no lucro liquido de 2025 e na base de ativos do Santander Brasil (dados de 10/06/2026)
Perguntas Frequentes
Qual o preço atual de SANB11? A cotação mais recente de SANB11 é de R$ 26,65.
Em qual setor SANB11 está classificada? SANB11 pertence ao setor Bancos na classificação da B3.
Qual o P/L de SANB11? O índice Preço/Lucro (P/L) de SANB11 é 15.26. Este indicador relaciona o preço da ação com o lucro por ação.
SANB11 paga dividendos? SANB11 apresenta dividend yield de 6,65% nos últimos 12 meses.
Qual o ROE de SANB11? O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de SANB11 é de 10,21%. O indicador relaciona o lucro ao patrimônio líquido e descreve a rentabilidade contábil da companhia.
Qual o valor de mercado de SANB11? O valor de mercado de SANB11 é de aproximadamente R$ 199,8B, calculado a partir da cotação e do total de ações. Dado sujeito a variação a cada pregão.
Quantas ações SANB11 possui emitidas? A companhia possui 7.498.531.051 ações emitidas, conforme dados públicos CVM/B3.
Qual o controle acionário de SANB11? O controle acionário registrado é do tipo Estrangeiro Holding, conforme cadastro público da companhia.
O que é SANB11 e como essa ação funciona? SANB11 é a unit do Santander Brasil negociada na B3. Uma unit reúne, numa única unidade de negociação, uma ação ordinária (ON) e uma ação preferencial (PN) da mesma empresa. Isso significa que ao comprar uma SANB11, o investidor adquire simultaneamente os dois tipos de ação. As ações ordinárias conferem direito a voto em assembleias; as preferenciais têm prioridade no recebimento de dividendos. A estrutura de unit foi adotada para ampliar a liquidez do papel na bolsa.
Por que o Santander Brasil é chamado de 'banco múltiplo'? Banco múltiplo é a denominação regulatória para instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a operar com diversas carteiras simultaneamente: comercial (depósitos e crédito para pessoas físicas e empresas), de investimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil (leasing), entre outras. O Santander Brasil detém todas essas autorizações, o que lhe permite oferecer a gama completa de produtos financeiros — do crédito pessoal ao financiamento de grandes projetos corporativos — sob uma única estrutura jurídica.
Qual é a relação entre o Santander Brasil e o Grupo Santander espanhol? O Santander Brasil é subsidiária do Grupo Santander, conglomerado financeiro espanhol com sede em Madri e presença em mais de 30 países. O grupo detém o controle acionário do banco brasileiro por meio da maioria das ações ordinárias. Essa relação de controle implica que decisões estratégicas relevantes — como alocação de capital, nomeação de executivos sênior e diretrizes de risco — são fortemente influenciadas pela matriz. Em contrapartida, a operação brasileira se beneficia de acesso a tecnologia, funding externo e práticas globais de gestão de risco do grupo.
O Santander Brasil paga dividendos regularmente? Sim. O Santander Brasil tem histórico de distribuição trimestral de proventos, combinando dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). A empresa pagou proventos em abril/2025, julho/2025, outubro/2025, janeiro/2026 e abril/2026, entre outras datas recentes. A continuidade dos pagamentos depende dos resultados apurados, dos índices de capital regulatório e das deliberações do conselho. Pela Lei 15.270/2025, a partir de 2026 dividendos de ações passam a ter retenção de 10% na fonte para pessoas físicas em valores mensais superiores a R$ 50 mil.
Qual é o segmento de governança do SANB11 na B3? SANB11 está listada no segmento Nível 2 de Governança Corporativa da B3. Esse segmento exige padrões elevados de transparência, divulgação de informações e proteção aos minoritários, incluindo tag along para ações ordinárias e preferenciais em caso de mudança de controle. O banco não está no Novo Mercado porque mantém estrutura dual de ações (ordinárias e preferenciais), o que é vedado por esse segmento mais restritivo.
Qual é a diferença entre o Santander Brasil e os outros grandes bancos como Itaú e Bradesco? Os principais diferenciais do Santander Brasil são o controle estrangeiro (Grupo Santander espanhol), acesso a funding internacional, integração com operações globais para clientes multinacionais e cultura organizacional importada da matriz ibérica. Itaú Unibanco e Bradesco são bancos de controle nacional com raízes históricas mais profundas no mercado brasileiro, maior capilaridade no interior do país (especialmente Bradesco) e ROE historicamente superior. O Banco do Brasil ocupa papel único como banco público com mandato de financiamento do agronegócio e políticas públicas.
O que é o índice de eficiência de um banco e por que é importante? O índice de eficiência bancária relaciona as despesas operacionais (pessoal, administrativas, depreciações) com a receita operacional total. Quanto menor o índice, mais eficiente é o banco — ou seja, ele gasta menos para cada real gerado de receita. Bancos com índice de eficiência abaixo de 40% são considerados muito eficientes; acima de 55% indicam necessidade de controle de custos. Para o Santander Brasil, a leitura da margem EBITDA de 10,8% e da margem líquida de 7,73% no 1T26 reflete o resultado líquido da equação receitas menos provisões, despesas e impostos.
Como o ambiente de juros altos no Brasil afeta o Santander Brasil? O ambiente de juros elevados tem efeitos ambivalentes sobre bancos. De um lado, spreads bancários tendem a ser maiores (o banco cobra mais pelo crédito); do outro, o custo de funding também sobe, a inadimplência tende a crescer (tomadores de crédito enfrentam maior carga financeira) e a demanda por empréstimos cai. Para o Santander Brasil, a taxa SELIC impacta diretamente o rendimento da carteira de títulos públicos em tesouraria, o custo de depósitos e o volume de crédito concedido em cada ciclo.
O que é o PIX e como ele afetou os bancos como o Santander? O PIX é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, lançado em novembro de 2020. Ele permite transferências e pagamentos em tempo real, disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem custo para pessoas físicas. Para os bancos, o PIX representou a eliminação de receitas de TED, DOC e parte das tarifas de transferência. Em contrapartida, gerou volume expressivo de transações e aproximação com clientes. O Santander Brasil adaptou seus canais digitais para integrar o PIX de forma nativa, buscando compensar a perda de receitas com maior engajamento e cross-sell de produtos.
O que é o Open Finance e qual o impacto para o Santander Brasil? Open Finance é o ecossistema regulamentado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros do cliente entre instituições autorizadas, mediante consentimento explícito. Implementado de forma escalonada a partir de 2021, ele aumenta a portabilidade de produtos como contas, seguros, câmbio e investimentos, elevando a pressão competitiva sobre bancos incumbentes. Para o Santander Brasil, o Open Finance representa simultaneamente um risco — perda de clientes para concorrentes com propostas mais atrativas — e uma oportunidade, ao facilitar a aquisição de clientes de outros bancos com base em dados compartilhados.
Qual é o histórico de aquisições do Santander Brasil? O Santander Brasil construiu sua presença no país por meio de aquisições relevantes: o Banco Geral do Comércio em 1997, o Banespa (Banco do Estado de São Paulo) em 2000 — uma das maiores privatizações bancárias da história brasileira, avaliada em cerca de R$ 7 bilhões à época —, e a operação de compra das atividades do ABN AMRO Real em 2007, em consórcio internacional com Royal Bank of Scotland e Fortis. Essas operações consolidaram o banco como o terceiro maior privado do país e moldaram sua atual estrutura de agências, portfólio de produtos e base de clientes.
Como funciona o tag along das ações do Santander Brasil? O tag along é o direito do acionista minoritário de participar de uma oferta de compra do controle acionário nas mesmas condições do controlador. No caso do Santander Brasil, listado no Nível 2 da B3, tanto os detentores de ações ordinárias quanto de ações preferenciais têm direito a tag along de 100% do valor pago por ação ao acionista controlador em caso de alienação do controle da companhia. Isso significa proteção aos minoritários em operações de mudança de controle.
Qual a diferença entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) pagos pelo Santander Brasil? Dividendos são distribuições dos lucros da empresa aos acionistas, isentos de imposto de renda para pessoas físicas sobre valores até R$ 50 mil mensais (acima disso, há retenção de 10% pela Lei 15.270/2025). Juros sobre capital próprio (JCP) são remunerações calculadas sobre o patrimônio líquido da empresa, sujeitas à retenção na fonte de 15% de IRRF para pessoas físicas residentes no Brasil. O Santander Brasil utiliza ambos os instrumentos em sua política de distribuição, e cada pagamento especifica a modalidade, o que impacta o tratamento tributário do investidor.
Atualização
Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.
Ativos do mesmo setor
Outros ativos do setor Bancos, para comparação:
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
