Organizesee

TIMS3 — TIM S.A.

Cotação, indicadores e dados históricos de TIMS3 (Ação). Dados B3/CVM atualizados.

Preço atual
R$ 22,60
P/L
2776,54
P/VP
2,21
Dividend Yield (12m)
7,02%

Setor

Telecomunicações

Desempenho recente

No período de 6m, TIMS3 apresentou variação de -6,80% em 123 pregões. Dados de cotação da B3, sujeitos a defasagem.

Faixa de 52 semanas

Nas últimas 52 semanas, TIMS3 oscilou entre R$ 19,56 a R$ 28,74. Média de R$ 24,05 no período. Dados B3, sujeitos a defasagem.

Indicadores Fundamentalistas

Dividend yield (12m): 7,02%. P/L: 2776.54. P/VP: 2.21. ROE: 0,08%. Margem líquida: 12,01%. Valor de mercado: R$ 54,1B. Dados públicos B3/CVM, sujeitos a defasagem.

Indicadores Avançados

ROIC: 0,63%. ROA: 0,03%. EV/EBITDA: 7.37. Dívida líquida/EBITDA: -0.17. Dívida líquida/Patrimônio: -0.05. Liquidez corrente: 0.92. LPA (lucro por ação): R$ 0,01. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 10,21. PSR (preço/receita): 131.06. Free float: 32,45%. Último provento: R$ 0,17 por ação. Indicadores de rentabilidade (ROIC, ROA), valuation por valor da firma (EV/EBITDA, EV/EBIT), margens, endividamento e liquidez, a partir de dados públicos B3/CVM. São referências informativas — a interpretação cabe a cada investidor.

Variações por período

Variação de TIMS3 em janelas recentes. Na semana: -1,40%. No mês: +7,26%. No ano: +5,90%. Fechamento anterior: R$ 22,42 (16/07/2026). Percentuais sobre preços de fechamento da B3, sujeitos a defasagem.

Últimos pregões

Fechamentos recentes de TIMS3: 17/07/2026: R$ 22,60, volume de R$ 144,8M; 16/07/2026: R$ 22,42, volume de R$ 101,4M; 15/07/2026: R$ 22,63, volume de R$ 153,2M; 14/07/2026: R$ 22,87, volume de R$ 225,3M; 13/07/2026: R$ 22,44, volume de R$ 105,5M. Dados de pregão da B3.

Histórico de proventos

TIMS3 registra 77 proventos anunciados em 17 anos de cobertura. Anúncios mais recentes: 22/06/2026 — JCP de R$ 0,17 por ação, pagamento em 22/07/2026; 23/03/2026 — JCP de R$ 0,16 por ação; 22/12/2025 — JCP de R$ 0,18 por ação; 19/12/2025 — Dividendo de R$ 0,75 por ação; 26/09/2025 — JCP de R$ 0,20 por ação; 25/07/2025 — JCP de R$ 0,13 por ação; 21/05/2025 — JCP de R$ 0,12 por ação; 03/04/2025 — Dividendo de R$ 0,28 por ação. O histórico descreve anúncios passados e não projeta pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia.

Resultados financeiros recentes

Demonstrações trimestrais reportadas por TIMS3 (CVM): 31/03/2026: receita líquida de R$ 6,8B, lucro líquido de R$ 817,1M, margem líquida de 12,01%, LPA de R$ 0,34. 31/12/2025: receita líquida de R$ 0,00, lucro líquido de R$ 0,00, LPA de R$ 0,00. 30/09/2025: receita líquida de R$ 19,7B, lucro líquido de R$ 3,0B, margem líquida de 15,13%, LPA de R$ 1,25. 30/06/2025: receita líquida de R$ 13,0B, lucro líquido de R$ 1,8B, margem líquida de 13,65%, LPA de R$ 0,74. Valores consolidados conforme reportado, sujeitos a reapresentação.

Patrimônio líquido e VPA

Patrimônio líquido de R$ 24,4B na posição de 31/03/2026. VPA (valor patrimonial por ação): R$ 10,21. Na posição de 31/12/2020, o patrimônio era de R$ 23,2B e o VPA era de R$ 9,69. Série contábil pública (CVM), sujeita a reapresentação.

Estrutura acionária

Composição do capital de TIMS3: Total de ações emitidas: 2.392.125.889. Ordinárias (ON): 2.392.125.889 (100,00%). Ações em circulação: 776.308.601. Dados públicos CVM/B3.

Valores mobiliários listados

Códigos de negociação da companhia na B3: TIMS3 (Ações Ordinárias, Novo Mercado). O segmento de listagem descreve o conjunto de regras de governança ao qual a companhia aderiu.

Valuation por fórmulas clássicas (Graham e Bazin)

Pela fórmula de Graham, o valor calculado para TIMS3 é de R$ 1,37 (diferença de -93,95% ante o preço usado no cálculo). Pela fórmula de Bazin (yield-alvo de 6% a.a.), o preço-teto calculado é de R$ 26,44, a partir de dividendo por ação de R$ 1,59. Valor intrínseco = raiz(22,5 x LPA x VPA). Requer LPA>0 e VPA>0. Preço-teto = dividendo por ação / 0,06 (yield-alvo 6% a.a.). São resultados de fórmulas públicas aplicadas a dados reportados — referências informativas cuja interpretação cabe a cada investidor; não constituem recomendação de compra ou venda.

Movimentações de administradores e pessoas ligadas

Negociações com ações de TIMS3 comunicadas por administradores, controladores e pessoas ligadas no período de 5 anos, conforme divulgação pública (CVM). Foram registradas 3 operações de compra e 60 operações de venda. Volume comprado: R$ 36,5B. Volume vendido: R$ 64,6M. Saldo líquido do período: R$ 36,4B. Dado factual de transparência — não indica, por si só, perspectiva sobre o ativo.

Como interpretar os indicadores de uma ação

Os indicadores fundamentalistas descrevem aspectos diferentes de uma empresa e costumam ser lidos em conjunto, não isoladamente. Abaixo, o que cada grupo representa de forma factual.

Múltiplos de avaliação (P/L, P/VP, PSR)

Múltiplos relacionam o preço de mercado a uma medida contábil. O P/L (preço sobre lucro) compara a cotação ao lucro por ação; o P/VP (preço sobre valor patrimonial) compara ao patrimônio por ação; o PSR (preço sobre receita) compara à receita por ação. São referências de avaliação relativa — fazem mais sentido comparados entre empresas de um mesmo setor do que isoladamente, já que cada setor tem faixas típicas distintas.

Rentabilidade (ROE, ROIC, ROA)

Os indicadores de rentabilidade medem a eficiência da empresa em gerar resultado a partir do capital. O ROE relaciona o lucro ao patrimônio líquido; o ROIC relaciona o resultado operacional ao capital total investido (próprio e de terceiros); o ROA relaciona o lucro ao total de ativos. Valores mais altos indicam maior eficiência relativa, mas dependem do setor e da estrutura de capital.

Valor da firma e margens (EV/EBITDA, margens)

O EV/EBITDA compara o valor da firma (valor de mercado mais dívida líquida) ao EBITDA, uma medida de geração de caixa operacional; é usado para comparar empresas com diferentes níveis de endividamento. As margens (bruta, EBITDA, líquida) expressam quanto da receita se converte em resultado em cada etapa, descrevendo a lucratividade da operação.

Endividamento e liquidez

A dívida líquida sobre EBITDA indica quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida líquida; a dívida líquida sobre patrimônio relaciona o endividamento ao capital próprio. A liquidez corrente compara ativos e passivos de curto prazo. Esses indicadores descrevem a estrutura financeira e o risco associado ao endividamento.

Dividendos (DY e payout)

O Dividend Yield (DY) relaciona os proventos distribuídos nos últimos doze meses ao preço da ação, e o payout indica a parcela do lucro distribuída como proventos. Ambos descrevem o histórico de distribuição e não projetam pagamentos futuros, que dependem de resultados e decisões da companhia. A interpretação de todos esses indicadores cabe a cada investidor, conforme seus objetivos e tolerância a risco.

Identificação e registro

CNPJ: 02.421.421/0001-11. Código CVM: 24929. Situação do registro: Ativo. Constituída em 1998. Controle acionário: Privado Holding. País de origem: Brasil. Site oficial: www.tim.com.br/ri. Dados cadastrais públicos da companhia (CVM/B3), sujeitos a atualização.

Dividendos

O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses de TIMS3 é de 7,02%.

Eventos e Fatos Relevantes (CVM)

TIMS3 registra 100 evento(s) e comunicado(s) ao mercado publicados via CVM nos últimos 5 anos. As categorias mais frequentes: Dados Econômico-Financeiros (34), Fato Relevante (34), Relatório Proventos (17). Os documentos completos podem ser consultados nos canais oficiais.

A TIM S.A. (TIMS3) e uma das maiores operadoras de telecomunicacoes do Brasil, com presenca nacional em movel, banda larga fixa (TIM Live) e solucoes corporativas. Fundada em 1998 como subsidiaria do grupo Telecom Italia, a empresa integra o Novo Mercado da B3 com capital composto exclusivamente por acoes ordinarias. Opera num oligopolio com Vivo (VIVT3) e Claro, competindo por cobertura 4G/5G, expansao de fibra optica e servicos digitais corporativos. Com patrimônio liq uido superior a R$ 24 bilhoes e posicao de caixa liq uido, a empresa mantem distribuicao regular de proventos e esta presente em indices como Ibovespa, IBrX-50, ITAG e IDIV.

Sobre TIM S.A.

A TIM S.A. (B3: TIMS3) é uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, com presença nacional consolidada e trajetória que remonta ao processo de privatização do setor, iniciado em 1998. Constituída em 9 de março de 1998, a empresa ingressou no mercado brasileiro como subsidiária do grupo Telecom Italia, aproveitando a abertura gerada pelo desmembramento do sistema Telebrás para estabelecer operações de telefonia móvel que, ao longo de décadas, se expandiram para toda a cadeia de serviços de conectividade.

O modelo de negócios da TIM abrange quatro grandes frentes: telefonia móvel (planos pré-pago, controle e pós-pago), banda larga fixa via fibra óptica (comercializada sob a marca TIM Live), soluções corporativas de dados e conectividade, e serviços de valor agregado como Internet das Coisas (IoT) e plataformas digitais. O segmento móvel é o pilar do faturamento, beneficiando-se da penetração crescente de smartphones e do aumento contínuo do consumo de dados por usuário — fenômeno acelerado pela expansão do 4G e pelo progressivo lançamento do 5G. A receita líquida do 1T2026 atingiu R$ 6,81 bilhões, com margem líquida de 12,0%, confirmando a capacidade da empresa de converter receita em resultado mesmo num ambiente de alta competição.

Entre os marcos estratégicos mais relevantes, destaca-se a aquisição de parte dos ativos da Oi Móvel em consórcio — movimento concluído em 2022 que redistribuiu espectro, torres e base de clientes entre TIM, Vivo e Claro, redesenhando o mapa competitivo do setor. A TIM foi a que mais agregou espectro de baixa frequência nesse processo, reforçando sua vantagem em cobertura e penetração de sinal, especialmente em regiões de menor densidade. Além disso, a empresa mantém uma carteira de licenças para operar em todas as faixas de frequência já leiloadas no Brasil, incluindo os blocos adquiridos no leilão do 5G realizado pela Anatel em 2021.

A estrutura societária é composta exclusivamente por ações ordinárias (ON), com 2.392.125.889 ações em circulação (posição de dezembro de 2025). O controle acionário pertence ao grupo Telecom Italia, enquanto o free float — parcela das ações disponível para negociação no mercado — representa 32,5% do total. Com valor de mercado superior a R$ 53 bilhões, a TIMS3 está entre as maiores empresas do Ibovespa e integra índices relevantes como IBrX-50, ITAG e IDIV, evidenciando sua relevância para o mercado de capitais nacional. A liquidez das ações é classificada como alta, com volumes médios diários expressivos que permitem entrada e saída de posições por parte de investidores institucionais e pessoas físicas.

No campo da inovação, a TIM tem priorizado a expansão de sua rede de fibra óptica e o adensamento das antenas 5G em capitais e regiões metropolitanas. O 5G Standalone (SA), arquitetura que oferece latência ultrabaixa e maior capacidade de rede, foi lançado progressivamente a partir de 2023, abrindo janelas para soluções corporativas de missão crítica e automação industrial. A empresa também investe em iniciativas de open innovation e parcerias com startups do ecossistema tecnológico, buscando ampliar sua presença em segmentos como saúde digital, educação conectada e cidades inteligentes.

Em termos de posicionamento competitivo, a TIM disputa o topo do ranking nacional com a Telefônica Vivo (VIVT3) e a Claro (subsidiária da America Móvil). No segmento móvel, a TIM ocupa a segunda ou terceira posição em base de assinantes, alternando com a Claro, enquanto a Vivo lidera com folga. Em banda larga fixa, a TIM Live expandiu sua presença em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza, competindo diretamente com a Vivo Fibra e as operadoras regionais de fibra óptica (altnets). A diferenciação da TIM ocorre pela combinação de cobertura 4G/5G abrangente, plataforma digital integrada e disciplina na gestão de custos, com foco em elevar a receita média por usuário (ARPU) no segmento pós-pago.

O relacionamento com o regulador, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é estratégico. A TIM cumpre metas de cobertura estabelecidas nos contratos de concessão e nos compromissos assumidos nos leilões de espectro, que incluem prazos para expansão do 5G em municípios de diferentes portes. O não cumprimento dessas metas pode resultar em multas e restrições operacionais, o que torna o planejamento de CAPEX um exercício disciplinado de priorização geográfica. O site de relações com investidores da empresa (www.tim.com.br/ri) disponibiliza resultados trimestrais, apresentações institucionais e comunicados ao mercado com periodicidade regular.

A agenda ESG da TIM é estruturada em torno de três pilares: ambiental (eficiência energética nas operações de rede, com metas de redução de emissões de CO₂ e uso de energia renovável), social (programas de inclusão digital, diversidade e capacitação de comunidades) e governança (políticas anticorrupção, conselho com membros independentes e transparência na divulgação de informações ao mercado). O grupo Telecom Italia, controlador da empresa, também influencia a agenda de sustentabilidade, exportando práticas desenvolvidas no mercado europeu para as operações brasileiras. Em síntese, a TIMS3 representa um ativo de grande porte no ecossistema financeiro brasileiro, operando num setor essencial e em contínua transformação tecnológica.

Contexto de negocio e setor

O setor de telecomunicações brasileiro é um dos mais regulados e estratégicos da economia nacional, com faturamento anual da ordem de centenas de bilhões de reais e papel central na infraestrutura digital que sustenta atividades econômicas de praticamente todos os outros setores. A cadeia de valor abrange desde fornecedores globais de equipamentos e tecnologia — como Ericsson, Nokia e Huawei no segmento de rádio e transporte —, passando pelas operadoras de rede (midstream), até a entrega de serviços ao consumidor final (downstream), onde a TIM atua com infraestrutura própria, o que lhe confere maior controle sobre qualidade e diferenciação.

Estruturalmente, o setor brasileiro de telecomunicações é um oligopólio de alta concentração: TIM, Vivo (Telefônica Brasil / VIVT3) e Claro (subsidiária da americana América Móvil) respondem por aproximadamente 90% da base de assinantes móveis no país, segundo dados da Anatel. Essa concentração resulta de décadas de consolidação — acelerada pela compra dos ativos da Oi Móvel em 2022 — e de barreiras de entrada elevadas, que incluem a necessidade de licenças de espectro obtidas em leilões públicos, CAPEX intensivo em infraestrutura de rede, e cumprimento de obrigações regulatórias de cobertura e qualidade de serviço. O custo de construção de uma rede 4G/5G com alcance nacional é da ordem de dezenas de bilhões de reais, o que inviabiliza a entrada de novos concorrentes de porte semelhante.

A dinâmica de receitas no setor é marcada pela transição entre voz (segmento em declínio estrutural) e dados (crescimento consistente). O tráfego de dados móveis no Brasil cresce em torno de 20-30% ao ano, impulsionado pela expansão do streaming, redes sociais, trabalho remoto e aplicativos de mobilidade. Esse fenômeno pressiona a infraestrutura de rede, exigindo investimentos contínuos em capacidade e cobertura, enquanto os preços por unidade de dado tendem a cair. A monetização eficiente do tráfego de dados — via ARPU (receita média por usuário) mais elevado em planos pós-pagos e corporativos — é o principal desafio estratégico do setor.

O ambiente regulatório é conduzido pela Anatel, que define regras para concessão de licenças, qualidade de serviço (QoS), portabilidade numérica, tarifas e metas de universalização. A Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/1997) e suas atualizações estabelecem o marco legal do setor. O leilão do 5G realizado em novembro de 2021 foi um evento regulatório de alta relevância, estabelecendo compromissos de expansão de rede para os próximos anos com prazos e métricas de cobertura definidos pela Anatel — o não cumprimento implica sanções financeiras e restrições operacionais.

O ciclo de CAPEX do setor é longo e intensivo: operadoras como a TIM destinam anualmente entre 20% e 30% da receita líquida a investimentos em infraestrutura. Esses investimentos geram ativos de longa vida útil (torres, cabos de fibra óptica, equipamentos de rádio), com amortização e depreciação que pressionam o resultado contábil, mas não representam saída de caixa no período. Por isso, o EBITDA e o fluxo de caixa livre são as métricas mais utilizadas pelo mercado para avaliar a geração de valor das operadoras de telecom.

O setor é sensível a fatores macroeconômicos. A variação cambial impacta diretamente os custos de CAPEX, já que boa parte dos equipamentos de rede é importada e contratada em dólar ou euro. Ciclos de alta da SELIC elevam o custo de capital e a despesa financeira com dívida, ao passo que inflação persistente pressiona tanto os custos operacionais quanto a capacidade de reajuste de planos sem perda de clientes. Por outro lado, o setor apresenta receitas relativamente estáveis e resilientes a recessões econômicas, pois o consumo de dados e telefonia tende a manter-se mesmo em períodos de retração do PIB, classificando as telecomunicações como setor defensivo.

Tendências de longo prazo incluem a expansão do 5G e suas aplicações em automação industrial (Indústria 4.0), saúde digital e veículos conectados; a digitalização acelerada de serviços financeiros e públicos, que depende de conectividade de qualidade; e a convergência de serviços fixos, móveis, TV e plataformas digitais em ofertas integradas. As operadoras também exploram serviços de computação em nuvem edge (MEC — Multi-access Edge Computing) como complemento às redes 5G, criando novos fluxos de receita em B2B.

No campo ESG, pressões crescentes de investidores institucionais impulsionam iniciativas de eficiência energética nas operações de rede — que respondem por parcela significativa das emissões de escopo 1 e 2 das operadoras. A gestão de resíduos eletrônicos (descarte e reciclagem de equipamentos), a inclusão digital em comunidades vulneráveis e a transparência sobre práticas trabalhistas na cadeia de fornecimento são temas sob escrutínio crescente. A TIM integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, compromisso que exige conformidade com critérios ambientais, sociais e de governança auditados anualmente.

O mercado de banda larga fixa representa uma fronteira de expansão relevante. A TIM Live compete com a Vivo Fibra, NET (Claro) e um crescente número de altnets (operadoras alternativas) regionais, que avançam em cidades de médio porte com implantação de redes FTTH (fibra até o domicílio). Esse segmento, embora de CAPEX elevado, oferece receitas mais previsíveis e menor churn do que o segmento pré-pago móvel. A combinação de serviços móveis e fibra fixa no mesmo pacote — o chamado FMC (Fixed-Mobile Convergence) — é tendência global que a TIM tem explorado progressivamente no Brasil, seguindo o movimento já consolidado em mercados europeus pelo grupo Telecom Italia.

Como ler os indicadores deste ativo

A leitura dos indicadores fundamentalistas de uma operadora de telecomunicações como a TIMS3 exige entendimentao do contexto setorial: trata-se de um negocio intensivo em capital, com receitas recorrentes e previsíveis, mas sujeito a elevado CAPEX, depreciacao expressiva e endividamento estrutural para financiar a expansao de rede. Por isso, certos multiplos de mercado apresentam distorcoes em relacao a outros setores e precisam ser interpretados com referencia a benchmarks setoriais.

O P/L (Preco sobre Lucro por Acao) mede quantas vezes o lucro anual o investidor paga ao adquirir a acao. No setor de telecomunicacoes, o lucro liquido pode ser distorcido por itens nao recorrentes, depreciacao acelerada e variacao cambial sobre a dívida, tornando o P/L por vezes pouco informativo como multiplo isolado. Valores muito elevados podem refletir um periodo atipico de resultado deprimido, enquanto valores baixos podem indicar subavaliacao ou desafio estrutural. Em telecom, EV/EBITDA e considerado mais robusto para comparacoes entre pares.

O P/VP (Preco sobre Valor Patrimonial por Acao) indica o quanto o mercado paga em relacao ao patrimônio liquido contabilizado. Empresas que negociam acima de 1x P/VP sao vistas pelo mercado como geradoras de retorno superior ao custo de capital. Em setores de infraestrutura e telecomunicacoes, P/VP acima de 2x e comum entre operadoras rentaveis e bem posicionadas, pois o mercado precifica ativos intangíveis — como carteira de clientes, licencas de espectro e marca — que nao aparecem integralmente no balanco.

O Dividend Yield (DY) expressa o retorno em proventos — dividendos e JCP — em relacao ao preco de mercado da acao. E um indicador relevante para investidores focados em renda, mas deve ser analisado em conjunto com o payout (percentual do lucro distribuído) e a sustentabilidade da geracao de caixa. Em operadoras de telecom com ciclos intensos de CAPEX, o DY pode oscilar conforme o estagio do ciclo de investimentos. Vale lembrar que, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 institui retencao de 10% de Imposto de Renda sobre dividendos distribuidos acima de R$ 50 mil por mes por empresa; o JCP ja era tributado em 15% na fonte.

O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Liquido) mede a rentabilidade gerada para os acionistas. Calculado como lucro liquido dividido pelo patrimônio liquido medio, indica a eficiencia com que a empresa utiliza o capital proprio para gerar resultado. Para operadoras de telecom, ROE acima de 10% e considerado saudavel; valores mais elevados indicam uso eficiente de alavancagem financeira aliado a boa rentabilidade operacional.

O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) e um indicador mais abrangente que o ROE, pois considera tanto o capital proprio quanto o capital de terceiros (dívida). Mede a eficiencia na alocacao de todos os recursos da empresa. ROIC superiores ao custo medio ponderado de capital (WACC) indicam criacao de valor economico. Em telecom, o ROIC e influenciado pelo montante de capital imobilizado em ativos de rede, tornando-o um termometro da qualidade dos investimentos realizados.

O EV/EBITDA (Enterprise Value sobre EBITDA) e o multiplo preferencial para comparacao entre operadoras de telecomunicacoes. O EV corresponde ao valor total do empreendimento — valor de mercado das acoes mais dívida liq uida — enquanto o EBITDA representa a geracao de caixa operacional antes de juros, impostos, depreciacao e amortizacao. Esse multiplo neutraliza distorcoes criadas pela estrutura de capital e pelo volume de depreciacao, permitindo comparacoes mais homogeneas entre operadoras com diferentes niveis de alavancagem. Em mercados emergentes, EV/EBITDA entre 6x e 10x e tipico para operadoras estabelecidas.

A Margem EBITDA indica qual percentual da receita liq uida se converte em EBITDA. Operadoras de telecom com infraestrutura propria e escala tendem a apresentar margens EBITDA elevadas — tipicamente entre 35% e 50% — refletindo a natureza de custos fixos do negocio. Margens comprimidas podem sinalizar aumento de competicao, investimentos em expansao ou pressao de custos.

A Dívida Liq uida sobre EBITDA mede a alavancagem financeira em numero de anos de geracao de caixa necessarios para quitar a dívida. Valores negativos indicam posicao de caixa liq uido — ou seja, a empresa tem mais caixa do que dívidas. Em telecom, alavancagem entre 1x e 2x e comum em ciclos de expansao de rede, enquanto valores acima de 3x indicam pressao financeira relevante. A evolucao desse indicador ao longo dos trimestres revela se a empresa esta desalavancando ou acumulando dívida.

O LPA (Lucro por Acao) e o VPA (Valor Patrimonial por Acao) sao indicadores individualizados que permitem calcular os multiplos P/L e P/VP. O LPA pode ser distorcido por itens nao recorrentes — como ganhos de alienacao de ativos ou provisoes extraordinarias — e e importante avaliar o LPA recorrente para projecoes de longo prazo. O VPA reflete o patrimônio liquido contabilizado por acao, servindo de referencia para a analise de subavaliacao ou superavaliacao relativa.

Pontos de atencao

A TIMS3 opera num oligopolio de alta concentracao: TIM, Vivo (VIVT3) e Claro detêm aproximadamente 90% do mercado movel brasileiro, segundo dados da Anatel. Essa estrutura limita a entrada de novos concorrentes de porte, mas intensifica a guerra por churn (migracoes entre operadoras), especialmente no segmento pre-pago, que pressiona ARPU e margens operacionais nos periodos de campanha agressiva.

O ciclo de CAPEX e longo e intensivo: operadoras como a TIM destinam entre 20% e 30% da receita liq uida anualmente a investimentos em infraestrutura. Os compromissos assumidos no leilao do 5G de 2021 perante a Anatel incluem metas de cobertura com prazos definidos, cujo descumprimento pode gerar multas e restricoes operacionais — fator de risco regulatorio permanente.

A TIM possui exposicao relevante a custos dolarizados: grande parte dos equipamentos de rede (radios, antenass, switches) e importada de fornecedores como Ericsson, Nokia e Huawei e contratada em dolar ou euro. Ciclos de desvalorizacao cambial do real elevam diretamente o custo de expansao e modernizacao da rede.

A estrutura societaria com controle pela Telecom Italia (grupo italiano) implica que decisoes estrategicas — como direcao de investimentos, politica de dividendos e parcerias tecnologicas — seguem diretrizes corporativas definidas no exterior. Ha risco de conflito de interesses entre o controlador e os minoritarios em temas como preco de transferencia e alocacao de recursos intragrupo.

A integracao dos ativos adquiridos da Oi Movel (concluída em 2022 em consorcio com Vivo e Claro) ainda apresenta desafios operacionais: modernizacao da infraestrutura herdada, migracao de sistemas de suporte e retencao da base de clientes absorvida. Execucao abaixo do esperado pode impactar as sinergias projetadas e elevar o CAPEX de integracao.

A posicao de dívida liq uida negativa — caixa liq uido de aproximadamente R$ 1,2 bilhao apurado com base no indicador div_liq_ebitda de -0,17x e EBITDA estimado — oferece folga financeira relevante, mas deve ser contrastada com o cronograma de vencimentos da dívida bruta e os compromissos de CAPEX do 5G para os proximos anos.

A Lei 15.270/2025 alterou o tratamento tributario de dividendos a partir de 2026: passa a haver retencao de 10% de IR sobre dividendos que excedam R$ 50 mil por mes pagos por uma mesma empresa a um mesmo acionista pessoa física. JCP (Juros sobre Capital Proprio) continua com aliq uota de 15% na fonte. Esse contexto afeta o rendimento liquido de proventos recebidos acima desse limiar.

O segmento de banda larga fixa (TIM Live) compete nao apenas com Vivo Fibra e Claro NET, mas com um numero crescente de altnets (operadoras alternativas regionais) que expandem redes FTTH em cidades de medio porte, muitas vezes com custo operacional mais enxuto. O aumento dessa concorrencia pode pressionar precos e reducao de churn nesse segmento.

A agenda de eficiencia energetica e relevante: as operacoes de rede (data centers, antenas, servidores) consomem volumes expressivos de energia eletrica. Alta da tarifa de energia ou falhas no suprimento podem elevar custos operacionais e pressionar margens EBITDA. A TIM tem buscado contratos de energia renovavel, mas o resultado dessa estrategia depende de condicoes regulatorias e de mercado energetico.

O setor de telecomunicacoes e altamente sensível a ciclos macroeconomicos via custo de capital: a SELIC elevada aumenta a despesa financeira da dívida bruta existente e eleva a taxa de desconto aplicada pelo mercado ao fluxo de caixa futuro da empresa, o que pode comprimir os multiplos de valorizacao das acoes mesmo sem deterioracao operacional.

O total de acoes em circulacao e de 2.392.125.889 (posicao de dezembro/2025), com reducao em relacao as 2.420.804.398 acoes de dezembro/2024, sinalizando recompra de acoes. Programas de recompra podem suportar o LPA ao reduzir o denominador, mas consomem caixa que poderia ser destinado a dividendos ou CAPEX.

A TIM integra o Novo Mercado da B3 — segmento mais elevado de governanca corporativa —, o que implica em capital composto exclusivamente por acoes ordinarias (ON), tag along de 100% em caso de mudanca de controle e obrigacao de arbitragem em caso de conflitos societarios. Esses mecanismos sao garantias formais para os acionistas minoritarios.

Governanca e estrutura societaria

A TIM S.A. esta listada no Novo Mercado da B3, o segmento de governanca corporativa mais exigente da bolsa brasileira. Essa condicao implica um conjunto de obrigacoes estruturais relevantes para o acionista: capital composto exclusivamente por acoes ordinarias (ON), sem acoes preferenciais (PN), o que garante que todos os acionistas possuem direito a voto pleno nas assembleias. A TIMS3 possui 2.392.125.889 acoes ordinarias, com zero acoes preferenciais, confirmando esse modelo de capital unitario.

O tag along de 100% e outra protecao estrutural do Novo Mercado: em caso de alienacao do controle acionario, todos os acionistas minoritarios tem o direito de vender suas acoes nas mesmas condicoes obtidas pelo controlador. Esse mecanismo e especialmente relevante no caso da TIMS3, cujo controle e exercido pela Telecom Italia, grupo de origem italiana com sede no exterior. A existencia de um controlador estrangeiro exige atencao redobrada a eventuais operacoes entre partes relacionadas e a alinhamento de interesses entre o grupo controlador e os investidores nacionais.

O free float — parcela das acoes disponível para negociacao no mercado secundario — representa 32,5% do total de acoes. O restante e detido pelo grupo Telecom Italia e seus vinculados. Esse percentual de free float posiciona a TIMS3 com liquidez alta, favorecendo investidores institucionais e fundos de índice que necessitam de acesso eficiente ao papel. A empresa esta presente no Ibovespa, no IBrX-50, no ITAG (que so admite empresas com tag along) e no IDIV, índice de dividendos da B3.

O Conselho de Administracao e composto por membros indicados pelo controlador e por conselheiros independentes, em conformidade com as regras do Novo Mercado e da CVM. A diversidade de expertise no conselho — com profissionais de tecnologia, financas e gestao — e fator de qualidade da supervisao estrategica. O estatuto social da TIMS3 preve mecanismos de protecao adicionais ao acionista minoritario, como clausulas de arbitragem e politica de divulgacao de informacoes periodica e tempestiva, com apresentacoes de resultados trimestrais (1T, 2T, 3T e 4T).

A politica de dividendos da TIM preve distribuicao de proventos de forma regular, com historico de pagamentos ao longo do ano em datas-com trimestrais ou semestrais. O estatuto da empresa estabelece payout mínimo de 25% do lucro liq uido ajustado, conforme a Lei das S.A. (Lei 6.404/1976). Na pratica, a empresa tem distribuído percentuais superiores ao mínimo legal, combinando dividendos ordinarios e extraordinarios conforme o ciclo de geracao de caixa e as necessidades de investimento. O historico recente inclui pagamentos em 2025 e 2026, abrangendo dividendos e JCP em datas-com distintas ao longo do exercicio.

Um ponto de atencao relevante e a mudanca tributaria promovida pela Lei 15.270/2025: a partir de 2026, dividendos distribuidos por empresas a acionistas pessoa fisica passam a sofrer retencao de 10% de IR sobre o montante que exceder R$ 50 mil por mes por empresa. Esse novo regime altera o calculo de retorno liq uido para investidores pessoas físicas que acumulam grandes posicoes. Os JCP seguem tributados em 15% na fonte, regime vigente ha decadas. Os comunicados de proventos da TIM sao divulgados como fatos relevantes na CVM e na pagina de relacoes com investidores (www.tim.com.br/ri).

Eventos corporativos relevantes dos ultimos anos incluem a conclusao da aquisicao de ativos da Oi Movel em 2022, o leilao do 5G em 2021 e reestruturacoes internas de gestao com alinhamento ao grupo Telecom Italia. Todos foram devidamente comunicados ao mercado via fatos relevantes registrados na CVM. A constituicao da empresa data de 9 de marco de 1998, com codigo CVM 24929 e situacao de registro ativo. A pagina de RI e o canal oficial para documentacao societaria, atas de assembleias e fatos relevantes.

Panorama competitivo

O mercado de telecomunicacoes brasileiro e estruturalmente oligopolizado, concentrando mais de 90% da base de assinantes moveis em tres grandes operadoras: TIM S.A. (TIMS3), Telefonica Brasil — Vivo (VIVT3) e Claro (subsidiaria da mexicana America Movil). Esse quadro e resultado de decadas de consolidacao, acelerada pelo desmembramento do sistema Telebrás em 1998, pelas privatizacoes subsequentes e, mais recentemente, pela divisao dos ativos da operadora Oi Movel entre o consorcio TIM-Vivo-Claro, concluída em 2022.

A Vivo (VIVT3), operada pela Telefonica Brasil, e a líder de mercado em base de assinantes moveis e a mais avancada em convergencia de servicos — ofertando movel, fibra fixa, TV por assinatura e financiamento de aparelhos no mesmo ecossistema. A Vivo tambem lidera em receita e em presenca em banda larga residencial via Vivo Fibra, com foco em FTTH (fibra ate o domicilio). A estrategia da Vivo aposta no bundle (pacote integrado) para aumentar o ticket medio por cliente e reduzir o churn.

A Claro, controlada pela America Movil do empresario Carlos Slim, opera com infraestrutura propria de televisao por assinatura (via NET e SKY no segmento satelital), movel e dados, concorrendo diretamente com TIM e Vivo em todas as frentes. A Claro possui vantagem em cobertura de TV a cabo em cidades de medio porte e lideranca em determinados estados do Norte e Centro-Oeste. Sua estrategia combina infraestrutura integrada com agressividade comercial em segmentos de renda media e baixa.

A TIM diferencia-se dos dois maiores concorrentes pela combinacao de cobertura 4G/5G abrangente — frequentemente citada como a mais ampla em numero de municipios atendidos —, disciplina financeira com posicao de caixa liq uido, e foco crescente em servicos corporativos de dados, IoT (Internet das Coisas) e solucoes de conectividade para industria. Apos a aquisicao dos ativos da Oi Movel, a TIM incorporou espectro de baixa frequencia que melhora a penetracao de sinal em edificios e areas rurais, um diferencial competitivo em cobertura.

No segmento de banda larga fixa, a TIM Live compete com Vivo Fibra, Claro Net e um ecosistema crescente de altnets (provedores alternativos regionais) que avancam com redes FTTH em cidades medias. Empresas como Desktop, Brisanet, Unifique e V.tal (antiga Oi Fibra, que foi vendida como empresa separada) representam uma nova camada competitiva com custos operacionais enxutos e foco geográfico. Esse movimento amplia a fragmentacao do mercado de banda larga fixo, pressionando margens em determinadas regioes.

No espaco corporativo e B2B, a TIM compete com Vivo Empresas, Claro Empresas, Embratel (subsidiaria da Claro) e provedores de nuvem e conectividade como Cirion Technologies, Ascenty e operadoras de data center. A conectividade corporativa — incluindo links dedicados, SD-WAN, IoT industrial e solucoes 5G privadas — e um segmento de margens mais elevadas e crescimento mais rapido que o varejo.

A ameaca de novas entrantes e limitada pelas barreiras estruturais do setor: custo bilionario de construcao de rede propria, escassez de espectro licenciado (bem publico escasso leiloado pela Anatel em intervalo s irregulares) e exigencias regulatorias complexas. MVNOs (operadoras virtuais de rede movel), como Nubank Celular e outros novos entrantes digitais, operam sobre a infraestrutura das tres grandes mas tem participacao ainda marginal no mercado. Plataformas OTT (over-the-top), como WhatsApp, Skype e Zoom, substituem parcialmente a receita de voz e SMS, pressionando o segmento historicamente mais rentavel das operadoras.

O poder de barganha de fornecedores e moderado: os principais fabricantes de equipamentos de radio e transmissao — Ericsson, Nokia e Huawei — sao globais, com capacidade de suporte e inovacao dificeis de substituir. A escolha de fornecedor de infraestrutura de core network e uma decisao de longo prazo, gerando dependencia tecnologica. No entanto, a escala de operadoras como a TIM confere poder de negociacao relevante em volumes de compra.

O poder de barganha dos clientes e diluído pela grande base de usuarios — dezenas de milhoes de assinantes — mas a portabilidade numerica (implementada no Brasil desde 2008) amplifica a mobilidade entre operadoras, especialmente no segmento pos-pago de media renda, onde o churn e mais sensível a diferencas de qualidade de rede e preco. A fidelizacao via contratos de 12 a 24 meses no pos-pago e uma barreira parcial ao churn, mas nao elimina o risco competitivo em periodos de campanha agressiva.

Indicadores explicados

**P/L (Preco/Lucro).** O P/L de TIMS3 apresenta distorcao expressiva no calculo anualizado de curto prazo, pois o LPA registrado no campo consolid ado reflete periodo de resultado atipico. O 1T2026 isolado reportou LPA trimestral de R$ 0,3416, o que, anualizado, sugere multiplo mais representativo em torno de 16x. Em telecomunicacoes, o P/L e menos utilizado do que o EV/EBITDA, justamente por essas distorcoes derivadas de depreciacao e itens nao recorrentes. A interpretacao exige analise do historico de lucros e ajuste por recorrencia. Fórmula: P/L = Preco da Acao / LPA (Lucro por Acao anualizado) Cálculo: Preco R$ 22.33 / LPA anualizado de R$ 0.0081 = 2.743 (esse valor reflete um periodo com resultado deprimido; pelo LPA do 1T2026 de R$ 0.3416 por trimestre, o LPA trimestral anualizado seria R$ 1.3664, resultando em P/L implícito de ~16,3x) (dados de 10/06/2026)

**P/VP (Preco/Valor Patrimonial).** A TIMS3 negocia a 2,19 vezes seu valor patrimonial. Esse nivel acima de 1x P/VP indica que o mercado precifica ativos intangiveis relevantes — como licencas de espectro adquiridas em leiloes, carteira de clientes e valor de marca — que nao aparecem integralmente no balanco patrimonial. Em setores de infraestrutura como telecom, P/VP entre 2x e 3x e comum para operadoras líderes com geracao de caixa consistente. O acompanhamento da evolucao do VPA ao longo dos trimestres permite identificar se o patrimônio esta sendo preservado ou diluído. Fórmula: P/VP = Preco da Acao / VPA (Valor Patrimonial por Acao) Cálculo: Preco R$ 22.33 / VPA R$ 10.21 = 2.19x (dados de 10/06/2026, VPA apurado em 31/03/2026)

**DY (Dividend Yield).** O DY calculado sobre os ultimos cinco eventos de provento dos 12 meses encerrados em junho/2026 situa-se em torno de 3,5%. Importante observar que em abril/2025 houve distribuicao extraordinaria de R$ 0,8472 por acao, que eleva o DY de 12 meses ao redor de 7% quando incluída. A partir de 2026, a Lei 15.270/2025 institui retencao de 10% de IR sobre dividendos distribuidos acima de R$ 50 mil/mes por empresa ao mesmo acionista PF; JCP continua com aliquota de 15% na fonte. O DY deve ser avaliado em conjunto com a sustentabilidade do fluxo de caixa livre e o ciclo de CAPEX da empresa. Fórmula: DY = Total de Proventos nos Ultimos 12 Meses / Preco Atual da Acao x 100 Cálculo: Proventos nos 12 meses ate junho/2026: R$ 0,1633 (dividendo 24/03/2026) + R$ 0,1758 (JCP 22/12/2025) + R$ 0,1995 (dividendo 29/09/2025) + R$ 0,1323 (dividendo 28/07/2025) + R$ 0,1241 (dividendo 22/05/2025) = R$ 0,7950 / Preco R$ 22,33 = 3,56% (dados de 10/06/2026)

**ROE (Retorno sobre o Patrimônio Liquido).** O ROE anualizado de aproximadamente 13,4% — calculado como 3,34% trimestral multiplicado por 4 trimestres — indica que a TIM gera cerca de R$ 13 de resultado liq uido para cada R$ 100 de capital proprio investido. Em telecomunicacoes, onde o patrimônio liquido e expressivo pelo volume de ativos de rede, ROE entre 10% e 15% e considerado adequado para operadoras estabilizadas. A evolucao do ROE ao longo dos trimestres sinaliza ganhos de eficiencia operacional ou pressao sobre margens. A comparacao com o custo de capital proprio (Ke) e essencial para avaliar se a empresa cria ou destroi valor para o acionista. Fórmula: ROE = Lucro Liquido / Patrimônio Liquido Medio x 100 Cálculo: Lucro Liquido 1T2026: R$ 817,1 milhoes / Patrimônio Liquido 31/03/2026: R$ 24.420,1 milhoes = ROE trimestral de 3,34% (anualizado: ~13,4%; calculo: 3,34% x 4 trimestres) (dados de 31/03/2026)

**ROIC (Retorno sobre o Capital Investido).** O ROIC de 63% registrado para TIMS3 e expressivo e reflete a combinacao de margens operacionais robustas com posicao de caixa liq uido — dívida liq uida negativa — que reduz o denominador do calculo. ROIC superior ao WACC (custo medio ponderado de capital) indica criacao de valor economico. Em telecom, ROIC consistentemente elevado sinaliza disciplina na alocacao de capital e qualidade dos ativos produtivos. Acompanhar a trajetoria do ROIC em ciclos de CAPEX elevado, como a expansao do 5G, e fundamental para avaliar se os investimentos geram retorno adequado. Fórmula: ROIC = NOPAT (Lucro Operacional Apos Impostos) / Capital Investido (PL + Dívida Liq uida) Cálculo: ROIC registrado: 63% (0,63 conforme indicadores consolidados da B3). Capital Investido = Patrimônio Liquido R$ 24.420 M + Dívida Liq uida estimada (posicao liq uida negativa, pois div_liq_pl = -0,05, indicando caixa liq uido de R$ 1.221 M). ROIC elevado reflete eficiencia operacional e posicao de caixa liq uido (dados de 10/06/2026)

**EV/EBITDA (Enterprise Value sobre EBITDA).** O EV/EBITDA de 7,28x posiciona a TIMS3 em patamar moderado para o setor de telecomunicacoes na America Latina, onde operadoras estabelecidas historicamente negociam entre 6x e 10x. Esse multiplo e preferencial em telecom por neutralizar as distorcoes criadas pela elevada depreciacao de ativos de rede e pela diferenca de estrutura de capital entre competidores. Um EV/EBITDA abaixo da media historica do setor pode indicar subavaliacao relativa; acima, pode refletir expectativa de crescimento ou premio de qualidade. A comparacao com VIVT3 e fundamental para contextualizar o múltiplo. Fórmula: EV/EBITDA = (Valor de Mercado + Dívida Liq uida) / EBITDA dos Ultimos 12 Meses Cálculo: EV/EBITDA registrado: 7,28x. Valor de Mercado R$ 53,4 bilhoes + Dívida Liq uida (posicao de caixa liquida estimada em torno de -R$ 1,2 bilhao, dado div_liq_pl = -0,05 sobre PL de R$ 24,4 bi). EBITDA estimado pelo rateio: EV ~ R$ 52,2 bi / 7,28 = EBITDA implícito ~ R$ 7,2 bilhoes nos ultimos 12 meses (dados de 10/06/2026)

**Margem EBITDA.** A margem EBITDA e um dos principais indicadores de eficiencia operacional em telecomunicacoes, refletindo a capacidade de converter receita em geracao de caixa antes de depreciacao e custos financeiros. Operadoras com infraestrutura propria e escala nacional tendem a margens mais elevadas, pois os custos fixos sao diluídos sobre base maior de clientes e receitas. Reducoes na margem EBITDA ao longo dos trimestres podem sinalizar pressao competitiva, aumento de custos de energia ou interconexao, ou ainda periodo de expansao acelerada de rede. Monitorar a evolucao trimestral e a comparacao com pares como VIVT3 e essencial. Fórmula: Margem EBITDA = EBITDA / Receita Liq uida x 100 Cálculo: Margem EBITDA nao disponivel diretamente nos dados consolidados. Com EBITDA implicito de ~R$ 7,2 bilhoes (calculado a partir do EV/EBITDA de 7,28x e receita liq uida anualizada estimada de ~R$ 27 bilhoes com base no 1T2026 de R$ 6,81 bilhoes x 4), Margem EBITDA estimada: R$ 7,2 bi / R$ 27,2 bi = ~26%. Referencia setorial para telecom nacional situa-se tipicamente entre 35% e 45% (dados de 10/06/2026)

**Dívida Liq uida / EBITDA.** Uma relacao dívida liq uida/EBITDA negativa e sinal de solucao financeira robusta: a empresa possui mais caixa do que dívidas financeiras, o que reduz o risco de insolvencia e amplia a flexibilidade para investimentos em expansao de rede, aquisicoes estrategicas ou distribuicao de proventos. Para operadoras de telecom, que historicamente carregam alavancagem relevante para financiar o ciclo de CAPEX, essa posicao de caixa liq uido e diferencial. Contudo, e importante verificar o cronograma de vencimentos da dívida bruta e os compromissos de CAPEX futuros, que podem reverter essa posicao em periodos de investimento intenso. Fórmula: Dívida Liq uida / EBITDA = (Dívida Bruta - Caixa e Equivalentes) / EBITDA dos Ultimos 12 Meses Cálculo: Div_liq_ebitda registrado: -0,17x. Posicao negativa confirma que a TIM possui mais caixa e equivalentes do que dívida financeira bruta, resultando em dívida liq uida negativa. Com EBITDA estimado de ~R$ 7,2 bilhoes, o caixa liq uido e de aproximadamente R$ 1,2 bilhao (0,17 x R$ 7,2 bi) (dados de 10/06/2026)

**LPA (Lucro por Acao).** O LPA mede o resultado gerado por acao, sendo a base para calcular o P/L e estimar o potencial de dividendos futuros. No caso da TIMS3, o LPA consolidado registrado apresenta distorcao por periodo de resultado atipico no calculo anual, enquanto o LPA do 1T2026 (R$ 0,3416 por trimestre) indica capacidade de geracao de lucro mais robusta quando anualizado. Variações de LPA entre trimestres podem refletir sazonalidade, itens nao recorrentes ou mudancas estruturais no negocio. Acompanhar o LPA recorrente — excluindo ganhos e perdas nao operacionais — oferece visao mais estavel da rentabilidade da empresa. Fórmula: LPA = Lucro Liq uido / Total de Acoes Cálculo: LPA 1T2026: Lucro R$ 817.093.000 / 2.392.125.889 acoes = R$ 0,3416 por acao no trimestre. LPA anualizado com base no 1T2026: R$ 0,3416 x 4 = R$ 1,3664. LPA consolidado registrado no sistema: R$ 0,0081 (reflete periodo atipico de resultado) (dados de 31/03/2026)

**VPA (Valor Patrimonial por Acao).** O VPA representa a parcela do patrimônio liq uido contabilizado que corresponde a cada acao. E a base para o calculo do P/VP e permite avaliar se o mercado precifica a empresa acima ou abaixo do valor contabil dos seus ativos. Para a TIMS3, o VPA de R$ 10,21 reflete um patrimônio liq uido solido de R$ 24,4 bilhoes. O premio que o mercado paga acima do VPA (multiplo P/VP de 2,19x) representa o valor percebido de ativos intangiveis — licencas, marca, base de clientes — e da expectativa de geracao de resultado futuro acima do custo de capital. A evolucao do VPA ao longo dos anos sinaliza se o lucro retido esta sendo incorporado ao patrimônio ou distribuído integralmente como dividendos. Fórmula: VPA = Patrimônio Liq uido / Total de Acoes Cálculo: VPA = R$ 24.420.124.000 / 2.392.125.889 acoes = R$ 10,21 por acao (dados de 31/03/2026)

Perguntas Frequentes

Qual o preço atual de TIMS3? A cotação mais recente de TIMS3 é de R$ 22,60.

Em qual setor TIMS3 está classificada? TIMS3 pertence ao setor Telecomunicações na classificação da B3.

Qual o P/L de TIMS3? O índice Preço/Lucro (P/L) de TIMS3 é 2776.54. Este indicador relaciona o preço da ação com o lucro por ação.

TIMS3 paga dividendos? TIMS3 apresenta dividend yield de 7,02% nos últimos 12 meses.

Qual o ROE de TIMS3? O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de TIMS3 é de 0,08%. O indicador relaciona o lucro ao patrimônio líquido e descreve a rentabilidade contábil da companhia.

Qual o valor de mercado de TIMS3? O valor de mercado de TIMS3 é de aproximadamente R$ 54,1B, calculado a partir da cotação e do total de ações. Dado sujeito a variação a cada pregão.

Quantas ações TIMS3 possui emitidas? A companhia possui 2.392.125.889 ações emitidas, conforme dados públicos CVM/B3.

Qual o controle acionário de TIMS3? O controle acionário registrado é do tipo Privado Holding, conforme cadastro público da companhia.

O que e a TIM S.A. e o que ela faz? A TIM S.A. (TIMS3) e uma das principais operadoras de telecomunicacoes do Brasil, oferecendo telefonia movel (planos pre-pago, controle e pos-pago), banda larga fixa via fibra optica (TIM Live), solucoes corporativas de dados, IoT (Internet das Coisas) e servicos de valor agregado. Constituída em 9 de marco de 1998, e subsidiaria do grupo italiano Telecom Italia e tem presenca nacional com cobertura 4G/5G em todo o pais.

TIMS3 pertence a qual segmento de governanca da B3? A TIMS3 esta listada no Novo Mercado da B3, o mais exigente segmento de governanca corporativa da bolsa. Isso implica capital 100% composto por acoes ordinarias (ON), tag along de 100% em mudancas de controle, obrigacao de arbitragem em conflitos societarios e divulgacao periodica de informacoes financeiras e nao financeiras seguindo os mais altos padroes de transparencia exigidos pela B3 e CVM.

Quem e o acionista controlador da TIMS3? O grupo Telecom Italia, companhia italiana de telecomunicacoes com sede em Milao, e o acionista controlador da TIM S.A. O free float — acoes disponíveis para negociacao no mercado — representa 32,5% do total. O controle estrangeiro traz know-how tecnologico e sinergias com o grupo global, mas implica que decisoes estrategicas relevantes sao alinhadas com as diretrizes do controlador europeu.

A TIM distribui dividendos regularmente? Sim. A TIM tem historico de distribuicao regular de proventos, incluindo dividendos ordinarios e JCP (Juros sobre Capital Proprio). O pagamento ocorre em datas-com ao longo do ano, conforme deliberacao do conselho de administracao. Vale lembrar que, a partir de 2026, a Lei 15.270/2025 estabelece retencao de 10% de IR sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mes pagos por uma empresa ao mesmo acionista PF. JCP tem aliquota de 15% na fonte.

Como a aquisicao de ativos da Oi Movel impactou a TIM? Em 2022, a TIM participou do consorcio que adquiriu os ativos da Oi Movel, junto com Vivo e Claro. A TIM ficou com parte do espectro de baixa frequencia, torres e base de clientes, reforçando sua cobertura em areas de menor densidade e sua capacidade de penetracao de sinal em ambientes fechados. A integracao dos sistemas e da infraestrutura herdada representa desafio operacional e fonte potencial de sinergias de custo.

Quais sao os principais concorrentes da TIMS3? Os principais concorrentes sao a Telefonica Brasil — Vivo (VIVT3), lider de mercado com estrategia de convergencia fixo-movel, e a Claro, subsidiaria da mexicana America Movil, que atua em movel, banda larga fixa e TV. No segmento de banda larga, a TIM Live enfrenta tambem altnets regionais como Brisanet, Desktop e Unifique, que avancam com FTTH em cidades medias com estrutura de custo enxuta.

Qual e a estrategia da TIM com o 5G? Apos o leilao de espectro 5G realizado pela Anatel em 2021, a TIM assumiu compromissos de expansao de cobertura com prazos regulatorios definidos. A empresa tem priorizado o 5G em capitais e regioes metropolitanas, inicialmente via 5G DSS (compartilhamento de espectro) e, progressivamente, com implantacao do 5G Standalone (SA), que permite latencia ultrabaixa para aplicacoes industriais e corporativas de missao critica.

Como o ciclo de juros afeta o desempenho da TIMS3? Taxas de juros elevadas (SELIC alta) impactam a TIMS3 por dois canais: direto — elevando a despesa financeira sobre a dívida bruta existente — e indireto — aumentando a taxa de desconto aplicada pelo mercado ao fluxo de caixa futuro, o que pressiona os multiplos de valorizacao das acoes. Em compensacao, a posicao de caixa liq uido da empresa gera receita financeira que amortece parcialmente o impacto do custo de capital elevado.

O que e o ARPU e por que ele e importante para analisar a TIM? ARPU (Average Revenue Per User) e a receita media gerada por cada usuario ativo. E um dos principais KPIs operacionais de operadoras de telecom, pois mede a capacidade de monetizacao da base de clientes. ARPU crescente indica sucesso em migrar usuarios para planos de maior valor (ex: pre-pago para pos-pago) ou em adicionar servicos digitais. Queda no ARPU pode sinalizar pressao competitiva ou mix desfavoravel de planos.

O que e churn e por que importa para TIMS3? Churn e a taxa de cancelamento de clientes em um periodo. Em operadoras de telecom, churn elevado aumenta o custo de aquisicao de novos clientes (CAC) necessarios para reposicao e deteriora a receita recorrente. A portabilidade numerica no Brasil (vigente desde 2008) facilita a migracao entre operadoras, tornando a gestao do churn — via qualidade de rede e atendimento — um fator diferencial de competitividade.

A TIMS3 faz parte de quais índices da B3? A TIMS3 integra o Ibovespa (principal índice de acoes do Brasil), o IBrX-50 (50 acoes de maior liquidez), o ITAG (acoes com tag along integral) e o IDIV (índice de dividendos). A presenca em indices amplia a demanda por parte de fundos de gestao passiva e ETFs que replicam esses benchmarks, contribuindo para a liquidez e o volume medio diario de negociacoes do papel.

Como interpretar o EV/EBITDA de 7,28x da TIMS3? O EV/EBITDA de 7,28x indica que o mercado avalia a empresa a aproximadamente 7,3 vezes sua geracao de caixa operacional (EBITDA). Em setores de telecomunicacoes na America Latina, essa faixa e considerada moderada — operadoras estabelecidas historicamente negociam entre 6x e 10x. Esse multiplo e preferido em telecom por neutralizar o efeito da elevada depreciacao de ativos de rede e por permitir comparacoes entre empresas com diferentes estruturas de capital.

Qual e o risco cambial da TIMS3? A TIM S.A. atua exclusivamente no Brasil e tem receitas em reais, mas parte relevante do CAPEX e contratada em moeda estrangeira (dolar ou euro) para aquisicao de equipamentos de rede de fabricantes como Ericsson, Nokia e Huawei. Ciclos de desvalorizacao do real elevam o custo de expansao e modernizacao da rede. A empresa pode usar instrumentos de hedge cambial para mitigar parte desse risco, conforme divulgado em notas explicativas dos resultados trimestrais.

Qual e o payout mínimo legal de dividendos da TIM? Pela Lei das S.A. (Lei 6.404/1976), o estatuto social deve prever dividendo obrigatorio mínimo de 25% do lucro liq uido ajustado. A TIM historicamente distribui percentuais superiores ao mínimo, combinando dividendos e JCP. A decisao de payout e deliberada pelo Conselho de Administracao e aprovada em assembleia, levando em conta geracao de caixa livre, necessidades de CAPEX e metas de alavancagem. A partir de 2026, a Lei 15.270/2025 traz retencao de 10% de IR sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mes por empresa ao acionista PF.

Como avaliar o risco de execucao da integracao da Oi Movel? A integracao de ativos adquiridos em operacoes de M&A de grande porte — como a compra dos ativos da Oi Movel em 2022 — envolve riscos de migracao de sistemas, adaptacao de infraestrutura herdada e retencao de clientes absorvidos. O acompanhamento de indicadores como churn da base integrada, evolucao do CAPEX de integracao e realizacao das sinergias de custo anunciadas e fundamental para avaliar se o negocio esta performando conforme as expectativas originais do processo de aquisicao.

Atualização

Dados consultados em 19/07/2026 nas fontes públicas citadas. Cotações e indicadores estão sujeitos a defasagem conforme a periodicidade de cada fonte.

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