Zema propõe privatizar Petrobras e Banco do Brasil para impulsionar infraestrutura
Zema planeja privatizar Petrobras e Banco do Brasil para investir em infraestrutura e impulsionar crescimento econômico em 2026. Entenda os impactos.
Segundo InfoMoney, romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência em 2026, anunciou intenção de privatizar Petrobras e Banco do Brasil para financiar investimentos em infraestrutura. Zema afirmou que recursos das privatizações não serão usados para pagar contas públicas, mas para obras em estradas, ferrovias, hidrovias e portos.
O que está em jogo
Segundo InfoMoney, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado, 18, que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em 2026. Durante discurso no Encontro Nacional do partido, em São Paulo, Zema disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos. Segundo ele, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para "virar a chave do crescimento e da prosperidade". "Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo País inteiro", afirmou. "Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado. Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho", disse. Na primeira parte do discurso, Zema voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", afirmou diversas vezes, ao acusar o governo de permitir o avanço das facções criminosas, gastar recursos "para se manter no poder" e manter políticas de cotas e "doutrinação progressista" nas escolas. Impeachment de Moraes Também direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, afirmando que o País "não aguenta mais quatro anos" de ambos. E, na mesma linha do que defende o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, pregou: "Nessa eleição nós vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes", afirmou durante discurso no Encontro Nacional do Novo.
Segundo InfoMoney, o pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou hoje, 18, que as eleições para o Senado Federal devem resultar na escolha de nomes favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não vou abaixar a cabeça para tirano", declarou. Ele voltou a criticar a decisão do magistrado em proibir provisoriamente visitas ao ex-presidente, Jair Bolsonaro. A decisão também torna inviável a visita do presidente argentino Javier Milei, que a defesa de Bolsonaro pediu para que ocorra no sábado, dia 25. A prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro está mantida. Flávio participa hoje do lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta ao Senado Federal, no Espírito Santo. No evento, também estão sendo oficializadas as pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República voltou a focar na pauta de segurança pública. Disse, por exemplo, que os Policiais Federais "voltarão" a ter autonomia e serão "valorizados" a partir de 2027. Ele também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição.
Segundo Exame Invest, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que está avaliando a possibilidade de tentar prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele participe da Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para setembro, na sede da ONU, localizada na cidade.
Análise e desdobramentos
Conforme Folha - Mercado, um ano após o primeiro tarifaço do governo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro deu um baita presente para o presidente Lula ao estimular que o balcão de negócios de Donald Trump virasse tema eleitoral no Brasil.
Alem disso, InfoMoney indica que zema prometeu mudanças no Judiciário, incluindo fim de supersalários, foro privilegiado, decisões monocráticas no STF e proibição de parentes de ministros atuarem como advogados perante as Cortes.
Alem disso, InfoMoney indica que zema afirmou que recebeu Minas Gerais arruinado pelo PT e que sua gestão atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos.
Alem disso, InfoMoney indica que zema e o Novo defendem impeachment do ministro Alexandre de Moraes e criticam ministros do STF, alinhando-se com discurso do PL e Flávio Bolsonaro.
O que observar
A proposta de privatização pode redefinir a agenda econômica das próximas eleições, mas enfrenta desafios de viabilidade, resistência social e necessidade de garantias de transparência na aplicação dos recursos.
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