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Tarifa de 25% dos EUA afeta US$ 11 bilhões em exportações

Tarifa de 25% dos EUA afeta US$ 11 bilhões em exportações

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor em julho de 2026, mas isenções limitam impacto nas exportações de US$ 11 bilhões.

Segundo InfoMoney, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) confirmou a aplicação de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho de 2026, com isenções para petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. A Amcham Brasil avaliou que a tarifa coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas para acessar o mercado americano, afetando mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio.

O que está em jogo

Segundo InfoMoney, como esperado, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou, ontem, a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho. Apesar da decisão, bens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da nova cobrança. "Na prática, grande parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora brasileira não será taxada pela nova medida. Logo, o impacto macroeconômico será limitado, em nossa avaliação", apontou a XP. Também na visão da Ágora Investimentos, a confirmação da tarifa segue no radar dos investidores, mas a ampliação da lista de produtos isentos pode reduzir parte dos impactos esperados sobre os ativos de risco domésticos. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, registrava queda de 0,56%, a US$ 35,70, às 8h52 (horário de Brasília), no pré-mercado. Cabe ressaltar que associações do setor, contudo, destacaram que a decisão dos EUA indica um resultado "muito negativo" para a relação bilateral. "Esse tratamento contrasta com o crescente superávit comercial dos EUA com o Brasil - de US$ 41,8 bilhões em bens e serviços em 2025 - e com o baixo patamar das tarifas efetivamente aplicadas pelo Brasil aos produtos americanos", observa, em nota.

Segundo InfoMoney, em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira, 15, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado americano. A entidade destaca que a decisão é especialmente prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, o que reduz significativamente a competitividade do País perante concorrentes globais. "Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral", diz a nota. Ainda de acordo com a entidade, "a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA em outras oportunidades no último ano". Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Segundo Folha - Mercado, as primeiras manifestações dos industriais brasileiros sobre a nova sobretaxa de 25% aplicada pelo governo Donald Trump na noite desta quarta-feira (15) indicaram forte apreensão. No caso da indústria paulista, fortes críticas ao governo Lula (PT). As primeiras manifestações dos industriais brasileiros sobre a nova sobretaxa de 25% aplicada pelo governo Donald Trump na noite desta quarta-feira (15) indicaram forte apreensão.

Quem são os protagonistas

As instituições com papel determinante incluem Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (órgão responsável por definir e implementar políticas comerciais dos eua), Amcham Brasil (câmara americana de comércio no brasil, representante de interesses empresariais).

Análise e desdobramentos

Conforme Folha - Mercado, o governo dos Estados Unidos confirmou na noite desta quarta-feira (15) a implementação de tarifas de 25% contra produtos do Brasil. A medida havia sido proposta pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) e encerra uma investigação sobre o país iniciada em julho do ano passado. O governo dos Estados Unidos confirmou na noite desta quarta-feira (15) a implementação de tarifas de 25% contra produtos do Brasil.

Conforme Folha - Mercado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no início da madrugada desta quinta-feira (16) que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, após o governo dos Estados Unidos confirmar nesta quarta-feira (15) a imposição de novas tarifas de importação contra o Brasil.

Conforme Exame Invest, o novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira, 15, pela Amcham Brasil.

Alem disso, InfoMoney indica que a Fiesp criticou a decisão unilateral dos EUA, destacando prejuízos à competitividade brasileira e riscos para exportações.

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