Databricks levanta bilhões para expandir IA na empresa e ajudar negócios a usar
Databricks levanta nova rodada de bilhões para ampliar soluções de IA, governança de dados e inovação. Saiba como essa rodada impacta o mercado de tecnologia em 2026.
Startups: Menos de um ano depois, Databricks levanta nova megarodada.
O que está em jogo
Segundo InfoMoney, menos de um ano após levantar uma série J de US$ 4 bilhões, a Databricks anunciou uma nova rodada de investimentos que a avalia em US$ 188 bilhões, liderada pela Coatue Management, com participação de novos e velhos parceiros. Apesar da Databricks não ter revelado o valor do cheque, o Wall Street Journal divulgou que a operação gira em torno de US$ 3 bilhões. Segundo fontes próximas à empresa, os recursos ajudarão a acelerar a estratégia de múltiplas IAs da companhia, com três produtos para ajudar empresa a usar IA em escala sem depender de um único modelo. O primeiro é o Unity AI Gateway, camada de governança que ajuda a controlar custos e o uso de múltiplos modelos de IA. O segundo é o Genie, assistente que transforma dados de negócio em respostas e ações. E o terceiro é o Lakebase, banco de dados Postgres serverless construído especificamente para rodar agentes de IA. Além de bancar essas frentes, o cheque também deve financiar aquisições na área de IA e ampliar os investimentos em pesquisa, dizem as fontes. O racional aparece na fala do fundador e CEO Ali Ghodsi, que descreve uma virada de comportamento no cliente corporativo. "As empresas estão migrando da maximização de tokens para a maximização de valor. Elas não querem gastar tokens caros com o modelo mais avançado em todas as tarefas, e querem obter o melhor resultado por dólar investido. Isso significa ter liberdade para escolher a IA mais adequada para cada trabalho", afirma.
Segundo Exame Invest, o mercado acionário brasileiro encerrou o pregão desta sexta-feira, 17, praticamente estável, mas no campo negativo, em um dia marcado pela aversão ao risco nos mercados globais, escalada das tensões no Oriente Médio e repercussão das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo InfoMoney, as bolsas de Nova York fecharam em forte baixa nesta sexta-feira 17, refletindo os temores dos investidores com gastos exacerbados em inteligência artificial (IA) e derrubando o setor de tecnologia. O Dow Jones teve baixa de 0,77%, nos 52.146,39 pontos, e cedeu 0 93% na semana. O S&P 500 caiu 1,01%, em 7.457,67 pontos, com queda de 1,55% na semana. O Nasdaq recuou 1,40%, encerrando nos 25.520,24 pontos, e acumulando perdas de 2,9% na semana. O Nasdaq, que concentra empresas de semicondutores foi o mais penalizado na sessão. Papéis do setor como Intel e AMD perderam 2% e 1,03%, respectivamente. Pela manhã, a Apple (+0,14%) chegou a ultrapassar a Nvidia (-2,21%) como empresa mais valiosa do mundo em meio ao tombo generalizado de ações de IA, mas a gigante de chips recuperou o posto ao longo do pregão. Já as petrolíferas ExxonMobil e Chevron avançavam cerca 1% e 2%, respectivamente, diante da força do petróleo, que encerrou a semana em alta de cerca de 15%. A Netflix, que decepcionou com balanço na quinta, tombou 7,26%, enquanto a SpaceX derreteu mais de 5%, levando a fabricante de foguetes de Elon Musk a apagar quase US$ 1 trilhão em valor de mercado desde que atingiu sua máxima histórica. Apesar da recente liquidação das ações, as gigantes do setor ainda acumulam ganhos expressivos no ano, levando o índice MSCI World Information Technology a avançar mais de 20% no período. Na próxima semana, Alphabet (-2,17%) e Tesla (-2,63%) estarão entre os grandes nomes que divulgam seus resultados corporativos do trimestre.
Quem são os protagonistas
As instituições com papel determinante incluem Coatue Management (líder da rodada de investimento mais recente na databricks).
Análise e desdobramentos
O que observar
Segundo ele, boa parte das empresas ainda tropeça em ver a IA gerar ROI porque os dados estão espalhados em sistemas diferentes, desconectados das aplicações e difíceis de governar.
É esse buraco que a plataforma da Databricks promete tapar, unindo dados e IA numa infraestrutura preparada para agentes.
Hoje, são mais de 20 mil organizações na base de clientes da Databricks, incluindo nomes como adidas, Bayer, Mastercard e 70% da lista Fortune 500.
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