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Haddad propõe diálogo com EUA para combater crime organizado sem perder autonomia

Haddad propõe diálogo com EUA para combater crime organizado sem perder autonomia

Fernando Haddad destaca a importância da cooperação Brasil-EUA em segurança pública, defendendo autonomia e fortalecimento institucional. Saiba mais.

Cooperação internacional e soberania: o equilíbrio buscado por Haddad

Em junho de 2026, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, trouxe à tona o debate sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, Haddad enfatizou que a cooperação internacional é indispensável, mas deve ser conduzida sem que o Brasil subordine seus interesses nacionais às diretrizes americanas. Segundo ele, "uma cooperação com os Estados Unidos é essencial, porque o nosso problema está lá também. O dinheiro do crime organizado está sendo lavado nos Estados Unidos, as armas para o crime organizado do Brasil estão vindo dos Estados Unidos, então nós precisamos encontrar um jeito de cooperar com eles. O que não podemos é subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano".

A declaração ocorre em um contexto de crescente complexidade nas relações internacionais, marcado por desafios internos de segurança pública e por tensões comerciais com os Estados Unidos. O posicionamento de Haddad reflete uma preocupação recorrente na política externa brasileira: como articular parcerias estratégicas sem comprometer a autonomia decisória do país. O histórico da relação bilateral mostra avanços e impasses, especialmente em temas sensíveis como segurança, comércio e política antidrogas.

Contexto histórico e desafios atuais na segurança pública

A relação entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no campo da segurança pública, alternou momentos de aproximação e distanciamento ao longo das últimas décadas. Nos anos 1990 e 2000, a cooperação bilateral intensificou-se em áreas como combate ao narcotráfico e lavagem de dinheiro, com iniciativas conjuntas e intercâmbio de informações. Contudo, divergências sobre soberania e métodos de atuação sempre estiveram presentes, levando a episódios de tensão diplomática.