EUA deixam de combater evasão fiscal offshore, aumentando perdas de US$ 40 bi e afetando
EUA deixaram de combater evasão fiscal offshore, causando perda de US$ 40 bilhões e pressionando suas políticas públicas. Entenda os impactos dessa mudança.
Desde o início de 2025, empresas americanas deixaram de recolher pelo menos US$ 40 bilhões em impostos de renda, segundo dados de fontes financeiras. O montante reflete o impacto direto da decisão do governo Trump de abandonar iniciativas multilaterais voltadas ao combate à evasão fiscal internacional, especialmente aquelas relacionadas ao uso de paraísos fiscais. A mudança de postura regulatória alterou o ambiente tributário global e gerou efeitos relevantes sobre a arrecadação federal, a competitividade empresarial e a sustentabilidade das políticas públicas nos Estados Unidos.
Contexto e trajetória recente
A retirada dos Estados Unidos de esforços internacionais coordenados para coibir a evasão fiscal offshore ocorreu em um cenário de crescente tensão entre agendas nacionais e demandas globais por maior transparência tributária. Até 2024, os EUA participavam ativamente de fóruns multilaterais, como a OCDE, que buscavam harmonizar regras e fechar brechas para transferência artificial de lucros. A partir de 2025, com a decisão do governo Trump, houve uma inflexão: o país passou a priorizar interesses domésticos, flexibilizando a cooperação e reduzindo o rigor sobre operações transnacionais de planejamento tributário.
Esse movimento coincidiu com um contexto de desaceleração da arrecadação federal, já pressionada por fatores econômicos internos. Dados preliminares indicam que, desde o início de 2025, a evasão fiscal por meio de estruturas offshore aumentou de forma expressiva. O uso de jurisdições com regimes fiscais favoráveis tornou-se mais frequente, facilitando a transferência de lucros e a redução da base tributária nos EUA. O resultado imediato foi uma queda significativa na receita de impostos de renda corporativos, agravando o desafio fiscal do país.
