Em 2026, baixa produtividade e setor de serviços dificultam criação de empregos
Em 2026, a baixa produtividade e o setor de serviços limitam a geração de empregos no Brasil, enquanto a tem impacto moderado. Saiba mais.
A configuração do mercado de trabalho brasileiro em 2026 evidencia que a estagnação econômica global, associada ao baixo dinamismo da produtividade e à predominância do setor de serviços, constitui o principal entrave à geração de empregos formais e de qualidade. Dados recentes indicam que, embora a inteligência artificial () e a automação avancem, seus efeitos sobre o emprego permanecem limitados diante de desafios estruturais mais profundos, como a rigidez do mercado de trabalho e a dificuldade de elevar a produtividade, especialmente nos serviços.
Mudança estrutural da economia e impacto no emprego
A trajetória do setor de serviços no Brasil, que responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) segundo dados de 2024, revela uma dinâmica de expansão acompanhada por estagnação ou leve declínio da produtividade do trabalho desde 2020. Esse fenômeno não é exclusivo do contexto brasileiro, mas adquire relevância particular em função da estrutura do mercado de trabalho nacional, caracterizado por elevada informalidade e concentração de postos de baixa qualificação.
O crescimento do setor de serviços, sem o correspondente avanço em produtividade, limita a criação de empregos formais e bem remunerados. O IBGE aponta que, mesmo com o aumento do peso desse segmento na economia, a produtividade do trabalho permanece estável ou em retração, o que restringe a capacidade de absorção de mão de obra qualificada e dificulta a elevação dos salários médios. Esse quadro reflete gargalos estruturais, como dificuldades de inovação, insuficiente investimento em tecnologia e baixa qualificação da força de trabalho.
