Cuba suspende Visa e Mastercard após sanções dos EUA em 2026
Cuba suspende Visa e Mastercard em 2026 devido às sanções dos EUA, afetando economia, turismo e remessas. Entenda os impactos e estratégias do país.
Em 6 de junho de 2026, o Banco Central de Cuba formalizou a suspensão das transações realizadas por meio dos sistemas Visa e Mastercard, atribuindo a decisão às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. A medida não representa uma ruptura abrupta, mas sim o desdobramento mais recente de uma trajetória de isolamento financeiro progressivo que se estende por décadas — e que, nos últimos anos, ganhou novos contornos diante da ausência de avanços diplomáticos concretos entre Havana e Washington.
A suspensão afeta diretamente consumidores, empresas e o setor de turismo, que dependiam dos sistemas de pagamento internacionais para transações em moeda estrangeira. Para uma economia já fragilizada por restrições estruturais, a interrupção desses canais representa um estreitamento adicional das possibilidades de integração ao sistema financeiro global.
Contexto histórico das sanções econômicas
As restrições financeiras dos Estados Unidos sobre Cuba têm origem nas décadas de 1960, quando o governo americano instituiu o embargo econômico, comercial e financeiro em resposta à Revolução Cubana de 1959. Ao longo das décadas seguintes, o arcabouço legal do bloqueio foi sendo ampliado por sucessivas legislações, entre as quais se destacam a Lei Torricelli (1992) e a Lei Helms-Burton (1996), que internacionalizaram o alcance das sanções ao penalizar empresas de terceiros países que mantivessem relações comerciais com Cuba.
O endurecimento mais recente ocorreu durante a administração Trump, entre 2017 e 2021, quando foram reforçadas restrições financeiras e comerciais, incluindo a reativação do Título III da Lei Helms-Burton — dispositivo que permite a cidadãos americanos processar empresas estrangeiras que operem em propriedades confiscadas após a Revolução. Esse movimento ampliou o risco jurídico para instituições financeiras internacionais que mantivessem operações em Cuba, contribuindo para o afastamento progressivo de redes de pagamento globais.
