Índice de preços do governo caiu para 0,87% em maio, ajudando a controlar a inflação
Índice IGP-DI de maio de 2026 caiu para 0,87%, sinalizando desaceleração inflacionária. Entenda os fatores e o impacto na economia brasileira.
Em maio de 2026, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,87%, marcando desaceleração significativa frente ao avanço de 2,41% observado em abril, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 2,53%, reforçando a tendência de arrefecimento inflacionário no curto prazo. Esse movimento ocorre em meio a ajustes na política monetária e à influência de fatores sazonais e de preços de commodities, compondo um cenário de monitoramento atento por parte de agentes econômicos e formuladores de políticas públicas.
Contexto e antecedentes
A trajetória recente do IGP-DI reflete um período de moderação após episódios de pressão inflacionária nos anos anteriores. Em 2024, o índice acumulou alta de 4,78% em 12 meses, impulsionado por choques de oferta, reajustes tarifários e volatilidade cambial. O comportamento do índice ao longo de 2025 e início de 2026 evidencia o impacto de medidas de política monetária mais restritivas, com o Banco Central elevando a taxa Selic para 14,50% ao ano desde o início de 2026, em resposta ao ambiente inflacionário persistente.
O histórico do IGP-DI revela sensibilidade a ciclos de commodities e a oscilações cambiais. Em momentos de valorização do dólar, como observado em parte de 2024, houve repasse para preços ao produtor e ao consumidor, pressionando o índice. A partir do segundo semestre de 2025, a estabilização do câmbio e a normalização de cadeias produtivas globais contribuíram para a redução do ritmo de alta dos preços, movimento que se intensificou em 2026.
