Alibaba e Baidu contestam sua inclusão na lista do Pentágono, podendo impactar
Alibaba e Baidu contestam sua inclusão na lista do Pentágono, que pode afetar operações e investimentos. Entenda o impacto dessa medida na economia global.
Em 8 de junho de 2026, o Pentágono revisou sua lista de empresas chinesas supostamente ligadas às Forças Armadas da China, incluindo nomes de destaque como Alibaba e Baidu. A atualização, que visa identificar companhias que, segundo o órgão de defesa dos Estados Unidos, apoiam o aparato militar de Pequim, resultou em reações distintas por parte das empresas envolvidas e do mercado financeiro. A inclusão dessas empresas na lista implica restrições à atuação delas nos Estados Unidos, podendo afetar operações, investimentos e relações comerciais.
A Alibaba e a Baidu rejeitaram categoricamente suas designações, alegando não possuir vínculos com o setor militar e afirmando que tomarão medidas legais para contestar a decisão. Segundo representantes, a Alibaba afirmou que “não há base para sua inclusão na lista do Pentágono” e que “tomará todas as medidas legais disponíveis contra tentativas de deturpar sua imagem”. A Baidu, por sua vez, declarou que rejeita “qualquer associação com atividades militares” e que continuará a defender sua reputação perante as autoridades americanas.
A reação do mercado financeiro em Hong Kong foi mista na sequência do anúncio. As ações da Alibaba recuaram 1,4%, enquanto a RoboSense, uma das empresas de robótica listadas na mesma relação, caiu 0,8%. Por outro lado, BYD e Baidu apresentaram leves altas, de 0,4% e 0,5%, respectivamente. Esses movimentos refletem a sensibilidade do setor de tecnologia chinês às tensões diplomáticas e às possíveis restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
